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Varig deve ter paralisações parciais a partir de terça


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Folha de São Paulo - 30.07.2006

Varig deve ter paralisações parciais a partir de terça

Funcionários protestam contra 5.500 cortes já anunciados pela empresa

Sem greve geral, sindicato quer evitar perda de apoio de passageiros e demissões por justa causa; ontem operação foi normal em SP

CLAUDIA ROLLI

DA REPORTAGEM LOCAL

 

Os funcionários da Varig devem optar por fazer paralisações parciais em São Paulo a partir de terça-feira em protesto ao anúncio de 5.500 demissões feito anteontem pela companhia. O objetivo é não prejudicar os passageiros e evitar que os consumidores sintam "antipatia" aos protestos, segundo informam representantes do Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo.

 

"O passageiro não pode pagar pelas demissões feitas pela empresa. São consumidores fiéis, que merecem nosso respeito. Não podem ficar na mão. Vamos definir protestos para defender os empregos e demissões mais dignas, mas não queremos prejudicá-los", disse Rogério Aparecido dos Santos, diretor do sindicato.

 

No aeroporto de Guarulhos, os funcionários optaram por fazer anteontem uma paralisação parcial, das 17h às 21h, em vez de decretar a greve por tempo indeterminado.

 

Os sindicalistas querem evitar também que a companhia tenha motivos para realizar demissões por justa causa. Assembléias serão realizadas nos aeroportos paulistas amanhã e na terça-feira para definir como serão as manifestações.

 

"Entregaremos aviso à companhia de que os protestos vão acontecer. Mas o que queremos, de fato, é saber da Varig quais foram os critérios para os cortes e que garantias terão os demitidos. Por que não fomos chamados para negociar as dispensas?", diz Uébio José da Silva, presidente do sindicato.

 

A entidade vai recorrer ao Ministério Público do Trabalho de São Paulo para pedir ajuda no processo de demissão dos funcionários da Varig. "A fiscalização do Ministério Público pode nos ajudar", diz Silva.

 

Amanhã, os sindicalistas também se reunirão com a direção da Sata, coligada da Varig que presta serviços às companhias nos aeroportos, que planeja demitir 2.000 pessoas por causa da crise da Varig. A aérea responde por 60% dos negócios da Sata. Com 5.700 funcionários no país, a Sata (serviços de limpeza, bagagens e check-in) deve anunciar 230 cortes em Congonhas e 600 em Guarulhos. A Folhanão localizou ontem a direção da empresa.

 

No início deste mês, a empresa abriu um programa de demissão incentivada, que teve a adesão de 180 empregados, segundo o sindicato.

 

No aeroporto de Congonhas, apesar das demissões, o clima era tranqüilo ontem pela manhã e no início da tarde. Funcionários da Varig, que preferiram não se identificar, disseram ter expectativa de que a empresa volte a crescer com os novos proprietários.

 

Três professoras de inglês estrangeiras, vindas do aeroporto JFK, de Nova York, reclamavam da falta de esclarecimentos da Varig. "Não tem problema a empresa quebrar ou ter dificuldades. Mas poderiam dizer se o vôo vai sair ou não", disse a indiana Renuka Gusain, que chegou ontem em São Paulo, dois dias após o previsto.

 

Colaborou VITOR SORANO , do "Agora"

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