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Pilotos americanos são absolvidos por negligência em acidente da Gol


Kleber

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Pilotos americanos são absolvidos por negligência em acidente da Gol

 

Decisão foi tomada pelo juiz Federal Murilo Mendes nesta segunda-feira.

Eles vão responder por "atentado contra a segurança de transporte aéreo".

 

 

O juiz federal Murilo Mendes absolveu os pilotos do Legacy, Jan Paul Paladino e Joseph Lepore, da acusação de negligência na adoção de procedimentos de emergência quanto à falha de comunicação com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta).

 

 

 

Eles continuarão a responder por "atentado contra a segurança de transporte aéreo", com agravante pelas mortes, conforme denúncia do Ministério Público aceita pela Justiça. A decisão foi tomada pelo magistrado nesta segunda-feira (8) e divulgada nesta terça-feira (9).

 

 

 

Eles são réus no processo do acidente do vôo 1907 da Gol, que matou 154 pessoas em setembro de 2006.

 

Foi o segundo maior desastre aéreo do país em número de vítimas. Em julho do ano passado, mais um acidente chocou o Brasil. Durante pouso no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, um avião da TAM não conseguiu frear e bateu no prédio da TAM Express, causando a morte de 199 pessoas.

 

Fonte:G1

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Olha... Eu estou duvidando que siquer eles venham a ser julgados, quanto

mais acusados de serem culpados pelo ocorrido em um tribunal por aqui!

 

Estes nunca mais pisarão em solo brasileiro!

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Fico imaginando se o mesmo tivesse ocorrido nos EUA, as esta altura do campeonato os pilotos ja teriam sido julgados e condenados!

Imagino que nem nunca teriam saido do pais! ha!

 

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Fico imaginando se o mesmo tivesse ocorrido nos EUA, as esta altura do campeonato os pilotos ja teriam sido julgados e condenados!

 

Negativo. Você precisa se informar melhor. Diferente da lei brasileira, a lei norte-americana proibe a criminalização de acidentes aéreos. A única excessão seria se tripulantes estivessem sobre influência de drogas ou alcool. Nunca houve pilotos de linha aérea/executivo/controladores, americanos ou estrangeiros presos em solo dos EUA devido a um acidente aéreo. Isto é algo que a ALPA (Air Line Pilots Association) brigou desde de sua criação nos anos 30. Esse caso do Gol é algo que revolta nós que entendemos de segurança de vôo e investigação de acidentes aéreos. Os órgãos e especialistas internacionais consideram a posição brasileira com relação a esse caso como um dos exemplos mais bizarros e vergonhosa para toda comunidade de Aviation Safety. Faça uma pesquisa e veja.

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Faça uma pesquisa e veja.

 

Ola, Braz, pode ate ser que nao houve prisao, mas nao podemos dizer que no final foi muito diferente do que ocorreu no Brasil. Alguns exemplos rapidos:

 

Tower controllers to blame for fatal helicopter crash in Torrance, judge rules

 

Ruling contradicts an FAA finding that the surviving pilot caused the collision that killed two in a second chopper.

U.S. District Judge Florence-Marie Cooper's ruling Monday in Los Angeles directly contradicted a report by the National Transportation and Safety Board that concluded the surviving pilot, Gavin Heyworth, was to blame for the crash.

 

 

Air France Flight 296 Outcome

 

The accident and resulting fire killed 3 of the 130 passengers. Captain Asseline and First Officer Mazière, two Air France officials and the president of the flying club sponsoring the air show were charged with manslaughter. All 5 were found guilty. Captain Asseline was sentenced to 6 months in prison, plus 12 months' probation; the others were sentenced to probation. In appeal his sentence was increased to 10 months of imprisonment plus 10 months on probation. Asseline walked free from the court and said he would appeal to France's Supreme Court, the Cour de Cassation. He is due to start imprisonment within a year after the appeal, and according to French law, Asseline must submit himself to the prison system before his case is taken up by the Supreme Court.

 

 

Alguns outros casos de processos apos acidentes:

- B737 da Garuda, em marco de 2007: o comandante podera pegar 7 anos de prisao por homicidio.

- A320 da Air Inter: um controlador, funcionarios da Airbus, da companhia aerea e do DAC frances foram acusados de homicidio involuntario.

 

 

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Ola, Braz, pode ate ser que nao houve prisao, mas nao podemos dizer que no final foi muito diferente do que ocorreu no Brasil. Alguns exemplos rapidos:

 

Tower controllers to blame for fatal helicopter crash in Torrance, judge rules

 

Ruling contradicts an FAA finding that the surviving pilot caused the collision that killed two in a second chopper.

U.S. District Judge Florence-Marie Cooper's ruling Monday in Los Angeles directly contradicted a report by the National Transportation and Safety Board that concluded the surviving pilot, Gavin Heyworth, was to blame for the crash.

 

 

Air France Flight 296 Outcome

 

The accident and resulting fire killed 3 of the 130 passengers. Captain Asseline and First Officer Mazière, two Air France officials and the president of the flying club sponsoring the air show were charged with manslaughter. All 5 were found guilty. Captain Asseline was sentenced to 6 months in prison, plus 12 months' probation; the others were sentenced to probation. In appeal his sentence was increased to 10 months of imprisonment plus 10 months on probation. Asseline walked free from the court and said he would appeal to France's Supreme Court, the Cour de Cassation. He is due to start imprisonment within a year after the appeal, and according to French law, Asseline must submit himself to the prison system before his case is taken up by the Supreme Court.

 

 

Alguns outros casos de processos apos acidentes:

- B737 da Garuda, em marco de 2007: o comandante podera pegar 7 anos de prisao por homicidio.

- A320 da Air Inter: um controlador, funcionarios da Airbus, da companhia aerea e do DAC frances foram acusados de homicidio involuntario.

 

Concordo. Alguns países, especialmente na Ásia, ainda praticam a criminalização. Minha citação anterior com relação aos EUA, respondendo ao comentário do outro coleca ainda continua válida. Criminalização aqui é proíbida exceto em casos de intoxicação ou crime intencional. Veja exemplo do acidente da Comair 5191 aonde o co-piloto sobreviveu (ele inclusive mora perto de casa). Ele não foi condenado, apesar do relatório final do NTSB claramente citar que ambos tripulantes seriam "culpados" sem usar esta palavra pelo acidente.

 

"The National Transportation Safety Board determines that the probable cause of this accident was the flight crewmembers’ failure to use available cues and aids to identify the airplane’s location on the airport surface during taxi and their failure to cross‑check and verify that the airplane was on the correct runway before takeoff. Contributing to the accident were the flight crew’s nonpertinent conversations during taxi, which resulted in a loss of positional awareness and the Federal Aviation Administration’s failure to require that all runway crossings be authorized only by specific air traffic control clearances."

 

Pode ocorrer que ele perderá sua licensa ou será suspenso devido ter quebrado alguns FAR's (regulamentos) como o steril cockpit, mas ele não será sujeito a um tribunal de juri para condenação.

 

No caso do acidente em Torrance, o juiz federal culpou o FAA pelo acidente, e não os controladores. O que ocorreu foi que o sobrevivente processou o governo (FAA), citando falhas do sistema de controle de tráfego. Neste caso, a agência pode ser considerada culpada por erros e negligência. Os controladores podem perder sua certificação e emprego, mas não ir para cadeia pois a intenção não era criminal, mas sim ocorreu erros e uma série de fatores humanos. Leia o artigo seguinte:

 

http://findarticles.com/p/articles/mi_m4PR...24/ai_n28580218

 

Abraço

 

 

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Ola, Braz, concordo com suas colocacoes a respeito dos temores das associacoes dos pilotos internacionais, mas no Brasil ninguem foi preso ainda em funcao de um acidente aereo, nem no caso do Garcez, nem mesmo acredito que ocorrera nesse lamentavel episodio. O mesmo nao podemos dizer a respeito da Franca, Japao e Grecia, paises que ja tem historico de processos, mas poucos citam.

 

Mas voltando ao acidente em Torrance, como podemos observar, o juiz simplesmente contrariou o que ficou determinado pelo NTSB em termos de responsabilidade. Cadeia ou nao, nao importa, mas a parte financeira, que no final e o que interessa, prevalece, e isso tambem e uma forma de pena.

 

Nao podemos nos influenciar pelo oba-oba que tomou conta no Brasil, principalmente no comeco, logo apos o acidente entre as duas aeronaves. Como podemos ver, com o passar do tempo o interesse obscuro que havia por tras esta dissipando, mesmo que lentamente, e nao acredito que havera em dado momento algum tipo de mandato de prisao a dupla de pilotos norte-americanos ou aos controladores.

 

Quanto ao periodo inicial de investigacao, que alguns poderiam dizer que houve um impedimento de livre saida do pais, isso ocorreria em muitos outros lugares, e o Brasil nao inova nada, so copia, mesmo que muito mal feito.

 

Um abraco por ai nos EUA.

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Juiz inocenta pilotos do Legacy em 1 de 4 acusações

 

Ele acatou acusações por não seguirem plano de vôo e inoperância do transponder

 

Norte-americanos foram inocentados no caso de conduta negligente na comunicação com o sistema de controle de tráfego aéreo

 

ELIANE CANTANHÊDE

COLUNISTA DA FOLHA

 

Na véspera do anúncio do relatório final da Aeronáutica sobre o acidente do Boeing da Gol e um jato Legacy, o juiz federal Murilo Mendes, de Sinop (MT), inocentou os pilotos norte-americanos Joe Lepore e Jan Paladino em uma acusação do Ministério Público e acatou outras três: não-cumprimento do plano de vôo, inoperância do transponder e falta de percepção de que estava inoperante.

Nessa sentença inicial, de 52 páginas, o juiz inocentou os dois pilotos do Legacy no caso de conduta negligente na comunicação por rádio com o sistema de controle de tráfego aéreo, mas pediu mais investigação nos outros casos.

O magistrado também promoveu uma troca de acusados entre os controladores.

Mendes absolveu sumariamente Felipe dos Santos Reis e Leandro José Santos de Barros, do Cindacta 1 (o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), com sede em Brasília. Mas pediu a remessa de cópia dos autos para a Procuradoria Geral da República, para que avalie oferecimento de denúncia contra um terceiro controlador, João Batista da Silva, que estava fora até agora.

Silva foi o controlador da torre de São José dos Campos (97 km de São Paulo) que autorizou a decolagem do Legacy citando uma única altitude, de 37 mil pés, e o primeiro pouso, no aeroporto Eduardo Gomes, na cidade de Manaus.

O plano de vôo previa três altitudes entre as duas cidades, e o fato de o avião ter voado todo o tempo numa só é considerado fator decisivo para a tragédia, que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006.

Segundo o juiz, "houve infração regulamentar na concessão da autorização do plano de vôo". Mais adiante, ele considera que, ao ignorar os três níveis e ainda por cima citar o aeroporto que seria o destino final, esse controlador inseriu um dado na autorização de vôo "indiscutivelmente capaz de gerar confusão".

 

Denúncia original

 

Na denúncia original, o Ministério Público considerou que Silva foi induzido ao erro pelo colega Felipe dos Santos Reis, que passou de Brasília a mensagem de autorização sem especificar os três níveis. Mas o juiz discordou "decididamente", considerando que Silva, de São José, conhecia o plano de vôo, ignorou-o e ainda acrescentou "Eduardo Gomes", induzindo os pilotos a acreditarem que deveriam seguir sempre em 37 mil pés até Manaus.

Apesar de ter expressado em várias páginas e claramente a responsabilidade do controlador de São José, o juiz não absolveu os dois pilotos da acusação de não seguir o plano de vôo, preferindo aguardar os resultados de investigações mais detalhadas.

Alegou que, independentemente da autorização errada, os pilotos tinham como saber facilmente que estavam na "contramão" -no trecho Brasília-Manaus, como era o caso, as altitudes são pares no sentido norte e ímpares no sentido sul. Eles estavam a 37 mil pés.

Lepore e Paladino, segundo o juiz, "tinham condições de desconfiar", inclusive porque bastava consultar a "carta de rota", em que várias setas indicam as "vias" pares e ímpares, em sentido oposto.

 

Transponder

 

No caso das duas acusações quanto ao transponder, o juiz Murilo Mendes também disse que são necessárias novas investigações para estabelecer por que ele ficou inoperante sete minutos depois de sobrevoar Brasília e admite: "A explicação para a perda temporária do sinal do transponder é, e provavelmente será, o grande mistério do acidente".

Essa será a principal questão na divulgação de hoje do relatório final do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) sobre as causas do acidente. A diferença é que esse relatório não aponta culpados nem prevê punições. Já o da Justiça poderá resultar em condenação e punição criminal.

Para o advogado dos pilotos norte-americanos, Theodomiro Dias, a decisão do juiz no caso deles foi "técnica e merece respeito". Ele, porém, disse que "diverge" de alguns pontos, como na questão do plano de vôo, já que o próprio juiz "reconheceu expressamente que a autorização do controlador induzia à confusão".

 

Controladores

 

Um terceiro controlador citado na denúncia do Ministério Público foi Jomarcelo Fernandes dos Santos, acusado de negligência por não tomar nenhuma atitude quando o Legacy sobrevoou Brasília mantendo a altitude errada. O juiz, porém, passou a denúncia contra ele de dolosa (em que o risco foi assumido) para culposa.

O quarto controlador do processo, Lucivando Tibúrcio de Alencar, foi absolvido na denúncia por negligência na comunicação com o Legacy, mas o juiz manteve a outra, por omissão na configuração das freqüências de rádio do controle em terra.

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo- 10/12/08.

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Nao podemos nos influenciar pelo oba-oba que tomou conta no Brasil, principalmente no comeco, logo apos o acidente entre as duas aeronaves. Como podemos ver, com o passar do tempo o interesse obscuro que havia por tras esta dissipando, mesmo que lentamente, e nao acredito que havera em dado momento algum tipo de mandato de prisao a dupla de pilotos norte-americanos ou aos controladores.

 

Concordo plenamente. Acho que infelizmente a mídia no Brasil, com seus "experts", é a grande "culpada" por toda desinformação e oba-oba que você se refiriu. O fato é que a mídia e a população influenciada por ela queria ver cabeças rolando. Mas isso é algo que acontece em todo lugar.

 

Abração

 

BrazPilot

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