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Disputa política ameaça projeto de privatização de aeroportos


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Disputa política ameaça projeto de privatização de aeroportos

 

04/01/2009 | 18:36 | Agência Estado

 

O processo de privatização de aeroportos brasileiros, com o modelo de concessão em fase de estudo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pode deixar de ser um bom negócio na área de infraestrutura para se transformar em uma das grandes batalhas políticas deste ano. Os funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), a estatal de administração aeroportuária, começaram a entrar no debate e acusam o governo Lula de tratar a privatização com o interesse político de apenas agradar ao governador aliado do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

 

Metade dos aeroportos brasileiros opera no vermelho. Do total de 67 aeroportos administrados pela Infraero, só 33 são superavitários.

 

Contabilizados os recursos investidos em cada um ao longo dos últimos dez anos (1988-2007), no entanto, a lista dos que apresentam resultado positivo no período, a ponto de o lucro cobrir os investimentos realizados, encolhe para 12. Os três mais lucrativos do País ficam em São Paulo: Guarulhos e Congonhas, na capital e Viracopos, em Campinas.

 

Mercado Latino

 

Os dados foram reunidos pela Associação Nacional dos Funcionários da Infraero (Anei). Para o presidente da associação, Carlos Eduardo Campos, a venda não se justifica porque, em primeiro lugar, a Infraero não é uma empresa deficitária e tem dinheiro para investir - ao contrário das estatais de telecomunicações, privatizadas na gestão Fernando Henrique (1995-2002) porque o governo não tinha mais como investir no seu crescimento e elas haviam se tornado caras demais para os cofres públicos. "Não se trata de empresa (a Infraero) que esteja onerando o Tesouro Nacional. Há uma pressa injustificável (no processo)", diz Campos, referindo-se à decisão já tomada de privatizar os aeroportos do Galeão e de Viracopos.

 

Na avaliação do presidente da Anei, o governador Sérgio Cabral "quer porque quer entregar o aeroporto do Galeão a uma determinada empresa estatal estrangeira". E, acrescenta, o presidente Lula "vai entregar também Viracopos à mesma empresa que pegar o Galeão para não aparentar que se dobrou aos anseios do governador do Rio". Eduardo Campos diz que a venda apenas dos aeroportos lucrativos só serve para sucatear a Infraero, além de atender ao interesse das empresas privadas e estatais europeias que, "entusiasmadas com os resultados em seus países de origem", querem "conquistar o mercado latino-americano".

 

Quatro grandes construtoras brasileiras - Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão -, além de empresas da França (Aeroports de Paris), Alemanha (Fraport), da Espanha (Ferrovial, Aena e OHL) e da Argentina (Aeropuertos 2000), já manifestaram interesse no processo de privatização de aeroportos brasileiros.

 

Lucro

 

O estudo elaborado pelos técnicos da Infraero mostra que a estatal tem uma situação financeira equilibrada, com os aeroportos rentáveis sustentando a operação dos deficitários. "Mas basta privatizar Viracopos e Galeão para comprometer a sustentação financeira da rede", diz a Anei. De acordo com o levantamento, Guarulhos é, disparado, o aeroporto brasileiro mais lucrativo. O resultado da última década soma R$ 3,4 bilhões de lucro, frente a investimentos da ordem de R$ 707 milhões. Em segundo lugar vem Viracopos, cuja rentabilidade no período alcançou R$ 1,3 bilhão, com investimentos de R$ 302 milhões.

 

Congonhas e Galeão empatam em lucratividade: R$ 493 milhões. A diferença é que o aeroporto de São Paulo apresentou este resultado, mas só recebeu a metade dos investimentos feitos em Congonhas. Enquanto o Galeão recebeu R$ 620,9 milhões nos últimos dez anos, a injeção de recursos no aeroporto paulistano foi de R$ 353,6 milhões.

 

"Desconhecemos as razões do grande empenho do governador Sergio Cabral, em entregar para a iniciativa privada o aeroporto do Galeão após a conclusão dos trabalhos de reforma em andamento pela Infraero, com investimentos da ordem de R$ 600 milhões, e sua luta atual para garantir o monopólio daquela unidade sobre a cidade do Rio", insiste o presidente da Anei.

 

Na lista dos 12 aeroportos operam no azul e apresentam lucro acumulado que supera o total investido nos últimos dez anos, o aeroporto Afonso Pena, em Curitiba (PR), vem em quarto lugar. O lucro apresentado na última década é de R$ 210 milhões, cinco vezes maior que os investimentos recebidos no período. A relação dos que deram retorno positivo inclui também os aeroportos de Manaus, Salvador, Belo Horizonte (Pampulha), Juiz de Fora (MG), de Jacarepaguá (RJ), Parnaíba (PI), Paulo Afonso (BA) e Criciúma (SC).

 

Retirada e Palanque

 

Um ex-dirigente da Infraero, que acompanha os balanços da empresa, lembra que o governo Fernando Henrique Cardoso costumava fazer "pequenas retiradas" de recursos da estatal, a título de dividendos.

 

Segundo ele, foi o governo Lula quem produziu um "baque financeiro" na empresa, quando fez uma retirada maior (R$ 400 milhões) no início de 2004.

 

O mesmo dirigente sustenta que, até então, o aporte financeiro do governo na empresa era pequeno e, mesmo assim, não faltava dinheiro para os investimentos programados. Diz que os recursos federais eram aplicados mais para atender demandas de natureza política do que para cumprir um cronograma de obras necessárias e inadiáveis para a segurança de voo. A seu ver, o governo intensificou e acelerou as obras em aeroportos no período da campanha da reeleição, para dar palanque ao presidente Lula.

 

fonte> http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/econ...phtml?id=843857

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tomcat.jpg florence-airports-1.jpg airport-1.jpg

Aviation News Release

 

 

Concessão de aeroportos pode virar embate político em 2009

 

Seg, 05 de Janeiro de 2009 11:27

 

O presidente da Anei (Associação Nacional dos Funcionários da Infraero), Carlos Eduardo Campos, criticou o plano de privatização dos aeroportos do Galeão e de Viracopos, em análise pela Anac e BNDES. Para ele, a venda não se justifica porque a Infraero não é uma empresa deficitária e tem dinheiro para investir, ao contrário do ocorrido com as estatais de telecomunicações, privatizadas na gestão de Fernando Henrique Cardoso. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”, publicadas nesta segunda-feira.

 

A Anei divulgou que, no total, metade dos aeroportos brasileiros dá prejuízo – apenas 33 dos 67. De 1988 a 2007, contabilizando os recursos investidos, o número de aeroportos lucrativos diminui para doze. Os mais superavitários do País estão em São Paulo: são eles Guarulhos, Congonhas e Viracopos, este em Campinas.

 

Campos diz que há uma pressa injustificável no processo de privatização. “Não se trata de empresa [infraero] que esteja onerando o Tesouro Nacional”. Para o presidente da associação, a venda apenas de aeroportos lucrativos [Galeão e Viracopos] serve apenas para sucatear a estatal, além de corresponder a interesses de empresas privadas e estatais européias que querem “conquistar o mercado latino-americano”.

 

Além de quatro construtoras brasileiras – Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiróz Galvão –, empresas como Aeroports de Paris (França), Fraport (Alemanha), Ferrovial, Aena e OHL (Espanha) e Aeropuertos 2000 (Argentina) se manifestaram interessadas em participar do processo de privatização no Brasil.

 

Assim sendo, o modelo de concessão pode passar de um bom negócio para a infra-estrutura do País para uma grande batalha política deste ano, comenta o “Estado de S. Paulo”. Funcionários da Infraero acusam o governo de encarar a privatização com interesse político de apenas agradar ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

 

 

Jornal de Turismo
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QUOTE(boulosandre @ Jan 5 2009, 05:07 PM) post_snapback.gif

De acordo com o levantamento, Guarulhos é, disparado, o aeroporto brasileiro mais lucrativo. O resultado da última década soma R$ 3,4 bilhões de lucro, frente a investimentos da ordem de R$ 707 milhões. Em segundo lugar vem Viracopos, cuja rentabilidade no período alcançou R$ 1,3 bilhão, com investimentos de R$ 302 milhões.

 

Congonhas e Galeão empatam em lucratividade: R$ 493 milhões. A diferença é que o aeroporto de São Paulo apresentou este resultado, mas só recebeu a metade dos investimentos feitos em Congonhas. Enquanto o Galeão recebeu R$ 620,9 milhões nos últimos dez anos, a injeção de recursos no aeroporto paulistano foi de R$ 353,6 milhões.

 

Lucro gerado nos últimos 10 anos:

 

SP (cgh+gru+vcp)= R$5,2 bilhoes

 

Investimento no mesmo periodo:

 

SP (cgh+gru)= R$1,05 bilhoes e provavelmente mais uma "merreca" em VCP.

 

Quero ver alguém acusar o trade de SP de favorecimento ou que SP é o "culpado" pelo caos aéreo. Pelo tratamento e investimento nos últimos 10 anos, percebe-se que SP até que conseguiu segurar bem a barra e atender ao crecimento do tráfego doméstico e internacional.

 

Que estes dados sejam levados adiante e esta concessão somente de 2 aeroportos dos mais lucrativos seja repensada e discutida por toda a sociedade!!!! Que vergonha!!!

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Aeroporto tem conexão que vem de outros estados

 

O Rio tem extração de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia que chegaram a valer US$ 220 milhões por dia, ou US$ 6,6 bilhões por mês.

Quanto disso o Estado recebeu de volta da Petrobrás que vem investindo também em São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Paraná....

 

Petróleo tem conexão com o consumo de outros estados

 

Ou seja, reclama quem não paga ICMS sobre Petróleo na origem (e olha quanto dinheiro seria gerado.... US$ 1 bilhão por mês!!!!) que também não foi beneficiado na questão aérea... Interessante.

Vai ter sempre um favorecido !

 

Nota: Interessante que sempre falaram que o GIG dava prejuízo..... já dá mais lucro que CGH (e não poderia ser diferente com embarques internacionais)

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Aeroporto tem conexão que vem de outros estados

 

O Rio tem extração de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia que chegaram a valer US$ 220 milhões por dia, ou US$ 6,6 bilhões por mês.

Quanto disso o Estado recebeu de volta da Petrobrás que vem investindo também em São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Paraná....

 

Petróleo tem conexão com o consumo de outros estados

 

Ou seja, reclama quem não paga ICMS sobre Petróleo na origem (e olha quanto dinheiro seria gerado.... US$ 1 bilhão por mês!!!!) que também não foi beneficiado na questão aérea... Interessante.

Vai ter sempre um favorecido !

 

Nota: Interessante que sempre falaram que o GIG dava prejuízo..... já dá mais lucro que CGH (e não poderia ser diferente com embarques internacionais)

 

Lipe,

 

Acho que voce esta enganado qto a favorecimento da Petrobras.

A BR investe muito no Rio (talvez 60% do total no pais apesar de ser uma estatal Brasileira) e so agora comeca a olha para outros campos/bacias.

Alem disso, tem os royalties que vao em sua maioria para 8 ou 9 municipios do RJ, nao beneficiando a esmagadora maioria dos Brasileiros (nem de municipios que tambem sofreriam no caso de um desastre como Nova Iguacu ou Belford Roxo por exemplo). Portanto, acho que nao ha o que reclamar neste caso.

 

Nao estou pedindo para a Infraero investir 100, 80 ou 60% do que arrecada em SP nos seus aeroportos, ate porque assim como o GIG, BSB ou MAO, acaba se beneficiando de cnxs ou cargas de outras pracas, mas se fosse 50%, seriam R$2.5 bi ao inves de pouco mais de R$1 bi em 10 anos....certamente teriamos menos gargalos e aeroportos mais condizentes com a importancia e o tamanho da economia de SP. E o pior que nao se encontra efetivamente onde foi investido todo este recurso no pais.

 

Acho que com o meu raciocinio acima sobre os invtos. da Infraero voce concordaria comigo.

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Com esses números estou mais convencido ainda, que deve ser tudo privatizado.

Apesar de todas as besteiras da INFRAZERO eles conseguem ter lucro (até o Galeão dá lucro...), imaginem isso tudo administrado com competência e sem roubalheira nas licitações.

Arrisco afirmar que muitos dos aeroportos que hoje dão prejuízo, em mãos capazes com certeza dariam lucro e não precisariam ser sustentados pela infraero.

É obvio que os funcionários vão protestar, os que têm alguma competência vão ter que trabalhar ou vão pra rua, os que não tem competência vão pra rua mesmo e os que "metem a mão" vão perder a "boquinha".

O governo não sabe e não pode administrar empresas, ele sempre tem que atender interesses políticos que não tem nada a ver com o interesse da empresa, do usuário e da população, a ele cabe apenas regulamentar e fiscalizar.

 

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Aeroporto tem conexão que vem de outros estados

 

 

...

 

 

 

Nota: Interessante que sempre falaram que o GIG dava prejuízo..... já dá mais lucro que CGH (e não poderia ser diferente com embarques internacionais)

 

Não vou entrar no mérito dos outros pontos (o da Petrobrás até merecia, de tão incrível), mas me focar apenas nos pontos relevantes ao Contato Radar:

 

1) Se você tem dados concretos sobre as conexões nos aeroportos Brasileiros, você deveria postá-los aqui.

2) O critério, altamente discutível, utilizado pelo funcionário da Infraero é de LUCRO DAS OPERAÇÕES menos INVESTIMENTOS. Sob esse critério, o Galeão continua sendo deficitário, pois o lucro das operações não foi suficiente para cobrir os os investimentos no Aeroporto. O mesmo não ocorreu em Guarulhos, Viracopos e Congonhas que efetivamente financiaram os investimentos no restante do País, Galeão incluído.

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Nisso tudo, não está contabilizado os tributos federais arrecadados em cada teca, que só no caso de Viracopos, é a matade do bolo.

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Aeroporto tem conexão que vem de outros estados

 

O Rio tem extração de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia que chegaram a valer US$ 220 milhões por dia, ou US$ 6,6 bilhões por mês.

Quanto disso o Estado recebeu de volta da Petrobrás que vem investindo também em São Paulo, Pernambuco, Maranhão, Minas Gerais, Bahia, Paraná....

 

Petróleo tem conexão com o consumo de outros estados

 

Ou seja, reclama quem não paga ICMS sobre Petróleo na origem (e olha quanto dinheiro seria gerado.... US$ 1 bilhão por mês!!!!) que também não foi beneficiado na questão aérea... Interessante.

Vai ter sempre um favorecido !

 

Refletindo melhor sobre seu post, voce tenta contra argumentar usando recursos da BR....mas se esqueceu da Guerra Fiscal promovida por diversos estados contra SP....mas nao é esta a questão.

 

O tópico é sobre investimentos em aeroportos no Brasil e de onde vêm os recursos para isto e se estes têm sido feitos de uma forma sensata. Mesmo com a ajuda de cnxs e cargas de outros estados em SP, acredito que investir 20% do que arrecada nos 3 principais terminais do país (entre carga e pax) é uma piada. Se fosse 40-45%, ainda seria pouco, mas certamente teriamos um GRU mais adequado para o movimento atual e para os próximos anos. Seria um pouco mais coerente e imparcial em admitir pelo menos este fato.

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Refletindo melhor sobre seu post, voce tenta contra argumentar usando recursos da BR....mas se esqueceu da Guerra Fiscal promovida por diversos estados contra SP....mas nao é esta a questão.

 

O tópico é sobre investimentos em aeroportos no Brasil e de onde vêm os recursos para isto e se estes têm sido feitos de uma forma sensata. Mesmo com a ajuda de cnxs e cargas de outros estados em SP, acredito que investir 20% do que arrecada nos 3 principais terminais do país (entre carga e pax) é uma piada. Se fosse 40-45%, ainda seria pouco, mas certamente teriamos um GRU mais adequado para o movimento atual e para os próximos anos. Seria um pouco mais coerente e imparcial em admitir pelo menos este fato.

 

Veja Boulos, não vou colocar mais pimenta, mas colocar todos os ovos num cesto e depois reclamar que ele está pesado, não é algo coerente.

 

Vamos lá , vamos fazer o TPS3, em poucos anos teremos 29 milhões de passageiros em GRU, breve 35 milhões, logo depois 40 milhões, sem que o resto do país tenha tido qualquer tipo de benefício, e vozes vão ecoar dizendo em 2017 que São Paulo merece outro aeroporto, e lá vem mais 15 , 20 milhões.

Por favor entenda que não dá pra ficar com 70% de movimento internacional em GRU e vir clamar que o aeroporto só recebe 20% do que arrecada.

O que vai acontecer em 2009... mais concentração, mais receita internacional entrando em GRU enquanto quem faz POA-GRU-CDG por exemplo, deixa parcos R$ 19 em POA, mas vai deixar mais de R$ 80 em GRU.

 

Eu contra argumentei pelo simples fato de que não dá pra ficar com o benefício inteiro do petróleo em favor do Rio de Janeiro, e o governo deixa isso bem claro, existem refinarias em todo país, as próximas serão construídas na maioria fora dos grandes centros (foco em pulverizar o desenvolvimento), a nova base da Petrobrás ficou em São Paulo, a do ES está sendo reforçada.

Ninguém é 100% beneficiado, e nenhum estado dos 5 maiores recebe mais do que paga ou recolhe de impostos.

 

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Não vou entrar no mérito dos outros pontos (o da Petrobrás até merecia, de tão incrível), mas me focar apenas nos pontos relevantes ao Contato Radar:

 

1) Se você tem dados concretos sobre as conexões nos aeroportos Brasileiros, você deveria postá-los aqui.

2) O critério, altamente discutível, utilizado pelo funcionário da Infraero é de LUCRO DAS OPERAÇÕES menos INVESTIMENTOS. Sob esse critério, o Galeão continua sendo deficitário, pois o lucro das operações não foi suficiente para cobrir os os investimentos no Aeroporto. O mesmo não ocorreu em Guarulhos, Viracopos e Congonhas que efetivamente financiaram os investimentos no restante do País, Galeão incluído.

 

1) Depende do que você chama de concreto. O que você não quer acreditar ou aquilo que todo mundo lê ?

 

2) Continuo não acreditando no que a Infraero diz. Não é a primeira "versão" que aparece e nem será a ultima. Obviamente a receita maior de GRU vem do fato do aeroporto gerar quase 70% dos embarques internacionais, 4 vezes mais caros que os domésticos. Que investimento foi feito no GIG nos últimos 10 anos ? Banheiros ?? Me perdoe, mas a Infraero está numa campanha para desmerecer a privatização, e o conteúdo do que sai em seu favor me mostra o mesmo que aparecia sobre todo tipo de estatal antes de suas privatizações.

 

É simples agora dizer que sem VCP e GIG a rede desmorona, mas por que não tomaram medidas visando evitar que o Galeão se tornasse o lixo que é considerado por muitos ? Por que não mantiveram o aeroporto bem conservado (nós ao menos concordamos que reformar é bem mais caro do que manter)

Como a mesma empresa consegue ser produtiva em um aeroporto e omissa em outro ?

 

 

 

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1) Depende do que você chama de concreto. O que você não quer acreditar ou aquilo que todo mundo lê ?

 

Eu quero saber dados sobre o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros. Acho que se queremos discutir o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros, deveríamos pelo menos saber sobre o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros, sem querer ser repetitivo.

O problema, na minha opinião, é derivar essa informação a partir de dados anedóticos.

 

2) Continuo não acreditando no que a Infraero diz. Não é a primeira "versão" que aparece e nem será a ultima. Obviamente a receita maior de GRU vem do fato do aeroporto gerar quase 70% dos embarques internacionais, 4 vezes mais caros que os domésticos. Que investimento foi feito no GIG nos últimos 10 anos ? Banheiros ?? Me perdoe, mas a Infraero está numa campanha para desmerecer a privatização, e o conteúdo do que sai em seu favor me mostra o mesmo que aparecia sobre todo tipo de estatal antes de suas privatizações. É simples agora dizer que sem VCP e GIG a rede desmorona, mas por que não tomaram medidas visando evitar que o Galeão se tornasse o lixo que é considerado por muitos ? Por que não mantiveram o aeroporto bem conservado (nós ao menos concordamos que reformar é bem mais caro do que manter)

Como a mesma empresa consegue ser produtiva em um aeroporto e omissa em outro ?

 

Eu concordo com você. Estava apenas analisando a informação sob a ótica do tal funcionário da Infraero.

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Seja pra discutir petroleo, que na verdade esta na plataforma continental e nao no solo do RJ e detalhe, ate hj é contestado a forma de limite da plataforma que utiliza um criterio bem discutivel e favorece em muito o estado do Rio.

Nao vamos perder tempo, o fato é claro SP GERA mais voos e conexoes do que QUALQUER outro estado, PONTO.

O que foi investido em SP em comparacao a outros estados?

Nesta questao fica a duvida, pq um estado que tanto gera receita para a Infrazero, e um seus ovos de ouro CGH, fica sempre relegado quanto a investimentos?

Alguem aqui ja levantou a questao de se aumentar as pontes de embarque de 12 para 16 ou 20?

QUem aqui vai contestar a obra de quase 500mi para estender a pista?

Agora engraçado, quando precisa investir em aeroporto, metem um remendo em CGH e vao atravessar o pais para criar aeroporto shopping com piso de granito... me poupem!

Sou a favor do modelo de privatizacao que esta sendo estudo em Brasilia, que é o que ja relatei aqui antes, o de se usar o mesmo criterio das teles, se vc quer levar GIG vai ter de engolir um aeroporto grande na Amazonia ou ate alguns pequenos espalhados pelo pais.

Isso sim seria justo!

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Eu quero saber dados sobre o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros. Acho que se queremos discutir o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros, deveríamos pelo menos saber sobre o número de conexões feitas nos aeroportos Brasileiros, sem querer ser repetitivo.

O problema, na minha opinião, é derivar essa informação a partir de dados anedóticos.

 

Vou lhe dar um exemplo, dados da TAM para um dia específico. Número de passageiros locais nos voos internacionais atendidos no aeroporto de origem do voo. Isso significa, o resto são conexões.

 

GIG 8016 EZE - 69

GIG 8054 CDG - 104

GRU 0707 AGT - 32

GRU 8082 JFK - 60

GRU 8000 EZE - 83

GRU 8026 SCL - 69

GRU 8046 MVD - 46

GRU 8010 EZE - 92

GRU 8094 MIA - 95

GRU 8018 EZE - 57

GRU 8004 EZE - 92

GRU 8060 MXP - 59

GRU 8064 MAD - 81

GRU 8070 FRA - 75

GRU 0711 ASU - 48

GRU 8006 EZE - 24

GRU 8080 JFK - 50

GRU 8090 MIA - 71

GRU 8096 CDG - 72

GRU 8084 LHR - 70

MAO 8076 MIA - 31

POA 8020 EZE - 22

 

Deixo as conclusões por sua conta considerando o load factor médio da TAM.

 

Seja pra discutir petroleo, que na verdade esta na plataforma continental e nao no solo do RJ e detalhe, ate hj é contestado a forma de limite da plataforma

que utiliza um criterio bem discutivel e favorece em muito o estado do Rio.

 

O limite foi estabelecido antes de se descobrirem petróleo e usa o formato da fronteira. Mudar depois de se conhecer o que se tem é que seria algo muito discutível. O limite foi imposto fazem décadas e até então ninguém reclamou...agora que gera royalties vem a gritaria.

 

Nao vamos perder tempo, o fato é claro SP GERA mais voos e conexoes do que QUALQUER outro estado, PONTO.

 

Vide acima.

 

O que foi investido em SP em comparacao a outros estados?

 

A desvantagem não é tão grande. A verdade é que nenhum estado do centro-sul recebeu o que merece.

 

Nesta questao fica a duvida, pq um estado que tanto gera receita para a Infrazero, e um seus ovos de ouro CGH, fica sempre relegado quanto a investimentos?

 

CGH relegado ? Que tipo de investimento você acha que poderia ser feito lá se parte do prédio é tombado, não tem espaço para expansão e a cidade permitiu que o aeroporto fosse cercado pelo progresso ?

 

Alguem aqui ja levantou a questao de se aumentar as pontes de embarque de 12 para 16 ou 20?

 

Continua com o problema da pista, e a necessidade de virtualmente destruir hangares como o que é usado pela Pantanal.

 

QUem aqui vai contestar a obra de quase 500mi para estender a pista?

 

Quem vai pagar a conta das desapropriações. Extender uma pista significa que você precisa avaliar o impacto sobre prédios hoje fora da aproximação e que podem ser impactados pela medida.

 

Agora engraçado, quando precisa investir em aeroporto, metem um remendo em CGH e vao atravessar o pais para criar aeroporto shopping com piso de granito... me poupem!

 

Se você reclama de CGH, eu faço coro com relação a SDU, obra desnecessária !

 

Sou a favor do modelo de privatizacao que esta sendo estudo em Brasilia, que é o que ja relatei aqui antes, o de se usar o mesmo criterio das teles, se vc quer levar GIG vai ter de engolir um aeroporto grande na Amazonia ou ate alguns pequenos espalhados pelo pais.

Isso sim seria justo!

 

Esse foi o modelo que sempre defendi, igual ao leilão da Banda B da Telefonia Celular, mas melhorado. Quem levou a Telerj Celular teve que levar Espirito Santo, Sergipe e Bahia no pacote.

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GIG 8016 EZE - 69

GIG 8054 CDG - 104

GRU 0707 AGT - 32

GRU 8082 JFK - 60

GRU 8000 EZE - 83

GRU 8026 SCL - 69

GRU 8046 MVD - 46

GRU 8010 EZE - 92

GRU 8094 MIA - 95

GRU 8018 EZE - 57

GRU 8004 EZE - 92

GRU 8060 MXP - 59

GRU 8064 MAD - 81

GRU 8070 FRA - 75

GRU 0711 ASU - 48

GRU 8006 EZE - 24

GRU 8080 JFK - 50

GRU 8090 MIA - 71

GRU 8096 CDG - 72

GRU 8084 LHR - 70

 

Esses números mostram como é grande o número de conexões em GRU, muito maior do que eu pensava (o que é normal, no Rio o percentual de conexões deve ser grande também), e mostram, mais ainda, o quanto é absurda a concentração EXCESSIVA de vôos internacionais em SP (eu disse excessiva), enquanto boa parte dessas conexões poderiam ser no Rio, que também tem um grande volume de tráfego internacional (incrível não ter ligações do Rio com a Itália, México e Frankfurt, por exemplo), além, é claro, de alguns vôos internacionais em outras grandes cidades brasileiras que não os tem, como é muito debatido aqui.

A Itália é um exemplo clássico: o número de turistas italianos que visitam o Rio por ano é muito grande, e não existe Rio-Itália. Será que essa rota não colocaria entre 40 e 50% de passageiros por vôo de e para o Rio, e o restante preenchidos por conexões?

Eu concordo que Guarulhos precisa de um terceiro terminal, mas também acho que a situação não precisava estar dessa maneira. GRU não precisava estar abarrotado como está!

 

 

Só lembrando que não estou questionando o tamanho do tráfego de SP, não estou reinvindicando que o GIG tenha mais vôos internacionais que GRU e muito menos quero que esse tópico descambe para mais uma briga Rio X SP. :thumbsup:

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Vou lhe dar um exemplo, dados da TAM para um dia específico. Número de passageiros locais nos voos internacionais atendidos no aeroporto de origem do voo. Isso significa, o resto são conexões.

 

GIG 8016 EZE - 69

GIG 8054 CDG - 104

GRU 0707 AGT - 32

GRU 8082 JFK - 60

GRU 8000 EZE - 83

GRU 8026 SCL - 69

GRU 8046 MVD - 46

GRU 8010 EZE - 92

GRU 8094 MIA - 95

GRU 8018 EZE - 57

GRU 8004 EZE - 92

GRU 8060 MXP - 59

GRU 8064 MAD - 81

GRU 8070 FRA - 75

GRU 0711 ASU - 48

GRU 8006 EZE - 24

GRU 8080 JFK - 50

GRU 8090 MIA - 71

GRU 8096 CDG - 72

GRU 8084 LHR - 70

MAO 8076 MIA - 31

POA 8020 EZE - 22

 

Deixo as conclusões por sua conta considerando o load factor médio da TAM.

 

Mas você voltou a fazer exatamente o que eu disse que não serve para nenhum tipo de avaliação: você está usando um dado anedótico para tomar conclusões. Além disso é impossível concluir que o resto são conexões a partir das informações que você forneceu. O que seria um passageiro "local"? Um estrangeiro embarcando em GRU contaria como passageiro local ou não? O que significa ser "atendido"? O sujeito que fez o check-in no próprio aeroporto?

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