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Retomada de rotas da Varig será decidida esta semana


-GustavoK-

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Fonte: Estadão Online

 

Retomada dependerá do desfecho das negociações com as arrendadoras de leasing, que determinaram o cancelamento de operação de aeronaves da empresa

 

Jacqueline Farid

 

RIO - Os passageiros que têm bilhetes da Varig terão que torcer, nesta semana, pelo bom desfecho das negociações entre a empresa e as arrendadoras de leasing das suas aeronaves. Neste domingo, 23, o presidente da companhia aérea, Marcelo Bottini, disse que a retomada de novas rotas de vôos dependerá do desfecho das negociações em curso com essas arrendadoras, que determinaram o cancelamento de operação de aeronaves da empresa.

 

Ele disse que a resposta sobre a possível permissão para que as aeronaves retomem as operações deve sair na segunda-feira, 24. Bottini disse também que a Varig atenderá "dentro do possível" a determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de retomada imediata de 13 rotas da empresa. "Estamos negociando com a Anac, mostrando a eles que não depende de nós", disse Bottini.

 

Segundo o executivo, desde sábado a empresa retomou alguns vôos domésticos e vôos internacionais para Miami, Frankfurt e Londres. "Vamos tentar aumentar isso", garantiu. De acordo com a assessoria de imprensa da Varig, "a retomada dos vôos vai demorar o tempo necessário para que se consiga os aviões para fazer as rotas programadas".

 

A Varig e a Anac não informam quantos aviões da empresa estão em operação. A Varig tem 60 aeronaves, incluindo as que estão paradas por causa do custo de manutenção ou determinação judicial. Até a última quinta-feira, dia do leilão da empresa, 13 aeronaves estavam em operação.

 

Ainda de acordo com a assessoria da Varig, a empresa manterá o mesmo procedimento em relação aos passageiros que têm bilhetes para localidades que não estão sendo atendidas: embarcá-los em vôos de outra companhia aérea ou em próximos vôos da própria Varig ou de outra empresa.

 

A assessoria garantiu que a empresa está cumprindo as rotas a que se comprometeu na última sexta-feira: Frankfurt, Miami e Nova York (esses dois destinos em dias alternados) e Londres, além de Caracas e Buenos Aires. No mercado doméstico, Rio-Recife-Fernando de Noronha, São Paulo (Guarulhos)-Fortaleza e São Paulo-Manaus, em dias alternados. A ponte aérea Rio-São Paulo também está sendo mantida.

 

Já a assessoria da Anac disse que a retomada de vôos cancelados não ocorre de forma imediata e a expectativa da agência é que a Varig retome todas as rotas determinadas a partir de segunda-feira. Fiscais da Anac, ainda segundo a assessoria, estão nos aeroportos para checar se está sendo cumprida, pela Varig, a regra de fornecer hospedagem e alimentação para passageiros que esperem por mais de quatro horas nos aeroportos.

 

Na última sexta-feira, a Anac rejeitou o pedido da Varig para suspender todos os vôos domésticos e internacionais até 28 de julho, com exceção da ponte aérea Ri0-São Paulo. A agência recomendou que os usuários da Varig que não forem atendidos guardem notas fiscais para cobrar da companhia aérea eventuais prejuízos sofridos com o cancelamento dos vôos.

 

Nesta semana, a Varig deverá divulgar a lista de demitidos da empresa. A expectativa é que pelo menos 8 mil dos cerca de 10 mil funcionários sejam dispensados. A empresa também deverá anunciar a nova diretoria. A ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está sendo cotada para o cargo.

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Na verdade serão demitidos todos os funcionários da Varig com exceção dos 50 estimados como necessários para a operação de uma aeronave na rota CGH-BPS.

Posteriormente haverá a contratação de cerca de 100 a 110 funcionários por avião para a Nova Varig (ATA), sendo que o número de aviões dependerá destas tratativas com os lessors.

Nesta semana deverá ser anunciado pela Varig o modo de pagamento das verbas rescisórias destes 9450 funcionários, bem como a nominata de dispensas.

SF

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O lógica (pelo menos o bom senso) seria que os funcionários que vão ser dispensados tenham prioridade pra voltar à ativa à medida que a cia se reestruture. Alguém sabe se isso está previsto nos contratos de compra da empresa ou algo assim?

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Gustavo,

A lógica manda isto, mas o que deve ocorrer é a seleção do QI.

Não há nada na proposta de compra que garanta a recontratação, embora os Sindicatos (de Aeronautas e de Aeroviários) venham dizendo que têm um acordo verbal com os novos controladores.

Mas, acordo escrito com Chinês já é difícil cumprir, imagine verbal.

Foi publicado hoje na Zero Hora de Porto Alegre uma estimativa de um Diretor do SNA de cerca de 300 pilotos que já deixaram a Varig para o exterior e para outras companhias nacionais.

Acredito então que o que a maioria dos funcionários gostaria de receber suas devidas verbas rescisórias e tocar a vida em outro lugar.

SF

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Gustavo,

A lógica manda isto, mas o que deve ocorrer é a seleção do QI.

Não há nada na proposta de compra que garanta a recontratação, embora os Sindicatos (de Aeronautas e de Aeroviários) venham dizendo que têm um acordo verbal com os novos controladores.

 

Ou seja, quem é amiguinho do pessoal do sindicato se dá bem, o resto, é o resto. Sempre é assim, e pelo jeito a máxima vai se perpetuar. Chato vai ser se começar a aparecer molecada nova, sem experiência (nada contra eles) em detrimento da experiência do pessoal dispensado. Tenho medo desse futuro da VRG...

 

Valeu pelo esclarecimento SF!

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SF,

 

Eu acho que eles devem tambem escolher aqueles com menores salários (menos tempo de casa). Comissários internacionais com 20 anos de Varig dificilmente vão encontrar espaço contra novatos de 3 a 4 anos.

 

Essa pelo menos é minha opinião.

 

Felipe

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Felipe,

Este problema de menores salários para os funcionários da "Nova Varig" não existe, na medida em que a VLog é quem estipulará o valor dos mesmos.

Assim, ela oferecerá a quem quiser contratar (sejam os mais experientes ou não) um salário de mercado, como consta na proposta de compra.

Para você ter uma idéia, o salário oferecido a Cmtes de Md11 para ingresso na VLog (antes da compra a Vlog vinha formando um grupo de pilotos para voar seus dois Md11 cargueiros) é cerca de 60% menor do que aquele que a Varig paga (ou deveria pagar) aos seus Cmtes de Md11 e B777.

Agora na "Nova Varig", creio que este deva ser o parâmetro utilizado - baixos salários para aqueles que os aceitarem.

SF

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