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Decolamos?


lylyanna

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Aviation News Release

 

 

Decolamos?

 

Editorial JetSite

 

 

14-14.jpg

 

Santos-Dumont é chamado no Brasil de Pai da Aviação. Os norte-americanos concedem a honraria aos irmãos Wright. A polêmica já dura mais de um século. Mas já parou para pensar que o Flyer dos irmãos Wright voou em Kitty Hawk, uma praia da Carolina do Sul, Estados Unidos, enquanto o 14-Bis de nosso notável Dumont, Decolou de Bagatelle, Paris.

 

Qual a grande diferença? Se os irmãos Wright, catapulta à mão, fizeram seu Flyer voar em sua terra pátria, nosso Dumont teve que ir à França para fazer de seu 14-Bis uma realidade. Hoje, provavelmente precisaria do mesmo expediente. O brasileiro é mesmo capaz de fazer um avião voar. Mas ainda não sabe fazer decolar sua aviação.

 

Seguinte: este é um dos setores mais dinâmicos, competitivos, exigentes de toda a engrenagem da economia. Poucos setores são tão exigentes em termos de capital, de material, inclusive humano como é a aviação. Diretamente, trabalham na aviação mundial mais de 40 milhões de pessoas. E, se levarmos em conta que o setor está diretamente ligado à outros 50 ramos da atividade econômica, a conta atinge números ainda mais impressionantes.

 

Como é impressionante constatar que a taxa de lucratividade histórica do setor é inversamente proporcional ao seu descomunal tamanho, à sua importância em escala global. De quando a primeira empredsa aérea a explorar serviços de passageiros foi fundada em 1909, (a alemã DELAG) as companhias aéreas mundiais tiveram de se contentar com a pífia taxa de 0,3% de lucratividade. Sim, é isso que você leu: de cada 100 reais vendidos, apenas 30 centavos ficaram nos cofres das companhias aéreas do mundo. O que certamente levou à velha piada que circula no meio aeronáutico: A maneira mais rápida de se ficar milionário? Pegue um bilionário e dê a ele uma companhia aérea para cuidar. Com margens irrisórias como está, é natural que este seja um setor complexo, implacável, extremamente intolerante com a falta de competência ou dedicação.

 

Ainda assim, é um segmento da economia que continua sendo extremamente sedutor. Basta ver o número de jovens, no mundo todo, que aceita trabalhar longas jornadas, por salários nada atrativos, apenas pelo prazer de se ver envolvido com esta magnífica indústria. Ou ainda, o interesse descomunal que qualquer acidente aéreo provoca.

 

Outro exemplo da importância da aviação pode ser contatado em qualquer país ou antiga colônia que se conheça por gente. Dentre as primeiras resoluções de qualquer jovem nação, encontram-se a criação da bandeira, do hino, da moeda e, advinhou: da companhia aérea. É um símbolo pátrio, um sinal de prosperidade, de coesão nacional, uma virtual embaixada voadora para o mundo todo ver.

 

O Brasil já teve três empresas-embaixadoras, conhecidas oficialmente como Flag Carriers, as "porta-bandeiras" de suas nações. Em nossa história, a Panair, depois a Varig e agora, a TAM, carregam esta longeva tradição. Nos três casos, podemos nos orgulhar do nível de serviço prestado. Cada uma à sua época, eram verdadeiros braços do Itamaraty nos países estrangeiros que serviam. Das três, foi a Varig quem, por mais tempo, em mais mercados, transportando mais gente, melhor traduziu nos quatro cantos do mundo o que era o padrão brasileiro de (bem) voar.

 

E é justamente por esta razão que não deixa de ser notável que, justamente a outrora onipresente Varig tenha sucumbido. Falta de tirocínio empresarial? Pecadilhos administrativos? Condições macro-econômicas adversas? Competição ruinosa? Tributação excessiva? Um pouco de tudo isso.

 

Mas o que teria derrubado a Varig, Vasp, Transbrasil e hoje dificulta a vida da Gol, da TAM, da Trip ou de qualquer empresa de táxi aéreo?

 

Assim como a Varig, antes dela sucumbiram nomes tradicionais como a Real, Lóide, Panair, Nacional, Cruzeiro, Aerovias. Ou muito me engano, ou não pode ser simplesmente uma coincidência a altíssima taxa de mortalidade das companhias aéreas brasileiras. Em que pese o fato de que, sim, em alguns casos as mesmas foram de fato mal administradas, o que explica tamanha mortalidade é justamente um fator isolado, que considero preponderante para as atávicas dificuldades do setor: o Brasil, a nação brasileira - sociedade e governo, cada um com sua parcela de culpa - carecem de uma visão ampla, de planejamento macro-estratégico, de longo prazo, para as necessidades do setor. A nação ainda não acordou para a real necessidade de criar um arcabouço jurídico, fomentar o pragmatismo econômico, desenhar uma paisagem financeira e estabelecer, de uma vez por todas, um ambiente favorável à Aviação Brasileira, com maiúsculas.

 

Quando digo Aviação, não estou me referindo apenas ao setor comercial. Minha referência é para a aviação tanto civil (nacional, regional, executiva, geral) como militar. Nossa FAB, tradicional formadora de mão de obra especializada, agoniza à espera de apoio, investimento, atenção, respeito. Vide a crise dos controladores de vôo, quase todos eles militares, deflagrada após a tragédia do Boeing da Gol, que poderia ter colocado a aviação brasileira de joelhos. A situação da categoria está resolvida? Só nos resta fazer figa.

 

Nossos aeroclubes, igualmente celeiros de novos talentos, minguam à falta de políticas lúcidas que lhes garantam condições de prosperar. No passado, foi preciso que um penalizado Assis Chateubriand desse asas aos aeroclubes. Hoje, não parece haver nenhum novo Robin Hood.

 

Nossa aviação regional, coitada, sofre para manter-se voando. Como consequência, a cada ano o Brasil assiste a redução de empresas, cidades servidas, passageiros transportados no setor. As duas honrosas exceções, nos últimos anos, têm sido justamente a avição comercial de grande porte (TAM, Gol, Webjet, OceanAir e agora a Azul) e, sobretudo, a aviação executiva.

 

A aviação comercial brasileira, uma das que mais cresceu nos últimos anos em todo o mundo, vê agora desenhado em seu radar, as nuvens tormentosas de uma dura realidade macro-econômica, um freio aerodinâmico aberto em plena decolagem. As companhias que cresceram dois dígitos anuais nos últimos anos, deve crescer menos de minguados 5% em 2009.

 

Essa quase estagnação, pardoxalmente, pode ajudar em um primeiro momento. Afinal, mantidas as taxas de crescimento dos anos anteriores, em breve teríamos um sério problema de infraestrutura, com profundas carências em aeroportos, sobretudo. É preciso colocar em perspectiva que o Brasil precisa investir muitíssimo em aeroportos se realmente deseja sediar o Copa do Mundo. O caso da cidade de São Paulo é ainda mais grave. Com ou sem o torneio, a região metropolitana carece de uma alternativa viável para Congonhas e Guarulhos, ambos trabalhando próximos de suas capacidades. Em menos de 10 anos, São Paulo começará a perder passageiros - e negócios e empresas e indústrias e comércio - para outras metrópoles, caso a construção de um terceiro aeroporto metropolitano não ganhe asas, rapidamente.

 

A crise mundial nos dá algum tempo extra para refletir e agir. Mas, se finalmente uma visão e um plano de desenvolvimento global, que integre todo o setor, não se realizar, com rapidez e inteligência, tão logo a economia volte a crescer, o Brasil rapidamente ficará sem pátios, pistas, terminais, aeroportos e aerovias para permitir a continuidade do pujante crescimento de sua aviação vivenciado nos últimos anos.

 

O Brasil precisa de mais aeroportos, mais aeroclubes, controladores, pilotos, comissários, técnicos e, acredite, mais executivos para o setor. O ciclo de treinamento de todo este contingente é mais longo do que a entrega de novas aeronaves. Em breve poderemos ter o apagão do talento, a escassez de homens e mulheres para trabalhar no setor.

 

Quanto à aviação executiva, seu sucesso na verdade é fruto de um preocupante paradoxo. A análise é dolorosa: o Brasil tem uma das três mais pujantes aviações executivas do mundo justamente pela carência atávica de transporte regular para boa parte deste país-continente. Na falta de linhas aéreas regulares, aqueles que podem compram e operam seus próprios aviões. Tanto é assim que alguns grupos empresariais mais pujantes jogaram a toalha e passaram a operar suas próprias aeronaves de transporte corporativo, cansadas de esperar que fossem criadas linhas regulares capazes de transportar seus colaboradores.

 

E como desgraça pouca é bobagem, há ainda um problema crônico que, mais do que uma vez, já foi apontado: a excessiva tributação do setor. Tomemos por eemplo as companhias aéreas nacionais. Somando-se todos os tributos (federais, estaduais, municipais), nada menos que 38% da receita bruta é tomada em impostos. Sem atraso, reclamação de passageiro, fila no check-in. Compare-se este número ao que é pago na Europa (16%) e nos Estados Unidos (8%) e fica a impressão de que o leão do fisco é um verdadeiro sócio oculto de nossas companhias aéreas. Desta maneira, é impossível às nossas empresas aéreas competirem em pé de igualdade com as Lufthansas, Americans, Britishs e Emirates da vida.

 

Resumo da ópera: O Brasil, mais de 500 anos após o Descobrimento, não descobriu como fazer decolar sua aviação.

 

Gianfranco Beting

 

 

JetSite
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Erramos :(

 

Pessoal,

 

Infelizmente algo saiu errado ao postar este topico, e o titulo saiu "um tanto quanto errado",

ao inves de "Decolamos?", do Editorial JetSite.

 

Pedimos auxilio 'a moderacao, e o como sempre atencioso FlávioBHZ corrigiu o erro. :thumbsup:

 

Nesse sentido, enviei uma mensagem 'a Central de relacionamento do CR,

sugerindo uma modificacao no sistema, para que essa "derrapada"

nao volte a ocorrer.

 

Sorry :(

 

Abraco,

 

Lylyanna :thumbsup:

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Aviation News Release

 

 

Decolamos?

 

Editorial JetSite

(...)

Resumo da ópera: O Brasil, mais de 500 anos após o Descobrimento, não descobriu como fazer decolar sua aviação.

 

Gianfranco Beting JetSite

Prezada lylyanna: Parabéns pelo post! Realmente, o GB sabe o que está falando. Este govêrno revela mais uma incapacidade ao lidar com o setor aeronáutico brasileiro, seja através da Infraero, da ANAC, da sua voracidade nos impostos sobre o setor, do diabo-a-quatro!

De raízes sindicalistas, o govêrno ainda acredita que "aviação é coisa pra rico" e dê-lhe sugar do setor. Os aeroportos estão se transformando em aeroshopings, cheios de lojinhas.

Informaram-me que a Infraero, além do aluguel tem um percentual sobre as vendas das lojas. Se as mesmas ultrapassarem um determinado limite de vendas, o percentual aumenta! A Infraero quer ser sócia, não locadora!

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Prezada lylyanna: Parabéns pelo post! Realmente, o GB sabe o que está falando. Este govêrno revela mais uma incapacidade ao lidar com o setor aeronáutico brasileiro, seja através da Infraero, da ANAC, da sua voracidade nos impostos sobre o setor, do diabo-a-quatro!

De raízes sindicalistas, o govêrno ainda acredita que "aviação é coisa pra rico" e dê-lhe sugar do setor. Os aeroportos estão se transformando em aeroshopings, cheios de lojinhas.

Informaram-me que a Infraero, além do aluguel tem um percentual sobre as vendas das lojas. Se as mesmas ultrapassarem um determinado limite de vendas, o percentual aumenta! A Infraero quer ser sócia, não locadora!

 

Meu prezado Jambock,

 

Não pretendo aqui fazer o papel de advogado do diabo, mas, nos 8 anos do governo passado, não notei nenhuma alteração prática em relação ao atual, no que se refere à aviação. A administração foi capenga e continua capengando.

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Meu prezado Jambock,

 

Não pretendo aqui fazer o papel de advogado do diabo, mas, nos 8 anos do governo passado, não notei nenhuma alteração prática em relação ao atual, no que se refere à aviação. A administração foi capenga e continua capengando.

 

Mas há de concordar que "nunca antes neste país" descemos tão fundo aos porões do inferno no quesito aviação. Esse governo teve e tem diversas chances de resolver o assunto e o que fez ou faz? É lógico que a quadrilha da Infraero não começou neste governo mas a coisa funcionava melhor. Roubar todos roubam, mas é impressionante a incapacidade gerencial deste governo! Faltam quadros a altura dos desafios mas a petralhada está toda lá, mandando e desmandando no setor e na agência reguladora.

 

A Dona Solange Vieira vir falar sobre aumentar a competição quando nossas aéreas pagam tributos altíssimos? (38% x 8% nos EUA e 16% na Europa) Sim ela é bonitinha, inteligente mas sua inteligência não serve para o cargo que ocupa. Não nos esqueçamos que ela é autora do "fator previdenciário", que reduziu drasticamente as aposentadorias exatamente daqueles que mais precisam dela, dos que recebem os menores benefícios do INSS. Isso foi bom para quem? É justo e legítimo? E mexer com as altas aposentadorias públicas. Seria fácil? Ela gosta de tarefas difíceis?

 

Querem posar de Robin Hood mas acham que todos são idiotas. Em um primeiro momento, voaríamos SP-Paris, por exemplo, a digamos U$ 400,00...quebram a cia de bandeira nacional na rota e passarão a cobrar o que era cobrado antes, ou até mais! E quem vai perder com isso? Ou acham que a TAM ou GLAI tem punch para bater com AA, AFR-KLM, UA, BA, etc?

 

Posar de "bastião da defesa dos fracos e oprimidos consumidores Brasileiros" é fácil. Com demagogia e desfaçatez se consegue. Duro é provar por A+B que nossas empresas não vão a bancarrota nas rotas internacionais. Querem produzir o inferno? Que se libere a quinta liberdade e vamos para o open skies direto, então. Vamos voar CGH-SDU em 737-300 da AA que está estocado no Mojave esperando uma boa oportunidade para voltar a bater asas. Ou voar GIG, GRU-FOR de 767-200 da UA igualmente parados no deserto.

 

Vamos oficializar o dumping puro e simples e assistir a morte da TAM, GOL, Webjet, Oceanair e aplaudir o desemprego, a fuga de profissionais do país e as divisas que o país vai perder.

 

O Brasil é mesmo engraçado. A autoridade máxima (?) de uma agência reguladora cai de paraquedas em um setor complexo, escolhe o lado que é mais "bonito" para defender e se esquece que a agência deve proteger o MERCADO. E o MERCADO é composto de consumidores, empresas e trabalhadores destas empresas. Jogar para a torcida é molezinha...fazer continha de multiplicar e enxergar a realidade dos fatos, ninguém em Brasília sequer finge querer.

 

Faz-se tal qual pedir esmola com o chapéu alheio.

 

É lógico que eu quero voar para a Europa ou EUA mais barato. Não rasgo dinheiro! Mas que isso seja a custa de uma competição com isonomia e que dê chance a empresas do meu país (esta republiqueta zoneada chamada Brasil) e que gere empregos para meus conterrâneos. E que estas empresas nacionais tenham chances IGUAIS para poderem crescer e voar mais longe, de maneira eficiênte e com qualidade. Isso é regular o mercado e demanda mas precisa de trabalho SÉRIO e AMPLO, discutido com a sociedade e os governos, em todas as esferas. O resto é blá, blá, blá.

 

Na minha opinião, vai terminar em espuma tudo isso. Ela vai fazer biquinho, de quem "queria defender" os pobres consumidores, que as aéreas nacionais serão as "vilãs" e o governo o mocinho da estória. E isso cola, já que o Brasileiro médio, tal qual o afegão médio, não sabe quanto ou porque paga impostos e não cobra sua destinação.

 

Proponho perguntar a "gatinha" Solange (ah, vai. Ela é bonitinha..tenho que confessar) quando a ANAC vai aumentar seus quadros de INSPAC´s e quando vai livrar a aviação geral das amarras idiotas que tanto aporrinham. E quando a ANAC vai verdadeiramente fiscalizar com eficácia toda a aviação, para trazer segurança aos usuários e botar para fora do sistema os picaretas, os que negligenciam manutenção?

 

Minha opinião, amigos.

 

Um abraço,

 

Rafael

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Mas há de concordar que "nunca antes neste país" descemos tão fundo aos porões do inferno no quesito aviação. Esse governo teve e tem diversas chances de resolver o assunto e o que fez ou faz? É lógico que a quadrilha da Infraero não começou neste governo mas a coisa funcionava melhor. Roubar todos roubam, mas é impressionante a incapacidade gerencial deste governo! Faltam quadros a altura dos desafios mas a petralhada está toda lá, mandando e desmandando no setor e na agência reguladora.

 

A Dona Solange Vieira vir falar sobre aumentar a competição quando nossas aéreas pagam tributos altíssimos? (38% x 8% nos EUA e 16% na Europa) Sim ela é bonitinha, inteligente mas sua inteligência não serve para o cargo que ocupa. Não nos esqueçamos que ela é autora do "fator previdenciário", que reduziu drasticamente as aposentadorias exatamente daqueles que mais precisam dela, dos que recebem os menores benefícios do INSS. Isso foi bom para quem? É justo e legítimo? E mexer com as altas aposentadorias públicas. Seria fácil? Ela gosta de tarefas difíceis?

 

Querem posar de Robin Hood mas acham que todos são idiotas. Em um primeiro momento, voaríamos SP-Paris, por exemplo, a digamos U$ 400,00...quebram a cia de bandeira nacional na rota e passarão a cobrar o que era cobrado antes, ou até mais! E quem vai perder com isso? Ou acham que a TAM ou GLAI tem punch para bater com AA, AFR-KLM, UA, BA, etc?

 

Posar de "bastião da defesa dos fracos e oprimidos consumidores Brasileiros" é fácil. Com demagogia e desfaçatez se consegue. Duro é provar por A+B que nossas empresas não vão a bancarrota nas rotas internacionais. Querem produzir o inferno? Que se libere a quinta liberdade e vamos para o open skies direto, então. Vamos voar CGH-SDU em 737-300 da AA que está estocado no Mojave esperando uma boa oportunidade para voltar a bater asas. Ou voar GIG, GRU-FOR de 767-200 da UA igualmente parados no deserto.

 

Vamos oficializar o dumping puro e simples e assistir a morte da TAM, GOL, Webjet, Oceanair e aplaudir o desemprego, a fuga de profissionais do país e as divisas que o país vai perder.

 

O Brasil é mesmo engraçado. A autoridade máxima (?) de uma agência reguladora cai de paraquedas em um setor complexo, escolhe o lado que é mais "bonito" para defender e se esquece que a agência deve proteger o MERCADO. E o MERCADO é composto de consumidores, empresas e trabalhadores destas empresas. Jogar para a torcida é molezinha...fazer continha de multiplicar e enxergar a realidade dos fatos, ninguém em Brasília sequer finge querer.

 

Faz-se tal qual pedir esmola com o chapéu alheio.

 

É lógico que eu quero voar para a Europa ou EUA mais barato. Não rasgo dinheiro! Mas que isso seja a custa de uma competição com isonomia e que dê chance a empresas do meu país (esta republiqueta zoneada chamada Brasil) e que gere empregos para meus conterrâneos. E que estas empresas nacionais tenham chances IGUAIS para poderem crescer e voar mais longe, de maneira eficiênte e com qualidade. Isso é regular o mercado e demanda mas precisa de trabalho SÉRIO e AMPLO, discutido com a sociedade e os governos, em todas as esferas. O resto é blá, blá, blá.

 

Na minha opinião, vai terminar em espuma tudo isso. Ela vai fazer biquinho, de quem "queria defender" os pobres consumidores, que as aéreas nacionais serão as "vilãs" e o governo o mocinho da estória. E isso cola, já que o Brasileiro médio, tal qual o afegão médio, não sabe quanto ou porque paga impostos e não cobra sua destinação.

 

Proponho perguntar a "gatinha" Solange (ah, vai. Ela é bonitinha..tenho que confessar) quando a ANAC vai aumentar seus quadros de INSPAC´s e quando vai livrar a aviação geral das amarras idiotas que tanto aporrinham. E quando a ANAC vai verdadeiramente fiscalizar com eficácia toda a aviação, para trazer segurança aos usuários e botar para fora do sistema os picaretas, os que negligenciam manutenção?

 

Minha opinião, amigos.

 

Um abraço,

 

Rafael

 

Simplesmente o post mais conciente e sensato sobre o assunto discutio por aqui N vezes. Colocar as empresas nacionais em sinucas de bico e mostra-las como vilãs do show é facil, agora reduzir impostos, gerar empregos e demanda no setror de transportes num país de dimensões continentais ninguém quer fazer.

 

E viva a quadrilha que assaltou de bando o país.

 

Sds.

 

Victor

 

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Mas há de concordar que "nunca antes neste país" descemos tão fundo aos porões do inferno no quesito aviação. Esse governo teve e tem diversas chances de resolver o assunto e o que fez ou faz? É lógico que a quadrilha da Infraero não começou neste governo mas a coisa funcionava melhor. Roubar todos roubam, mas é impressionante a incapacidade gerencial deste governo! Faltam quadros a altura dos desafios mas a petralhada está toda lá, mandando e desmandando no setor e na agência reguladora.

 

A Dona Solange Vieira vir falar sobre aumentar a competição quando nossas aéreas pagam tributos altíssimos? (38% x 8% nos EUA e 16% na Europa) Sim ela é bonitinha, inteligente mas sua inteligência não serve para o cargo que ocupa. Não nos esqueçamos que ela é autora do "fator previdenciário", que reduziu drasticamente as aposentadorias exatamente daqueles que mais precisam dela, dos que recebem os menores benefícios do INSS. Isso foi bom para quem? É justo e legítimo? E mexer com as altas aposentadorias públicas. Seria fácil? Ela gosta de tarefas difíceis?

 

Querem posar de Robin Hood mas acham que todos são idiotas. Em um primeiro momento, voaríamos SP-Paris, por exemplo, a digamos U$ 400,00...quebram a cia de bandeira nacional na rota e passarão a cobrar o que era cobrado antes, ou até mais! E quem vai perder com isso? Ou acham que a TAM ou GLAI tem punch para bater com AA, AFR-KLM, UA, BA, etc?

 

Posar de "bastião da defesa dos fracos e oprimidos consumidores Brasileiros" é fácil. Com demagogia e desfaçatez se consegue. Duro é provar por A+B que nossas empresas não vão a bancarrota nas rotas internacionais. Querem produzir o inferno? Que se libere a quinta liberdade e vamos para o open skies direto, então. Vamos voar CGH-SDU em 737-300 da AA que está estocado no Mojave esperando uma boa oportunidade para voltar a bater asas. Ou voar GIG, GRU-FOR de 767-200 da UA igualmente parados no deserto.

 

Vamos oficializar o dumping puro e simples e assistir a morte da TAM, GOL, Webjet, Oceanair e aplaudir o desemprego, a fuga de profissionais do país e as divisas que o país vai perder.

 

O Brasil é mesmo engraçado. A autoridade máxima (?) de uma agência reguladora cai de paraquedas em um setor complexo, escolhe o lado que é mais "bonito" para defender e se esquece que a agência deve proteger o MERCADO. E o MERCADO é composto de consumidores, empresas e trabalhadores destas empresas. Jogar para a torcida é molezinha...fazer continha de multiplicar e enxergar a realidade dos fatos, ninguém em Brasília sequer finge querer.

 

Faz-se tal qual pedir esmola com o chapéu alheio.

 

É lógico que eu quero voar para a Europa ou EUA mais barato. Não rasgo dinheiro! Mas que isso seja a custa de uma competição com isonomia e que dê chance a empresas do meu país (esta republiqueta zoneada chamada Brasil) e que gere empregos para meus conterrâneos. E que estas empresas nacionais tenham chances IGUAIS para poderem crescer e voar mais longe, de maneira eficiênte e com qualidade. Isso é regular o mercado e demanda mas precisa de trabalho SÉRIO e AMPLO, discutido com a sociedade e os governos, em todas as esferas. O resto é blá, blá, blá.

 

Na minha opinião, vai terminar em espuma tudo isso. Ela vai fazer biquinho, de quem "queria defender" os pobres consumidores, que as aéreas nacionais serão as "vilãs" e o governo o mocinho da estória. E isso cola, já que o Brasileiro médio, tal qual o afegão médio, não sabe quanto ou porque paga impostos e não cobra sua destinação.

 

Proponho perguntar a "gatinha" Solange (ah, vai. Ela é bonitinha..tenho que confessar) quando a ANAC vai aumentar seus quadros de INSPAC´s e quando vai livrar a aviação geral das amarras idiotas que tanto aporrinham. E quando a ANAC vai verdadeiramente fiscalizar com eficácia toda a aviação, para trazer segurança aos usuários e botar para fora do sistema os picaretas, os que negligenciam manutenção?

 

Minha opinião, amigos.

 

Um abraço,

 

Rafael

 

 

 

 

Bom texto colega, opinião forte, é disso que precisamos, de pessoas com criticas objetivas, o Betting levantou muito bem a dura porcaria de infra, regulamentação, impostos que vivemos, o pior é que não vejo luz ao fim do tunel.... tá tudo na esperança de que a copa possa melhorar alguma coisa, será que é só assim que as coisas vão mudar aqui. Precisa de um evento externo para alguma coisa melhorar.

 

As coisas tem que ser boa para o nosso povo, nós é que financiamos a farra estatal dos governos em todos os niveis, é uma festa de beneficios para os politicos e funcionarios publicos, fora a comissão, ai nunca sobre para investir nem regular nada.

 

 

 

 

 

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Victor,

 

Eu tenho acompanhado quase que "obsessivamente" este assunto em tudo o quanto é veículo, e claro aqui no CR, onde mais aprendo sobre aviação.

 

É uma piada o que a ANAC e sua liderança quer defender. Esta babaquice de colocar as empresas como vilãs (um vício que o PT teima em não perder, desde sempre - empresário é bandido e nós - eles do PT, os salvadores), não se sustenta. Tem picareta e lugar de picareta é na cadeia. Agora quem trabalha e sua para produzir algo, precisa de REGRAS CLARAS, ISONOMIA, MARCO REGULATÒRIO DECENTE e MENOS TRIBUTAÇÃO.

 

Como consumidor do transporte aéreo e amante das máquinas que voam, eu quero um sistema justo e eficiente e que dê empregos a mais Brasileiros, gerando riqueza e divisas ao país e que também fomente o turismo interno e traga estrangeiros para cá. Pela paixão, eu gosto da AFR, AA, UA, KLM, Iran Airways, o diabo-a-quatro. Mas pela razão eu quero que elas se danem. Prefiro TAM, GLAI, Webjet, O6, NHT, TRIP, Passaredo, Azul e todas as outras nacionais. Precisamos defender o que é nosso, sem pieguice, pois assim seremos um país mais respeitado e forte.

 

Mas menos governo, MENOS pelo amor de Deus.

 

Discuti hoje cedo com a patroa por quase uma hora, fazendo-a entender o tiro-no-pé que vai ser a remoção do limite mínimo das tarifas. Se ela que pouco sabe sobre o setor e nem gosta de aviação entendeu, por quê os neófitos da ANARC não entendem? Ou fazem que não entendem...estão a serviço de quem, será?? Mistérios...

 

Um abraço,

 

Rafael

 

 

 

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Bom texto colega, opinião forte, é disso que precisamos, de pessoas com criticas objetivas, o Betting levantou muito bem a dura porcaria de infra, regulamentação, impostos que vivemos, o pior é que não vejo luz ao fim do tunel.... tá tudo na esperança de que a copa possa melhorar alguma coisa, será que é só assim que as coisas vão mudar aqui. Precisa de um evento externo para alguma coisa melhorar.

 

As coisas tem que ser boa para o nosso povo, nós é que financiamos a farra estatal dos governos em todos os niveis, é uma festa de beneficios para os politicos e funcionarios publicos, fora a comissão, ai nunca sobre para investir nem regular nada.

 

Desculpem-me até pela rabugice hoje. É que paguei tanto GARE, DARF, etc essa semana que estou tonto, com ânsia e vontade de matar um petralha qualquer, um aspone qualquer do governo. :thumbsup:

 

Ai ligo a TV cedo e me deparo com esta Solange Vieira (acho que era reprise, nem sei) falando estas baboseiras?

 

Meu lema esta semana:

 

Governo. Me deixe trabalhar, gerar emprego, pagar um salário melhor ao meu funcionário sem que minhas margens fiquem comprometidas ou que eu tenha que dividir com vc o pouco do meu lucro. É vá para o inferno.

 

Graças a Deus hoje é sexta-feira! Só tomando uma gelada para esquecer :gagau:

 

Rafael

 

 

 

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nessa questão de reclamar dos impostos altos ou a forma de como são cobrados já vem desde anos 90", quando lia as colunas do cmte. Décio, na revista Aeromagazine, defensor ferrenho de uma aviação nacional desenvolvida e sem gessos estatais...

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O Brasil precisa é de alguns ilustres visionários, só isso.

 

Um visionário que entre na Infraero e que simplifique os processos. Que seja alguém não preocupado com o número de passageiros transportados, mas com as razões que levam aeroportos a serem ineficientes. Alguém que queira conversar com a ANAC, com a Aeronaútica, que cobre novas rotas para permitir uma maior fluidez ao tráfego, alguém que converse com os pilotos para saber onde deve ser construída uma taxiway melhorada, que fale com quem opera os vôos no solo para entender que ônibus não tem que passar a cada 15 minutos, que negue autorização para colocação de frivolidades como raio X na CHEGADA de passageiros internacionais ou na CONEXÃO de passageiros originários da PRÓPRIA REDE INFRAERO.

 

Outro visionário que na ANAC enxergue o papel fundamental de melhorar a formação criando incentivos para tal (e não mais taxas), que foque num programa de incentivo a criação de aeroportos em CIDADES QUE NÃO OS TENHAM e que tenham potencial econômico para tal, que brigue com o governo pela expansão de pistas em aeroportos chave como POA e CWB, que converse com a INFRAERO não só através de comunicados de imprensa, que tenha o respeito da Força Aérea por respeitar o conhecimento e experiência que adquiriram na defesa do país, que foquem numa fiscalização eficiente, desburocrática e principalmente, com regras CLARAS. Um visionário que também respeite a competição e as regras, que não fique propondo regras novas para facilitar a vida de A ou B e que trabalhe com PRAZOS CLAROS que permitam a manutenção dos padrões de competição sem favorecimentos.

 

Outro visionário que no GOVERNO crie um projeto sério de regionalização do tráfego aéreo com formação de grupos empresariais regionais focando no atendimento de necessidades locais.

 

 

IMPOSTOS ALTOS, todos pagamos, e eu acho injusto num país onde é claro que a queda do insumo não leva a queda imediata do produto, conceder qualquer tipo de incentivo a quem quer que seja. Precisamos de mais cias aéreas, regras fixas e que não sofram alterações (vide caso do SDU) para que as empresas possam investir com segurança.

Quer diminuir imposto ? Diminuam o IR sobre Pessoa Física !!!!!!

 

Só isso que precisamos.

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