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José C. Biason

Quem não lê, não Escreve.

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Quem não lê, não Escreve

 

 

Nós brasileiros, não possuímos o hábito da leitura. Não vou entrar aqui no mérito da questão de porque não se lê, incluindo altos índices de analfabetismo, mas a questão é que entre os alfabetizados o prazer de ler parece não ser um traço presente em nossa cultura.

 

Sou palestrante e instrutora e nas formações gerenciais que ministro, meus alunos tem a tarefa de casa que é ler um livro por mês e produzir um pequeno texto. No primeiro módulo é sempre a mesma choradeira de gente reclamando que não possui tempo para ler, o que sabemos ser uma falácia, pois a administração do tempo passa por estabelecer prioridades. Na verdade, o que está por traz do protesto de meus alunos é a falta do hábito da leitura, que via de regra é associada à obrigação e desprazer.

 

Quando questiono meus alunos, todos gestores, a maioria de alto escalão de grandes empresas, quantos livros lêem por ano, não é raro obter como resposta a informação de que o último livro que leram faz mais de 10 anos, provavelmente na época da Faculdade, porque não foi possível se livrar da tarefa.

 

Leitura é hábito que precisa ser instalado o mais cedo possível, preferencialmente ainda na infância, mas se as famílias falharam nesse papel, por descaso ou desconhecimento, cabe à escola suprir a lacuna que ficou na formação do aluno. Quem lê mais, escreve melhor, concatena idéias, adquire fluência verbal e argúcia mental, ampliando seus horizontes e a visão de mundo.

 

Agradeço a Deus porque tive a sorte de ter tido pais espetaculares, que embora possuíssem baixa escolaridade, compreendiam que precisavam construir um mundo diferente para mim, onde o saber seria sempre muito bem vindo. Desde que eu tinha meses de vida meu pai me colocava no colo para ler historinhas infantis, muitas vezes gibis da Mônica e Cebolinha, o que me fez crescer achando a leitura uma saborosa aventura. Lembro de minha mãe, quando eu possuía cinco anos de idade, brincando de escolinha comigo. Ela se dava ao trabalho de sentar minhas bonecas em cadeiras ao meu lado, em volta da mesa, todas com cadernos e canetas, para aprender a ler e escrever. Como conseqüência, adoro ler e estudar, e faço isso inclusive como lazer. Nas minhas férias escolho livros que não sejam técnicos: romances, livros de ficção, pouco importa. Sei que não terão utilidade profissional, mas naquele momento só quero relaxar e me distrair. E quando estou muito estressada e quero dar um tempo na loucura do dia a dia, recorro aos meus velhos gibis do Maurício de Souza, agora na versão "mangá", contando as aventuras da Mônica Jovem (e eu que pensei que ela jamais beijaria na boca!).

 

E como aprendemos pelo exemplo, sem me dar conta estou fazendo o mesmo por meus três filhos. O mais velho de 18 anos, cursando a faculdade de Administração, lê porque precisa, porque gosta e simplesmente por puro prazer. A do meio, com 10 anos de idade, em datas como aniversário ou dia das crianças dispensa roupas ou brinquedos como opções de presentes, e sua escolha é sempre livros. A caçula, com 5 anos ainda não aprendeu a ler, mas já tem uma lista enorme de livros que deseja assim que estiver dominando o mundo das letras! Acredito que estou oferecendo para os meus filhos, o legado mais precioso que posso deixar: o prazer pela leitura.

 

Recentemente, tive a oportunidade de colaborar com um lindo projeto da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) denominado "Quem não lê, não escreve", onde os alunos são estimulados a ler um livro por semestre, escolhido em consenso por eles, cujo tema sempre trata de assuntos que serão úteis para suas vidas, e não mais um livro daquela lista interminável que terão que dar conta durante a faculdade por pura obrigação, fiquei fascinada! Percebi o embrião que estava sendo implantado nas mentes e corações dos alunos, mostrando a eles o quanto um livro pode abrir caminhos, oferecer novas possibilidades e auxiliar na construção do pensamento.

 

O que o projeto faz, de maneira criativa e envolvente, é dar conta de cumprir o verdadeiro papel das instituições de ensino, que é ensinar a pensar e oferecer o gosto pela leitura como ferramenta para que o aluno se prepare para o mercado de trabalho. Mais importante do que repassar conhecimentos é ensinar a refletir criticamente sobre as inúmeras verdades e instalar o espírito curioso, mostrando onde o conhecimento já construído está disponível. O restante, o aluno fará por conta própria, inclusive observando o mundo que o cerca e transformando-o a partir da formulação de novos conhecimentos.

 

E você, o que tem feito para disseminar o hábito de leitura em sua casa e ambiente de trabalho? Acredito que o melhor caminho é influenciar pelo exemplo. Então, corra! Escolha um bom livro e comece hoje!

 

Márcia Luz

 

Sócia Presidente da Plenitude Soluções Empresarias

 

Psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt Terapia, mestre em Engenharia de Produção.

 

 

JC. Biason

 

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Olha, sem falsa modéstia, mas eu acho que sou um ponto fora da curva.

Eu gosto de ler bastante. fico o dia inteiro procurando informação pra ler.

Quando eu era criança, ganhava livros e livros e acredito que isto fez eu criar o gosto por ler e entender muitas coisas.

Fiz uma triste constatação quando dei aula por quase três anos: A maioria dos alunos não sabia interpretar um texto simples.

Pior era na hora das avaliações, onde não se conseguia entender o que a questão pedia. Chegava a ser frustrante você ficar horas preparando uma questão para que ela fosse de fácil compreensão e um mmonte de aluno ficar perguntando: "Professor, voce ta pedindo isso?". Minha resposta não podia ser outra além de : "Interpretação de texto faz parte da prova".

Sei que muitos odiavam ouvir isso, mas acredito que ajudei-os forçando a aprender a pescar ao invés de dar o peixe na boca.

 

Chega, já escrevi muita bobagem. :thumbsup:

 

 

PS: Erros de digitação podem ter sido causados por embriaguês, sono ou sede, não necessariamente nesta mesma ordem. :macumba:

 

 

PS do PS:

 

Resumo:

 

"Escreveu, não leu? O pau comeu!"

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Leitura no Brasil é sinônimo de ser Nerd (em tom pejorativo, principalmente entre os adolescentes, que pior que na minha época (nossa to ficando velho) hoje em dia estão ainda mais superficíais...

 

Eu adoro ler jornal (papel mesmo), revistinha em quadrinho (Disney principalmente). Onde for na minha casa, tem alguma revistinha (banheiro, cozinha, quarto, sala)... Com o advento do Smartphone eu passei a ficar viciado em RSS.

 

Trânsito parar = pegar algo pra ler (quando dá)

 

Se vou fazer um voo, nacional = comprar Veja/Época/Super Interessante ou alguma outra revista... Se for voo internacional, é certeza que vai um livro novinho junto.

 

Ir em Shopping e não passar na Saraiva MegaStore é um pecado... Quando estava melhor de grana era muito, mas muito difícil não sair de lá com algum livro, DVD... Em média eu leio de 6 a 8 livros/ano.. acho pouco...

 

Leitura é um hábito... e depois que pega, não dá para ficar sem não...

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Desde que fui alfabetizado fui incentivado a ler; inclusive aprendi a ler/escrever antes de entrar na escola, brincando de "escolinha" em casa com minha irmã. Minha mãe é uma devoradora de livros, lendo em média 3 livros de +300 páginas por mês, fora o outro hobby dela que é palavras cruzadas. E eu não falo dessas "Coquetel", e sim de uma chamada "A Recreativa", que é ainda mais difícil do que o nível mais elevado das Coquetel. Essas daí eu nem me atrevo. :cutuca:

 

Mas vou dizer que ler depende muito do meu momento. Meu hábito vai e vem. Já fui muito mais ávido quando era mais novo. Sempre com um livro do lado. Hoje em dia ando mais relaxado, lendo geralmente revistas ou artigos. Até mês passado acabei terminando de ler um livro chamado "O Símbolo Perdido", de Dan Brown, e atualmente estou lendo a biografia do Mao Tse-tung, em "Mao: a história desconhecida". Para eu não interromper a leitura, o tema tem que me chamar muito atenção, senão acabo frustrando e deixando o livro de canto.

 

Espero poder manter pelo menos esse restinho de gosto pela leitura.

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Ler ou não Ser... Eis a questão...

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Eu me orgulho em dizer que estou acima da média mundial em leituras, com uma média de 20 livros/ano... e que so no mês de janeiro li 5 livros.

 

Agora com o retorno da faculdade, não tenho lido por prazer, mas estou com 3 livros técnicos da biblioteca e escrevendo o TCC (o que significa artigos e mais artigos para ler).

 

Para as férias de meio de ano, espero o lançamento do 5o livro da série Cronicas Saxônicas de Bernard Cornwelll, previsto para o começo de maio e com certeza será o presente que me darei de aniversário.

 

O hábito da leitura foi influenciado pela minha mãe e minha avó... nunca fui fã de histórias em quadrinhos, preferindo os livros sem figuras.

 

Agora o meu irmão é uma decepção, está há quase 2 anos com um livro meu de 200 páginas e tem preguiça de terminar.

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Leitura no Brasil é sinônimo de ser Nerd....

 

E como disse o Bill Gates:

 

Cuide bem dos nerds de sua sala de aula, provavelmente você ira trabalhar para um deles....

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Ler ou não Ser... Eis a questão...

 

 

caraca......mandou Mills.... :ohyes:

 

meus alunos não gostam de ler, gostam de ver tv!!! a leitura é importnate pq ela te força a imaginar, algo que a tv e o cinema, com a imagem na sua cara, não produzem. e sem imaginação o ser humano não desenvolve a capacidade de fantasiar...essa falat de vida fantasmática é que produz hj em dia uma população completamente bruta intelectualamente...elas não conseguem articular A com B não conseguem visualizar os problemas globais acarretados por quest~eos particulares. uma pena, mas enquanto a tv reinar, os pais não forçarem seus filhos a ler e os governos não pagarem um salário decente que nãos eja R$ 652,10 que recebo no Estado do Rio, termeos muita violência, miséria, fome, sub-empregos e uma falta absurda de profissionais qualificados formados no Brasil...como é o caso de profissão de engenheiro..uma vergonha...mas vamos lá..a copa ta aí..pra que falar disso.. rsrsrsrs....

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É..a leitura diferencia.

Tenho um irmão que desde que me lembro de tenra idade era grudado em livros; não consigo me lembrar dele

sem estar com um ou dois livros sendo lidos ao mesmo tempo. Embora eu temha tido um pouco o habito da leitura a diferença

entre nós sempre foi gritante. O nivel cultural, global, dele sempre foi estupendo e por consequencia o seu nivel de assimilação

de como o mundo gira economicamente, politicamente, socialmente, e o tches a quatro...

 

Tornou-se um mega hiper fodastico empresario....ganha milhões de doletas...nem tenho ideia...mas o cabra tem empresas pelo mundo

inteiro....

 

Mas ai a complexidade traz um ponto estranho, de tanta informação ele não mais consegue aliar-se a o mundo dito normal, não de

pessoas sem absolutamente informação, mas de quem não tenha absoluta informação.....a convivencia torna-se dificil; não para eu que

sou seu bró mas para o que mais o cerca. Perdeu-se a possibilidade de ter prazer em coisas "futeis" como rir por bobagem, falar mer*da,

encher a acara e dar risada, etc...

 

Da minha convivencia com ele reitiro a experiencia que a cultura vive perigosamete com a frieza na analise de fatos do dia a dia, com a

piada, com o humor...

 

Chega a um ponto onde a relação fica tensa

 

O ponto de equilibrio é mais fino do que lamina de navalha.

 

Xiiimmmmmmm..pronto....to pirando....mas hoje é sabadão...antes do jogo do Brasil !!!!! cerva na cabeção!!!!!

 

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Para falar a verdade as vezes tenho até medo de escrever nesse fórum. Moro nos EUA a 15 anos (10 anos de idade) meu português esta bem fora de padrão. No meu primeiro post no fórum já me xingaram :rolleyes:

 

Bom, estou tentando ler bastante em português pois concordo que ira me ajudar em escrever e falar melhor, talvez até perder o sotaque de gringo!

 

Alguém recomenda um bom livro de gramática?

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Para falar a verdade as vezes tenho até medo de escrever nesse fórum. Moro nos EUA a 15 anos (10 anos de idade) meu português esta bem fora de padrão. No meu primeiro post no fórum já me xingaram :rolleyes:

 

Bom, estou tentando ler bastante em português pois concordo que ira me ajudar em escrever e falar melhor, talvez até perder o sotaque de gringo!

 

Alguém recomenda um bom livro de gramática?

 

Pelo forma que escreveu esta indo na direção perfeita ! portugues nota 10 ! :thumbsup:

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O problema da leitura nasce nas escolas.

É SÉRIO.

 

nada contra livros classicos da literatura brasileira, mas as escolas brasileiras escolhem livros PÉSSIMOS para leitura infantil (8-12 anos) e piora cada vez mais que se passa de ano, com livros voltados as faculdades federais do estado. Isso sem contar a obrigatoriedade da leitura de tais livros.

 

eu digo sem nenhuma vergonha. Eu criei paixão pela leitura após encarar a trilogia O Senhor dos Anéis (com muito sacrificio e pulando os capitulos descritivos). Depois descobri os livros do Stephen King. Atualmente gosto muito dos livros de investigações e guerra (quando esta é narrada pelos soldados).

Leio semanalmente revistas, leio MUITA revista em quadrinho (Marvel, Vertigo...) e revistas de "cultura inutil" (S.I. e Galileu). Porém, leio menos que gostaria e deveria.

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Quem não lê, não Escreve

 

 

Nós brasileiros, não possuímos o hábito da leitura. Não vou entrar aqui no mérito da questão de porque não se lê, incluindo altos índices de analfabetismo, mas a questão é que entre os alfabetizados o prazer de ler parece não ser um traço presente em nossa cultura.

 

Sou palestrante e instrutora e nas formações gerenciais que ministro, meus alunos tem a tarefa de casa que é ler um livro por mês e produzir um pequeno texto. No primeiro módulo é sempre a mesma choradeira de gente reclamando que não possui tempo para ler, o que sabemos ser uma falácia, pois a administração do tempo passa por estabelecer prioridades. Na verdade, o que está por traz do protesto de meus alunos é a falta do hábito da leitura, que via de regra é associada à obrigação e desprazer.

 

Quando questiono meus alunos, todos gestores, a maioria de alto escalão de grandes empresas, quantos livros lêem por ano, não é raro obter como resposta a informação de que o último livro que leram faz mais de 10 anos, provavelmente na época da Faculdade, porque não foi possível se livrar da tarefa.

 

Leitura é hábito que precisa ser instalado o mais cedo possível, preferencialmente ainda na infância, mas se as famílias falharam nesse papel, por descaso ou desconhecimento, cabe à escola suprir a lacuna que ficou na formação do aluno. Quem lê mais, escreve melhor, concatena idéias, adquire fluência verbal e argúcia mental, ampliando seus horizontes e a visão de mundo.

 

Agradeço a Deus porque tive a sorte de ter tido pais espetaculares, que embora possuíssem baixa escolaridade, compreendiam que precisavam construir um mundo diferente para mim, onde o saber seria sempre muito bem vindo. Desde que eu tinha meses de vida meu pai me colocava no colo para ler historinhas infantis, muitas vezes gibis da Mônica e Cebolinha, o que me fez crescer achando a leitura uma saborosa aventura. Lembro de minha mãe, quando eu possuía cinco anos de idade, brincando de escolinha comigo. Ela se dava ao trabalho de sentar minhas bonecas em cadeiras ao meu lado, em volta da mesa, todas com cadernos e canetas, para aprender a ler e escrever. Como conseqüência, adoro ler e estudar, e faço isso inclusive como lazer. Nas minhas férias escolho livros que não sejam técnicos: romances, livros de ficção, pouco importa. Sei que não terão utilidade profissional, mas naquele momento só quero relaxar e me distrair. E quando estou muito estressada e quero dar um tempo na loucura do dia a dia, recorro aos meus velhos gibis do Maurício de Souza, agora na versão "mangá", contando as aventuras da Mônica Jovem (e eu que pensei que ela jamais beijaria na boca!).

 

E como aprendemos pelo exemplo, sem me dar conta estou fazendo o mesmo por meus três filhos. O mais velho de 18 anos, cursando a faculdade de Administração, lê porque precisa, porque gosta e simplesmente por puro prazer. A do meio, com 10 anos de idade, em datas como aniversário ou dia das crianças dispensa roupas ou brinquedos como opções de presentes, e sua escolha é sempre livros. A caçula, com 5 anos ainda não aprendeu a ler, mas já tem uma lista enorme de livros que deseja assim que estiver dominando o mundo das letras! Acredito que estou oferecendo para os meus filhos, o legado mais precioso que posso deixar: o prazer pela leitura.

 

Recentemente, tive a oportunidade de colaborar com um lindo projeto da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) denominado "Quem não lê, não escreve", onde os alunos são estimulados a ler um livro por semestre, escolhido em consenso por eles, cujo tema sempre trata de assuntos que serão úteis para suas vidas, e não mais um livro daquela lista interminável que terão que dar conta durante a faculdade por pura obrigação, fiquei fascinada! Percebi o embrião que estava sendo implantado nas mentes e corações dos alunos, mostrando a eles o quanto um livro pode abrir caminhos, oferecer novas possibilidades e auxiliar na construção do pensamento.

 

O que o projeto faz, de maneira criativa e envolvente, é dar conta de cumprir o verdadeiro papel das instituições de ensino, que é ensinar a pensar e oferecer o gosto pela leitura como ferramenta para que o aluno se prepare para o mercado de trabalho. Mais importante do que repassar conhecimentos é ensinar a refletir criticamente sobre as inúmeras verdades e instalar o espírito curioso, mostrando onde o conhecimento já construído está disponível. O restante, o aluno fará por conta própria, inclusive observando o mundo que o cerca e transformando-o a partir da formulação de novos conhecimentos.

 

E você, o que tem feito para disseminar o hábito de leitura em sua casa e ambiente de trabalho? Acredito que o melhor caminho é influenciar pelo exemplo. Então, corra! Escolha um bom livro e comece hoje!

 

Márcia Luz

 

Sócia Presidente da Plenitude Soluções Empresarias

 

Psicóloga, pós-graduada em Administração de Recursos Humanos, especializada em Gestalt Terapia, mestre em Engenharia de Produção.

 

 

JC. Biason

 

Parabéns Biason, .....sem comentários!

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Belas palavras, dona Márcia (by Biason)

 

Boas verdades aí!

 

Lembrei o meu caso, frente à leitura de um livro:

 

Até uns 12 anos, mais ou menos, só estorinhas, gibis e tal...pra que livros? Que chatice, enfrentar aquele montão de letras, páginas pra caramba, sem "figurinhas", nada, que perda de tempo, que babaquice...

 

Sempre que me foi solicitado na escola algum trabalho que envolvia a leitura de um livro, dava um jeito, procurava (não havia internet, pasmem!) em livrarias e, disfarçadamente, lia só as orelhas dos livros, os comentários iniciais, prólogos e algumas páginas aleatoriamente. Confesso meu pecado.

 

Ocorre que um dia o professor, inclusive pai de um amigo meu de então, passou um trabalho sobre o livro São Bernardo, de Graciliano Ramos. Matreiro que só, montou uma estrutura para a tarefa que não haveria forma de o aluno se safar, a não ser pela leitura total da obra! Caramba, mifu!

 

Não tendo saída, enfrentei a fera e fui fazendo o trabalho. Era para ser estudado capítulo a capítulo, praticamente página a página, para se ter a correta noção e fazer cada etapa do trabalho, Saco, saco...mas fiz, como todos os outros colegas, por dever, não por prazer.

 

Fiquei com a estoria do livro na cabeça, algo estranho...

 

Não deu outra: nas férias seguintes, retirei novamente o livro na biblioteca e relí a obra, ou melhor, dessa vez eu lí, de vagar, saboreando cada personagem, já então meus conhecidos pelo trabalho de Português...Resultado, devorei o livro de uma só vez, praticamente não parei sequer para almoçar! Minha mãe deve ter achado estranho, mas sabia o que era aquela sensação. Ela, apesar de ter feito apenas até a quarta série (por pobreza extrema, necessidade de trabalhar para sobreviver), adorava leitura. Tanto que chegou a escrever alguns livrinhos, quase todos autobiográficos, além de poesias premiadas na terceira idade.

 

Hoje perdi um pouco o hábito de devorar livros, mas ainda leio bem mais que a média nacional.

 

Foi o melhor vírus que peguei na vida, inoculado por aquele sábio professor. Obrigado, professor Carlos, obrigado!

 

Bem, o tema é ler/escrever...soltei o verbo.

 

Fui

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O meu caso foi parecido com a da Márcia, quando era criança meu gosto por leitura veio dos gibis da turma da mônica que meus pais assinavam, junto, claro com as Flap internacional que meu pai comprava pra mim nas infinitas vezes que íamos ver aviões em GRU. Hoje em dia peguei o hábito de comprar Pocketbooks no Sebo do Messias, na praça João Mendes, aqui em Sampa, e fica a dica pra quem está precisando melhorar no Inglês: Já faz cerca de 5 anos que compro livros em inglês lá, como gosto muito de livros sobre a segunda guerra, compro vários sobre o assunto, na maioria obras de ficção como "The Eagle has landed" "Catch 22" (meu favorito) "Battle cry" etc. No momento estou lendo "Once an Eagle" de Anton Myrer, mas dei uma parada porque preciso ir no oftalmo pois estou frequentemente tendo dores de cabeça e suspeito que preciso de óculos de leitura

 

abraços

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Muito bom o testo da Márcia.

No meu caso, desde os 6-7 anos fui estimulado pelos meus pais, sempre comprava semanalmente revistas em quadrinhos, manual do escoteiro mirim (quem lembra disso? Estamos ficando velhos :rofl: Depois passei para revistas tipo Superinteressante, Quatro Rodas, etc...

Não consigo parar de ler, leio de tudo, Arquitetura e Construção à Veja. Dá uma agonia ficar sem saber o que acontece no mundo. Hoje meus costume são revistas e livros.

Tem quem ache nerd. Mas é a mais pura verdade que quem não lê, não escreve.

E por conta disso, de agora estarmos passando por uma geração que não lê, estamos vendo uma aberração gramatical atrás outra. Concordância? Pra que verbal ou nominal? Eu DISCORDO

Por conta dessas e outras, que hoje o idioma que se escreve é o "internetês".

 

http://img50.imageshack.us/img50/3888/internetes1n.jpg

 

Usar, sim. Mas sem excessos, sem seu uso em textos mais formais, que requeiram mais seriedade.

 

Outra, por conta desse desestímulo à leitura, do fato que o nosso prezidenti não estudou, não lê, não fala um idioma estrangeiro, mal o Português, é algo admirado, onde se acha gente que pensa que "se ele não estudou e virou presidente, eu posso também".

 

E com isso continuamos vivendo e vendo aberrações dignas de estarem no Jô Soares, como uma que presenciei, onde um estudante prestando vestibular para Direito, o tema era sustentabilidade. Acreditem que o dito cujo no decorrer do texto falou sobre a "reciclagem das placas tectônicas".

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Também estou na luta para fazer meu filho de 10 anos aprender a gostar de livros. É uma briga grande com um tal de MSN e Webcam...

E quando vejo ele digitando palavras no tal internetês, aí eu ficou muito nervoso, exaltado e falo as vezes coisas que ele nem entende.

Enfim, aprendi a gostar dos livros também através de gibis da Turma da Mônica que a minha tia me dava. Peguei gosto pela coisa.

Hoje não consigo imaginar minha vida sem livros, adoro ler! Esse é o meu hobby predileto, ler (sem compromisso, de preferência).

Trabalho como instrutor em uma escola de aviação, e se os alunos gostassem de ler, me ajudarim muito!

 

Grato pela matéria, foi muito legal poder compartilhar aqui a experiência de todos e o texto da matéria, vai por e-mail pro meu filho! :thumbsup:

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O problema da leitura nasce nas escolas.

É SÉRIO.

 

nada contra livros classicos da literatura brasileira, mas as escolas brasileiras escolhem livros PÉSSIMOS para leitura infantil (8-12 anos) e piora cada vez mais que se passa de ano, com livros voltados as faculdades federais do estado. Isso sem contar a obrigatoriedade da leitura de tais livros.

 

Nunca gostei dos livros dados na escola pública, sempre escolhem titulos clássicos.

 

Titulos classicos = Portugues mais rebuscado = palavras complexas cujo significado e uso não são comuns = maior dificuldade de entendimento = desestimulo à leitura

 

Durante o primário estudei numa escola particular, os livros cobrados nessa época eram os da série vaga-lume da Editora Ática e a série Draculinha da FTD... voltados para o publico infanto-juvenil, com uma linguagem mais simples e temas mais interessantes para crianças de 12 anos... sem falar que tinha um professor de ciências que era apaixonado por aviação como eu... todas os dias que tinha aula com ele passava o intervalo na porta da sala dos professores com Aero Magazines e Flaps conversando com ele.

 

Quando mudei para o ensino publico (na 6a série), já era um devorador de livros... e conseguia entender os titulos clássicos cobrados por lá... mas ainda nâo achava interessante pois não entendia a época de Machado de Assis, Lima Barreto e outros autores lusófonos classicos(sec XIX e inicio do XX).

 

Até hoje há um livro do colegio que nao tive paciencia de terminar de Ler... Triste Fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto - 1911).

 

Atualmente leio bastantes livros sobre história (medievalismo e guerras), criaturas fantásticas, vampiros (que não brilham) e obviamente aviação.

 

Minha biblioteca é basicamente composta de Andre Vianco, Anne Rice, Arthur Conan Doyle, Bernard Cornwell, Edgard Alan Poe, Neil Gaiman e Stephen King,

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