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Futuro da TAP passa pelo Atlântico sul, diz vice-presidente


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01/12/2008 - 08h25

Futuro da TAP passa pelo Atlântico sul, diz vice-presidente

 

Macau, China, 1º dez (Lusa) - O presente e o futuro da companhia aérea portuguesa TAP estão direcionados ao "Atlântico sul" nas ligações da Europa ao Brasil e países africanos de língua portuguesa e não passa pelo Oriente, disse nesta segunda-feira, em Macau, o vice-presidente da empresa Luiz Mór.

 

Em declarações à Agência Lusa à margem do congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo, Mór afirmou que a TAP tem um "posicionamento forte que (a) favorece na cultura, economia e a geografia de ligar a Europa ao Brasil e à África de língua portuguesa, via Portugal".

 

"Isso faz todo o sentido do ponto de vista da geografia, faz todo o sentido sob o ponto de vista de conhecimento de mercado, de economia", frisou.

 

Luiz Mór disse que a Ásia "fica longe" para a companhia portuguesa e por isso a estratégia de desenvolvimento da empresa para a região passa por "intensificar o relacionamento dentro da Star Alliance procurando regimes de code-sharing com as empresas do grupo que pertencem à Ásia".

 

Poucos passageiros

 

Acrescentando que o tráfego para o Oriente é centrado no Japão e na China com vantagem para os japoneses, Luiz Mór explicou que o desinteresse da TAP se prende com a ausência de um volume de passageiros que justifique uma ligação a Lisboa.

 

Mór também negou a possibilidade da TAP realizar um vôo direto entre o Brasil e África, reafirmando que a companhia vai continuar a voar para estes destinos, mas via Portugal.

 

"A TAP une Brasil e África via Lisboa e é provavelmente isso que vamos continuar a fazer. É muito pouco provável que a TAP venha a ligar outros países de forma direta e não através de Portugal", concluiu.

 

fonte> http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/200...t3679u5357.jhtm

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"A TAP une Brasil e África via Lisboa e é provavelmente isso que vamos continuar a fazer. É muito pouco provável que a TAP venha a ligar outros países de forma direta e não através de Portugal", concluiu.

 

fonte> http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/200...t3679u5357.jhtm

 

No dia em que a TAM, por exemplo, voar para a África do Sul (e de lá para a Ásia, de repente), a TAP certamente perderá um bom espaço no transporte de passageiros entre o Brasil e a África. Como membro da Star Alliance, então, a TAM poderia utilizar a rede da SAA para distribuir passageiros pelo resto do continente. A rota GRU/GIG-Luanda até seria viável, se existissem meios de distribuir passageiros de lá para outros pontos da África, de forma segura e ágil. Não é o caso hoje (convenhamos, a TAAG não é exatamente uma opção no momento).

 

Voar do Brasil para a países africanos de língua portuguesa (notadamente Angola e Moçambique) via Portugal é absolutamente cansativo. Hoje vale mais a pena fazer esses trechos via JNB. O nível de conforto das TAP e SAA é equivalente.

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"A TAP une Brasil e África via Lisboa e é provavelmente isso que vamos continuar a fazer. É muito pouco provável que a TAP venha a ligar outros países de forma direta e não através de Portugal", concluiu.

 

fonte> http://economia.uol.com.br/ultnot/lusa/200...t3679u5357.jhtm

 

No dia em que a TAM, por exemplo, voar para a África do Sul (e de lá para a Ásia, de repente), a TAP certamente perderá um bom espaço no transporte de passageiros entre o Brasil e a África. Como membro da Star Alliance, então, a TAM poderia utilizar a rede da SAA para distribuir passageiros pelo resto do continente. A rota GRU/GIG-Luanda até seria viável, se existissem meios de distribuir passageiros de lá para outros pontos da África, de forma segura e ágil. Não é o caso hoje (convenhamos, a TAAG não é exatamente uma opção no momento).

 

Voar do Brasil para a países africanos de língua portuguesa (notadamente Angola e Moçambique) via Portugal é absolutamente cansativo. Hoje vale mais a pena fazer esses trechos via JNB. O nível de conforto das TAP e SAA é equivalente.

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No dia em que a TAM, por exemplo, voar para a África do Sul (e de lá para a Ásia, de repente), a TAP certamente perderá um bom espaço no transporte de passageiros entre o Brasil e a África. Como membro da Star Alliance, então, a TAM poderia utilizar a rede da SAA para distribuir passageiros pelo resto do continente. A rota GRU/GIG-Luanda até seria viável, se existissem meios de distribuir passageiros de lá para outros pontos da África, de forma segura e ágil. Não é o caso hoje (convenhamos, a TAAG não é exatamente uma opção no momento).

 

Voar do Brasil para a países africanos de língua portuguesa (notadamente Angola e Moçambique) via Portugal é absolutamente cansativo. Hoje vale mais a pena fazer esses trechos via JNB. O nível de conforto das TAP e SAA é equivalente.

 

Não acho que a TAP carrega mais passageiros que a Air France, Lufthansa, SAA ou mesmo British.

 

Quem podia voar para Luanda e outros destinos africanos é a Ocean Air, pegaria um nicho bem interessante. Mas não precisa de contrato de distribuição de pax. Pra quê? LAD é uma rota mais para OD e JNB está logo ali. Seria mais vantagem.

 

Outra possibilidade é a TAM fazer um acordo com a TAAG, tal qual fazia a Varig.

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Não acho que a TAP carrega mais passageiros que a Air France, Lufthansa, SAA ou mesmo British.

 

Quem podia voar para Luanda e outros destinos africanos é a Ocean Air, pegaria um nicho bem interessante. Mas não precisa de contrato de distribuição de pax. Pra quê? LAD é uma rota mais para OD e JNB está logo ali. Seria mais vantagem.

 

Outra possibilidade é a TAM fazer um acordo com a TAAG, tal qual fazia a Varig.

 

Ora, sem distribuição de paxs, a coisa complica um pouco. Sem conectividade na África (bom, em outros lugares também - vide VRG em FRA e CDG), você acaba ficando preso apenas ao aeroporto de destino (digamos, Luanda) e ao movimento gerado por essa cidade. Tenho minhas dúvidas se isso enche avião. A SAA, por exemplo, se dá muito bem na África por isso: está concentrado os vôos internacionais principais em JNB, propicia boas conexões para o sul do continente e continua obcecada por segurança (o que é um tremendo diferencial em qualquer lugar, mas principalmente na África). Resultado: vôos lotados.

 

Por outro lado, não saberia te dizer se a TAP está mais presente em Angola que as demais européias. Em Moçambique, das grandes, só vi SAA e TAP (eu não me arriscaria na LAM - Linhas Aéreas de Moçambique, que tem alguma relevância no mercado doméstico e nos vôos para a África do Sul). E os vôos da SAA da África do Sul para Maputo vivem lotadíssimos (no mês passado, quase perdi o meu vôo de saída de lá e corri o risco de ficar três dias a mais para conseguir sair).

 

TAAG? Não sei se a situação da cia. era melhor na época da Varig, mas hoje a empresa está um desastre. Proibida de voar para a Europa, a TAAG passará, de acordo com comunicados do governo de Angola, por processo de refundação (http://www.lawrei.eu/MRA_Alliance/?p=2872). Não acho que valeria a pena para a TAM associar a marca a uma empresa com um record tão complicado. Aliás, se você tiver interesse e tempo, dê uma lida no seguinte post:

 

http://diariodaafrica.blogspot.com/2008/11...o-ao-congo.html

 

É do blog de um conhecido que está morando (por dois anos) em Angola. O "flight report" dele de um vôo da TAAG é de preocupar...

 

Abraços.

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Tenho minhas dúvidas se isso enche avião.

 

Bom, a TAAG, apesar da má fama e competição com SAA e européias, enche 5 747s toda semana. E sem acordo de distribuição no Brasil!

 

Com toda a certeza do mundo existe tráfego suficiente do Brasil para Luanda. A maior parte do movimento fica por lá mesmo, creio eu. Não tem como montar um centro de distribuição por lá... e de qualquer forma não existe essa necessidade como existe em FRA ou CDG. Além disso, conectar em Luanda para quê? Existe JNB logo ali e o governo angolano nunca foi muito aberto a bilaterais, de qualquer jeito.

 

A TAAG é ruim, mas é a única que faz Brasil-Angola. Se um dia alguma outra fizer, melhor. Mas até agora...

 

Se a Ocean Air ainda tivesse interesse, dava pra montar até um esquema legal para voar para LAD. Podia tentar um serviço LAD-SSA-REC-LAD 3 vezes na semana. Espaço para crescer, tem.

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No dia em que a TAM, por exemplo, voar para a África do Sul (e de lá para a Ásia, de repente), a TAP certamente perderá um bom espaço no transporte de passageiros entre o Brasil e a África. Como membro da Star Alliance, então, a TAM poderia utilizar a rede da SAA para distribuir passageiros pelo resto do continente. A rota GRU/GIG-Luanda até seria viável, se existissem meios de distribuir passageiros de lá para outros pontos da África, de forma segura e ágil. Não é o caso hoje (convenhamos, a TAAG não é exatamente uma opção no momento).

 

Voar do Brasil para a países africanos de língua portuguesa (notadamente Angola e Moçambique) via Portugal é absolutamente cansativo. Hoje vale mais a pena fazer esses trechos via JNB. O nível de conforto das TAP e SAA é equivalente.

 

O mercado Brasil-Africa para a TAP não é muito importante.... O que é importante é Europa-Brasil e Europa-Africa.

Para Luanda, que é sem duvida alguma uma das 5 mais importantes cidades africanas, e das que mais está a crescer (arrisco a dizer que é a que mais cresce), por exemplo, a TAP é a melhor hipotese apartir de quase toda a Europa... Conheco alguns belgas e ingleses, que apesar de terem a Brussels Airlines e a British AIrways a voar directo, vêm a Lisboa, porque o voo bi-diário é muito melhor para os seus negocios do que um voo semanal...

A TAP é a unica companhia europeia que oferece Luanda mais do que uma vez por semana, e oferece voos quase diários (pela vontade da TAP já eram mais do que diários, mas o Governo de Angola não tem aceite)

 

Por outro lado, não saberia te dizer se a TAP está mais presente em Angola que as demais européias. Em Moçambique, das grandes, só vi SAA e TAP (eu não me arriscaria na LAM - Linhas Aéreas de Moçambique, que tem alguma relevância no mercado doméstico e nos vôos para a África do Sul). E os vôos da SAA da África do Sul para Maputo vivem lotadíssimos (no mês passado, quase perdi o meu vôo de saída de lá e corri o risco de ficar três dias a mais para conseguir sair).

 

Não arriscava na LAM? É das melhores companhias da região, e muito mais segura que a TAAG... Só parou de voar para a Europa, porque o seu unico voo (para Lisboa) não era suficiente para encher o seu 767 durante todo o tempo deste. Assim, está a ganhar dinheiro com o 767 no Mexico, e oferece o voo TAP para Maputo. Agora está a renovar a sua frota de 737s, com novos Embraer E-Jets e Bombardier Q400 (o primeiro já está quase a chegar a Moçambique).

A LAM é comparável com uma TACV, mas mais pequena, porque o seu país não está numa posição tão boa como Cabo Verde.

A LAM alia a antiguidade (das mais antigas companhias de Africa, nasceu como DETA em 1936; e teve os na altura modernissimos 737-200 no continente apenas depois da SAA, e ainda antes da maior companhia do país: a TAP), a segurança e em breve a uma modernidade de inveja na região....

 

Para alguem fora do mundo da aviação, que veja o cadastro da LAM, vê que esta é mais segura que uma Gol ou TAM...

 

Quanto à TAAG, a TAP, a Arik Air e a Lufthansa estão na linha da frente para a reestruturação da companhia de bandeira angolana

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A TAP é a unica companhia europeia que oferece Luanda mais do que uma vez por semana, e oferece voos quase diários (pela vontade da TAP já eram mais do que diários, mas o Governo de Angola não tem aceite)

 

Filipe,

 

O voo da TAP para Luanda é diário. Neste momento existem negociações para aumentar o número de ligações semanais para 10. Todos sabemos como o corrupto Governo Angolano é dificil nestas permissões! A atenção que a TAP está a dar à TAAG terá, provavelmente, como intuito de cair nas boas graças do executivo de Luanda.

 

Durante o próximo periodo de Natal/Ano Novo a TAP aumentará significativamente o número de ligações a Luanda, quer de Lisboa, quer do Porto.

 

Abraço,

 

Luis

 

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