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Correios e a aviação estatal!


Mello

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Valor Econômico

Companhia aérea da ECT depende de Lula

Ministérios das Comunicações já aprovou a criação do braço de logística que terá sócio privado

André Borges, de Brasília

22/07/2010

 

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está com um projeto finalizado nas mãos para montar sua própria empresa aérea voltada ao transporte de carga. Com valor total estimado em US$ 400 milhões, o plano dos Correios inclui a aquisição de uma frota de 13 aviões usados do porte de um Boeing 757, com preço médio de US$ 30 milhões por aeronave. A ideia é os Correios recorrerem a apoio financeiro do BNDES.

 

Para ser dono do negócio, a ECT vai montar uma subsidiária de logística em parceria com um sócio do setor privado. No plano original dos Correios, enviado há alguns meses ao Ministério das Comunicações (MC) e ao Executivo, a ideia era transformar a estatal em uma sociedade anônima (SA), mas essa opção já foi descartada.

 

"Desistimos dessa opção. Houve rejeição dos sindicalistas, que temiam perder a estabilidade dos funcionários, mas eles não entenderam qual era a nossa proposta, acharam que iríamos abrir capital em bolsa, o que não é a intenção", disse ao Valor o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio.

 

O projeto atual é manter os Correios 100% estatal, mas com participação em uma empresa de logística aérea. Na operação, a ECT quer ser o sócio minoritário, com uma fatia de 49%. O parceiro - uma companhia aérea ou um consórcio de aéreas - fica com 51%. O sucesso do negócio, segundo Custódio, depende do sinal verde do MC e do Executivo. O governo deve publicar uma Medida Provisória que permita aos Correios montar a subsidiária. Pelo modelo atual, a ECT não tem autorização para isso.

 

José Artur Filardi, ministro das Comunicações, diz que o aval do MC está dado. "Esse é o caminho viável para dar condições aos Correios de concorrerem de igual para igual com os outros", disse Filardi. "O que se aguarda agora é a palavra final da Presidência [da República]." Ou seja, a decisão está nas mãos do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

 

Atualmente, a ECT gasta R$ 350 milhões por ano com o aluguel de aeronaves. A frota, que pertence a empresas como Airbrasil, Beta, NTA e Rio, soma nove aviões de médio e grande porte. Nas regiões Norte e Nordeste, a distribuição dos Correios se apoia em mais oito aeronaves pequenas. Boa parte dos aviões usados, segundo Custódio, são antigos e consomem muito combustível.

 

Outro problema é que cada contrato com fornecedor está limitado a uma determinada rota e horário. "Hoje temos uma média de 12 horas de transporte aéreo diário", diz Carlos Henrique Custódio. "Com nossos próprios aviões, teremos quase 24 horas de voo, com um mínimo de interrupção."

 

No projeto dos Correios está a proposta de comprar aeronaves que tenham cerca de 15 anos de voo, usadas por passageiros, para então adequa-las ao transporte de cargas. "Temos de deixar de ser os Correios para nos tornarmos uma empresa de logística", diz Custódio. "Hoje usamos um modelo de transporte aéreo que atende, mas que tem riscos e limita a expansão dos serviços."

 

A reestruturação dos Correios tem sido cobrada insistentemente pelo presidente Lula. No início do ano, a ECT enfrentou uma forte crise em seu transporte de cargas depois que, repentinamente, uma série de aeronovaes deixou de voar. Custódio reconhece a gravidade do problema, mas afirma que boa parte de sua causa deve-se à lentidão para fazer novas contratações.

 

Nos últimos meses, a ECT tem sido alvo constante de reclamações sobre atrasos. Em meio à pressão que paira sobre a empresa, chegou a ser cogitada a troca de toda a sua diretoria, o que não ocorreu. Na semana passada, o governo exonerou Marco Antonio Oliveira, que ocupava a diretoria de operações dos Correios. As dificuldades atuais da estatal incluem ainda a necessidade de resolver a situação dos contratos com 1,5 mil franqueados, que foram licenciados sem licitação (ver abaixo).

 

Enquanto tenta resolver seus problemas internos, a ECT vê crescer o apetite da concorrência. Na área de logística, multinacionais como FedEex, DHL e UPS têm ampliado regularmente suas operações no país, sem contar o peso de empresas nacionais como Cometa, TAM Cargo, TNT e VarigLog. "Não é uma equação simples. Hoje empresas como FedEx e DHL têm 500 aviões cada. No Brasil, nós temos mais de 2 mil concorrentes", diz Custódio. Com o monopólio do transporte de cartas e informes bancários, os Correios tentam se mexer para crescer no transporte de encomendas. "Hoje temos 35% do mercado de entrega expressa. Em cidades como Rio e São Paulo, os 'motoboys' são os grandes concorrentes."

 

As mudanças na ECT, diz o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, são vitais para o sucesso da operação, mas é preciso lembrar que não acontecem de uma hora para a outra. "Não é só a publicação da MP que vai resolver os problemas. As coisas não mudam da noite para o dia."

 

Pelas projeções dos Correios, a subsidiária de logística aérea da empresa tem condições de operar em um ano, a partir do momento em que o governo bater o martelo.

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...o plano dos Correios inclui a aquisição de uma frota de 13 aviões usados do porte de um Boeing 757, com preço médio de US$ 30 milhões por aeronave. A ideia é os Correios recorrerem a apoio financeiro do BNDES.
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Outro problema é que cada contrato com fornecedor está limitado a uma determinada rota e horário. "Hoje temos uma média de 12 horas de transporte aéreo diário", diz Carlos Henrique Custódio. "Com nossos próprios aviões, teremos quase 24 horas de voo, com um mínimo de interrupção."

:suicide_anim:

 

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Outro problema é que cada contrato com fornecedor está limitado a uma determinada rota e horário. "Hoje temos uma média de 12 horas de transporte aéreo diário", diz Carlos Henrique Custódio. "Com nossos próprios aviões, teremos quase 24 horas de voo, com um mínimo de interrupção."

 

 

E faz manutenção voando, né! :facepalm:

 

Segundo um amigo meu que trabalha nos Correios, ele já ouviu essa conversa por lá, mas é muito difícil que isso saia do papel (felizmente).

 

Abraço :thumbsup:

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se sair do papel, vão abrir concurso pra piloto, dai poderemos ter pelo menos uma opção para voar, ter todos os beneficios do funcionalismo público federal, será a ultima coca cola do deserto para pilotos, se realmente acontecer.

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se sair do papel, vão abrir concurso pra piloto, dai poderemos ter pelo menos uma opção para voar, ter todos os beneficios do funcionalismo público federal, será a ultima coca cola do deserto para pilotos, se realmente acontecer.

 

 

Creio que não. Pelo que eu entendi não será uma nova estatal ou um novo braço da ECT, mas uma nova empresa privada da qual a ECT terá 49% do capital. Isso significa que o Estado terá, indiretamente (através da ECT), participação na empresa, porém essa não será do Estado. Algo como a Embraer ou a Helibrás, que têm participação estatal (a União e o Estado de Minas Gerais, respectivamente), mas são empresas privadas.

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Pois é, também pensei isso, mas este trecho :

"Desistimos dessa opção. Houve rejeição dos sindicalistas, que temiam perder a estabilidade dos funcionários, mas eles não entenderam qual era a nossa proposta, acharam que iríamos abrir capital em bolsa, o que não é a intenção", disse ao Valor o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio.

 

me deu a entender então que haverá sim estabilidade de emprego e etc.

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Pois é, também pensei isso, mas este trecho :

"Desistimos dessa opção. Houve rejeição dos sindicalistas, que temiam perder a estabilidade dos funcionários, mas eles não entenderam qual era a nossa proposta, acharam que iríamos abrir capital em bolsa, o que não é a intenção", disse ao Valor o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio.

 

me deu a entender então que haverá sim estabilidade de emprego e etc.

 

A opção referida é a de abrir o capital da ECT, nada a ver com a nova empresa de logística:

 

"Para ser dono do negócio, a ECT vai montar uma subsidiária de logística em parceria com um sócio do setor privado. No plano original dos Correios, enviado há alguns meses ao Ministério das Comunicações (MC) e ao Executivo, a ideia era transformar a estatal em uma sociedade anônima (SA), mas essa opção já foi descartada.

 

"Desistimos dessa opção. Houve rejeição dos sindicalistas, que temiam perder a estabilidade dos funcionários, mas eles não entenderam qual era a nossa proposta, acharam que iríamos abrir capital em bolsa, o que não é a intenção", disse ao Valor o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio."

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Antes que eu leve chumbo; não tenho a menor simpatia por este governo!

Mas isto me parece que tem um objetivo mais longo: a) resolveria o problema de transporte dos correios; ou ao menos melhoraria uma vez que disporia de mais caixa para investimentos numa empresa aérea. Coisa aliás que nenhuma empresa privada teve ou se dispos a fazer. b) No momento entraria com 757 que ainda dispoe de boa vida util e que resolve o problema de peso quanto cubagem em todas as rotas dos correios. c) Para o futuro, faria encomendas à Embraer do cargueiro em projeto; alocando mais $ a esta fase que é por demais dispendiosa. Vindo assim a somar com a FAB na viabilização do dito projeto. Ai sim estaria a parte boa deste novo passo dos correios! Possibilitando a Embraer um enorme avanço no campo aeronautico. "Os fins justificam os meios"! A parte que tb interessa ao governo: os correios cada vez mais forte no transporte de encomendas expressas! Uma empresa cada vez maior e mais dificil de passar para iniciativa privada.

Se este for o real objetivo; realmente tenho que dar a mão a palmatória: "os fins justificam os meios" !

Abraço.

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Minha opinião:

 

Sim o Brasil precisa de uma cargueira, os Correios precisam economizar com aluguel.... mas vão comprar os aviões ?!?

 

Se tiver um sócio privado, vai depender do sócio, tem tudo para deslanchar, mas quero ver a politicagem na obtenção de slots e a choradeira das demais cargueiras pois acredito que a CorreiosAir vai facilmente conseguir descer em GRU e BSB, a qualquer hora do dia e da noite.

 

 

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Deixa eu entender ou ao menos tentar: A TNT tinha frota propria, a Fedex também. Os serviços não são eventuais, o uso é contínuo, a empresa é gigantesca e cobre todo o pais e terceirizar pode ser mais prático, mas não é barato e tampouco imuniza qq empresa de desvios ou fraudes. A farra das licitações com Master e outras cargueiras aconteceram, são coisa de polícia. Assim como o é na China, no Japão, na Alemanha ou nos EUA. Como já disse aqui, a diferença é como se tratam os crimes: na China fuzilam, no Japão o cara se suicida, na Alemanha vai preso algum tempo após longo processo, nos EUA é processado, muda o nome da empresa e volta a prestar os mesmos serviços com o nome da mulher como sócia majoritária da "nova" prestadora. Fala sério!

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Também foi anunciada nesta quarta a nomeação do novo diretor de Operações da empresa, o coronel-aviador da reserva Eduardo Artur Rodrigues Silva. Ele assume no lugar de Marco Antonio Oliveira, que deixou o cargo no mês passado.

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Fonte: DCI, 03/08/2010 (Caderno A; pág.9)

 

 

Correios planeja formar frota própria de aviões

 

 

O novo presidente da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), David José de Matos, disse ontem em Brasília (DF) que os Correios estudam aviões próprios para fazer a entrega de encomendas. No início do ano, a empresa teve problema com três rotas aéreas terceirizadas que acabaram atrapalhando a entrega do Sedex 10, um dos principais produtos dos Correios.

 

"Quando você faz um estudo econômico, você apresenta todas as alternativas e esta da compra de aviões foi uma alternativa estudada. Ainda não tenho o resultado, mas essa é uma opção possível, assim como a criação de uma outra empresa", disse ele, referindo-se à possibilidade de os Correios criarem uma subsidiária de logística. A criação dessa subsidiária, bem como a transformação dos Correios em uma sociedade anônima de capital fechado, constaria de uma medida provisória (MP) a ser editada pelo governo, mas, como disse hoje o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, essa eventual MP será uma decisão a ser tomada pelo próximo governo.

 

Filardi descartou ter havido motivação política na nomeação de Matos para os Correios. "O fato de ele conhecer o deputado Tadeu Filippelli não significa que tenha sido indicado", disse, referindo-se ao deputado peemedebista que concorre ao cargo de vice-governador do Distrito Federal na chapa encabeçada pelo petista Agnelo Queiroz.

A nova diretora dos Correios tomou posse ontem.

 

A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) está estudando a possibilidade de obter aviões próprios para fazer entregas e encomendas, afirmou a nova diretoria ao tomar posse.

 

 

 

 

 

Fonte Página Caderno

DCI 9 A

 

 

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Valor Econômico, por Raphael Bittencourt

 

"A compra direta de aeronaves pode ser a solução adotada, ainda este ano, pelos Correios para superar os problemas de logística enfrentados desde o início do ano. “Esta é uma alternativa possível”, disse o novo presidente dos Correios, David José de Matos, ontem, após cerimônia de posse."

 

"Outra opção, ainda não descartada, é a criação de uma companhia aérea, para transporte de carga, em parceria com o setor privado. Tal medida está incluída no plano de reestruturação dos Correios formulado pela administração anterior."

 

 

Pelo comentario acima retirado da imprensa nota´se que eles (correios) não sabem bem os que estão falando. Se acham que a solução é a compra direta de aeronaves ainda este ano então como ficam as contratações (concursos), treinamentos, etc...?

 

É brincadeira o total despreparo de qualquer orgão ou pessoal relacionado ao governo quando o assunto é aviação.

 

Ps. Salvo rarísimas exceções

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Qd eles verem 10% da complexidade que será montar uma operação dessa magnitude devem desistir rapidinho.

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