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Para especialistas, acidente aéreo não afeta o bom momento do setor


-GustavoK-

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Fonte: Estadão Online

 

 

A percepção de quem acompanha o setor de aviação civil é de que a tendência positiva para o segmento se mantém

 

Beth Moreira

 

SÃO PAULO - O acidente com o Boeing 737-800 da Gol e o jato Legacy, fabricado pela Embraer, ocorrido na última sexta-feira, dia 29, não deve impactar o mercado de aviação civil no Brasil, segundo especialistas consultados pela Agência Estado. A percepção de quem acompanha o setor é de que a tendência positiva para o segmento se mantém.

 

O especialista em aviação e sócio da consultoria Bain & Co., André Castellini, mantém a previsão de crescimento para o mercado de aviação entre 13% e 15% em 2006, e entre 9% e 12% para 2007. Na opinião do consultor, apesar de trágico, esse tipo de acidente não impacta a demanda pelo transporte e nem a companhia aérea envolvida no desastre.

 

Segundo Castellini, o posicionamento da Gol em relação ao ocorrido tem sido muito correto, o que é positivo tanto para a empresa quanto para o setor. "Eles estão demonstrando as melhores práticas em relação a esse tipo de ocorrência e não devem perder market share para concorrentes", avalia.

 

Para a analista de aviação da Tendências Consultoria, Amarílis Romano, pode ser até que em um primeiro momento a demanda pelo transporte aéreo sofra uma redução - o que não deverá afetar as boas perspectivas do setor neste ano. "O apelo econômico desse tipo de transporte é muito grande", destaca.

 

Segundo a especialista, o acidente mostrou para a população em geral que as rotas aéreas são muito bem monitoradas no Brasil, o que pode mudar, de maneira positiva, a percepção da população em relação a segurança do modal. "Foi uma fatalidade", avalia.

 

A expectativa de Romano é de que a demanda doméstica do segmento de aviação (passageiros por quilômetros pagos) repita neste ano o crescimento visto em 2005, evoluindo cerca de 12,5%, podendo até superar esse patamar.

 

A opinião dos especialistas, de que o mercado de aviação não será afetado, é compartilhada pela presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino. "Tenho certeza absoluta que o transporte aéreo ainda é o mais seguro. O que ocorreu foi uma fatalidade", afirma. A sindicalista ressalta que está no setor há 24 anos e que o choque entre duas aeronaves é uma ocorrência extremamente rara.

 

Selma estima ainda que, com a saída da aeronave da Gol, que fazia em média oito vôos diários, mais de 1 mil pessoas deixarão de ser transportadas todos os dias. "Mas logo esse espaço deverá ser recuperado", afirma.

 

Outro especialista, que preferiu não se identificar, destaca que as condições do acidente com o avião da Gol e o jato de fabricação da Embraer são muito especiais, já que eram duas aeronaves novas e de última geração. "Além disso, a Gol tem uma imagem pública muito boa, por isso o impacto sobre o tráfego deverá ser mínimo", avalia.

 

O especialista destaca ainda que a Gol é uma empresa com reputação de fazer boas manutenções e oferecer um bom programa de treinamento aos seus pilotos, além de contar com uma frota nova. "Claro que houve falha, que pode ser do equipamento ou do piloto, mas está claro que não é da empresa", afirma.

 

Segundo os últimos dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o setor transportou em agosto de 2006 o equivalente a 3,275 bilhões de passageiros por quilômetro pagos (PAX km TR), com aumento de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano passado.

 

Conforme dados da Infraero, 59,693 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos brasileiros entre janeiro e agosto de 2006, o que representa um crescimento de 10,3% sobre o mesmo período de 2005. Durante todo o ano passado, foram 83,483 milhões de pessoas transportadas pelo modal aéreo.

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