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Falta de vôo e informação angustia passageiros da Varig


-GustavoK-

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Fonte: Gazeta Mercantil

 

 

O passageiro que aposta na recuperação da Varig sofre cada dia mais com a falta de informações sobre as operações da companhia aérea. A empresa não informa os vôos cancelados, nem o planejamento para o dia seguinte.

 

O que se sabe é que, publicamente repreendida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a empresa parece ter abandonado a política de voar apenas na ponte aérea Rio-São Paulo. Na segunda-feira, informações extra-oficiais davam conta de que, de 362 vôos programados, 235, ou 64,92%, foram cancelados. Nas rotas internacionais, das 57 decolagens previstas, 40 foram canceladas. No mercado doméstico, de 305 vôos, 195 não ocorreram.

 

Os seguidos cancelamentos só aumentam os problemas da companhia. Na sexta-feira, a Associação Nacional dos Consumidores de Crédito (Andec) entrou com ação contra danos morais e materiais contra os cancelamentos e a falta de assistência aos passageiros. A associação ainda não sabe quanto vai pedir de indenização.

 

Enquanto isso, segue a via-crúcis dos passageiros. A chegada ao Brasil do casal Ana Maria Cândida e do holandês Karel Uollers, acompanhados da filha Carina, deveria acontecer na segunda-feira passada. Mas devido ao cancelamento do vôo da Varig saindo de Amsterdã, o casal só conseguiu aterrissar no Rio na quinta-feira, depois de ficar três horas no aeroporto de Londres.

 

Não bastasse o transtorno na vinda, Ana Maria, Karel e Carina, ficaram das 7h até as 18h20 aguardando por lugares nas listas da TAM e Gol para Recife, onde Ana tem família. Surpresos, às 18h foram informados por funcionários da TAM que seus bilhetes não eram válidos por não constar o valor da passagem.

 

Sem nenhum apoio ou informação dos poucos funcionários da Varig que transitavam pelo saguão do aeroporto, o casal só ficou sabendo que teria direito ao lanche da rede fast food Bob's porque a estudante Joana Cavalcante, que também aguardava uma vaga para Recife os informou que poderiam pegar tíquetes com empregados da companhia.

 

"É incrível como o brasileiro é pacífico", admirava-se o holandês Karel Uollers. "Se essa situação fosse na Europa, as pessoas estariam exigindo atitude das autoridades. Aqui há tolerância", completou.

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