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Dez pessoas são indiciadas por acidente com avião da TAM


Stelios4K

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19/11/2008 - 15h46

Dez pessoas são indiciadas por acidente com avião da TAM

 

Gabriela Sylos

Do UOL Notícias

Em São Paulo

 

A Polícia Civil indiciou dez pessoas pelo acidente com o Airbus A320 da TAM: dois funcionários da TAM, três da Infraero e cinco da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Entre eles, estão o ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, o ex-presidente da Anac, Milton Zuanazzi, a ex-diretora da Anac, Denise Abreu, o diretor de segurança de vôo, Marco Aurélio Castro, e o ex-gerente de engenharia de operações da TAM, Abdel Salam Rishk. Eles serão indiciados por homicídio culposo (sem intenção) contra a segurança de transporte aéreo e podem ser penalizados com até seis anos de prisão.

 

O acidente aconteceu em 17 de julho do ano passado e deixou 199 mortos - a maior tragédia da história da aviação brasileira. O vôo 3054, que vinha de Porto Alegre (RS), tentou aterrissar no aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, e acabou se chocando com um depósito da própria companhia aérea do outro lado da avenida Washington Luís, em frente à pista principal do aeroporto.

 

A Polícia Civil apresentou como causa do acidente um fator principal e outros contribuintes. O principal foi a posição do manete direito, em aceleração, ao contrário do esquerdo. Os fatores contribuintes dizem respeito ao não cumprimento de regras de segurança de vôo. Entre eles, o delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Barbosa, citou a falta de medição do coeficiente de atrito da pista após precipitação de chuva, e a liberação para pouso de forma inadequada já que, antes do acidente com o avião da TAM, foram registrados 11 incidentes - sendo que em três deles as naves chegaram muito próximas ao fim da pista. No próprio dia 17 de julho de 2007, a pista chegou a ser interditada antes do acidente, mas foi liberada em seguida.

 

Os outros três funcionários da Anac indiciados são Luiz Kazumi Miyada, superintendente de Infraestrutura Aeroportuária, Marcos Tarcisio dos Santos, responsável pela superintendência de Segurança Operacional, e Jorge Luiz Velozo, responsável pela superintendência da Segurança Operacional. Da Infraero, foram indiciados Agnaldo Molina Esteves e Esdras Ramos, ambos funcionários que fizeram a avaliação e liberaram a pista de Congonhas no dia do acidente.

 

De acordo com o delegado Barbosa, os dez foram indiciados por "ação ou omissão" no caso. Nas palavras de Barbosa, todos têm nexo de causalidade com o acidente, por isso não faria sentido indiciar, por exemplo, o presidente da TAM. No caso da companhia aérea, os diretores indiciados tinham controle sobre as áreas de engenharia e segurança e eram responsáveis diretos pelo treinamento de pessoal e infra-estrutura.

O dia seguinte

 

 

Fabricante do airbus

A polícia não pôde afirmar que a causa do acidente foi completamente erro humano porque não foi possível concluir se havia problema no equipamento. O que restou do manete foi levado para análise na França, país de origem da multinacional que fabricou o airbus, mas não foi possível tirar conclusões, já que o equipamento ficou muito danificado.

 

O inquérito apontou a culpabilidade da empresa fabricante pois o alerta que informa se o manete está na posição errada é opcional, e não obrigatório. Não houve indiciados, pois há uma regulamentação específica para responsabilizar empresas estrangeiras. Cabe à Justiça individualizar um culpado dentro da fabricante.

 

 

O laudo final sobre o acidente foi entregue pelo Instituto de Criminalística (IC) à Polícia Civil na última segunda-feira (17). Na ocasião, o delegado Antônio Carlos Barbosa afirmara que cerca de dez pessoas seriam responsabilizadas criminalmente por atentado contra a segurança de transporte aéreo, e não apenas apontadas pelo inquérito policial. Entre eles estariam ex-integrantes da #####pula da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), funcionários da Infraero e da TAM.

 

O indiciamento de dez pessoas também já havia sido confirmado pelo promotor do caso, Mário Luiz Sarrubbo, na semana passada.

 

Em 16 meses de investigação, a Polícia Civil ouviu 336 pessoas, entre familiares, controladores de tráfego aéreo e aeronautas. Segundo a polícia, o laudo do Instituto de Criminalística tem 656 páginas e 2.608 documentos anexados, totalizando 3.264 páginas. Já o inquérito policial tem 13.600 páginas, e, com o laudo, chega a quase 17 mil páginas

 

 

by uol.com.br

 

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Meus prezados:

Mesma notícia. Outra fonte. Respostas do advogado da Denise Abreu, Infraero, TAM e ANAC.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/js...mp;section=1003

Prezado JCeccatto: É a polícia investigando um acidente aéreo, para punir, não para prevenir.

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  • 3 weeks later...

Meus prezados:

Familiares das vítimas do acidente com o vôo JJ3054 ficam satisfeitos com o resultado do inquérito

 

Os familiares das vítimas do acidente com o Airbus A320 da TAM, ocorrido em 17 de julho do ano passado, no aeroporto de Congonhas ficaram satisfeitos com as conclusões do inquérito realizado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo e com o encaminhamento que será enviado junto com a investigação que está sendo realizada pela Polícia Federal.

 

Eles passaram o último final de semana reunidos no Hotel Embaixador, na capital gaúcha, e ouviram o promotor Mário Luiz Sarrubbo, que recomendou o indiciamento de 11 pessoas como responsáveis pela morte dos 199 passageiros e tripulantes do vôo 3054, entre o aeroporto Salgado Filho e o de Congonhas.

 

Sarrubbo explicou aos familiares que retirou do inquérito policial os dois funcionários da Infraero que fizeram a medição do nível da água na pista de Congonhas, "porque apenas cumpriam ordens". Porém, em seu lugar, indicou três funcionários da TAM: Marco Aurélio Castro, diretor de segurança; Orlando Bombini Jr., chefe de pilotos; e Alex Frischmann, chefe do equipamento A320 na empresa.

 

Esta foi a 16ª reunião dos familiares das vítimas do vôo TAMJJ3054. Segundo Dario Scotti, presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054 (AFAVITAM). "Nos reunimos uma vez por mês para que este acidente não seja esquecido, e até serve como terapia para alguns de nós", explicou Scotti, lembrando que foram necessários 16 meses de investigações para que 11 pessoas fossem responsabilizadas de forma culposa (sem intenção) pela morte dos passageiros daquela viagem.

 

O presidente da AFAVITAM disse ainda que todos ficaram satisfeitos com a unificação dos processos num só em nível federal. Durante o encontro, os familiares ainda ouviram as advogadas Adriana Burger e Laiana Elisa de Souza, da Defensoria Pública/RS, que os informou sobre o andamento da ação movida pelo PROCON/RS, cobrando a multa de R$1 milhão da empresa pela demora na divulgação da lista de passageiros.

 

A programação do encontro foi encerrada no domingo, com uma visita ao memorial construído pela AFAVITAM junto ao aeroporto Salgado Filho, e um culto ecumênico celebrado em memória das vítimas.

 

fonte: Câmera 2 domingo, 14 de dezembro de 2008 - 16:51

 

 

 

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Aviation News Release

 

Inquérito sobre acidente da TAM deve passar à esfera federal

 

Seg, 15 de Dezembro de 2008 14:39

 

As investigações sobre o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido em julho de 2007, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que são feitas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e as que estão sendo levadas a cabo pelo MPF (Ministério Público Federal), devem ser reunidas em um só inquérito, que passará a correr sob segredo de Justiça no MPF.

 

A informação foi dada no último domingo pelo procurador da República Rodrigo de Grandis, durante reunião com parentes das vítimas do acidente, em Porto Alegre (RS), de acordo com o presidente da Associação das Famílias e Amigos das Vítimas do Vôo TAMJJ3054 (Afavitam), Dario Scott.

 

“Os dois [inquéritos] se fundindo, volta a ter o sigilo decretado pelo juiz em São Paulo. Então o que nós estamos tentando fazer é ter acesso a essa informação, que ainda corre sob sigilo em São Paulo”, afirmou Scott.

 

Também participou dessas reuniões com os familiares das vítimas o promotor do MP-SP Mario Luis Sarrubo, que acompanhou as investigações da Polícia Civil. “Ele trouxe para nós a manifestação dele sobre o inquérito, onde ele aponta mais três pessoas responsáveis na companhia aérea TAM”, disse Scott.

 

Ele ressaltou que já existe uma lista, que aponta 14 pessoas como responsáveis, “e as investigações continuam, nós ainda temos as investigações da Polícia Federal em São Paulo, que não estão concluídas”.

 

A Afavitam vai continuar acompanhando as investigações, “porque nós temos ainda investigações abertas sobre o acidente, nós queremos saber como está a evolução dessa investigação por parte da Polícia Federal e do Ministério Público Federal; vamos acompanhar isso até o fim”, disse Scott.

 

Os parentes das vítimas também continuam acompanhando as investigações do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) e prometem acompanhar toda a parte processual, numa “jornada pela justiça”.

 

“Nós queremos realmente que a justiça seja aplicada de uma forma exemplar, ela tenha um papel pedagógico para que as pessoas responsáveis por essa tragédia não saiam impunes do que aconteceu, a responsabilidade tem que ser cobrada. Se você foi responsável por um acidente, que matou 199 pessoas, você não pode sair impune”, afirmou Dario Scott.

 

 

Agência Brasil
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