Jump to content

Voar à moda antiga


E175

Recommended Posts

Voar à moda antiga | 26.06.2008

 

Ícone da aviação dos anos 50, o Constellation vai voltar à ativa com equipamentos de segurança novos em folha

 

consumoviagem.jpg

Deutsche Lufthansa AG

 

Por Daniella Camargos - EXAME

 

Para a imensa maioria das pessoas, uma viagem de avião deve ser não mais que insípida, inodora e, de preferência, indolor. Quanto mais moderna a aeronave, melhor. Mas há quem sinta saudade dos tempos em que os passageiros eram ensurdecidos pelo barulho das hélices, voavam sob enervante trepidação e podiam colocar a cabeça para fora das janelas. Para esses amantes dos velhos tempos, surgiu uma excelente notícia. Em breve, um avião como o que aparece nestas páginas fará rotas internacionais carregando passageiros de todo o mundo. Trata-se de um Lockheed Constellation L-1649A, mais conhecido como Starliner. Construído na década de 50, o modelo entrou para a história da aviação mundial ao ser o primeiro avião a fazer uma viagem de 23 horas sem escalas. Embora potente para a época, o Starliner freqüentemente retornava ao aeroporto logo após decolar por dificuldades mecânicas. Quadrimotor com hélices, o avião se aquecia muito no chão e sua violenta vibração partia os fios elétricos. Uma informação suficiente para dar calafrios nos mais sensíveis. Mas, amantes da aviação, alegrem-se. Quando o Starliner voltar para as pistas dos aeroportos, essas dificuldades farão parte do passado. O avião voará com a mesma segurança oferecida por uma aeronave moderna. A responsável pela façanha é a companhia aérea alemã Lufthansa, que vai restaurá-lo para oferecer a seus clientes vôos com clima de nostalgia. O primeiro vôo do Starliner recauchutado, cujo trajeto ainda não foi definido, está marcado para o início de 2010. “Fazer o Starliner voltar a voar será um marco profissional e emocional para todos os envolvidos”, disse a EXAME August Henningsen, executivo da Lufthansa responsável pela restauração.

 

Para impressionar os futuros passageiros, a Lufthansa optou por restaurar a versão mais glamourosa do Starliner. Enquanto o modelo tradicional tem 86 assentos, o mais luxuoso tem apenas 36. Isso significa mais espaço e conforto, com poltronas originais que, além de se transformar em camas, poderão ficar atrás de cortinas para maior privacidade. A aeronave terá ainda som ambiente e uma cozinha de primeira linha. Nada de barrinhas de cereal ou sanduíches quase congelados, portanto. As janelas originais, grandes e redondas, também serão mantidas e ganharão cortinas de tecido. Até o uniforme da tripulação e o serviço prestado serão como na década de 50. Mas somente o visual da aeronave remeterá ao passado. A cabine do piloto será equipada com o mesmo sistema de radionavegação utilizado nos aviões modernos, a fim de evitar os problemas técnicos do passado. Por motivos de segurança, serão incluídos consoles e mostradores similares aos do Boeing 747.

 

O desafio de fazer o Starliner voar novamente atraiu dezenas de engenheiros e técnicos, que se ofereceram como voluntários para ressuscitar a aeronave. Inicialmente, foram escolhidos dez profissionais aposentados da Lufthansa, com décadas de experiência em mecânica de aviões. Não é a primeira vez que acontece um mutirão dessa natureza. Em 1987, a empresa decidiu restaurar um Junker JU-52, fabricado nas décadas de 30 e 40. A restauração foi tão bem-sucedida que ainda hoje, 21 anos depois, a aeronave faz vôos regulares com passageiros, por cerca de 400 dólares. “Foi uma das experiências mais marcantes de minha vida”, diz o economista Mario Sampaio, que voou no Junker da Lufthansa. Aviões antigos costumam ser recuperados por colecionadores para uso próprio ou por museus para ser expostos, como no Asas de um Sonho, da TAM. A Swiss Air chegou a recuperar, há 11 anos, um Douglas DC-4 para voar com passageiros. Mas o vôo aconteceu apenas no ano de 1997, da Irlanda para Nova York, para comemorar o 50o aniversário da companhia. Cada um dos 17 passageiros desembolsou 9 900 dólares para ter o privilégio.

 

 

Abraço

Link to comment
Share on other sites

poxa vida, se no Brasil tivessem o mesmo sentimento, talvez em alguns anos poderiamos voar de DC-3 em VRG colors ou um F.27 em TAM colors, ou melhor, um vôo naquele Constallation nas cores da Panair! :wub_anim:

Link to comment
Share on other sites

Aí está um belo exemplo para comparar o que é uma visão de 1º mundo e de 3º mundo.

 

Renato, se com este comentário vc está afirmando que nosso país é um pais de "terceiro mundo", eu não concordo com isso...

Temos tecnologia de ponta e em algumas áreas somos muito superiores, lembre-se das mineradoras Petrobrás e Cia Vale, na engenharia Camargo Correia e tantas outras, na medicina estamos bem melhor que a anos atrás e temos tratamento de ponta nos casos de aid's e câncer... Enfim, poderia citar tantas outras aéreas, e até na aviação, com a Embraer a todo vapor como está agora...

Nosso problema é que não temos dinheiro sobrando para se fazer um projeto destes, lembre-se que somos um pais ainda novo, pois temos pouco mais que 500 anos, de modo que temos muito para se fazer em uma área territorial imensa talvez dai se tenha a idéia de um país subdesenvolvido. A maior parte da população sim é pobre, mas por falta principalmente de instrução, onde há estudo e QUALIFICAÇÃO profissional, não há pobreza.

 

triste é saber que chegou ao Brasil um DC-3 que voava frequentemente e que não sabemos mais se fará isso :(

 

Marcel, eu não sabia desta chegada, me conte onde posso ler mais a respeito?

 

 

Lendo esta matéria, fico cheio de esperança de ver o primeiro 737-200 vindo para o Brasil, o Breguinha da Vasp PP-SNA restaurado um dia e voando.

Link to comment
Share on other sites

Marcel, eu não sabia desta chegada, me conte onde posso ler mais a respeito?

 

Mills,

 

Alguém aqui do CR fotografou ele em Jundiaí... não me lembro bem. Mas aqui nesses links tem inúmeras fotos e o relato da viagem dele até o Brasil, passando por Campinas e inclusive GRU!

 

http://www.aviacaopaulista.com/news_especiais/251107_1.htm

http://www.aviacaopaulista.com/museu_tam/dc3/index.htm

 

Antes de ser comprado pela Boeing e doado à TAM, ele estava voando em vôos panorâmicos. Apesar de todo seu histórico memorável e que faz com que muitas pessoas prefiram vê-lo no chão... sou daqueles que prefiro recordações de um pássaro feito para voar, voando, do que um que pode voar no chão. Não se pode viver de preucação. Então... ainda espero que a TAM crie um evento anual, ou ao menos bienal, para por todas suas relíquias em condições de vôo para voar! Afinal... de que adianta ter condições se não voa?

 

http://www.aviacaopaulista.com/museu_tam/dc3/300807_38.jpg

Link to comment
Share on other sites

se está em condições de vôo seria muito legal ve-lo voar mesmo!! para não dizer o máximo!!! imagina um evento e abertura com um rasante só um "fly by" de DC-3, FW-190, F-4U, ME-109, MIG.. caramba, um show.. mass.. sonhar não custa nada né?? heheeh

 

Israel

Link to comment
Share on other sites

Mills,

Então... ainda espero que a TAM crie um evento anual, ou ao menos bienal, para por todas suas relíquias em condições de vôo para voar! Afinal... de que adianta ter condições se não voa?

 

Marcel, putz amigão... o danado estreve aqui em GRU e eu não soube em... Q pena... Mas eu penso igual a você...

Seria uma forma bem legal de se manter estas máquinas maravilhosas funcionando e assim, elas próprias pagariam sua manutenção... Além de matar a vontade da gente de se voar nelas...

 

 

Abraço a todos...

Link to comment
Share on other sites

Eu sonho em ver um Electra restaurado, operando na ponte Rio - São Paulo! Seria perfeito, não? Sendo de algum museu ou instituição, com apoio da Petrobrás (custo menor do combustível), da Infraero (sem taxas aeroportuárias, ou a um custo menor), tendo também apoio de alguma oficina, como a VEM, e voando em nome de uma companhia aérea como a Varig, mas sem que essa fosse responsável pelo Electra, mas, podendo utilizar ele como meio de propaganda! Seria interessante, operações às Sextas, Sábados e Domingos.

 

Será que isso seria viável? Já pensei nisso com relação ao MUSAL, mas disseram que aeronave de lá não pode voar e que o Electra que lá está, não tem possibilidade alguma de voar (dizem que cortaram a deriva para colocá-lo no hangar, é isso mesmo?).

 

 

 

*** À moderação: se possível, apagar o meu post anterior, saiu errado. Obrigado.

Link to comment
Share on other sites

Thales,

 

Tua idéia é muito legal, mas tava pensando cá com meus botões, pq será que o concorde também não entrou nessa? sendo que sua passagem já era absurdamente cara e ainda sim havia passageiro disposto a pagar?? acredito que mesmo com um preço bem alto não seja o suficiente para cobrir as despesas para operar a criança.. imagine a dificuldade para conseguir peças? aliás, vou mais longe, a dificuldade para FABRICAR peças! pq dependendo do que vc for operar, não voa em lugar nenhum mais! bom, sei lá, não sou especialista em restauração nem nada, mas acho que operação regular tornaria inviável o negócio, talvez uns vôozinhos panorâmicos em eventos e tal, estilo os B-17'S de oshkosh e tal.. agora op. regular acho meio complicado...

Link to comment
Share on other sites

L-188 Electra, ainda existem alguns operadores cargueiros no Alaska e na Europa, além de operadores de combate a incêndio, nos EUA e Canada. Acredito também, mas aí, já é no chute, que exista alguma comunalidade de peças com o P-3C Orion. Creio ser, sim, desde que com alguns incentivos, possível operar uns 2 bate e volta por dia, SEX, SAB e DOM, entre Rio e São Paulo, com as vendas ficando por parte de uma companhia aérea, a operação, entre o operador propriamente dito e a própia companhia aérea, e as isenções de combustível e taxas aeroportuárias.

Link to comment
Share on other sites

bom, na base de muito subsídio talvez seja possível, até pq o custo de operação de um L-188 seria absolutamente menor do que um Concorde jorrando JETAv pelos 4 berrões motores. Bom seria essas idéias fossem ouvidas por alguma empresa grande..

Link to comment
Share on other sites

Num poste meu,citei uma empresa canadense,a Buffalo Airways que voa com o mitológico Douglas DC-3,que é uma aeronave que tem a manutenção viabilizada por muitas peças de reposição,do tempo da Segunda Guerra,quando uma versão do avião,o C-47 Dakota,foi o principal instrumento dos aliados na guerra aérea(pára-quedistas),além de que peças são feitas com cópias dos projetos originais.Eu vi isso no The History Channel.

Link to comment
Share on other sites

Pessoal

 

Em Porto Alegre tinha o Douglas DC-3 (C-47B) PP-VBN do Aeroclube do Rio Grande do Sul (na verdade, de quatro sócios) que fazia vôos panorâmicos com muito sucesso até pouco tempo atrás. O ronco grave dos seus motores Pratt & Whitney R-1830-92 era lindo e identificava ele!

 

Parou por "vaidade" ou por causa do DAC, não se sabe... está em Mococa (SP)?

 

Valeu!

 

Caravelle

 

 

 

 

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

Guest
This topic is now closed to further replies.
×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade