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Guarulhos: O horror da Volta


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Veja São Paulo 15/10/09

 

Aeroporto

 

O horror da volta

 

Projetados para atender no horário de pico da manhã, das 5 às 7 horas, a um fluxo de 3 600 pessoas, os dois terminais de Cumbica recebem até 52% a mais de passageiros. Em dias complicados, os viajantes chegam a levar duas horas para vencer as etapas do desembarque: imigração, retirada de bagagem e alfândega. A Infraero, empresa estatal que controla os aeroportos do país, considera aceitável um intervalo entre 45 minutos e uma hora para cumprir todo esse périplo. Já os parâmetros internacionais recomendam uma espera de, no máximo, trinta minutos

 

 

Por MARIA PAOLA DE SALVO e Sara Duarte

| 15.10.2009

 

 

 

 

Depois de voltar tranquilamente de Milão a bordo de um Boeing da Alitalia num voo de brigadeiro, o consultor em internet Renato Mendes enfrentou turbulência inimaginável em terra firme. Desembarcou no Aeroporto Internacional Governador André Franco Montoro, em Guarulhos, na última terça (13), às 5h45, e só conseguiu sair de lá às 7h10, quase uma hora e meia depois de deixar a aeronave. O tempo que perdeu no labirinto de cordinhas seria suficiente para ir e voltar do Rio de Janeiro. O calvário começou na fila da imigração. Foram dez minutos. Levou outros 35 para recolher a bagagem e quarenta minutos para vencer a etapa da alfândega. Essa última foi a pior e a mais desorganizada, conta Mendes. A confusão e a ânsia para furar a fila eram tão grandes que vi umas três pessoas batendo boca. Cansado e insone depois de doze horas de voo, ele até desistiu de dar aquela passadinha pelo free shop, outro famoso gargalo do aeroporto.

 

Naquela manhã, dezenove aviões e cerca de 4 750 viajantes aterrissaram em São Paulo entre 5 e 7 horas da manhã nos dois terminais de passageiros, que recebem tanto desembarques domésticos quanto internacionais. Essas duas horas são críticas porque concentram a maior parte dos voos que vêm da Europa, Estados Unidos e América Latina com destino ao Brasil. As manhãs em Cumbica costumam ser caóticas. Dependendo do dia da semana, até 22 aeronaves chegam ao aeroporto nesse intervalo, o que significa 5 500 pessoas circulando pelos quase 10 000 metros quadrados dos dois terminais. Trata-se de um movimento 52% maior do que aquele que o aeroporto comporta. Resultado: brasileiros e estrangeiros chegam a gastar até duas horas para enfrentar a fila da imigração, recolher as malas nas esteiras e passar pela alfândega nos voos domésticos, é necessário apenas retirar a bagagem. A situação daqui só se compara à de aeroportos africanos, diz Dario Chemerinski, diretor da divisão internacional da empresa alimentícia Gomes da Costa, que viaja duas vezes por mês para o exterior. É um verdadeiro congestionamento de gente. Ele não é o único a reclamar do inferno do desembarque. A chiadeira é geral.

 

A Infraero, empresa estatal que controla os aeroportos do país, considera aceitável um intervalo entre 45 minutos e uma hora para cumprir todo esse périplo. Os parâmetros internacionais recomendam uma espera de, no máximo, trinta minutos. No aeroporto Incheon, de Seul, inaugurado em 2001 e considerado o melhor do mundo pelo quarto ano consecutivo em pesquisa do Airports Council International (AIC), realizada em 108 aeroportos, a espera no desembarque não ultrapassa os tais trinta minutos. Para comportar um movimento de 30 milhões de passageiros por ano, Seul conta com cinquenta postos de alfândega e 120 de inspeção de passaporte. Além dessa infraestrutura, a maioria dos bons aeroportos é administrada pela iniciativa privada, afirma Eduardo Flores, secretário regional do AIC na América Latina. Isso ajuda no diálogo com órgãos como a imigração e a alfândega.

 

A demora na chegada reflete a saturação vivida pelo mais movimentado aeroporto da América do Sul. Projetado para receber 17,5 milhões de passageiros por ano, Cumbica fechou 2008 com 20,4 milhões de usuários e a projeção é que esse número ultrapasse 21 milhões neste ano. Aviso aos viajantes: a situação tende a se complicar nas férias de dezembro, quando o movimento costuma aumentar até 15%. É no horário de pico que esse estrangulamento fica mais evidente, explica o engenheiro Oswaldo Sansone, especialista em planejamento de aeroportos da Escola de Engenharia Mauá e superintendente de Cumbica na década de 90. Desde sua inauguração, em 1985, Guarulhos sempre teve de lidar com um movimento maior do que o que poderia suportar. Pensado inicialmente para ser um terminal doméstico, o aeroporto logo passou a receber voos da América do Sul e teve de improvisar a estrutura de imigração e de alfândega. Naquela época, o governo militar queria que o principal aeroporto internacional do país fosse o do Galeão, no Rio de Janeiro, explica o engenheiro Nicolau Fares Gualda, professor de engenharia de transportes da Poli-USP e um dos idealizadoresdo projeto. Não deu certo. Em 1991, quando parte do terminal 2 entrou em operação, o primeiro já estava saturado.

 

Aeroporto Incheon, em Seul, o número 1 do mundo: cinquenta postos de alfândega e 120 de inspeção de passaporte

 

Pressionadas por uma demanda cada vez maior, muitas companhias aéreas transferiram suas operações do Rio de Janeiro para São Paulo. Há cinco anos, a alemã Lufthansa, por exemplo, mantinha sete voos semanais de Frankfurt para São Paulo. Atualmente são doze. A espanhola Iberia também dobrou o número de voos diários desde 2004. E todas querem chegar ao Brasil no horário da manhã, mais conveniente para o passageiro que prefere viajar na madrugada e aproveitar o dia por aqui. Hoje já não aceitamos mais novos voos entre 5 e 7 horas, diz o superintendente de Guarulhos, Jaime Parreira. Estamos tentando ocupar os horários da tarde, quando o aeroporto fica mais ocioso. O caos que reina na chegada a São Paulo é uma combinação de carências. Faltam tanto infraestrutura e espaço físico como também funcionários da Polícia e da Receita Federal para fazer literalmente a fila andar. A Infraero afirma que até 2013, quando deve ficar pronto o primeiro módulo do terceiro terminal, terá de quebrar a cabeça para ampliar os 10 000 metros quadrados disponíveis hoje para o desembarque. Achar áreas livres no térreo, onde está localizada a chegada dos voos, é quase uma missão impossível, admite o superintendente Jaime Parreira. De fato, há pouca opção para crescer, mas uma das alternativas seria desapropriar lojas, cafés e outros pontos comerciais. No desembarque, poderiam começar pelo free shop, que ocupa mais metros quadrados que os setores de imigração e alfândega (veja as soluções dos especialistas na pág. 40). A Polícia Federal precisa investir na compra de mais máquinas leitoras de passaporte para povoar oito dos vinte guichês que estão vazios. Já à Receita cabe disponibilizar o mesmo efetivo que recruta para atender os passageiros na temporada de férias. Isso acontece quando todas as esferas federais trabalham juntas, afirma Flores, da AIC.

 

Cumbica é uma cidade. Tem orçamento de 466,9 milhões de reais por ano.Diariamente passam por ali pelo menos 100 000 pessoas. Instalado em uma área de 13,7 milhões de metros quadrados, o aeroporto opera com apenas dois dos quatro terminais projetados. As 44 companhias aéreas nacionais e estrangeiras realizam 475 pousos e decolagens por dia. Aviões de quarenta modelos partem e chegam de 117 cidades espalhadas por 26 países. Guarulhos é a principal porta de entrada de São Paulo e do país, mas conta com terminais que não suportam nem o fluxo de voos domésticos, afirma Nicolau Fares Gualda, professor de engenharia de transportes da Poli-USP. É inadmissível que o maior aeroporto da América do Sul seja conhecido pelo excesso de burocracia e pela ineficiência de seus serviços.

 

 

 

Onde estão os gargalos

Ao lado, a planta do Terminal 1, quase idêntica à do Terminal 2. Com 10 000 metros quadrados de área, ambos recebem desembarques domésticos e internacionais. As situações críticas costumam acontecer no horário de pico da manhã, das 5 às 7 horas, quando há concentração de passageiros vindos do exterior

 

SETOR DE IMIGRAÇÃO

Quando há concentração excessiva de voos, os cerca de 1 000 metros quadrados destinados às filas de controle de passaporte da Polícia Federal em cada terminal ficam tomados de passageiros. A visão do labirinto de cordinhas, repleto de gente, é desanimadora. O congestionamento de pessoas chega a se espalhar pelos corredores que ligam os fingers à imigração. Há duas filas, uma exclusiva para brasileiros, que costuma fluir mais rápido, e outra para residentes no exterior. Os funcionários gastam de trinta segundos a um minuto e meio para verificar cada passaporte. Existem vinte guichês, mas não há funcionários em todos eles. Na sexta-feira (9), apenas doze funcionavam. Faltam máquinas leitoras de passaporte para colocá-los em operação, diz a delegada Gilse Landgraf, coordenadora-geral de Imigração da PF. Quatro delas, que estavam ociosas no Rio Grande do Sul, serão instaladas nos próximos quinze dias.

 

RETIRADA DE BAGAGENS

Cada um dos dois terminais dispõe de seis esteiras de bagagem, que, por sua vez, comportam as malas de até dois voos ao mesmo tempo. Ou seja: não há como atender mais que doze aeronaves simultaneamente em cada terminal. Quando isso acontece e não é raro , cerca de 3 000 pessoas têm de se espremer, com carrinho e tudo, num espaço de 2 800 metros quadrados. Menos de 1 metro quadrado por passageiro. Efeito sardinha na certa.

 

ALFÂNDEGA

A última etapa obrigatória do processo de desembarque é a Receita Federal, que seleciona por amostragem os passageiros que terão a bagagem inspecionada. Podem ser retidas de 1% a 100% das pessoas, dependendo da origem do voo. Um funcionário, ao fim da fila, é responsável por apontar quem terá de abrir a mala, numa sala reservada. Segundo a Receita Federal, os dez agentes que trabalham por turno chegam a atender cerca de 2 500 passageiros por hora em cada terminal. Por isso, não raro, a fila costuma invadir a área das esteiras de bagagem. O efetivo dobra apenas em época de férias, quando o movimento aumenta em até 15%.

 

FREE SHOP

A Dufry responde por 22% da receita comercial do Aeroporto de Cumbica, estimada em 222 milhões de reais por ano. Mas o espaço que ocupa no terminal é maior do que o de muitos setores essenciais à circulação de passageiros. A butique se espalha por 1 516 metros quadrados, 50% mais do que os 1 008 metros quadrados do setor de controle de passaportes, por exemplo.

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sobre o trafego aereo é impressionante! fiquei ouvindo o ACC-BSB la pras 4h30 um dia desses e o que havia de avioes da Tam "enfileirados" com rumo a GRU um atrás do outro vindo da Europa é algo muito louco e impressionante ao mesmo tempo. fora de outras cias..

por hora, imagino eu q o volume de trafego era tanto na TMA SP no momento, q o controlador começou a instruir a proa de RAO para UBA!!!

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Veja São Paulo 15/10/09

 

Aeroporto

 

O horror da volta

 

Projetados para atender no horário de pico da manhã, das 5 às 7 horas, a um fluxo de 3 600 pessoas, os dois terminais de Cumbica recebem até 52% a mais de passageiros. Em dias complicados, os viajantes chegam a levar duas horas para vencer as etapas do desembarque: imigração, retirada de bagagem e alfândega. A Infraero, empresa estatal que controla os aeroportos do país, considera aceitável um intervalo entre 45 minutos e uma hora para cumprir todo esse périplo. Já os parâmetros internacionais recomendam uma espera de, no máximo, trinta minutos

 

 

Por MARIA PAOLA DE SALVO e Sara Duarte

Esqueceram de avisar Miami e NY sobre os 30min... :hypocrite: demora tanto qt aqui!

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Na sexta-feira (9), apenas doze funcionavam. ‘Faltam máquinas leitoras de passaporte para colocá-los em operação’, diz a delegada Gilse Landgraf, coordenadora-geral de Imigração da PF. ‘Quatro delas, que estavam ociosas no Rio Grande do Sul, serão instaladas nos próximos quinze dias.

 

Eu acho engraçado é que sempre quando aparece reportagem tem uma solução para acontecer nos próximos 15 dias. Muita coincidência né? E sou capaz de apostar que não tem nada ocioso no RS, é a velha conversa de despir um santo pra vestir outro. Deveriam é adquirir mais máquinas, já que PF e RF são provavelmente as instituições com os melhores suportes do país em tecnologia e equipamentos. E 50% da área destinada a Free Shop? Será que isso foi projetado assim ou é mais uma navalhada da Infraero? Essa reportagem bate na cara dos brasileiros ao comparar GRU com ICN. Dá até vontade de chorar.

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Esqueceram de avisar Miami e NY sobre os 30min... :hypocrite: demora tanto qt aqui!

????? Quem conhece JFK e MIA sabe que são muito, mais muito mesmo, mais organizados do que aqui. Além disso, não costuma demorar mais do que aqui, o que não importa. Temos que ser melhores do que nós mesmos pois é possível e necessário.

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Esqueceram de avisar Miami e NY sobre os 30min... :hypocrite: demora tanto qt aqui!

 

Tudo bem que Miami e NY não cumprem 30 minutos, tudo bem que a imigração é cheia de histórias. Mas comparar com GRU de manhã não dá.

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Esqueceram de avisar Miami e NY sobre os 30min... :hypocrite: demora tanto qt aqui!
????? Quem conhece JFK e MIA sabe que são muito, mais muito mesmo, mais organizados do que aqui. Além disso, não costuma demorar mais do que aqui, o que não importa. Temos que ser melhores do que nós mesmos pois é possível e necessário.
Tudo bem que Miami e NY não cumprem 30 minutos, tudo bem que a imigração é cheia de histórias. Mas comparar com GRU de manhã não dá.

Ah, dá sim!

 

A recuperação de bagagens em MIA é muito rápida porque, quando conseguimos chegar às esteiras, depois de mais de uma hora na fila da imigração, elas já estão cansadas de estar lá esperando. Eu já fiquei uma hora e quinze na fila exclusiva de tripulantes, só porque tinha na nossa frente duas outras tripulações (sempre corremos para chegar antes da LAN! :rolleyes: )

 

Já em JFK a situação é ainda pior, quem chega em determinados horários àquele saguão "matadouro" antes dos guichês de imigração chega a ver mais de duas mil pessoas chegando do mundo inteiro. E mesmo com a demora monstra para verificação dos passaportes ainda se espera pela chegada das malas nas esteiras.

 

A principal diferença entre os três terminais (GRU, MIA e JFK) é o espaço físico, que é imenso em JFK e em MIA nem se comenta, enquanto GRU é de dar pena, senão vergonha! Eu sempre me imagino embarcando no Tietê em época de Natal quando chego a GRU em qualquer voo que não seja o MXP (único que se salva!).

Nos dois terminais americanos há uma área imensa, com pé direito altíssimo, para acomodar centenas de pessoas, que aguardam pelas dezenas de funcionários disponíveis nos guichês (falo dos terminais onde operamos atualmente) e muito mais espaço para circular com os carrinhos à volta das esteiras. O que embaça lá mesmo são os procedimentos de checagem e imigração que são rigorosos. Mesmo tripulantes, que entram e saem toda semana, tem todos os dados já registrados no sistema e "conhecem os trâmites", dispensando perguntas e respoats desnecessárias, chegam a ficar até cinco minutos em frente ao cidadão fardado! Raras foram as vezes que ouvi em menos de dois minutos: "- Bom dia, mão direita na leitora, olhe para a câmera, pode ir"!

 

Em GRU a maior vergonha fica mesmo pela falta de estrutura dos dois terminais, como já muito bem explicado na matéria. É rotina encontrar passageiros enfileirados no corredor de saída dos fingers porque a área do piso inferior já está mais do que abarrotada.

 

Agora, quer saber uma coisa que GRU tem a mais que CDG, MXP, MAD, JFK, MCO e MIA (que eu me lembre de certeza nos terminais onde operamos)? DUTY FREE! Qual é a real necessidade de se ter uma loja imensa de Duty Free ocupando área maior que a essencial à operação de chegada dos voos quando aeroportos tão ou mais importantes que GRU não as têm? Simplesmente ganhar dinheiro, e exploda-se o usuário? Se for, nem isso serve de justificativa, uma vez que EZE e SCL também têm as mesmas lojas nas mesmas áreas e eu nunca vi confusão no desembarque (não digo que não exista, apenas que nunca vi)! Não quero dizer que EZE e SCL tenham o mesmo movimento que GRU de manhã cedo, mas ao menos são mais adequados à sua necessidade.

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O maior problema de GRU foi colocado na reportagem: não foi projetado para ser o principal aeroporto... por isso é acanhado. Estive no Galeão 1 vez apenas no T2 e só pelo espaço do desembarque já dá pra sentir a diferença; principalmente nas esteiras de bagagem... um problema grave em GRU, pois as esteiras são pequenas... a que a LAN usa então (acho que é a 18) é piada, porque é "meia" esteira, já que fica grudada numa parede... caos total...

 

Ah o Duty Free... esse aí o essencial pro pessoal que tá vindo de férias... se fizer uma pesquisa é capaz do povo querer um Duty Free maior, rs... Taí uma fila e "muvuca" que o pessoal não reclama, rs...

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Esta é a mesma discussão de sempre.

 

O Brasil não pode ter o aeroporto da sua mais importante cidade junto com o hub do país. Simplesmente pelo fato da cidade não ter espaço para expansão na medida do necessário.

 

Vamos fazer o TPS3, resolvemos o problema por 2 anos, e a Infraero aceita mais 50 voos no mesmo horário.

 

Infelizmente não somos os EUA e Europa que tem a vantagem de ter um fuso horário que lhes permite receber voos de forma dividida:

 

EUA - América Latina - Manha / Europa - Tarde

Europa - America do Norte - Manha / America do Sul e Africa - Fim manha - Inicio da tarde

 

Nem temos espaço, nem temos capital.

 

Não vejo solução que não passe por dividir.

 

Reitero que não precisa ter 6 voos GRU-MIA, mas é complicado quando são 2 empresas somente operando-os.

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Nas últimas três vezes que cheguei em GRU (todas no mês passado), a imigração até que foi tranquila, mas pegar a bagagem foi uma aventura. Na três vezes minha bagagem foi retirada da esteira e tive que ficar procurando pelo aeroporto. Uma vez estava do lado da esteira. Na outra, estava jogada num canto. e na última vez, ela foi parar perto da entrada do duty free. fico revoltado em chegar em GRU às 6 da manhã e ter que ficar "caçando" a minha mala pelo saguão. Sábado agora estou desembarcando em GRU de novo, vamos ver no que vai dar....

 

Abs

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Esta é a mesma discussão de sempre.

 

O Brasil não pode ter o aeroporto da sua mais importante cidade junto com o hub do país. Simplesmente pelo fato da cidade não ter espaço para expansão na medida do necessário.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

 

Não temos que criticar o fato de o hub se localizar na mais importante cidade, até porque isso é o mais sensato do ponto de vista das operações. Temos que criticar o fato de o maior aeroporto do país não ter infra-estrutura adequada para atender à demanda.

 

Vamos fazer o TPS3, resolvemos o problema por 2 anos, e a Infraero aceita mais 50 voos no mesmo horário.

Fazemos TPS-3, terceira pista, TPS-4, quarta pista...

 

Apenas depois disso é que não haverá espaço para mais expansões.

 

Agora, se querem fazer essa expansão ou não, já é outra história. Dinheiro existe. Basta vontade política.

 

Infelizmente não somos os EUA e Europa que tem a vantagem de ter um fuso horário que lhes permite receber voos de forma dividida:

 

EUA - América Latina - Manha / Europa - Tarde

Europa - America do Norte - Manha / America do Sul e Africa - Fim manha - Inicio da tarde

Nisso eu concordo com você, mas daria pelo menos para amenizar essa nossa desvantagem melhor organizando os horários de chegada e saída dos vôos internacionais, de acordo com o continente de origem e destino, respectivamente. Por exemplo, GRU tem em cada terminal, se não me engano, 8 posições para widebodies. Pode-se atender, facilmente, mais 30 chegadas pela manhã, que é o horário mais problemático.

 

Temos, por manhã, 15 vôos chegando da Europa. O ideal é que esses vôos fossem atendidos entre 05h e 08h (sem ser horário de verão) e apenas depois disso é que os 18 vôos que vêm da América do Norte deveriam chegar. Dessa forma, todos conseguiriam fingers e as áreas de alfândega e controle de passaporte do terminal não ficariam tão saturadas, pois haveria melhor distribuição de movimento durante toda a manhã (o período crítico é até 9h)

 

 

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O que uma coisa tem a ver com a outra?

 

Não temos que criticar o fato de o hub se localizar na mais importante cidade, até porque isso é o mais sensato do ponto de vista das operações. Temos que criticar o fato de o maior aeroporto do país não ter infra-estrutura adequada para atender à demanda.

 

Tudo, não adianta colocar tudo no mesmo lugar pois você sempre vai ter o mesmo problema.

 

Fazemos TPS-3, terceira pista, TPS-4, quarta pista...

 

Com que dinheiro ? Em que espaço ?

 

Apenas depois disso é que não haverá espaço para mais expansões.

 

E vamos fazer tudo de uma vez ?

 

Agora, se querem fazer essa expansão ou não, já é outra história. Dinheiro existe. Basta vontade política.

 

Dinheiro existe ? Onde ? Desculpe mas você precisaria de R$ 1 bilhão para o terminal 3, e pelo menos mais R$ 1,5 bilhão para o terminal 4 que eu não vejo espaço para instalação.

 

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Na parte do recolhimento de malas o pessoal não ajuda também.

Ao invéz de ficar uns 1 ou 1.5 metros da esteira esperando e quando sua mala vem se aproximar e pegar, todo mundo se entulha encima da esteira antes mesmo de ela começar a funcionar.A antiga faixa vermelha no chão poderia ajudar né?!

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Dinheiro existe ? Onde ? Desculpe mas você precisaria de R$ 1 bilhão para o terminal 3, e pelo menos mais R$ 1,5 bilhão para o terminal 4

Se conseguimos 30bi para fazer olimpiadas, nao vao conseguir 1.5bi para fazer um TPS em GRU?

 

que eu não vejo espaço para instalação.

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Dinheiro existe ? Onde ? Desculpe mas você precisaria de R$ 1 bilhão para o terminal 3, e pelo menos mais R$ 1,5 bilhão para o terminal 4 que eu não vejo espaço para instalação.

 

1 bilhão de previsão, né? Pq com os corruptos da infraero, no final ia custar umas 3 vezes mais.

 

Caros estou de acordo com o LipeGIG: não adianta ficar sonhando com TPS3... TPS-4...

Quantas vezes não ficamos esperando pra decolar dentro da TMA... vinte minutos... quarenta minutos... por causa de sequenciamento?

E alguém quer me convencer que pista e TPS vai resolver o problema?

 

Tem sim é que fazer uma política REAL e EFETIVA de desenvolvimento da aviação, com mais hubs nacionais incentivados (INCENTIVO, não SUBSíDIO!!!) pelo governo, para distribuir a demanda.

O Brasil não é só Rio e SP.

 

 

 

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Na minha opinião seria interessante a Infraero liberar TAM e GOL para construirem seus próprios terminais em GRU, resolvendo alguns problemas, ja que o dinheiro viria do bolso das cias aéreas e a falta de espaço seria resolvida pois essas cias liberariam seus espaços nos atuais terminais.

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Tudo, não adianta colocar tudo no mesmo lugar pois você sempre vai ter o mesmo problema.

Se formos pensar dessa forma uma hora também vamos ter um monte de aeroportos médios super-saturados ao invés de apenas um.

 

Temos que parar com essa forma de pensar que é impossível que não tenhamos um sistema aeroportuário medíocre e ineficiente.

 

Com que dinheiro ? Em que espaço ?

Espaço existe. O que falta é vontade política para colocar os invasores dos arredores em outra área. De uma olhada nos bons projetos do Marcato e verá que GRU tem amplas condições de crescer. E isso não necessariamente seria custoso (pelo menos não mais do que não ampliar o aeroporto).

 

E dinheiro também existe. Não na Infraero propriamente dita (se bem que se GRU não sustentasse os aeroportos deficitários, até a Infraero já poderia ter transformado GRU num mega aeroporto), mas no Orçamento da União, ou na iniciativa privada (grandes empresas do setor de infra-estrutura e fundos de investimento). E temos também uma estrutura de crédito subsidiado de longo prazo extremamente eficaz, sob a figura do BNDES.

 

Basta planejamento!

 

E vamos fazer tudo de uma vez ?

Não.

 

Dinheiro existe ? Onde ? Desculpe mas você precisaria de R$ 1 bilhão para o terminal 3, e pelo menos mais R$ 1,5 bilhão para o terminal 4 que eu não vejo espaço para instalação.

Interessante...

 

Existem R$ 36 bilhões para o trem-bala, o qual tem uma viabilidade econômica extremamente duvidosa e que tem em você um grande defensor. Existem também R$ 30 bilhões para as Olimpíadas que acontecerão no Rio.

 

Mas não existem R$ 2,5 bilhões para construir dois terminais em GRU???

 

Lipe, tenho grande respeito por você e pelos seus posts, mas estou começando a achar que o seu problema é com GRU e com São Paulo... Mas é claro, se estas sofrerem limitações quem será a grande beneficiada? Rio!

 

Na minha opinião seria interessante a Infraero liberar TAM e GOL para construirem seus próprios terminais em GRU, resolvendo alguns problemas, ja que o dinheiro viria do bolso das cias aéreas e a falta de espaço seria resolvida pois essas cias liberariam seus espaços nos atuais terminais.

Aí se uma destas vai à bancarrota, ficaríamos com todas essas estruturas inutilizadas como acontece com os vários hangares e espaços nos terminais de companhias falidas país afora?

 

Acredite, isso aqui não é Estados Unidos. O que dá certo lá pode não ter o mesmo efeito aqui. Sem falar que a estrutura de capitalização das companhias aéreas americanas e daquele país nem se compara com a encontrada aqui. Verticalização ainda é cedo para a nossa aviação.

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Na minha opinião seria interessante a Infraero liberar TAM e GOL para construirem seus próprios terminais em GRU, resolvendo alguns problemas, ja que o dinheiro viria do bolso das cias aéreas e a falta de espaço seria resolvida pois essas cias liberariam seus espaços nos atuais terminais.

 

Na minha opinoao seria interesante acabar com a infrazero de vez!

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Se formos pensar dessa forma uma hora também vamos ter um monte de aeroportos médios super-saturados ao invés de apenas um.

 

Temos que parar com essa forma de pensar que é impossível que não tenhamos um sistema aeroportuário medíocre e ineficiente.

 

Da noite para o dia é impossível e não se consegue resolver o problema do Brasil por um só lugar. Simples meu caro Thiago. Não é com terminal que se resolve um problema estruturalmente muito maior.

 

Espaço existe. O que falta é vontade política para colocar os invasores dos arredores em outra área. De uma olhada nos bons projetos do Marcato e verá que GRU tem amplas condições de crescer. E isso não necessariamente seria custoso (pelo menos não mais do que não ampliar o aeroporto).

 

Infelizmente a cultura jurídica deste país fala mais alto do que a vontade política. Pode até retirar mas cada vez custa mais e mais caro.

 

E dinheiro também existe. Não na Infraero propriamente dita (se bem que se GRU não sustentasse os aeroportos deficitários, até a Infraero já poderia ter transformado GRU num mega aeroporto), mas no Orçamento da União, ou na iniciativa privada (grandes empresas do setor de infra-estrutura e fundos de investimento). E temos também uma estrutura de crédito subsidiado de longo prazo extremamente eficaz, sob a figura do BNDES.

 

Nisso concordo contigo, que se torne tudo privado como eu defendo há mais de 3 anos. Dividam os bons e ruins, façam mini concessões de 4-7 aeroportos em conjunto e ponto final.

 

Basta planejamento!

 

Este é um grande problema Brasileiro.

 

 

Interessante...

 

Existem R$ 36 bilhões para o trem-bala, o qual tem uma viabilidade econômica extremamente duvidosa e que tem em você um grande defensor. Existem também R$ 30 bilhões para as Olimpíadas que acontecerão no Rio.

 

Existem correntes no Governo que preferem que os R$ 36 bilhões sejam divididos entre os metrôs do Rio de Janeiro e São Paulo. Eu defendo o trem bala por um simples fato: não tem como continuarmos com uma ponte aérea SDU-CGH congestionando os céus das duas grandes cidades do Brasil. Em breve vamos ter decolagens a cada 15 minutos e não vamos dar conta do movimento e o que vamos fazer ?

Você cita planejamento, eu cito o trem bala como um exemplo de planejamento para a demanda de 2020/2030.

 

Mas não existem R$ 2,5 bilhões para construir dois terminais em GRU???

 

Deve existir sem dúvida, mas são os únicos aeroportos ?

Vamos lá, construiremos 2 mega terminais em GRU, uma pista extra, daí liberamos 100 voos de manhã, GRU fecha e não tem pátio em CNF, não tem pátio no GIG, não tem pátio em BSB, não tem pátio em VCP, vai ter avião alternando Cabo Frio, vai ter avião tentando a sorte em Salvador e se nada de mal ocorrer todos vão encontrar uma pista.

 

Me perdoe mas não dá pra ter um sistema centrado num aeroporto somente. Isso funciona se fossemos uma ilha de 300.000 Km2 mas somos um pais de 8,5 milhões Km2, com 65% da demanda para a Europa partindo de outros lugares, com 60% da demanda para os EUA partindo de outros lugares, com 85% da demanda de turistas se dirigindo a outros lugares.

 

Construiremos 2 mega terminais, mais uma pista, e vamos continuar direcionando milhões de pessoas que poderiam chegar mais cedo, que poderiam ter mais tempo para si.

 

Construiremos 2 mega terminais e vamos continuar perdendo milhões de turistas que veem em nosso sistema um componente de voos longos demais, de destinos inalcançáveis.

 

Lipe, tenho grande respeito por você e pelos seus posts, mas estou começando a achar que o seu problema é com GRU e com São Paulo... Mas é claro, se estas sofrerem limitações quem será a grande beneficiada? Rio!

 

Eu não tenho problema com GRU, tenho problema com concentração onde ela não precisa existir. E meus comentários vão na direção de que um mega hub causa o mesmo problema que um centro de cidade onde todos precisam passar em termos de trânsito. Congestionamento.

 

Não quero nada pro Rio que não seja necessário. Não quero ver o Rio maior que ninguém, mas quero ter o que o mercado demanda e só não tem pelo singelo fato do Rio não ter uma cia aérea de fato. Desejo Alemanha, Itália, Ásia, México, Canada, mais seviços para JFK, LHR, um mero serviço para o Oriente Médio, SCL e um serviço para a Asia.

 

No mais quero que POA tenha serviços, quero que CWB tenha serviços, quero que até BEL tenha serviço da Avianca para se ligar mais eficientemente aos EUA.

 

Quero que alguém crie um mini hub no Nordeste para que saia de lá mais serviços para América do Norte, Latina e Europa.

 

Desejo que Cuiaba e Campo Grande se liguem a Lima.

 

Desejo que Porto Alegre tenha um mero serviço diário para Santiago

 

Desejo que Confins tenha um voo non-stop a Argentina (EZE), que tenha o voo da AA diariamente para MIA e um potencial serviço para a região de Nova York.

 

Desejo que BSB tenha um voo para os EUA diário, que tenha um serviço para LIM.

 

Se isso significar menos passageiros em conexão no Rio, ótimo pois teremos um aeroporto capaz de atender bem a demanda da cidade e do estado do Rio de Janeiro.

 

Acho isso bem melhor que um mega aeroporto.

 

 

 

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