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Embraer quer ser a maior do mundo em jatos executivos


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O ESTADO DE S.PAULO - 19.07.2006

Embraer quer ser a maior do mundo em jatos executivos

Meta da empresa é conquistar 30% do mercado nos próximos anos

SIMONE MENOCCHI E EFE

 

A Embraer, quarta maior fabricante de aviões do mundo, abriu espaço ontem entre as gigantes Boeing e Airbus na feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra, para declarar seu propósito de dominar o segmento de aviões de luxo. A companhia calcula que o mercado demandará 9.680 aviões executivos nos próximos dez anos, e quer aproveitar a todo custo a expansão desse mercado, que também atrai seu grande adversário, o grupo canadense Bombardier.

 

“Estamos dispostos a nos tornar um competidor forte no campo dos aviões executivos. Hoje em dia, temos uma posição financeira sólida”, disse o presidente da Embraer, Maurício Botelho, em entrevista coletiva. Os números parecem apontar nessa direção, já que a carteira de pedidos de aviões executivos subiu para US$ 1,25 bilhão no primeiro semestre do ano, anunciou a companhia.

 

“Esse número é quase cinco vezes maior que o de um ano atrás, por isso estamos muito felizes”, disse o vice-presidente do segmento de aviões executivos, Luís Carlos Affonso. As estrelas da companhia nesse segmento são os mini-jatos Phenom 100 e Phenom 300, lançados há menos de um ano, e que têm capacidade para seis a nove passageiros. A empresa já contabiliza a venda de 235 desses aviões, sem contar as opções de compra, que não são reveladas.

 

Entre os clientes, empresas de fretamento de vôos, empresários, artistas, esportistas e muitos brasileiros. “Os maiores mercados são os EUA e a Europa, mas também estamos vendendo para o Brasil, América do Sul e Oriente Médio, entre outros lugares”, disse Affonso. Os mini-jatos começam a ser entregues em dois anos e, a partir de 2009, espera-se a produção de 120 a 150 unidades destes modelos por ano. Além dos Phenom, a Embraer conta ainda nesse segmento com o Legacy 600, para até 16 passageiros, e o recém-lançado Lineage 1000, para até 19 pessoas.

No mercado executivo desde 2000, com o Legacy 600, a Embraer percebeu um crescimento na categoria até o ano passado de 13%, e este ano deve chegar a 13,5%. Atualmente 76 Legacy voam em 18 países. Com o portfólio maior, depois do lançamento do Phenom e agora com o Lineage, a expectativa da Embraer é ficar com a fatia de 30% do mercado mundial.

 

Os principais concorrentes dos mini-jatos são os fabricados pelas americanas Cessna e Eclipse, mas os aviões brasileiros acabaram ganhando o mercado porque são os maiores da categoria, com maior espaço para a bagagem, o que neste modelo é considerado um fator essencial.

 

Quanto ao Lineage 1000, o maior avião executivo da Embraer, com cama, chuveiro e escritório, Affonso revela apenas que já há muitas cartas de intenção para a compra. “A aceitação também tem sido boa, estamos finalizando a definição dos espaços internos para transformar as cartas de intenção em contratos”.

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