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Grupo argentino tem interesse na concessão do aeroporto do Galeão


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Grupo argentino tem interesse na concessão do aeroporto do Galeão

 

Janes Rocha, de Buenos Aires

Valor - 13/10/2008

 

A empresa Aeropuertos Argentina 2000 (AA2000), que tem a concessão de quase todos os aeroportos em seu país, está preparando o primeiro pouso no Brasil. Vai participar da concorrência para a concessão do aeroporto do Galeão (Tom Jobim), no Rio de Janeiro, o primeiro - junto com o Viracopos, de Campinas (SP) - a entrar para o Plano Nacional de Desestatização (PND) anunciado quinta-feira.

 

A companhia ainda está analisando os números, mas em uma estimativa inicial Ernesto Gutierrez, presidente da AA2000, acredita que serão necessários investimentos de US$ 1,2 bilhão para melhorar e ampliar o aeroporto carioca, aumentando sua capacidade de passageiros dos atuais oito milhões anuais para 25 milhões nos próximos três anos. A estimativa se baseia em projetos de porte e características semelhantes tocados atualmente pela AA2000: as ampliações dos aeroportos de Montevidéu, no Uruguai, e Guayaquil, no Equador.

 

Em entrevista ao Valor, Ernesto Gutierrez contou que ele e seu sócio, Eduardo Eurnekian, estavam há dois anos esperando a oportunidade de investir no Brasil. Neste período, tiveram reuniões com autoridades da Casa Civil, Ministério da Defesa e Infraero para demonstrar seu interesse e sugerir modelos de concessão.

 

Questionado sobre que modelos seriam mais adequados para resolver o problema dos aeroportos brasileiros, Gutierrez responde que uma possibilidade é a associação público-privada a partir dos modelos mexicano ou argentino. Ambos prevêem o agrupamento de aeroportos em um centro por região, e os que dão lucro financiam os que dão prejuízo. A diferença é que na Argentina há subsídios cruzados entre os aeroportos mais e menos rentáveis, e no México não. "No México, toda a rede de aeroportos do país foi dividida em três regiões, e o estado ficou como acionista minoritário em cada uma delas. Na Argentina, uma só empresa administra toda a rede e o estado também é acionista", explica Gutierrez. Segundo ele, este formato gera "contratos de última geração" em que o importante não é quem paga mais pela concessão, mas quem é o "melhor sócio para o Estado do ponto de vista de cumprir com suas obrigações com a sociedade".

 

"Privatização pura é um erro", afirma este empresário. Para ele, o estado tem um papel que não pode ser substituído nos aeroportos, nas áreas de segurança, controle de sanidade animal e vegetal, aduana, e outras atividades típicas de órgãos públicos. "A expertise da empresa privada é construir e administrar aeroportos", afirma.

 

Apesar de nunca ter entrado antes como investidora no Brasil, a AA2000 mantém um relacionamento de dez anos com a Infraero, conta Gutierrez. Por serem as maiores da América do Sul no setor, as duas empresas revezam a presidência e a vice-presidência do capítulo latino-americano da Associação Internacional de Aeroportos e têm "uma infinidade de acordos" conjuntos, entre eles capacitação de técnicos e especialistas.

 

AA2000 administra 37 aeroportos, sendo 34 na Argentina, os de Montevidéu e Guayaquil e o de Yerevan, capital da Armênia. É a principal empresa do grupo Corporación América S/A (Casa), multinacional com negócios nos setores de serviços aeroportuários (consultoria, free-shop, cargas, segurança, espaços publicitários nos aeroportos), agropecuária, imobiliário, construção e infra-estrutura. Com 1,4 mil funcionários, a AA2000 faturou em 2007 o equivalente a US$ 225 milhões. Para este ano a previsão é chegar a US$ 240 milhões, o que representa cerca de 80% do faturamento do grupo.

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A parte nova de EZE e MVD são bem arrumadinhos.

 

Mas o know-how da Fraport ou a ADP são maiores, sem dúvida.

 

Engraçado que a AA2000 administra EVN... parece tão aleatório, o Aeroporto de Yerevan haha

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A parte nova de EZE e MVD são bem arrumadinhos.

 

Mas o know-how da Fraport ou a ADP são maiores, sem dúvida.

 

Engraçado que a AA2000 administra EVN... parece tão aleatório, o Aeroporto de Yerevan haha

 

Não é tão aleatório assim. O dono da AA2000 é um empresário armeno-argentino chamado Eduardo Eurnekian: ai está a conexão.

 

Sobre a concessão do aeroporto de Yerevan: o acordo entre a Corporación America, de Eurnekian, e o governo da Armênia pela concessão de EVN foi firmado em 2001.

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Já agora, alguem tem uma lista de todos os interessados e para que aeroportos estão interessados?

 

De cabeça eu posso dizer: ADP, Fraport, ANA e AA2000. A estória da Dufry pelo jeito esfriou visto que não se fala nela faz muito tempo.

 

Destas ADP e Fraport, snme, só manifestaram interesse pelo GIG já as duas outras se interessaram por GIG e VCP.

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A Dufry parece que esfriou mesmo, mas, como só saberemos mais tarde, nunca se sabe.

 

Os boatos foram de que foi a Dufry que de fato pressionou o Cabral para a privatização dos aeroportos.

 

Eu tenho alguns parentes trabalhando por lá, vou ver o que eles conseguem! haha

 

Mas até agora, são só AA2000, Fraport, ADP e ANA, como o F-BVFA falou

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F-BVFA,

 

Pelo que entendi da reportagem o interesse dos Argentinos é exclusivamente o GIG. A virgula no primeiro parágrafo apenas ratifica que VCP estará no primeiro lote, mas não interessa aos Argentinos (e não me surpreende).

 

VCP vai sair pelo preço mínimo, o GIG vai ter briga boa entre Espanhóis, Alemães, Franceses e Argentinos, podem escrever. Eu já tinha comentado que o interesse no GIG seria grande, e o grande vencedor nisso tudo será o Rio (mas eu diria que os demais aeroportos da Infraero também sairão vencedores).

 

 

 

 

 

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F-BVFA,

 

Pelo que entendi da reportagem o interesse dos Argentinos é exclusivamente o GIG. A virgula no primeiro parágrafo apenas ratifica que VCP estará no primeiro lote, mas não interessa aos Argentinos (e não me surpreende).

 

VCP vai sair pelo preço mínimo, o GIG vai ter briga boa entre Espanhóis, Alemães, Franceses e Argentinos, podem escrever. Eu já tinha comentado que o interesse no GIG seria grande, e o grande vencedor nisso tudo será o Rio (mas eu diria que os demais aeroportos da Infraero também sairão vencedores).

 

E Portugueses.... :macumba: A ANA está interessada nos dois...

 

Mas, Espanhois? A Aena não se demonstrou interessada, pois não?

 

 

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Olha, pelos aeroportos que eu conheço, eu espero que não sejam os argentinos que ganhem esse processo de licitação.

 

O terminal novo de EZE é bom? É, mas é novo, foi construido recentemente. Já os terminais mais antigos são uns lixos, mai parecem rodoviária do que qualquer outra coisa. O free-shop de free não tem nada, o teto do desembarque internacional é cheio de infiltrações e o forro está caindo em vários lugares, fora os "buracos" onde o forro caiu e não colocaram nada no lugar. E no quesito de serviços, perde até para o Salgado Filho.

 

No Aeropaque a situação é um pouco melhor, mas é mais pelo fato de todo terminal ser mais recente do que EZE(em parte ainda são as construções da década de 50) e porque fizeram uma reforma geral no terminal, mas me disseram que foi por causa de uma cláusula contratual.

 

Mas vejamos apenas a Fraport, das outras interessadas: Alguém aqui cogita dizer que todo o sistema aeroportuário de Frankfurt é absurdamente melhor que EZE ou AEP? O terminal é bem conservado, tem variedade de lojas e restaurantes, estação de trens própria, o que evita ter de ir ao centro da cidade para pegar um trem para outra parte do país, esteiras rolantes funcionando, sistema de locomoção coletiva intra-aeroportuária, enfim, um Aeroporto com "A" bem maiúsculo.

 

Pra mim, se levarem, levarão "no bico", "molhando a mão de alguém"...

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E Portugueses.... :macumba: A ANA está interessada nos dois...

 

Mas, Espanhois? A Aena não se demonstrou interessada, pois não?

 

Espanhóis eu creio que o Lipe esteja se referindo a BAA que, apesar de inglesa, é do grupo espanhol Ferrovial.

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Espanhóis eu creio que o Lipe esteja se referindo a BAA que, apesar de inglesa, é do grupo espanhol Ferrovial.

Difícil a Ferrovial entrar, especialmente agora que as autoridades britânicas cogitam quebrar o monopólio da BAA sobre os aeroportos londrinos. Além disso, os espanhóis tomaram emprestados GBP 9 bilhões dos quase 10.1 bi necessários para arrematar a BAA em 2006. Até onde li (e postei aqui mesmo), não está sendo fácil manter os pagamentos nem refinanciar uma dívida que hoje chega aos GBP 13 bilhões.

 

Sobre a questão da privatização: vem tarde. Muito tarde. E vem também mal feita, ignorando o restante do país, perdendo-se a chance de empurrar junto vários aeroportos menores.

 

É bom, mas é ruim.

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...apenas ratifica que VCP estará no primeiro lote, mas não interessa aos Argentinos (e não me surpreende).

VCP vai sair pelo preço mínimo,

 

VCP tem o interesse de duas grandes construtoras, um grupo de investimentos (A-Port - formado por um grupo suiço, chileno e brasileiro), além de TAM e Azul.

Só sai pelo preço mínimo se tiver jogada dos grupos interessados por debaixo dos panos.

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Com esta crise econômica que se avizinha, será que haverá tantos interessados assim na privatização dos aeroportos? Vale lembra que o dinheiro está se tornando escasso e caro, e os investimentos a serem feitos na reforma e ampliação das instalações não são nada desprezíveis.

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Com esta crise econômica que se avizinha, será que haverá tantos interessados assim na privatização dos aeroportos? Vale lembra que o dinheiro está se tornando escasso e caro, e os investimentos a serem feitos na reforma e ampliação das instalações não são nada desprezíveis.

 

Compre que o BNDES garante...

 

Abraços;

Minduim

:thumbsup:

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Compre que o BNDES garante...

 

Abraços;

Minduim

:thumbsup:

 

Pois é, esse é o maior problema. Acaba que muitos aventureiros entram na disputa, pois o BNDES é extremamente caridoso.

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Acho que qualquer argentino que gosta do Brasil não desejaria que a AA2000 pegue a concessão no GIG!

Há anos eles enrolam com a construção do "Novo Ezeiza", o projeto existe e é perfeito, mas as obras nunca se iniciam!

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