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"O próximo destino da CVC" - Isto É Dinheiro


boulosandre

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A maior empresa de turismo do brasil está de olho na Costa do Sauípe, vai abrir nova agência de viagens e quer levantar r$ 2 bilhões na bolsa

 

 

O EMPRESÁRIO GUILHERME PAULUS, dono do grupo CVC, é um sonhador. Ele sonha com a aquisição do complexo hoteleiro Costa do Sauípe; sonha com o crescimento de sua companhia aérea, a WebJet; sonha conquistar o turista de maior poder aquisitivo; sonha com a expansão da CVC para toda a América Latina; e sonha com um IPO, oferta pública inicial de papéis na Bovespa, que poderá torná-lo um dos homens mais ricos do Brasil. Quando indagado se não sonha alto demais, repete o slogan da companhia. "Sonhe com o mundo. A gente leva você", diz Paulus, sorrindo. Sonhar, é verdade, não custa nada, como já dizia a letra do samba da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, que levou a Sapucaí à loucura em 1992. O difícil é concretizar todos esses sonhos. Paulus, ao que parece, está trabalhando em cada um deles. Em parceria com um grupo espanhol, ele fez uma oferta para administrar os hotéis da Costa do Sauípe, hoje nas mãos do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ; pretende comprar mais aviões para a modesta frota de seis Boeings da WebJet; vai inaugurar a Set Travel, uma agência de viagens de luxo, em São Paulo, no mês de agosto; abrirá lojas no México, na Colômbia, na Venezuela e no Paraguai; e, junto com a consultoria KPMG e com o banco Bradesco, está traçando os planos para lançar o grupo CVC na Bovespa em 2009. "Vou vender 30% da empresa no mercado", confessa Paulus. "Espero captar R$ 2 bilhões", diz Paulus. Se isso, de fato, acontecer, sua empresa terá um valor de mercado de R$ 6,6 bilhões.

 

 

Há quem enxergue delírio nesse sonho de Paulus. "É totalmente exagerado", diz o dono de uma operadora concorrente. "Além disso, é arriscado para uma empresa de turismo, com margens de lucro que variam de 1% a 1,5%, fazer um IPO. É o tipo de papel que desvaloriza depois da abertura de capital." Esse é um temor que Paulus nutre em relação à entrada da CVC na Bolsa. O que comprova essa tese é que o lançamento dos papéis do grupo estava programado para 2008. "Prorrogamos para 2009 porque o mercado não estava muito bom no início do ano", explica Paulus. A CVC pode se dar ao luxo de esperar por um momento melhor. A empresa possui uma participação de mercado que passa dos 50%, transportou 1,47 milhão de passageiros (205 mil para o Exterior) em 2007 e R$ 2 bilhões passaram pelo seu caixa - 15% a mais do que em 2006. O poder de fogo da empresa é tão grande que ela é a maior cliente da companhia aérea TAM. Em 2007, foram 3.498 vôos fretados - o que dá uma média de 9,5 vôos por dia. No setor hoteleiro, a CVC tem quatro hotéis próprios e, em 2010, vai inaugurar um resort com 360 apartamentos em Aracaju. "Estamos investindo R$ 105 milhões nesse projeto", diz Paulus. Enquanto o projeto não se concretiza, ele sonha com Sauípe.

 

O complexo de quatro hotéis e 1,4 mil apartamentos, no litoral baiano, foi inaugurado, em 2000, ao custo de R$ 330 milhões. Até hoje, a Previ, dona do empreendimento, não conseguiu recuperar o dinheiro. No mercado, comenta-se que está à venda. "Fizemos duas propostas, uma para administrar e outra para comprar Sauípe", diz Paulus. "Conseguiríamos fazer aquilo dar lucro, mudaríamos o perfil do destino para a classe média. Não adianta sofisticar." Paulus não revela o valor da proposta e diz apenas que se associou a um grupo espanhol. Profissionais de turismo, entretanto, dizem que quem estiver disposto a pagar R$ 250 milhões leva o complexo. Indagado sobre a proposta, Alexandre Zubaran, presidente da Costa do Sauípe, diz desconhecer o negócio. "Se houve algo, essa conversa pode ter acontecido com a Previ", diz. A Previ, por meio de sua assessoria de imprensa, nega. "Ainda não há definição sobre Sauípe. As opções estratégicas estão abertas e uma análise final só deverá ocorrer ao longo dos próximos meses. Ou seja, não há encaminhamento sobre ofertas de compra", conclui a assessoria. Apesar das dúvidas que rondam o negócio, a estratégia de Paulus tem fundamento. Ele compra empresas usando a força da operadora CVC.

 

A WebJet, companhia aérea comprada em junho do ano passado por R$ 20 milhões, se encaixa nesse perfil. Quando a CVC concluiu a aquisição, a empresa possuía dois aviões Boeing 737-300; hoje ela já tem seis e até o fim do ano estará com oito unidades. "Já investimos R$ 40 milhões", diz Paulus. A participação de mercado da empresa passou de 0,36%, em maio de 2007, para 1,9% em maio de 2008. Desde que assumiu a WebJet, 651,6 mil passageiros foram transportados. "É lógico que há uma sinergia com a CVC. O nosso diferencial está em pertencer à maior operadora de turismo da América Latina", diz Paulo Enrique Moraes Coco, presidente da WebJet. Paulus explica que 25% dos passageiros da CVC são encaminhados aos vôos de sua própria companhia, cuja base é no Rio de Janeiro e cobre 15 cidades, como Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, entre outras. A tendência é aumentar.

 

Paulus esconde na manga um plano para ganhar mais passageiros e expandir o turismo no Brasil e na América Latina. Até o fim de 2008, ele pretende sair das 248 lojas atuais para 300 pontos. "Em 2010, teremos 500 lojas", avisa. "O poder da CVC está na rede de lojas próprias", diz um concorrente. Boa parte delas em países latino-americanos. O escolhido para cuidar da expansão internacional tinha sido Milton Zuanazzi, ex-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Foi contratado em maio e não durou um mês no cargo. A CVC recebeu uma enxurrada de cartas dos familiares das vítimas do vôo 3054 da TAM. Os protestos faziam alusão à ação de improbidade administrativa do Ministério Público Federal contra Zuanazzi. Sob pressão, pediu demissão do cargo. A entrada de Zuanazzi na CVC também foi vista como um sinal de agradecimento da empresa com o homem que "ajudou" na liberação da Web- Jet para voar. "Não houve nada disso", rebate Paulus.

 

Com um perfil carismático, o empresário começou no turismo há 36 anos com viagens de ônibus organizadas para clubes recreativos de empresas do grande ABC, em São Paulo. Aos poucos foi transformando a CVC em referência em pacotes populares, parcelando viagens como as Casas Bahia faz com eletrodomésticos. Hoje, vende pacotes de todos os tipos. Desde rodoviários, nos quais transportou 34,14 mil pessoas, em 2007, até cruzeiros marítimos, no qual levou 115 mil passageiros. "Neste ano vamos ter seis navios, um a mais do que em 2007, e transportaremos 181 mil passageiros", avisa Paulus. Como trabalha com grandes volumes, soa estranho a entrada do grupo CVC no turismo classe A. Em agosto, ele inaugurará a primeira loja da Set Travel, uma espécie de butique do turismo, que venderá pacotes exclusivos como, por exemplo, para assistir à Fórmula Indy acompanhado do ex-piloto Emerson Fittipaldi. Diferentemente das viagens da CVC, que custam, em média, R$ 1,5 mil, os pacotes da Set sairão por US$ 4,5 mil. Os planos incluem a abertura de lojas em outras cidades brasileiras, como Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Florianópolis. Será uma operação totalmente separada da CVC. O difícil será se distanciar da imagem de empresa que construiu fama com viagens populares. Sonhar, é lógico, não custa nada.

 

 

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Estamos saindo da aviação e indo para o turismo, mas vamos lá:

 

Há quem enxergue delírio nesse sonho de Paulus. "É totalmente exagerado", diz o dono de uma operadora concorrente. "Além disso, é arriscado para uma empresa de turismo, com margens de lucro que variam de 1% a 1,5%, fazer um IPO.

 

Realmente... É querer se arriscar demais.

 

O complexo de quatro hotéis ao custo de R$ 330 milhões. Até hoje, a Previ, dona do empreendimento, não conseguiu recuperar o dinheiro. "Conseguiríamos fazer aquilo dar lucro, mudaríamos o perfil do destino para a classe média. Não adianta sofisticar."

 

Matou a charada! Ele sabe que todo brasileiro olha para lá, sabendo que é voltado para classe A, por isso não dar certo, até porque a "massa" brasileira que viaja é B e C (o principal publico da CVC).

 

[...] Os pacotes da Set sairão por US$ 4,5 mil.

 

Esse cara tá louco! O Brasileiro,por mais rico que seja,não chega a pagar isso em pacotes turísticos. Com esse valor, eles mesmos conseguem montar seus próprios pacotes para viajar nas férias de Julho e Dezembro/Janeiro.

 

:rulez:

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Cheiro de quebra ou de golpe!

 

Acho não...o cara tem a maior operadora de turismo no Brasil e está há muitos anos consolidada no mercado. Só você ver como sai os vôo da TAM com os fretamentos da CVC....não sai lotado o vôo, sai entupido de gente. :rulez:

 

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Estamos saindo da aviação e indo para o turismo, mas vamos lá:

 

Realmente... É querer se arriscar demais.

 

Matou a charada! Ele sabe que todo brasileiro olha para lá, sabendo que é voltado para classe A, por isso não dar certo, até porque a "massa" brasileira que viaja é B e C (o principal publico da CVC).

 

Esse cara tá louco! O Brasileiro,por mais rico que seja,não chega a pagar isso em pacotes turísticos. Com esse valor, eles mesmos conseguem montar seus próprios pacotes para viajar nas férias de Julho e Dezembro/Janeiro.

 

:rulez:

 

 

Postei esta reportagem também porque menciona a Webjet.

 

JPS,

 

Em SP há agências especializadas neste público (Queensbury, Teresa Peres, etc) onde clientes pagam beeem mais do que isto por um roteiro. Posso te garantir que há publico e potencial de crescimento, tanto é que todas as grandes operadoras estão criando segmentos especializados nas classes A, AA e AAA. A CVC não quer ficar de fora obviamente. E além disso, este público viaja ao longo do ano e não somente nos periodos de pico. É a mesma filosofia que os pax da C e F, onde as gdes. cias. focam e ganham muito dinheiro e ninguém quer ficar de fora deste público.

 

 

 

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Postei esta reportagem também porque menciona a Webjet.

 

JPS,

 

Em SP há agências especializadas neste público (Queensbury, Teresa Peres, etc) onde clientes pagam beeem mais do que isto por um roteiro. Posso te garantir que há publico e potencial de crescimento, tanto é que todas as grandes operadoras estão criando segmentos especializados nas classes A, AA e AAA. A CVC não quer ficar de fora obviamente. E além disso, este público viaja ao longo do ano e não somente nos periodos de pico. É a mesma filosofia que os pax da C e F, onde as gdes. cias. focam e ganham muito dinheiro e ninguém quer ficar de fora deste público.

 

 

 

 

Entendo. Essa Teresa Peres eu não conheço, mas a Queensbury é famosa por ter um publico fiel gay (E Eles pagam caro mesmo, já que não possuem famílias,acabam gastando em viagens). E quando citei os dois "períodos de pico" do ano, quis fazer alusão de que o valor que a CVC quer cobrar, o próprio pax dela não vai aceitar pagar, vide os pacotes de "luxo" que a CVC vende (Dubai e China) - quem comprar é o pessoal da "A,AA e AAA" - E eles sempre voltam reclamando.O que quero dizer, é que a CVC tem que virar expert nos seus atuais pacotes luxos e não se aventurar em um mercado que já existe agência especializada.

 

Abs.

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Calma ae gente, sobre isso posso falar amplamente, ja q o carro forte aqui do trampo são viagens personalizadas que saim em media no valor de US$ 5 por pax.

 

Queensberry, tem um público fiel em fazer o GBM (grupos Brasileiros no Mundo) que tem guia brasileiro de ponta a ponta. A maioria dos passageiros são acima de 50anos de idades, juizes/desembargadores, velinhas, bicheiros e alguns que se acham ricos e não sabem sequer falar um portunhol ou inglês. Além da Queensberry, existe a Tereza Perez, a designer, Gladtour e muitas outras (inclusive a Aurotur :P).

 

Existem iumeras agências, com um know how e experiencia de muitos anos e vai ser dificil eles entrarem nesse mercado é complicado lidar com um juiz, ao contrario na cvc que ultimamente qualquer um pode comprar um pacote de uma semana em Porto seguro. Juizes tem direito de dois meses de ferias, é muita coisa, muita grana e muita responsabilidade para atender esse tipo de clientes.

 

Ele ta querendo entrar nesse mercado, pq sabe q tem grana, vendendo para menos passageiros. E eu ainda considero o os pacotes da cvc pessimos, se muitos reclamam das cias, que somos tratrados como animais, pela cvc somos tratados como gado! :P

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Postei esta reportagem também porque menciona a Webjet.

 

JPS,

 

Em SP há agências especializadas neste público (Queensbury, Teresa Peres, etc) onde clientes pagam beeem mais do que isto por um roteiro. Posso te garantir que há publico e potencial de crescimento, tanto é que todas as grandes operadoras estão criando segmentos especializados nas classes A, AA e AAA. A CVC não quer ficar de fora obviamente. E além disso, este público viaja ao longo do ano e não somente nos periodos de pico. É a mesma filosofia que os pax da C e F, onde as gdes. cias. focam e ganham muito dinheiro e ninguém quer ficar de fora deste público.

 

 

 

 

Essa Teresa Peres é realmente uma coisa de louco. É a que tem escritório na Daslu, certo? Apenas pacotes "proletários" no portfólio da empresa haha.

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