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ANAC exige que Varig defina rotas


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O ESTADO DE S.PAULO - 25.07.2006

Anac exige que Varig defina rotas

Agência quer que empresa diga quais destinos vai voltar a operar, mas não anuncia punições à companhia

Alberto Komatsu, Isabel Sobral

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou às 18 horas de ontem que a Varig informe "imediatamente" os vôos que pretende operar no mercado doméstico e no exterior. Caso essa comunicação não seja feita, a própria Anac definirá as rotas "durante o período de emergência com as aeronaves disponíveis", informou a agência, em um comunicado.

 

Em sua nota, a Anac não informou se a empresa será punida por descumprir as ordens da própria agência. Na quinta-feira passada, a Varig anunciou a suspensão de todos os vôos, com exceção da Ponte-Aérea Rio-São Paulo. No dia seguinte, a Anac ordenou que a Varig retomasse as rotas. A companhia chegou a restabelecer alguns vôos no fim-de-semana, mas não cumpriu a ordem da agência de retomar todas as linhas que operava até quinta-feira.

 

Ontem, a diretoria da agência se reuniu por quatro horas, mas, ao contrário do que se chegou a cogitar, não anunciou nenhuma punição à Varig, como multas ou a retirada definitiva das rotas. Em seu comunicado, a agência disse que recebeu um documento do presidente da Varig, Marcelo Bottini, garantindo que todos os passageiros prejudicados pelos cancelamentos de vôos estavam sendo acomodados em outras companhias aéreas (quando há lugar), além de receber tíquetes para alimentação e hospedagem.

 

Nos aeroportos, porém, a semana começou tumultuada para os passageiros. Ainda é grande o transtorno provocado pelos adiamentos e cancelamentos de vôos. A própria empresa diz que não tem como informar quantos vôos está operando. Até a quinta-feira, quando a VarigLog comprou a Varig, a companhia tinha 25 rotas, sendo 11 nacionais e 14 externas.

 

PAGAMENTO

 

A VarigLog injetou ontem US$ 75 milhões na Aéreo Transportes Aéreos S.A., empresa criada para comprar a Varig.Esta foi a primeira parcela do investimento total de US$ 505 milhões, com desembolso previsto ao longo de 10 anos.

 

Do total que a VarigLog colocou à disposição, US$ 39 milhões já haviam sido depositados na sexta-feira. Segundo uma fonte da ex-subsidiária, esse dinheiro foi usado para pagar a câmara de compensação da Associação Internacional de Transporte Aéreo, para permitir que outras companhias transportem passageiros da Varig. Também foram pagas taxas aeroportuárias da Infraero e aluguéis de aviões.

 

A expectativa é que a VarigLog anuncie esta semana a nova diretoria da Varig, que manterá a marca, mas irá mudar a razão social para Varig Linhas Aéreas, em vez de Viação Aérea Riograndense. Segundo uma fonte ligada à empresa, a ex-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Maria Silvia Bastos Marques, foi convidada para assumir a direção da Varig. Ela não nega nem confirma, diz apenas que presidir a Varig a atrai. "É um desafio maravilhoso."

 

Quando questionada se havia sido convidada para o cargo, ela comentou que ainda não poderia dizer nada, mas devolveu a pergunta. "Estou fazendo uma enquete. O que você acha? Sou corajosa, mas não aventureira. Acho este um caso fascinante", disse ela.

 

Outro fato novo - na verdade a reedição de uma proposta antiga - surgiu ontem: em Portugal, o presidente da estatal aérea TAP, o brasileiro Fernando Pinto, disse que mantém o interesse na Varig. "Continuamos a ter interesse na Varig . No futuro podermos participar de alguma maneira do processo".

 

COLABORARAM IRANY TEREZA E MÔNICA CIARELLI

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