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Cargas se acumulam nos aeroportos


-GustavoK-

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Fonte: Correio Braziliense

 

Daniel Pera/Diário de São Paulo/Ag. O Globo - 22/6/06

Crise da Varig faz VarigLog reduzir tráfego de mercadorias

 

Não é apenas nos saguões que a sobrecarga nos aeroportos preocupa a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária. Por trás dos balcões de atendimento, os terminais de carga no Brasil também precisam de investimento urgente. Em meio a estradas esburacadas, poucos trechos de ferrovias e quase nenhuma via aquaviária de peso para escoar os produtos brasileiros, o transporte aéreo de mercadorias vem ganhando espaço apesar do custo alto. A rapidez e confiabilidade nos horários de chegada do produto são as vantagens do setor, mas podem acabar comprometidas pela infra-estrutura insuficiente dos aeroportos para conseguir atender todos os passageiros e ainda dar conta da carga que entra e sai dos aviões.

 

Atualmente, a participação do setor aéreo ainda é de aproximadamente 3,5% de todo o volume de produtos movimentado em território nacional. Apesar do baixo percentual, os produtos mais caros vendidos no Brasil costumam se movimentar de avião. Esses 3,5% em volume saltam para quase 30% quando o critério de análise é o valor da carga. Por isso mesmo, a expectativa de quem escolhe a aviação como ramo para despachar suas mercadorias é que tudo chegue com segurança e rapidez no ponto de destino. Porém, o aumento da capacidade de transporte dos aviões tem pressionado a infra-estrutura limitada dos terminais de carga. Enquanto os passageiros se acumulam nas filas dos guichês de check-in, as mercadorias também se acumulam nos centros de liberação.

 

“O transporte aéreo de carga é outra loucura. Existe um problema seríssimo nos terminais de carga do Brasil”, relata o presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira. Quanto mais as aeronaves tornam-se robustas e o número de vôos aumenta, maior o problema na hora do pouso nos aeroportos. Um exemplo é o 737-800, tradicionalmente um avião de passageiros mas que, com uma turbina mais potente, é capaz de carregar de 2 a 3 toneladas de carga. “Agora imagine esse avião a cada 40 minutos pousando no aeroporto. Essas 3 toneladas que são poucas perto da capacidade de um cargueiro viram um volume enorme”, comenta Pereira.

 

O recuo da líder isolada no setor, a VarigLog, por conta dos cancelamentos de vôos internacionais feitos pela Varig neste ano acalmaram um pouco o tráfego de mercadorias. No primeiro semestre de 2006, foram transportadas 603.060 toneladas por via aérea, 7,31% do que no mesmo período de 2005. (MM)

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E olha que como disse a reportagem o tráfego de mercadorias diminuiu por causa da crise da VRG, mas imagine se agora já está assim, quando a VRG voltar ao normal, ou até mesmo outra Cia começar a utilizar mais os TECA's a situação vai ficar mais infernal ainda.

 

Enfim a conclusão que podemos chegar é que em termos de infra-estrutra aeroportuária o Brasil atualmente está uma m****.

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