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Sata prepara fusão com a portuguesa Groundforce


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Sata prepara fusão com a portuguesa Groundforce

 

Valor Econômico SP - 22/9/2006

 

A Sata, empresa da Fundação Rubem Berta (FRB) que presta serviços de assistência em aeroportos, deve anunciar no mês que vem uma fusão com a portuguesa Groundforce. Depois de ter eliminado dois mil postos de trabalho desde maio e acumulado prejuízos, a empresa está em busca de novos contratos, inclusive com a Gol Linhas Aéreas.

 

A situação financeira da Sata agravou-se no fim do primeiro semestre deste ano, quando sua maior cliente, a Varig, deixou de pagar pelos serviços. Em conseqüência, o faturamento da empresa, que em 2005 foi de R$ 211 milhões, caiu 40%. Para cortar custos, a Sata demitiu parte dos funcionários e criou um plano de demissão incentivada (PDI). Dos seis mil funcionários, dois mil deixaram a companhia.

 

As dificuldades financeiras da Sata, no entanto, são mais antigas. No primeiro semestre do ano passado, a empresa registrou prejuízo de R$ 26 milhões. Uma nova diretoria então assumiu a empresa e consegui reduzir as perdas de 2005 para R$ 1 milhão. Nos três primeiros meses deste ano, a companhia chegou a registrar lucro, mas a crise da Varig reverteu os resultados. A companhia ainda tem passivos tributários, mas não divulga o montante.

 

Em agosto, registrando novamente prejuízos, a Sata anunciou a ampliação de uma parceria operacional com a Groundforce, que tem entre seus acionistas a TAP e a espanhola Globália. O interesse da empresa portuguesa cresceu e seus executivos devem finalizar uma auditoria na Sata na semana que vem. Segundo Paulo Pizão, presidente do conselho administrativo da companhia, a conclusão das negociações será anunciada em outubro. "O tipo de acordo ainda não está definido. Nosso maior objetivo é evitar mais demissões", afirma Pizão.

 

O presidente da Sata, Mário Mariz, afirmou ao Valor que a FRB deve vender o controle acionário da empresa à Groundforce. "Precisamos de uma aporte financeiro e um acordo pode ajudar muito." A união das duas empresas criaria a quarta maior prestadora de serviços auxiliares em aeroportos do mundo. A Groundforce tem operações na Europa, México e Marrocos.

 

A Sata é a maior empresa do segmento no Brasil. Além de fazer o carregamento de malas e cargas e a limpeza de aeronaves, presta serviço terceirizado em balcões de check-in. É a 18ª em tamanho no ranking mundial. Hoje, a maioria dos contratos de serviços da Sata são com companhias aéreas estrangeiras. A TAM, maior aérea brasileira, que poderia utilizar os serviços da empresa, tem sua própria operação de carregamento. "Estamos em conversas com a Gol e queremos ampliar operações na América do Sul", afirmou Mariz.

 

No momento, a Sata ainda precisa resolver pendências trabalhistas. A empresa está encontrando dificuldades para pagar os salários e benefícios em dia. Segundo Selma Balbino, presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, a empresa vem parcelando os salários em duas vezes desde julho e ainda está devendo o vale-refeição de agosto e parte do vale-transporte. Em agosto, cerca de 1,7 mil funcionários fizeram duas greves de 24 horas para exigir o cumprimento dos compromissos trabalhistas.

 

Ontem, dirigentes da Sata reuniram-se com os sindicatos para expor a situação da empresa e planos para o futuro. A maior parte do pessoal da Sata é composta por carregadores de malas e cargas.

 

Ontem, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) anunciou que retomará a redistribuição de 56 slots, em Congonhas. O presidente do conselho de administração da VarigLog, Marco Antonio Audi, acusou as concorrentes de estarem por trás das dificuldades da Varig em conseguir autorização da Anac para funcionar.

 

 

Abraço

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