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Carga hospitalar em Viracopos


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19/11 - Viracopos mostra agilidade para liberar carga hospitalar

19/11/2008

 

Infraero

 

 

Transporte de equipamentos de ressonância magnética teve de ser feito com várias precauções

 

Uma operação especial foi montada pela Infraero no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), no último domingo (16/11), para receber dois aparelhos e componentes para exames de ressonância magnética que chegaram de Miami (EUA) com destino ao Hospital Sarah, em construção no Rio de Janeiro (RJ). A carga foi liberada às 13h45, pouco mais de seis horas, a partir da chegada da aeronave no aeroporto e a operação contou com a parceria da Receita Federal e da Anvisa, além das empresas envolvidas na importação dos produtos como a companhia aérea, o agente de carga e o despachante aduaneiro.

 

"A carga foi desembaraçada no próprio pátio de aeronaves para facilitar a operação e também porque era frágil. Alguns cuidados especiais foram adotados durante o processo de liberação", contou Susana Camargo, encarregada de Operações em Viracopos. A Rede Sarah explicou que os equipamentos são de alta tecnologia e muito sensíveis a solavancos e pancadas. "Dois dos volumes (magnetos) são perecíveis e devem ser mantidos a 269ºC negativos, conectados a compressores. Para efeitos de transporte, a temperatura é mantida preenchendo o interior dos magnetos com gás hélio. Portanto, os volumes são passíveis de explosão no caso de choque mecânico. Daí a necessidade de cuidados especiais ", explicou a representante do hospital.

 

Depois de liberada, a carga seguiu para o Rio de Janeiro acomodada em caminhões especiais dotados de suspensão a ar. Os equipamentos deverão ser utilizados para a realização de exames com diagnósticos por imagens. O coordenador de importações da Infraero em Viracopos, Júlio Soares, comemorou o sucesso da operação. "Mais uma vez, a Infraero pode ser vista como uma empresa eficiente, graças à qualidade, capacidade de integração e superação de seus empregados", concluiu.

 

Movimentação de carga

A movimentação de carga em Viracopos de janeiro a outubro chegou a 210 mil toneladas, 7,1% a mais que as 196 mil toneladas registradas no mesmo período em 2007.

 

Assessoria de Imprensa - Infraero

imprensa@infraero.gov.br

 

Se tudo desembarcou em Viracopos-Campinas devido a sua segurança e qualidade das operações de carga, isso significa que os outros 66 aeroportos não estão preparados para manipular cargas frágeis e perigosas ???

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Se tudo desembarcou em Viracopos-Campinas devido a sua segurança e qualidade das operações de carga, isso significa que os outros 66 aeroportos não estão preparados para manipular cargas frágeis e perigosas ???

 

Bom, Viracopos não é o único que pode lidar com esse tipo coisa, claro. No entanto é preciso saber o volume dessa carga já que embora outros aeroporto possuam o suporte para carga perigosa, perecível, etc as instalações podem não comportar. Mas pelo porte do TECA do GIG eu não sei não, acho que poderia ter ido pra lá mesmo.

 

Abraço

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Então, mas por que arriscar um quench no transporte, se a carga de hélio tem que ser trocada periodicamente de qualquer forma? Aliás, nem seria um quench de verdade, mas apenas vazamento. Há fornecedores de hélio no Brasil (AGA, White Martins), e não necessariamente precisaria ir de Miami junto com o magneto.

 

Bem, talvez se houver aquecimento, talvez seja possivel que a supercondutância se perca de forma irrecuperável, para esse magneto específico. Talvez possa fazer algum sentido pensar dessa forma.

 

Mas acho que tem jacutinga nesse mato, eheh :thumbsup:

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Por que a Infraero, em conjunto com aquele antro de corrupção que é a nossa receita federal/alfândega não fazem uma reportagem mostrando o quão "ágil" é o processo para importar uma aeronave, para liberar uma peça sobressalente de aeronave que chega ao brasil e tem que aguardar semanas até ser "desembaraçada". Que tal eles mostrarem como eles contribuem para aumentrar a competividade de nossas empresas, e a segurança de vôo? Como capítulo a parte poderiam mostrar a rede de achaques que o pessoal da receita faz aos tripulantes, ou até mesmo revelar o industrial esquema de propinas para que tudo funcione a contento? Ia ser uma belíssima reportagem, não acham?

 

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Quando existe importação de artigos com muita urgencia, existe o sistema de DI antecipada com anuencia de varios orgãos envolvidos e não é raro como fez supor o artigo. Atualmente existe o processo de liberação de DTA por carga pátio da CIA AEREA envolvendo até transbordo de aeronaves com reembarque imediato para outro aeroporto ou EADI.

Esses materiais de ressonancia e outros importados quase sempre da GE já tem toda uma logistica envolvida e sempre quando dá problema é em virtude da lentidão dos orgãos principalmente ANVISA/RECEITA do que propriamente da Infraero. Resumo , quando vem de cima ( Rede Sarah ) tudo funciona direito.

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Se tudo desembarcou em Viracopos-Campinas devido a sua segurança e qualidade das operações de carga, isso significa que os outros 66 aeroportos não estão preparados para manipular cargas frágeis e perigosas ???

 

Companheiro, provavelmente não seria bem isso, não custa checar, quem sabe.

 

Inicialmente, antes de chegarmos a conclusões precipitadas, é necessário saber como foi feita a contratação do frete desse equipamento. Se apenas colocaram esse equipamento numa aeronave que deveria fazer o trecho MIA-VCP, que trouxe, além desse material, mais algumas dezenas de toneladas de outras coisas, o que é perfeitamente comum no transporte de carga aérea, não é anormal, portanto, observar que o desembarque ocorreu em Campinas, nada mais lógico, e dali por diante o restante da viagem acabou sendo feito por terra, por causa de custos ou ausência de vôo de conexão para o GIG.

 

Em resumo, o transporte de carga - por exemplo, no trecho MIA/Rio – pode ocorrer de diversas formas:

 

- num vôo de uma empresa que faz essa rota e que aceite esse tipo de componente como carga (nem todas fazem isso, é importante salientar, principalmente por causa de seguro e eventualmente por restrições operacionais, como transporte de carga perigosa – Dangerous Good),

 

- com uma empresa que realize, mesmo com escalas e troca de aeronave, a ligação MIA-GIG,

 

- contratando um vôo charter para o transporte na rota desejada (mas o custo é absurdo de alto, e fica geralmente inviável),

 

- ou fazer a cotação entre várias transportadoras e no final contratar uma delas para a ligação de MIA para um destino dentro do Brasil, e dali em diante utilizar caminhões para o restante do trajeto, o que provavelmente deve ter ocorrido, porque o custo final é muito mais em conta. É preciso incluir, também, todos os trâmites com despachantes e alfandegários, como custos (mais uma vez essa palavra que pesa um bocado) e até mesmo facilidade de liberação da carga.

 

Tratando-se de tranporte aéreo, às vezes as coisas são mais complexas e sérias do que simplesmente achar que há corrupção por todos os lados nesse país, o que nem sempre é verdade (é difícil, mas nem sempre ocorre).

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É, eu acho que a carga sofre um efeito semelhante ao movimento de pax. São poucos os aeroportos que contam com vôos cargueiros diretos, e onde tem é basicamente Miami (importação). De/para Europa por exemplo eu acho que só Viracopos e Curitiba (Cargolux/Lufthansa) contam com ligação cargueira. Se o camarada quer levar uma carga de tamanho mais razoável, que não pode ser acondicionada em porão de anv pax ou ele manda por VCP ou então freta a aeronave, que deve sair muito mais caro. Numa hora assim é que uma empresa cargueira forte faz falta aqui no Brasil. A Varig Log mesmo tinha umas boas ligações fora de GRU, e se tivesse crescido de forma contínua certamente teria mais hoje. Pelo menos ainda temos a Total Cargo que deve crescer bastante e melhorar essa questão.

 

Abraço

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Amigos!

 

O que vocês não perceberam, é que a Rede Sarah é uma fundação vinculada ao Ministério da Saúde, portanto um hospital público da União!

 

Por isso a agilidade na liberação de carga no pátio, e outras tantas mentiras contatas pela infrazero, receita e anvisa.

 

Seja honesto, e importe um simples raio-x pelo modo correto, pagando todas as taxas, e cumprindo todos os procedimentos pra ver o que acontece. Falo com conhecimento de causa!

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Amigos!

 

O que vocês não perceberam, é que a Rede Sarah é uma fundação vinculada ao Ministério da Saúde, portanto um hospital público da União!

 

Por isso a agilidade na liberação de carga no pátio, e outras tantas mentiras contatas pela infrazero, receita e anvisa.

 

Seja honesto, e importe um simples raio-x pelo modo correto, pagando todas as taxas, e cumprindo todos os procedimentos pra ver o que acontece. Falo com conhecimento de causa!

747, ser uma entidade de direito privado ligada à União não quer dizer nada. Hospitais e Universidades públicas ficam aguardando por meses a liberação de mercadorias. Recentemente encomendamos um material delicado e caro vindo da Inglaterra na instituição em que eu estava (federal). Tivemos que ligar insistentemente para conseguir a liberação, que mesmo assim demorou semanas, e ainda por cima abriram (abriram!) as caixas e deixaram o material exposto em um depósito. Por pura sorte não houve danos.

 

No caso em tela, pode ter havido alguma influência (uma influência do bem, positiva) para agilizar o processo, talvez até nessa história de que o aparelho já teria vindo com a carga de hélio instalada. Exceto se o material condutor efetivamente precise de refrigeração mesmo desligado, a carga de hélio líquido costuma ser colocada quando o aparelho já está montado, instalado, e sendo ligado, além de receber manutenção e troca periódica. Não faz muito sentido transportar um aparelho de ressonância montado, ligado e com o compressor de hélio funcionando.

 

===

 

Independentemente disso, essa notícia anunciada aos quatro ventos é vexatória. É um atestado de incompetência para as nossas autoridades (Infraero e Receita) dizer que somente em casos muito, mas muito excepcionais existe agilidade no despacho ou liberação de mercadorias. Issa deveria ser rotina.

Enquanto esses gargalos de infraestrutura não forem resolvidos, nosso país fica para trás.

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