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Presidente da TAP diz que aérea lusa não desistiu da Varig


Felipe Weber

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Presidente da TAP diz que aérea lusa não desistiu da Varig

 

O presidente da TAP, Fernando Pinto, afirmou ao Jornal de Negócios que não desistiu da Varig, defendendo que a companhia aérea portuguesa pode voltar ao processo após o leilão de venda da brasileira e comprar "uma nova Varig, com uma dívida muito menor". O leilão está marcado para quarta-feira, com proposta de compra feita pela VarigLog.

 

Nos últimos dois anos, a TAP já esteve perto de assumir o controle da companhia aérea brasileira em três ocasiões. A última tentativa foi há dois meses, com o apoio da Air Canada e de um private equity (fundo de participação) que investiria US$ 50 milhões, mas "o risco era elevado e o fundo desistiu", segundo Fernando Pinto.

 

"Encontramos uma situação muito mais grave, crítica e tentamos fazer uma declaração de falência, sem retorno imediato, uma forma de cancelar todo o endividamento", informou o presidente da TAP. "Era viável, o próprio juiz que acompanha o processo de recuperação judicial estava de acordo". No entanto, explicou, a estatal portuguesa não foi em frente porque tinha de "passar um período de um mês, um mês e meio, em que não havia a certeza de que o negócio iria acontecer".

 

A esperança de Fernando Pinto em ainda participar do processo se justifica pelo fato de a Varig ter ficado menor - com 20 aviões, contra os 40 que tinha na última negociação. Quanto ao leilão de quarta-feira, em que por enquanto só há a oferta da VarigLog, o presidente da TAP acredita que outro grupo brasileiro possa aparecer. "Algo vai acontecer nesse leilão e pode surgir uma empresa bem menor, com uma dimensão bem interessante", afirmou.

 

"A Varig pode se recuperar porque preserva um potencial de geração de recursos muito importante. O Brasil está em constante desenvolvimento e precisa de transporte aéreo", analisou Fernando Pinto. "(O Brasil é) quase uma Europa, onde a Varig detém 85% dos direitos de vôo internacionais", disse.

 

Atualmente, através da Star Alliance, o aeroporto da Portela (em Lisboa) já serve de ligação entre a Europa e a América do Sul (através do Brasil), mas, para Fernando Pinto, a vantagem de se tornar acionista da Varig é "garantir um crescimento conjunto". Por isso, a importância de "investir, participar desse crescimento" e "ganhar capacidade de ter uma palavra na gestão daquele mercado (brasileiro)".

 

No entanto, Fernando Pinto admite que "tudo isso tem de ser relativizado perante o risco da operação" para "não comprometer o futuro da TAP".

 

O movimento de passageiros do Brasil para Portugal - que passou a ser a porta para a Europa - já representa 28% do mercado da TAP. Por outro lado, 50% do tráfego da estatal lusa para o Brasil vem da Europa. O objetivo é captar mais passageiros na Europa e levá-los para o Brasil, América Latina e alguns destinos dos Estados Unidos.

 

 

 

Lisboa, 17 Jul (Lusa)

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