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Preço da passagem deve subir mais ainda neste ano


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Preço da passagem deve subir mais ainda neste ano

 

De São Paulo

02/07/2008

 

Entre companhias brasileiras e sul-americanas, a principal medida para compensar a alta do combustível deve ser a elevação de tarifas. Boa parte das grandes empresas já tem uma frota moderna e um controle de custos eficiente. Ao mesmo tempo, o ambiente competitivo não inviabiliza os reajustes. Por enquanto, contudo, não há sinais claros de que as passagens aumentaram.

 

 

No caso brasileiro, a TAM já anunciou que haverá um reajuste de cerca de 7% no preço que cada cliente paga por quilômetro ("yield", no jargão) e 5% nas tarifas internacionais até o fim do ano. A Gol ainda não fez uma projeção. "Tudo vai depender de como a demanda vai reagir frente a aumentos, mas até agora ela teve um crescimento forte que permite reajustes", afirma Paulo Bittencourt Sampaio, consultor de aviação. Ele ressalta que a situação no Brasil é diferente do que nos Estados Unidos, por exemplo, porque, além da demanda crescente por aqui, há menos competição já que TAM e Gol têm 96% do mercado.

 

 

Segundo Renato Pascowitch, diretor comercial da OceanAir, as empresas do setor repassaram aumento de 18% a 20% no valor da "tarifa cheia", a mais cara existente, mas pouco aplicada. "Nas outras classes de tarifa, o reajuste é menor do que isso, em torno de 5%, 6%", diz. A OceanAir tem perto de 3,5% do mercado doméstico. Segundo o IBGE, as passagens subiram, 3,4% entre janeiro e maio deste ano.

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Na América do Sul, algumas empresas já reajustaram as passagens, como é o caso da Aeroméxico. Segundo Lucio Yamashitafuji, administrador da empresa no Brasil, a média de aumento foi de 5% em maio. Além disso, a empresa está cobrando US$ 56 como sobretaxa de combustível nos vôos ida e volta entre Brasil e México. A peruana Taca, por sua vez, afirma que ainda não elevou seus preços, apesar de ter ocupação alta, de 80%, nos seus vôos para o Brasil. A empresa tem duas operações diárias entre São Paulo e Lima e vai inaugurar quatro vôos semanais entre a capital do Peru e o Rio. A expansão no país é um movimento oposto ao que a companhia fez em outras regiões. Na América do Norte, ela cancelou vôos extras para a alta temporada devido à redução da demanda. Na América Central, juntou diferentes vôos num só para economizar em combustível, conta Ian Gillespie, diretor da empresa no Brasil. (RC)

 

Valor Econômico

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