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Funcionários vão deixando a Varig


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O ESTADO DE S.PAULO - 27.07.2006

Funcionários vão deixando a Varig

Pelo menos 400 trabalhadores da companhia já saíram da empresa mesmo sem rescisão formal do contrato

Renata Stuani, Alberto Komatsu, RIO

 

Cerca de 400 trabalhadores da Varig largaram o emprego para trabalhar em outras empresas, mesmo sem homologar a demissão. A informação é da presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Baggio. Segundo ela, são pessoas que estão sem salário há três meses e se cansaram dos problemas gerados pelos cancelamentos de vôos.

 

"Muita gente já saiu e há quase mil que ainda não estão para se aposentar. No total, a empresa tem 8.500 empregados na ativa", disse Graziella.

 

Ela comentou que é difícil estimar quantos trabalhadores serão aproveitados pela VarigLog. Na semana passada, falava-se em cerca de 8 mil dispensas. Logo após o leilão de quinta-feira, os novos donos da Varig estipularam prazo de três dias para divulgar a lista de cortes, mas isso ainda não ocorreu.

 

Ontem, funcionários da Varig fizeram paralisação de algumas horas em protesto, segundo a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), mas isso "não chegou a prejudicar o atendimento dos usuários."

 

A Anac informou ainda que a Varig está realizando todos os vôos da nova malha, apresentada anteontem. Ontem, muitos passageiros ainda enfrentavam os transtornos causados pelo cancelamento dos vôos da malha antiga. Muitos passageiros enfrentaram longas filas para encontrar lugar nos vôos de outras companhias aéreas.

 

PARIS

Trinta e sete brasileiros continuam semi-acampados no aeroporto de Roissy - Charles De Gaulle, passageiros daVarig que foram surpreendidos pela crise da empresa em plena Europa e que com a suspensão de seus vôos estão sem condições de voltar aoBrasil. Inicialmente esperava-se esse congestionamento no final da Copado Mundo, mas como o Brasil foi desclassificado antes do final da competição, houve tempo suficiente para que outras companhias, Tam, Tap, Air France e Lufthansa pudessem absorver os numerosos passageiros.

 

A surpresa ocorreu um pouco mais tarde com a explosão da guerra do Líbano e o grande número de brasileiros de origem brasileira que deixam aquele país por todos os meios, além do fim das férias de julho no Brasil. Esse problema não está ocorrendo apenas em Paris, em Roissy-Charles De Gaulle, mas também nos aeroportos de Lisboa, Madri, Londres. Tudo indica que essa situação vai se agravar nos próximos dias, a medida que se aproxima o fim do mês, quando deverão se concentrar nesses aeroportos numerosos brasileiros que adquiriram bilhetes aéreos junto a Varig, mas que agora não podem voltar a suas casas.

 

COLABOROU REALI JÚNIOR, DE PARIS

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