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Lufthansa opta por parcerias e gerencia aeroporto para lucrar


Carlos Augusto

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Fonte: DCI, 28/10/2008 (Caderno B; pág.2)

 

 

Companhia alemã driblou perda com hedge de combustíveis e vê na América Latina, principalmente no Brasil, perspectiva de resultados positivos

 

 

Reportagem: Fabíola Binas

 

A Lufthansa está conseguindo resultados positivos em meio à série de notícias negativas que prevalece no setor aéreo. Quem garante é Martin Riecken, diretor de Comunicação da companhia, uma das aéreas mais rentáveis do mundo, que esteve no Brasil acompanhado de Bernd Hoffmann, diretor de Comunicação para a América Latina.

 

A estratégia da Lufthansa, segundo eles disseram ao DCI, inclui a compra de combustíveis instituindo parcerias com outras aéreas e até participação na administração de aeroportos. "Estamos constantemente atentos e tentamos agir com respostas rápidas para cada situação", concordaram os executivos da Lufthansa.

 

Riecken, que tem seu escritório sediado em Nova York -praticamente o "olho do furacão" da crise- acredita que a turbulência vai, sim, influir nos negócios do mundo todo, mas acredita que a Lufthansa está preparada, pois, segundo ele, a companhia, que só para o Brasil voa há mais de 50 anos, passou bem por outros momentos econômicos difíceis.

 

Em relação à instabilidade do preço dos combustíveis -que levaram muitas companhias a prejuízos grandiosos, ao partir de preços de cerca de US$ 90 para aproximadamente US$ 130, valores que só agora começam a recuar-, o diretor para as Américas garante que a estratégia adotada pela empresa há 8 anos, de praticar a compra de dois em dois meses, tem dado certo, ao contrário de outras aéreas que efetuaram contratos futuros para compra sob temor da variação dos custos - o chamado hedge de combustível.

 

Exemplo de perda, a nacional Gol Linhas Aéreas anunciou na última semana a perda líquida de R$ 48 milhões com o impacto de operações desse tipo. Enquanto isso, a United Airlines confirmou perdas de US$ 519 milhões em contratos de proteção, contra as variáveis de preços.

 

Em relação à consolidação do mercado, o que tem levado a fusões e à compra de empresas, os diretores não revelaram novas possibilidades "por questões estratégicas", mas Riecken "só investe em outras empresas quando tem certeza de que o negócio pode trazer rentabilidade", como disse. Nessa área, a Lufthansa adquiriu recentemente 19% das ações das JetBlue Airways, empresa fundada por David Neeleman, e há cerca de três anos comprou a Swiss Air por cerca de 300 milhões de euros, segundo fontes do setor, que também dão como certa a aquisição de pelo menos 40% da Austrian Airlines, negócios que a Lufthansa disputaria com empresas como Air France e Turkish Airlines.

 

América Latina

Na América Latina, a companhia integrou, neste ano, seu programa de passageiros freqüentes com a TAM Linhas Aéreas, que agora passa a ser sua parceira na Star Alliance, a maior aliança de aéreas do mundo. Em um cenário futuro, Bernd Hoffmann, diretor para a América Latina, vê a expansão da companhia, ao dizer que "a idéia é investir e crescer na América Latina".

 

Hoffmann considera São Paulo o mercado mais importante, ao qualificá-lo como "a porta de entrada para a América Latina".

O diretor afirmou que, por enquanto, a idéia é incrementar parcerias, e que as 14 freqüências diárias que a empresa mantém entre o Brasil e a Europa estão na casa dos 80% de ocupação, em média, sem revelar números exatos, e acrescentou que o Brasil é um bom mercado porque tem "excesso de demanda, ao contrário de outros locais, como os Estados Unidos, em que vivem uma competição acirrada".

 

Como a Star Alliance manifestou interesse em unir todas a suas companhias em um único terminal de passageiros no aeroporto de Guarulhos, um dos candidatos a concessão privada, foi levantada a possibilidade de haver interesse neste tipo de negócio no Brasil, como ocorre no Aeroporto de Munique, um dos seus principais pontos de distribuição de vôos (hub), unidade de cuja administração a Lufthansa participa.

 

O diretor Bernd Hoffmann colocou que o assunto é de interesse da companhia, mas apenas nos aeroportos em que ela mantém seu hubs, como Zurique e Frankfurt, na América Latina (AL), ainda não. Na AL, a companhia voa também para Argentina e o Chile, sendo que o México está incluso na mesma operação, que tem sua administração concentrada em São Paulo.

 

Resultados

Com uma audaciosa previsão de compra de 170 aeronaves, em um negócio estimado em cerca de 14 bilhões de euros, a Lufthansa afasta os temores de falta de crédito. "Nossa companhia é uma das mais sólidas do mercado, e não deve sofrer impactos como as outras, nesse sentido", previu o executivo.

 

No último resultado financeiro, o grupo Lufthansa melhorou o resultado operacional, registrando 705 milhões de euros, quase 220 milhões de euros a mais do que no primeiro semestre de 2007.

 

O lucro apresentado pelo grupo, no entanto, foi de 402 milhões de euros, contra os 992 milhões de euros do mesmo período anterior, o que a companhia atribuiu à inclusão do lucro de 503 milhões de euros obtidos com a venda das cotas-parte da Thomas Cook AG, além do rendimento de 71 milhões de euros da recompra de ações próprias por meio da WAM Acquisition S.A.

 

 

 

 

 

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