Jump to content

Os problemas da Kalitta Air


Tabbex

Recommended Posts

Os problemas da Kalitta Air

 

por: marceloambrosio

06:00 [15/07]

 

Foram três acidentes em seis semanas envolvendo jatos de carga de companhias baseadas em um aeroporto de Michigan. A coincidência chamou a atenção para os riscos nesse setor, onde se voa na maior parte do tempo à noite e com aeronaves decomissionadas do serviço de passageiros, algumas com quarenta anos de serviços prestados. As tripulações trabalham por mais horas que seus colegas do serviço de passageiros, enfrentam deadlines mais apertados e são obrigados a voar com qualquer tipo de condição meteorológica.

 

Como observei vendo a foto do 747 destruído na Colômbia, dois dos acidentes dessa lista envolvem a Kalitta Air LLC, do promotor de corridas de dragster Conrad Kalitta. Este do qual falo ocorreu na segunda-feira. Segundo analistas, não é normal que ocorram acidentes em tão curto espaço de tempo. A empresa afirma ter pouco a comentar enquanto não estiverem esclarecidas as causas dos acidentes.

 

É uma opinião corrente, entre as companhias, pilotos e analistas de aviação que já passou muito do tempo de se criar uma série de padrões internacionais para o transporte de carga nos mesmos moldes dos aplicados nos serviços de passageiros - e que foram responsável por ajudar a reduzir a quantidade de desastres. "Precisamos agir com rapidez e agressivamente para trazer a performance das cargueiras e das operações para os mesmos padrões que aplicamos normalmente no sistema de passageiros", afirma Steve Lott, portavoz da Iata. "Não faz sentido ter esses padrões diferenciados".

 

De acordo com as normas da Federal Administration Aviation, as tripulações escaladas para vôos com passageiros podem atuar por até oito horas de vôo em um período de 24 horas. O total de horas de vôo não pode passar de 30 por semana. As tripulações escaladas para os vôos de carga podem voar por 12 horas em cada 24 horas e mais de 48 horas por semana. "A regulação desse trabalho nos EUA não tem sofrido modificações significativas desde antes dos jatos de transporte começarem a operar, no fim dos anos 50", afirmou a associação dos pilotos dos EUA em um paper sobre fadiga de trabalho.

 

Don Wykoff, diretor do comitê de regras de vôo da associação também defende que as regras sejam as mesmas. "São seres humanos dividindo o mesmo espaço aéreo". No mundo todo, sete jatos de carga fabricados nos anos 60 sofreram acidentes no ano passado. A taxa de acidentes é de 3,57 para cada mil passageiros, comparada com 2,76 para cada mil passageiros, na aviação de passageiros.

 

De acordo com a associação, as causas principais de acidentes são a fadiga das tripulações, que voam em geral à noite, a idade dos jatos e a manutenção inadequada ou inexistente. Os especialistas afirmam que há estudos comprovando o rendimento menor de quem atua em aviação apenas no período noturno. Na questão da manutenção, há a crença de que as aeronaves podem voar indefinidamente se bem cuidadas, mas os representantes dos pilotos afirmam que esse item é um dos primeiros a ser cortado quando a questão é o custo.

 

No acidente da Colômbia, o 747 reportou fogo em uma turbina antes de tentar um pouso de emergência em um descampado. Seria quase perfeito se a cauda não tivesse se partido e matado duas pessoas em uma casa. A tripulação sobreviveu quase sem ferimentos, da mesma forma que os pilotos de outro 747 que partiu-se ao meio quando tentava decolar em Bruxelas, no dia 25 de março. Sobre esse caso, a empresa afirmou que há evidências de que a turbina tenha engolido um pássaro. Acho curiosa a explicação, uma vez que já mostrei aqui imagens de um 747 que perdeu uma das turbinas no ar, teve a outra deslocada do berço, e conseguiu pousar normalmente.

 

Segundo a FAA, há seis outros acidentes envolvendo jatos da empresa. No dia 4 de julho de 2005, um 747 teve uma turbina incendiada em Sapporo, Japão, mas conseguiu pousar. Em 20 de outubro de 2004, outro 747 perdeu uma turbina (será que era o mesmo?) em vôo, perto de Chicago. A causa do acidente foi a corrosão dos pinos de sustentação nos pilones. Em 6 de fevereiro de 1998, um Lockheed L-1011 teve um pneu estourado na decolagem no Panamá. Em setembro de 1993, um DC-8 teve problemas de comando em Toledo, em 1993 outro DC-8 foi perdido em Guantánamo (acidente causado por fadiga do piloto, segundo a FAA), e em 1992 um DC-8 e um DC-9 cairam em Denver e no México.

 

fonte> http://www.jblog.com.br/slot.php

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

Guest
This topic is now closed to further replies.
×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade