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O pouso da Boeing Brasil


PR-GGG

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A gigante planeja fazer do País uma base de fornecimento para suas fábricas nos EUA. Mas só se ganhar o projeto FX2

 

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NUNCA SE FALOU TANTO em Brasil no edifício envidraçado de St. Louis que serve de QG para a Boeing IDS, o braço de equipamentos militares da segunda maior fabricante de aviões do mundo. A empresa é uma das três finalistas da licitação promovida pela Força Aérea Brasileira para renovar sua frota de caças, o chamado projeto FX2, que consumirá algo em torno de US$ 2,2 bilhões - compete com a sueca Saab, com seu Gripen NG, e a francesa Dassault, fabricante do Rafale. O interesse da Boeing no negócio vai além da venda do lote inicial de 36 aeronaves para os brasileiros. Caso seu caça multipropósito F/A-18 Superhornet seja escolhido, a companhia pretende transformar empresas brasileiras em fornecedores de equipamentos e materiais para sua própria operação nos EUA. Interessadíssima na vitória, a Boeing já identificou pelo menos 60 empresas brasileiras que poderiam se tornar parceiras no projeto FX, num primeiro momento, e, a seguir, ganhar o status de fornecedoras para suas fábricas nos EUA. A Embraer, é claro, é a principal candidata a desempenhar esse papel, mas não a única. Várias outras empresas nacionais poderiam receber tecnologia da Boeing, especialmente nas áreas de sistemas e materiais, como a Avibras, a SantosLab e a Mectron. Todas elas estão, também, sob o escrutínio de outras fabricantes de defesa dos EUA, como a Raytheon, que participa do consórcio do Superhornet, liderado pela Boeing. "Não se trata de uma relação comercial no estilo consumidor e fornecedor. Seria uma via de duas mãos", explica Bob Gower, vicepresidente do programa F-18. Na sede do Departamento de Estado dos EUA em Washington, Tom Shannon, secretário- assistente responsável pelas relações americanas com países ocidentais, usou argumentos semelhantes ao falar com a DINHEIRO. "É claro que o Brasil não está apenas comprando aviões, mas quer, principalmente, modernizar sua indústria de defesa", diz. Os laços entre os americanos e as empresas brasileiras podem se estreitar ainda mais. "Poderíamos considerar investimentos de capital em companhias do Brasil, se isso for necessário para que elas atendam alguns requisitos e se tornem fornecedoras para o programa do Superhornet", afirma Bill Profilet, diretor regional da Boeing para programas de participação industrial.

 

O grande obstáculo nesses planos vem dos próprios EUA. Historicamente, o país resiste a transferir tecnologia para os compradores de equipamentos militares fabricados por empresas americanas, o que a transforma em uma espécie de azarão nesse páreo. Embora a FAB exija transferência total de tecnologia, especialistas consideram pouco provável que os EUA mudem sua política em relação a esse assunto.

 

Só que o país vive um novo momento. Há uma recessão profunda instalada nos EUA. Além disso, o governo de Barack Obama já dá sinais de que irá reduzir os gastos militares americanos. Assim, as vendas externas podem significar a válvula de escape para o aperto no mercado interno. Embora a venda de 36 aviões para o Brasil represente, em dólares, apenas uma pequena fração do contrato que a empresa tem com a Marinha dos EUA (que até hoje já recebeu mais de 380 Superhornets), há uma oportunidade para reduzir custos, transferindo parte da produção de peças e componentes para o Brasil. Além de mitigar seu próprio risco, a Boeing teria a chance de melhorar suas margens sobre cada avião ainda a ser entregue - inclusive aqueles que ela ainda entregará para os EUA. "Para nós, as exportações são vitais, pois estendem a vida útil de nossas linhas de produtos, ao mesmo tempo que abrem caminho para que possamos nos beneficiar de melhoras em nossos aviões a um custo baixo", diz Mark Kronenberg, vice-presidente de desenvolvimento de negócios internacionais da Boeing IDS. Os fornecedores criados no Brasil poderiam, ainda, apoiar a área comercial da fabricante. Essa divisão tem sofrido bastante nas mãos de parceiros que não cumprem prazos e especificações. O resultado é um sério atraso no 787, seu novo projeto civil, quase dois anos fora do prazo.

 

IstoéDinheiro

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Quando se trata do império... CAUTELA!

 

 

CONCORDO.

Além do mais, duvido que o F-18 ganhe a concorrência.

O Brasil, em termos de indústria bélica aeronáutica, sempre foi parceiro forte da França.

A Dessault é inclusive acionista da Embraer.

Minha apósta é no Rafale.

 

Abraços do Avuador.

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Penso que o pessoal que acredita nessa papo de transferência de tecnologia também deve acreditar em Papai Noel, Cegonha, Mula Sem Cabeça, etc...

SE o F-18E/F ganhar a "concorrencia", a transferência não será total, nunca é. Li ano passado no Jane's que mesmo India e China (que compram equipamentos russos aos montes) não recebem transferência total e estavam reclamando disso. Imagina um F-18E/F com radar AESA, ainda que o presidente seja o Obama, mesmo quando Jimmy Cater foi presidente o Brasil teve de se contentar com os F-5 e não com os F-4. Os F-16 do Chile vieram até sem os mísseis AIM-120C.

Vamos ser mais realistas e lembrar que moramos no Brasil.

 

Desculpem o tom meio aspero do post.

 

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Penso que o pessoal que acredita nessa papo de transferência de tecnologia também deve acreditar em Papai Noel, Cegonha, Mula Sem Cabeça, etc...

SE o F-18E/F ganhar a "concorrencia", a transferência não será total, nunca é. Li ano passado no Jane's que mesmo India e China (que compram equipamentos russos aos montes) não recebem transferência total e estavam reclamando disso. Imagina um F-18E/F com radar AESA, ainda que o presidente seja o Obama, mesmo quando Jimmy Cater foi presidente o Brasil teve de se contentar com os F-5 e não com os F-4. Os F-16 do Chile vieram até sem os mísseis AIM-120C.

Vamos ser mais realistas e lembrar que moramos no Brasil.

 

Desculpem o tom meio aspero do post.

 

[2] :thumbsup:

 

Certíssimo...apesar do último parágrafo do texto gerar uma esperança, também gera uma dubiedade...se estamos numa crise, é óbvio que as empresas querem é reduzir custos...mas as empresas americanas reduziriam esses custos às custas de empregos AMERICANOS?? O lobby lá é fortíssimo e organizado, e o próprio governo se oporia (essa palavra eu acho que é assim, não costumo usá-la)...Aliás, o governo e a oposição, afinal, o Obama tá lá é pra gerar emprego, não é?

 

Enfim, acho isso uma falácia, sem falar que essa história de transferência é a troco de quê? O Brasil faz muito melhor em levar o Rafale, pois a Embraer seria a maior beneficiada (independente da Dassault ser ou ter sido acionista, certo?)

 

Abraços.

 

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