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Manifestantes decidem deixar aeroportos na Tailândia


lylyanna

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Atualizado às: 02 de dezembro, 2008 - 13h05 GMT (11h05 Brasília)

 

Oposicionistas ocuparam aeroportos e impediram vôos

 

Manifestantes de oposição da Tailândia decidiram nesta terça-feira encerrar os protestos que vinham impedindo o funcionamento dos dois aeroportos de Bangcoc durante mais de uma semana, deixando milhares de turistas sem poder sair do país.

 

A decisão foi tomada depois que a Corte Constitucional do país determinou que o partido governista seja dissolvido e o primeiro-ministro, Somchai Wongsawat, seja afastado do poder e banido da política por cinco anos, devido a acusações de fraude eleitoral.

 

A Aliança Popular pela Democracia, a organização oposicionista que organizou os protestos no aeroporto internacional Suvarnabhumi e no doméstico Don Mueang, vinha exigindo a saída do governo e a convocação de novas eleições.

 

Os líderes da Aliança disseram que vão encerrar todos os protestos às 10h desta quarta-feira, hora local (1h, hora de Brasília).

 

Nesta terça-feira, eles já começaram a deixar o aeroporto internacional, mas ainda não está claro exatamente quando os vôos serão retomados nos dois locais.

 

Segundo o correspondente da BBC na capital tailandesa Quentin Sommerville, a expectativa é de que os aviões voltem a decolar já na quinta-feira, dia 4 – um dia antes do aniversário do rei tailandês Bhumibol Adulyadej, que tem muito apoio no país.

 

Decisão judicial

 

As manifestações que paralisaram os aeroportos começaram em 26 de novembro e representaram um duro golpe na indústria do turismo, uma das mais importantes fontes de divisas do país, além de prejudicar as exportações.

 

Cerca de cem brasileiros permaneceram sem poder da Tailândia nos últimos dias por causa dos protestos.

 

Os nove juízes da Corte Constitucional condenaram por unanimidade o Partido do Poder do Povo (PPP), de Somchai Wongsawat, e outros dois partidos da coalizão de governo, o Machima Thipatai e o Chart Thai, a serem dissolvidos.

 

Não apenas o premiê tailandês, mas os demais líderes desses partidos terão que ficar afastados da política por cinco anos.

 

 

Instabilidade política na Tailândia

 

Setembro de 2006 – Premiê Thaksin Shinawatra é afastado em um golpe militar

Fevereiro de 2008 – Samak Sundaravej é empossado como primeiro-ministro

Agosto de 2008 – Manifestantes de oposição ocupam prédios do governo, exigindo a saída do governo

Setembro de 2008 – Samak é afastado por violar a lei por ocupar o cargo e simultaneamente apresentar regularmente um programa na TV; Somchai Wongsawat, cunhado de Thaksin, assume o cargo

Outubro de 2008 – Thaksin é condenado à revelia a dois anos de prisão por corrupção

26 de novembro de 2008 – Manifestantes de oposição tomam o principal aeroporto de Bangcoc, o Suvarnabhumi

2 de dezembro de 2008 – Corte tailandesa decide afastar Somchai da política e dissolver seu partido

 

 

Do lado de fora da Corte, simpatizantes do governo protestaram contra a decisão, acusando os juízes de sabotar a democracia, ignorando a vontade do povo.

 

Entretanto, a maior parte dos legisladores do PPP deve manter suas cadeiras no Parlamento e eles já disseram que devem se reagrupar, formando uma nova coalizão.

 

Eles prometem propor ao Parlamento a realização de uma votação em 8 de dezembro, para decidir quem será o novo primeiro-ministro.

 

Divisão do país

 

A Aliança Popular pela Democracia vinha acusando o governo de Somchai de corrupção, de ser hostil à monarquia e de ser um testa-de-ferro do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

 

Thaksin, que é cunhado de Somchai, foi afastado em um golpe militar em 2006, após uma longa onda de protestos contra ele no país.

 

Eleições realizadas no final de 2007 voltaram a trazer instabilidade ao país, pois reconduziu ao poder aliados do ex-premiê.

 

A crise deixou mais uma vez clara a divisão política da Tailândia.

 

A Aliança é formada principalmente por monarquistas, empresários e a classe média urbana e tem mais força em Bangcoc, enquanto que no norte rural e no nordeste do país, onde o atual governo é muito popular.

 

 

BBCBrasil
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Aeroporto de Bangcoc retoma vôos depois de fim de ocupação

 

Atualizado às: 03 de dezembro, 2008 - 11h14 GMT (09h14 Brasília)

 

Marina Wentzel

de Hong Kong para a BBC Brasil

 

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O primeiro avião da Thai Airways pousando no aeroporto de Suvarnabhumi, em Bangcoc (AP)

 

Aeroportos de Bangcoc ficaram fechados por mais de uma semana

 

Um avião da Thai Airways vindo da ilha de Phuket aterrissou no principal aeroporto de Bangcoc nesta quarta-feira mais de uma semana depois de manifestantes terem invadido o local, provocando a suspensão do tráfego aéreo na capital.

 

O vôo é o primeiro a alcançar Bangcoc após o fim do cerco que durou quase oito dias.

 

As chegadas e saídas de aviões estavam suspensas desde que os insurgentes da Aliança Popular pela Democracia (PAD, na sigla em inglês) ocuparam os dois aeroportos da capital em protesto contra o governo.

 

A partir de quinta-feira as rotas internacionais deverão ser retomadas e a expectativa é de que os serviços aéreos na capital estejam normalizados dentro da próxima semana.

 

Os correligionários da PAD começaram a desocupar os aeroportos na terça-feira, depois que tiveram as suas reivindicações atendidas.

 

A Corte Constitucional tailandesa reconheceu o desejo dos manifestantes e dissolveu o partido governista, Partido do Poder Popular (PPP), por cinco anos, destituindo o primeiro-ministro Somchai Wongsawat.

 

Brasileiros

 

O total inicial de brasileiros retidos em Bangcoc era de 120, mas desde o começo da semana, vários já deixaram o país.

 

Na manhã desta quarta-feira um grupo de mais de 50 turistas conseguiu pegar um vôo para Hong Kong a partir da base aérea de U-tappao.

 

O grupo segue de Hong Kong para Johanesburgo, na África do Sul, e de lá para São Paulo.

 

De acordo com a embaixada em Bangcoc, cerca de 35 brasileiros ainda estão no país, mas devem sair da Tailândia até o final da semana.

 

Em meio ao longo protesto, cerca de cem mil turistas ficaram temporariamente presos na Tailândia sem perspectiva de retornar a seus respectivos países.

 

Estima-se que a indústria do turismo tenha registrado prejuízos de até US$ 85 milhões por dia.

 

Crise

 

A ocupação dos aeroportos da capital se estendeu por mais de uma semana e só chegou ao fim na terça-feira, depois que a Justiça do país ordenou a dissolução dos três partidos que formavam a coalizão do governo.

 

A Aliança Popular pela Democracia vinha acusando o governo de Somchai Wongsawat de corrupção, de ser hostil à monarquia e de agir a mando do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

 

O atual primeiro-ministro Somchai não estava na capital quando foi destituído. Ele aguardava pelo final dos protestos na cidade de Chiang Mai, no norte do país.

Somchai disse que, apesar da dissolução de seu partido, seus aliados deverão formar um governo provisório com um novo líder em breve.

 

As tensões políticas na Tailândia podem continuar apesar do fim da ocupação dos aeroportos.

 

Um dos líderes dos manifestantes, Sondhi Limthongkul, ameaçou, na noite terça-feira, retomar as manifestações se não houver mudanças reais no cenário político no país.

 

"O PAD vai voltar se algum outro governo fantoche (de Thaksin) for formado ou se qualquer um tentar mudar a lei ou a Constituição para livrar algum político ou para subjugar a autoridade da monarquia", afirmou.

 

 

BBCBrasil
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