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Embraer avalia possível desenvolvimento de jato maior


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Embraer avalia possível desenvolvimento de jato maior

No momento, a fabricante brasileira avalia o mercado e entende que no futuro poderá fazer o jato "com ou sem parceiros"

 

04/11/2008 | 11:35 | A Embraer pode desenvolver nos próximos anos um avião maior que ficaria entre os segmentos atendidos por ela atualmente e pelas gigantes Boeing e Airbus. No momento, a fabricante brasileira avalia o mercado e entende que no futuro poderá fazer o jato "com ou sem parceiros", afirmou o vice-presidente de finanças da empresa nesta terça-feira.

 

"No futuro, certamente, teremos que ter algumas definições... Desenvolver um avião maior talvez sim, sozinhos ou em conjunto, é uma coisa a ser definida", disse Antonio Luiz Pizarro Manso, em teleconferência sobre os resultados de terceiro trimestre da companhia.

 

"A gente entende que o mercado hoje está sendo perfeitamente atendido pelos aviões atuais, o (Boeing) 737, o (Airbus) A320. Nesse momento, nossa estratégia é aguardar, inclusive um dos pontos para qualquer definição futura é o problema do motor, o motor até hoje não é claramente definido qual o melhor motor a ser aplicado", disse o executivo sem dar mais detalhes.

 

O executivo respondeu a perguntas sobre comentários do presidente da Airbus, Thomas Enders, feitos na véspera sobre uma eventual parceria da companhia européia com a Embraer no desenvolvimento de novo modelo ou em serviços. Na ocasião, o executivo citou que sua empresa tem relação próxima com a Embraer e comentou que "quem sabe no futuro possamos desenvolver alguma coisa juntos".

 

"É muito importante entender que a Embraer e a EADS (grupo do qual a Airbus faz parte) têm uma parceria de 10 anos. Eles já foram acionistas da Embraer, depois a EADS se tornou nossa sócia em uma empresa em Portugal. Conversas a gente sempre tem, mas não há nenhuma definição específica agora", disse Pizarro. "Estamos avaliando o mercado. Não temos definição no curto prazo. Certamente, no futuro, pode ser, com ou sem parceiros", acrescentou o executivo brasileiro sobre eventual novo modelo.

 

Atualmente, o maior modelo de avião comercial da Embraer, o 195, tem capacidade para cerca de 120 passageiros e é voltado para companhias aéreas regionais. Enquanto isso, a menor família de aviões da Airbus é a A320, com aeronaves com capacidades entre 107 e 185 passageiros.

 

Crise financeira

 

A crise financeira internacional ainda não surtiu efeitos de cancelamentos de pedidos da Embraer, mas já provocou alguns adiamentos de entregas, disse Pizarro. Por conta da escassez de crédito a companhia avalia concessão de empréstimo-ponto e financiamentos de curto de prazo para apoiar pedidos de clientes.

 

"Estamos vendo que o mercado está realmente com processo de retenção de financiamento de alguns clientes e isso, certamente nos próximos três a oito meses nós teremos uma definição mais clara do que pode acontecer", afirmou.

 

Ele disse que os financiamentos não serão duradouros e sim empréstimos-ponte, de curto prazo, "até que o mercado se restabeleça".

 

"É uma possibilidade (a Embraer conceder financiamentos), sim, mas ainda não temos definição neste momento."

 

A companhia entregou no trimestre passado 48 jatos, um a mais que no mesmo período de 2007, e manteve previsão de entregas em 2008 de entre 195 e 200 aviões. A empresa realiza entre quarta e quinta-feira evento com investidores em sua fábrica onde pretende divulgar projeções para 2009.

 

Em comunicado separado, a Embraer divulgou previsão para o mercado chinês de aviação nos próximos 20 anos, no qual vê demanda para 875 novas aeronaves regionais, das quais 120 com capacidade para 30 a 60 assentos, 295 com 61 a 90 lugares e 460 de 91 a 120 assentos.

 

fonte> http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/econ...phtml?id=824603

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O título é escandaloso, mas o texto deixa evidente vai continuar tudo como está por enquanto. Estudos diversos e talvez até projetos de gaveta a Embraer deve ter vários, e foi feita apenas uma vaga menção a essa possibilidade.

 

Se por um lado é improvável que a Embraer deseje ficar para sempre fabricando regionais, por outro, as palavras do Sr. Manso são muito claras. É algo a ser definido, e a empresa vai aguardar. O mercado está bem atendido no momento.

 

Muito, mas muito longe portanto da discussão descabida em que se sugeria ERJ do tamanho de um 767.

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Embraer avalia possível desenvolvimento de jato maior

No momento, a fabricante brasileira avalia o mercado e entende que no futuro poderá fazer o jato "com ou sem parceiros"

 

04/11/2008 | 11:35 | A Embraer pode desenvolver nos próximos anos um avião maior que ficaria entre os segmentos atendidos por ela atualmente e pelas gigantes Boeing e Airbus. No momento, a fabricante brasileira avalia o mercado e entende que no futuro poderá fazer o jato "com ou sem parceiros", afirmou o vice-presidente de finanças da empresa nesta terça-feira.

 

"No futuro, certamente, teremos que ter algumas definições... Desenvolver um avião maior talvez sim, sozinhos ou em conjunto, é uma coisa a ser definida", disse Antonio Luiz Pizarro Manso, em teleconferência sobre os resultados de terceiro trimestre da companhia.

 

"A gente entende que o mercado hoje está sendo perfeitamente atendido pelos aviões atuais, o (Boeing) 737, o (Airbus) A320. Nesse momento, nossa estratégia é aguardar, inclusive um dos pontos para qualquer definição futura é o problema do motor, o motor até hoje não é claramente definido qual o melhor motor a ser aplicado", disse o executivo sem dar mais detalhes.

 

...

 

fonte> http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/econ...phtml?id=824603

 

 

 

Eu certamente aplaudiria, mas ele parece que falou, falou e nao disse nada...

 

As palavras "pode desenvolver", "no futuro", "nossa estrategia e' aguardar", etc,

nao afirmam nada, pode acontecer, pode nao acontecer... :(

 

Enfim... bons voos :thumbsup:

 

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Acreditem ou não, o que a Embraer quer desenvolver, é um substituto para o A310.

 

Nem tão grande, nem tao pequeno e com autonomia intercontinental.

 

Quem tem ouvidos, ouça!

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Acreditem ou não, o que a Embraer quer desenvolver, é um substituto para o A310.

 

Nem tão grande, nem tao pequeno e com autonomia intercontinental.

 

Quem tem ouvidos, ouça!

 

Seria ideal mesmo...

Um avião com dois corredores e assentos em 2-2-2.

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A310 era 2+4+2 na Y, exceto últimas fileiras, que eram 2+3+2 abreast.

 

Fazer 2+2+2 não deve ser economicamente viável, por aumentar muito a razão [área de circulação]/[número de assentos]. Melhor seria então ficar como 3+3, narrow body. Assim, se for então preencher alguma lacuna, que seja a do 757.

 

Acho muito difícil a Embraer se embrenhar numa aventura dessas antes de o C390 estar voando. O próprio executivo na entrevista acima afirma que é tudo só possibilidade, e que a idéia é aguardar.

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O custo do desenvolvimento de um novo avião é altíssimo.

Me parece que nem Boeing, nem Airbus, querem bancar o custo sozinhas.

As tecnologias pretendidas - motor principalmente, ainda estão para serem provadas.

E quanto mais tecnologia, mais dores-de-cabeça. Exemplos recentes, Airbus A380 e 787 ...

É natural a pressão das cias. aéreas para um novo avião.

Mas o futuro é nebuloso.

Recessão, falta de financiamento, petróleo a US$ 60,00 o barriil, queda de demanda, caixa baixo e empresas

áereas em sua maioria amargando prejuízos em seus balanços.

Com certeza a Embraer tem planos para sua linha de jatos comerciais.

E com certeza vai saber em que momento vai trazer seus projetos à tona ...

 

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Fonte: Gazeta Mercantil, 05/11/2008 (Caderno C; pág.3)

 

Embraer confirma estudos para produzir avião de grande porte

 

Empresa diz que já avalia nicho de mercado, mas depende de definição do motor

 

 

Reportagem: Júlio Ottoboni

 

A direção da Embraer confirmou ontem, ao apresentar o balanço do terceiro trimestre deste ano, que pretende investir em aviões maiores. Essa busca por um novo nicho de mercado passa por uma parceria com a Airbus, cujo presidente Thomas Enders, que não poupou elogios à fabricante brasileira, se encontra no Brasil em conversações com a direção da multinacional brasileira, conforme antecipado pela Gazeta Mercantil. "A família de aeronaves da Embraer é bem competitiva. Se tivesse que apostar no sucesso de uma fabricante, no longo prazo, todas as minhas fichas seriam para a Embraer", disse Enders.

 

Na pauta de negociação se encontra a construção de uma família de jatos entre 200 e 250 lugares de última geração, que se situa entre os modelos da Airbus A 320, de 107 a 196 assentos, e os modelos A 330, de 253 a 335 passageiros. Esse novo jato disputaria mercado diretamente com a Boeing, que lançou em meados de 2007 o modelo 787, que é um avião para 250 a 280 passageiros ou ainda pode ter uma variação de 210 a 330 lugares.

 

"Um dos pontos para qualquer definição futura é o problema do motor, que até hoje não é claramente definido qual o melhor a ser aplicado", disse o vice-presidente financeiro da Embraer, Antonio Luiz Pizarro Manso, numa referência aos estudos de motores mais econômicos e menos poluentes que atualmente são pesquisados por fornecedores como a Rolls Royce.

O jato da Boeing é considerado o primeiro de uma linha ‘ ecológica’. São feitos com fibra de carbono, dispensando 50% do alumínio gasto em fuselagem convencional. Segundo a Boeing, esses componentes são mais resistentes e duráveis, além de reduzirem o peso do aparelho e influenciar diretamente na economia de combustível. A multinacional norte-americana também está com estudos avançados para turbinas movidas a combustíveis alternativos.

 

A Embraer mantém atualmente em São José dos Campos, no Parque Tecnológico Aeroespacial, um departamento especializado em pesquisas e estudos sobre materiais compostos a serem empregados na aviação comercial. Os primeiros resultados deste investimento de R$ 15 milhões feitos em meados de 2006 devem surgir ainda este ano, numa parceria firmada com o Instituto de Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

 

"No futuro, certamente, teremos que ter algumas definições, como desenvolver um avião maior. Sozinho ou em conjunto é uma coisa a ser definida. Conversas a gente sempre tem. Mas é muito importante entender que a Embraer e a EADS, empresa da qual a Airbus faz parte, têm uma parceria de 10 anos. A EADS já foi acionista da Embraer e depois se tornou nossa sócia em uma empresa em Portugal (Ogma)", afirmou.

 

 

 

 

 

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Minduim, bom vc ter lembrado a conf 3+3+3 (9 abreast, variante do 8). Confirma que muito corredor não dá.

 

[...]

Na pauta de negociação se encontra a construção de uma família de jatos entre 200 e 250 lugares de última geração, que se situa entre os modelos da Airbus A 320, de 107 a 196 assentos, e os modelos A 330, de 253 a 335 passageiros. Esse novo jato disputaria mercado diretamente com a Boeing, que lançou em meados de 2007 o modelo 787, que é um avião para 250 a 280 passageiros ou ainda pode ter uma variação de 210 a 330 lugares.

[...]

Estaremos todos na torcida para que, se isso for verdade, que dê certo.

Porém, esse parágrafo acima é por conta do jornalista, que vai ver andou lendo CR.

Tudo indica que o que a diretoria falou na teleconferência é o que está entre aspas, e foi reproduzido por vários meios de comunicação, incluindo Agência Estado e O Globo, sem incluir essa informação sobre eventual concorrente do 787.

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Minduim, bom vc ter lembrado a conf 3+3+3 (9 abreast, variante do 8). Confirma que muito corredor não dá.

 

 

Estaremos todos na torcida para que, se isso for verdade, que dê certo.

Porém, esse parágrafo acima é por conta do jornalista, que vai ver andou lendo CR.

Tudo indica que o que a diretoria falou na teleconferência é o que está entre aspas, e foi reproduzido por vários meios de comunicação, incluindo Agência Estado e O Globo, sem incluir essa informação sobre eventual concorrente do 787.

 

A EMBRAER tem mesmo que partir para a fabricação de aviôes de maior porte. Segundo estudo da própria EMBRAER, o mercado chinês, que é um dos mais promissores, absorverá apenas uns 750 aviões do porte do E-JET nos próximos vinte anos. Isso se traduz em cerca de uns 35 a 40 aviões por ano, mercado que terá de ser disputado com o Super 100, da Sukhoi, o ARJ da Avic, o MRJ da Mitsubishi. Enquanto isso, a procura por aviões do porte do B-737 e do A-320 é enorme. Então, não tem porque a EMBRAER não entrar nesse mercado. Aliás, penso que de há muito ela já deve estar trabalhando em um projeto do gênero. Mas como qualquer outra empresa, não vai fazer alarde para não entregar o ouro aos bandidos...

 

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Esse assunto repercutiu no mercado e a Embraer soltou um comunicado oficial...

 

http://www.embraer.com.br/institucional/do...J_EADS-P-08.pdf

 

 

Sds,

EMB-312

 

 

 

Poxa, sacanagem, que balde de agua fria, seu... :toco::toco::toco:

 

Tava tao bom o "nosso" sonho... :thumbsup:

 

:toco:

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