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Modelo de concessão dos aeroportos brasileiros será uma feijoada, diz Jobim


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Aviation News Release

 

Modelo de concessão dos aeroportos brasileiros será uma feijoada, diz Jobim

 

Thais Hernandes

 

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Solange Vieira, presidente da Anac, e Nelson Jobim, ministro da Defesa

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encerra hoje (12/12) o Seminário Internacional sobre Concessão de Aeroportos, realizado desde ontem (11/12) no Hotel Novo Mundo, no Rio de Janeiro. O destaque desta sexta-feira foi a presença do ministro da Defesa Nelsom Jobim, que defende a privatização dos aeroportos.

 

"Isto vai contra alguns interesses, altera modelos e toda modificação significa a recomposição de estruturas de governo, ou seja, uns caem e outros sobem. Precisamos administrar tudo isso para que, no final das contas, cumpramos o único compromisso que temos, que é com o usuário. Não é com o capital, mas sim com a população. Se o capital privado nos ajuda a esse atendimento, vamos a ele, se nos libera para que o Estado atenda a outras obrigações, vamos a ele, e vamos porque funciona", afirmou o ministro.

 

Segundo Jobim, o seminário apontará uma série de linhas de ações: "O que nós precisamos é de um sistema que viabilize capitais privados. Esse debate tem uma absoluta relevância, porque os senhores estão conhecendo os modelos existentes. E, a partir daí, podemos saber o modelo ou mix que precisamos para o Brasil, para que possamos fazer aquilo que chamaríamos de uma grande salada brasileira, uma feijoada. A feijoada foi o resultado de vários equívocos das elites, que não souberam aproveitar aquilo que os outros souberam. A elite acabou tendo que comer na panela da feijoada", disse metaforicamente.

 

"Nós temos um modelo hoje que é monopolista, exclusivo, então o Presidente da República já decidiu que vamos caminhar para a concessão do aeroporto do Galeão, de Viracopos e do novo aeroporto de São Paulo. O que temos que examinar e estabelecer é uma solução para os aeroportos não-rentáveis. Há modelos que vão funcionar para uma determinada áerea do país mas não em outra", ressaltou Nelson Jobim.

 

Solange Vieira, presidente da Anac, destacou que os tempos são de mudança: "Nós passamos de TrasnBrasil, Varig e Vasp para Tam e Gol como nossas principais companhias. São muitas mudanças num período muito curto de tempo. A Anac mesmo surgiu há menos de três anos. As mudanças continuam e acho que essa é a oportunidade de contribuir e de fazer o setor crescer e o país melhor", assinalou.

 

Ontem, foram apresentados os modelos de concessão do Chile, do México, do Reino Unido e dos Estados Unidos e debatidos os papéis dos operadores aeroportuários e do órgão regulador. Também foi demonstrada a visão da IATA. Já o dia de hoje foi dedicado ao desenho do modelo brasileiro e dos aspectos econômicos e financeiros da concessão.

 

Alexandre de Barros, diretor da Anac, destacou que é preciso, caso a caso, analisar qual será o modelo de concessão, se somente privado ou privado e público, quais serviços serão privatizados (pátio, pista, espaço aéreo no entorno, serviços auxiliares, terminal de passageiros, etc.), e como será medida a qualidade do serviço prestado. "A Anac vai cumprir seu mandato legal de estabelecer e elaborar um modelo de concessão, mas cabe à presidêcia da República definir os aeroportos que serão privatizados. O objetivo não é acabar com a Infraero, mas maximizar seus benefícios", lembrou Barros.

 

Do lado de fora do hotel Novo Mundo, no Flamengo, dezenas de manifestantes apitavam e erguiam cartazes contra a privatização dos aeroportos. "Oito mil aeroportuários irão perder seus empregos. E isso para quê? Para depois devolverem o aeroporto por não darem conta, como aconteceu na Argentina?", reclamou Elaine Cristina, profissional de serviços aeroportuários (PSA) do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, um dos que estão cotados para ser entregue à iniciativa privada.

 

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Aeroportuários fazem manifestação contra privatização

 

 

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Espero que essa feijoada não resulte em uma sinfônia de gases intestinais.

 

Uma coisa é fazer um feijoada com carne nobre e feijão de qualidade, outra é sair jogando aquela carne que nem cachorro come e aquele feijão de 50 centavos que este mesmo cachorro pensaria duas vezes antes de comer.

 

Abrs!

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Espero que essa feijoada não resulte em uma sinfônia de gases intestinais.

 

Uma coisa é fazer um feijoada com carne nobre e feijão de qualidade, outra é sair jogando aquela carne que nem cachorro come e aquele feijão de 50 centavos que este mesmo cachorro pensaria duas vezes antes de comer.

 

Abrs!

 

 

Penso que este topico tem uma relacao muito proxima com este outro: http://forum.contatoradar.com.br/index.php?showtopic=39096

 

Bons voos :thumbsup:

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