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França E Alemanha Buscam Saída Conjunta Para Crise Da Airbus


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Economia | 12.10.2006

França e Alemanha buscam saída conjunta para crise da Airbus

 

Chirac afirma que custos do saneamento da empresa serão divididos em partes iguais pelos dois países. Merkel diz que governo alemão ainda não decidiu se comprará ações da EADS.

 

A chanceler federal Angela Merkel e o presidente francês, Jacques Chirac, afirmaram que os dois governos buscarão uma solução conjunta para a crise da fabricante de aviões Airbus. Chirac disse que a "divisão harmônica do plano de saneamento entre as fábricas de Hamburgo e Toulouse" é a "chave do sucesso".

 

Merkel quer garantir os empregos em todas as fábricas da Airbus. "Nós cuidaremos disso." Ela declarou que ainda não há uma decisão sobre a injeção de dinheiro público alemão na empresa, mas que a hipótese não está descartada.

 

Com a declaração, Merkel contradisse o prefeito de Hamburgo, Ole von Beust, que havia afirmado que o governo federal compraria uma parte da EADS, empresa que controla a Airbus. "Não descarto nada", disse Merkel, que ressaltou, porém, que a preferência nos investimentos será dada à iniciativa privada.

 

Caso a DaimlerChrysler, que detém 22,5% das ações da EADS, queira se desfazer de mais uma parte, "devemos encontrar investidores interessados em se associar ao projeto por um longo período", afirmou Merkel. As discussões em torno da crise da Airbus dominaram as reuniões do tradicional Conselho de Ministros Franco-Alemão, que aconteceu nesta quinta-feira (12/10) em Paris.

 

Gallois em Hamburgo

 

Gallois tenta tranqüilizar funcionários alemãesEm visita à fábrica de Hamburgo, o novo presidente da Airbus, Louis Gallois, tratou de atenuar temores de que a fábrica alemã saia perdendo com a planejada reestruturação da empresa. "Por que não pode haver concorrência entre as fábricas? Mas, por favor, nada de guerra", disse.

 

A crise na Airbus começou após a empresa anunciar novo atraso na entrega do modelo A380, que é montado nas fábricas de Hamburgo e Toulouse. O temor do alemães é de que a montagem seja totalmente transferida para a França. O ex-presidente da Airbus, o francês Christian Streiff, que renunciou nesta segunda-feira, já afirmou que "a fábrica de Hamburgo é o elo mais fraco na produção do A380".

 

Gallois disse que ainda não foi tomada nenhuma decisão sobre cortes de emprego. "Iremos reduzir, mas temos muitas opções", afirmou. "Faremos o possível para impedir demissões. Isso vale não apenas para Hamburgo, mas para a Airbus como um todo."

 

Fonte:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,22025...ll-1387-xml-uol

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