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Aviação brasileira se populariza com disputa de tarifas e 'carnê' para voar


José C. Biason

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Aviação brasileira se populariza com disputa de tarifas e 'carnê' para voar

Webjet lança parcelamento em até 12 vezes sem comprovação de renda.

 

Segundo a Anac, após subir em 2008, preço da passagem caiu neste ano.

 

Fernando Scheller Do G1, em São Paulo

 

Uma velha prática do varejo – o pagamento a perder de vista, sem comprovação de renda – chegou à aviação civil brasileira. A empresa Webjet lançou um "carnê" para quem quer voar. O passageiro vai à uma agência de viagem, escolhe a data e paga em até 12 vezes. Apesar de ter de quitar as passagens antes de viajar, o cliente garante um preço "popular", pois é um dos primeiros a reservar o assento.

 

 

 

A estratégia é mais um passo na popularização do setor aéreo brasileiro, que transportou 56,2 milhões de pessoas no ano passado, e tenta atrair uma parcela da população que viaja de ônibus. Mas a diferença entre o transporte aéreo e o terrestre no Brasil ainda é grande: segundo dados de 2007, os mais recentes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o país transportou mais de 131 milhões de pessoas nos ônibus interestaduais e internacionais naquele ano.

 

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Ministério do Turismo mostrou que o turista brasileiro que pretende começar a viajar pelo país prefere o ônibus e o carro na hora de viajar em vez do avião. Pesquisa que ouviu 2,3 mil pessoas mostrou que 40,2% dos potenciais clientes do setor de turismo pretendem viajar de ônibus, enquanto 35,5% pretendem ir de automóvel e 24,1% dizem que vão usar o transporte aéreo.

 

Preços

 

No quesito preço, o ano de 2009 marcou a volta da disputa de preços entre as companhias aéreas brasileiras. Entre os fatores citados por analistas do setor ouvidos pelo G1, a disputa pela liderança de mercado entre as empresas que dominam o mercado no país – TAM e Gol – e o início das operações da Azul, em dezembro de 2008, colaboraram para a redução do preço, após um período de reajustes.

 

Entre janeiro e setembro de 2009, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a passagem aérea custou, em média, R$ 317,26 no país; no ano passado, o valor havia sido de R$ 417,74; em 2008, porém, o valor médio havia sido mais baixo, de R$ 286,61 (veja a evolução do indicador no gráfico acima).

 

Conforme a Anac, as empresas TAM, Gol, Webjet e Azul representaram, em setembro, mais de 95% do mercado brasileiro de aviação civil. A TAM liderou, com 44,15% do total nacional, seguida de perto pela Gol (41,85%). A Webjet apareceu em terceiro, com 4,78% de participação, ao lado da Azul, com 4,68%.

 

Em análise, a Link Investimentos afirma que o mercado de aviação no Brasil ainda "engatinha" no que se refere à redução do preço das passagens. Segundo a empresa, o crescimento do setor está mais ligado ao crescimento da renda e à queda do desemprego do que a uma baixa significativa de preços. "O setor caminha para o conceito de baixo custo, mas este processo ainda está no início."

 

 

Parcelamento

 

Uma das características do mercado brasileiro, porém, é a importância do parcelamento nas vendas. A Azul parcela em seis vezes em todos os cartões de crédito – para os clientes da American Express, o prazo pode chegar a dez meses. A TAM parcela em até dez vezes, para os portadores de cartões Visa e Mastercard emitidos pelo Itaú Unibanco, com parcela mínima de R$ 45. A empresa diz que "está estudando" outras formas de parcelamento.

 

 

 

Além de aceitar cartões, a Gol lançou o cartão "Voe Fácil", que funciona como um cartão de loja de departamentos e permite a divisão do valor da viagem em até 36 vezes, com parcelas a partir de R$ 15. O pagamento dos valores é feito por boleto bancário. De acordo com a companhia, cerca de 1 milhão de pessoas já se inscreveram no programa.

 

Para o diretor de planejamento e novos negócios da Webjet, Marcelo Rodrigues, é bom que as empresas "fujam" do parcelamento apenas no cartão de crédito, especialmente se elas estiverem interessadas em atrair a classe C, que geralmente prefere viajar de ônibus. "Às vezes a pessoa não tem cartão de crédito. E mesmo que tenha, o limite é baixo e usar o cartão de crédito para comprar passagem vai deixá-la sem opção de gastar durante a viagem", explica ele.

 

 

 

Outra vantagem de atender os passageiros de "primeira viagem", segundo Rodrigues, é a redução da ociosidade dos aviões em viagens feitas no meio da semana, por exemplo. "É um passageiro que pode viajar numa quarta-feira em vez da sexta-feira. É o contrário do executivo, que não pode adiar os compromissos. Conseguimos ter 27 tarifas diferentes dentro do mesmo avião. Quem comprou com antecedência, viaja por R$ 100; quem comprou na última hora, por R$ 1.000", ressalta.

 

 

 

'Primeiro contato'

 

Pedro Janot, presidente da Azul Linhas Aéreas, diz que se preocupa também com a forma de fazer o “primeiro contato” com o passageiro que não está acostumado a viajar de avião. “É preciso aumentar a penetração, chegar onde os clientes estão [com a venda de passagens em lojas de varejo e supermercados, por exemplo]. Ainda estamos engatinhando, usando os canais tradicionais [agências] e a internet, mas vamos buscar essa capilaridade”, frisa o executivo.

 

Tanto Janot quanto Rodrigues, da Webjet, afirmam que também é necessário familiarizar os passageiros da classe C com o ambiente do aeroporto e procedimentos como o check in. A Webjet, que é ligada à operadora de turismo CVC, está distribuindo uma cartilha para as agências que vendem a opção de parcelamento sem comprovação de renda para que o cliente vá treinando o que terá de fazer no dia da viagem. “Procuramos também ter um atendimento mais informal, sem formalidade excessiva”, diz Rodrigues.

 

Apesar de a empresa oferecer lanchinhos no avião, o executivo da Webjet diz que, ao longo tempo, a tendência é que as empresas diminuam os serviços agregados ao valor da passagem aérea, como fazem as companhias de baixo custo internacionais, como a RyanAir, que tem sede em Dublin (Irlanda). “É o futuro. A empresa cobra o preço inicial da passagem e fatores como o despacho de uma bagagem extra, o serviço de bordo e a escolha do assento viram adicionais.”

 

 

 

JC. Biason

 

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Me cadastrei no "Vai Voando", plano de vendas da WebJet, e fiz uma simulação para uma viagem, em Janeiro de 2011, parcelado em 12x no boleto. 2 passageiros adultos, o trecho, CNF-SSA-CNF. O valor final ficou em R$1016,88, em 12 parcelas de R$ 84,73. Fazendo as contas, por trecho, está saindo R$254,22. Barato sim, mas acho que não vale a pena frente aos pacotes da CVC, por exemplo. Acho que deveriam dar um jeito de parcelar mais, ter parcelas menores. E, liberar todos os destinos, colocando Belo Horizonte, só posso ir para Fortaleza, Natal, Recife e Salvador.

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“É o futuro. A empresa cobra o preço inicial da passagem e fatores como o despacho de uma bagagem extra, o serviço de bordo e a escolha do assento viram adicionais.”

 

É , quando o Brasil não tiver mais uma opção de transporte aéreo decente e forem todas estilo ryanair eu faço um programa de fidelidade na Viação Cometa...

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“É o futuro. A empresa cobra o preço inicial da passagem e fatores como o despacho de uma bagagem extra, o serviço de bordo e a escolha do assento viram adicionais.”

 

É , quando o Brasil não tiver mais uma opção de transporte aéreo decente e forem todas estilo ryanair eu faço um programa de fidelidade na Viação Cometa...

 

Quem dera se o Brasil tivesse uma empresa como a Ryanair, bagagem extra já pagamos, o serviço de bordo BOB, a Gol já faz, e a escolha de assento na Azul você pode optar, os assentos lá da frente, com mais espaço pagando mais, mas tambem não deixa de ser um tipo que se paga pra sentar onde prefere.

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Quem dera se o Brasil tivesse uma empresa como a Ryanair, bagagem extra já pagamos, o serviço de bordo BOB, a Gol já faz, e a escolha de assento na Azul você pode optar, os assentos lá da frente, com mais espaço pagando mais, mas tambem não deixa de ser um tipo que se paga pra sentar onde prefere.

 

 

Se tivesse uma empresa como a Ryanair, brasileiro ia querer processar a empresa pq o assento não reclina, pq teve que pagar por um copo de água e pq teve que pagar para despachar a bagagem, mesmo tendo pago 40 reais na passagem.

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Se tivesse uma empresa como a Ryanair, brasileiro ia querer processar a empresa pq o assento não reclina, pq teve que pagar por um copo de água e pq teve que pagar para despachar a bagagem, mesmo tendo pago 40 reais na passagem.

 

Concordo!!! Quem menos paga é quem mais reclama (ao menos no Brasil)...

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Minha modesta opinião é que baixem os preços SEM REGRAS.

Permita que o pax possa ir e voltar quando bem quiser, tipo o que

BRA fazia em termos de tarifa. Hj muitos ainda entram na agencia e

pedem BRA por sua politica tarifária e vendia muito a vista.

 

Se acabarem essa regra de ida e volta obrigatoria para ter uma boa

tarifa, facilitaria bastante esse "tal acesso".

 

Nos dias atuais, quase todos possuem um cartão de crédito e isso

já um caminho muito positivo o qual, parcela sem juros.

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Minha modesta opinião é que baixem os preços SEM REGRAS.

Permita que o pax possa ir e voltar quando bem quiser, tipo o que

BRA fazia em termos de tarifa. Hj muitos ainda entram na agencia e

pedem BRA por sua politica tarifária e vendia muito a vista.

 

Se acabarem essa regra de ida e volta obrigatoria para ter uma boa

tarifa, facilitaria bastante esse "tal acesso".

 

Nos dias atuais, quase todos possuem um cartão de crédito e isso

já um caminho muito positivo o qual, parcela sem juros.

 

O que me dava mais raiva era aquela onda de ter que passar 10 dias no destino, aquilo foi a coisa mais obtusa que poderiam ter criado...

 

A Azul coloca 3 dias e pra mim é o tranquilo, pois estimula pessoas que normalmente so viajam em férias a poder aproveitar fins de semana e coisas do tipo, podendo deixar de ser um ocasional e viajar com mais habitualidade.

 

Agora bate e volta sim, podem meter a faca afinal só executivo que faz isos mesmo!

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Agora bate e volta sim, podem meter a faca afinal só executivo que faz isos mesmo!

 

E o pobre aspirante a piloto que tem que se deslocar para fazer uma caríssima banca... é executivo?

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Não tenho tempo de colocar um novo tópico agora, mas saíram os dados da ANAC relativos à Outubro, e tivemos um crescimento no mercado doméstico de passageiros de nada menos que 42,0% (!!!) contra Outubro de 2008...

 

A taxa de ocupação média da indústria foi de 72,57% - Gol e TAM parelhas com 72,76 e 72,25% respectivamente...

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