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Viagens internacionais ficam entre 30% e 40% mais caras com instabilidade do dólar


Luna

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SÃO PAULO - As viagens internacionais ficaram mais caras com a alta do dólar, e na mesma proporção da valorização da moeda norte-americana: entre 30% e 40%, conforme revelou o diretor de Assuntos Internacionais da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), Leonel Rossi.

 

"Você tinha um dólar ao redor de R$ 1,60 e a moeda chegou a ultrapassar os R$ 2,30. Há aumento do preço da viagem, proporcionalmente ao preço do dólar", explicou o diretor.

 

Demanda

 

De acordo com ele, não é somente a alta do dólar, em si, que retrai a demanda por viagens, mas a volatilidade. "Enquanto ele estiver subindo e descendo, as pessoas não vão fechar muitos negócios. Enquanto ele não estiver estável, elas vão esperar", afirmou, deixando claro que devem ser retiradas da explicação aquelas pessoas que precisam viajar a trabalho ou por assuntos familiares.

 

Esta volatilidade mexe com o perfil da viagem. Conforme ele explicou, um turista que planejava ir para fora do Brasil poderá optar por um destino doméstico, devido à valorização da moeda norte-americana.

 

Se, por um lado, viajar para fora do País está mais caro para o brasileiro, por outro, está mais barato para os estrangeiros virem ao Brasil. "A princípio, a viagem fica mais barata para eles, apesar que estarmos em uma crise, que faz com que as pessoas façam menos viagem". Prazos de pagamento

 

Sobre as formas de pagamento, Rossi afirmou que, devido à crise, as operadoras de viagem começaram a diminuir os prazos. "Estamos em um momento que, por enquanto, tem algumas empresas que estão fazendo três ou quatro vezes sem juros, enquanto outras fazem mais. Mas vai cair o movimento e elas vão precisar atrair o cliente", disse.

 

Setor sensível à crise

 

O especialista afirmou que o setor de turismo é muito sensível a problemas econômicos. Ele disse que pior do que o aumento do dólar seria um problema na economia, como uma recessão.

 

"As pessoas primeiro pagam as contas e somente depois fazem turismo e lazer. Em época de crise, as pessoas não costumam fazer turismo e se fazem, fazem economicamente. Só os ricos, muito ricos, podem viajar. Mas eles, em tempos de crise, têm que cuidar das suas empresas", explicou Rossi.

 

 

Luna

 

Fonte : Infmoney

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