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TAP. Privatização integral já está nos planos do governo


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por Filipe Paiva Cardoso , Publicado em 06 de Setembro de 2010 | Actualizado há 10 horas

A venda de 100% da TAP entrou nos planos do governo. No PEC, contudo, a companhia era apenas para "alienação parcial"

 

 

A venda de 100% da TAP Portugal a privados já faz parte dos planos do governo para a companhia, ao contrário do que foi indicado pelo Executivo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2010-2013, de Março, em que a TAP era apontada como alvo de uma futura "alienação parcial da participação do Estado". Segundo avançaram agora as Finanças ao i, "o aumento de capital, necessário para acorrer à regularização dos capitais do Grupo [TAP], só poderá efectuar-se com recurso à entrada de novos sócios privados, ou pela integral privatização da empresa, em conformidade com a legislação e regulamentos da UE".

 

Esta é uma posição que indicia também que as alternativas estudadas pelo governo para salvar as contas da TAP com dinheiro público - contornando as proibições de Bruxelas e evitando o recurso a privados nesta altura de aperto financeiro - foram entretanto abandonadas.

 

Segundo foi sendo avançado pela imprensa desde 2009, o Estado primeiro considerou a hipótese de pedir autorização a Bruxelas para injectar dinheiro na companhia - alegando que a operação não seria uma ajuda estatal, mas sim uma operação de um accionista para valorizar um activo. Depois ponderou injectar dinheiro via dívida bancária, dando como aval bens públicos. Mais recentemente, e seguindo a sugestão da Parpública, a alternativa já era avançar com um aumento da capital na TAP subscrito por empresas criadas para o efeito pela CGD, conforme noticiou o "Diário Económico" em Abril. Agora tudo se resume aos privados.

 

Ainda em Agosto, Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, sublinhava aos jornalistas - e depois de o i revelar que a TAP tinha pedido uma injecção de 297,5 milhões de euros ao Estado -, que a recapitalização da empresa podia ser feita através de "vários mecanismos" e que devia "ser analisada e vista tendo em conta esses mecanismos". Além disso, sublinhou então, "a recapitalização não é privatização".

 

"TAP não está em falência" Apesar dos constantes agravamentos dos capitais próprios da transportadora aérea liderada por Fernando Pinto - no final de 2009 estavam negativos 204,6 milhões de euros, valor que no final de Junho chegou aos 306,8 milhões de euros, segundo a Parpública -, as Finanças sublinharam ao i que a "TAP não se encontra em situação de falência, uma vez que continua a conseguir honrar os seus compromissos financeiros". Este ministério ainda salientou que "o EBITDA [resultado operacional] da TAP é recorrentemente positivo" e que a companhia contava "com disponibilidades financeiras de cerca de 168 milhões de euros em 30 de Junho corrente".

 

Entre Janeiro e Junho deste ano, a companhia aérea registou prejuízos de 79 milhões de euros e, segundo a Parpública, "é expectável que o agravamento dos custos de exploração da TAP", à conta do aumento do preço do petróleo, comprometa "ainda mais os resultados para o final do ano".

 

 

http://www.ionline.pt/conteudo/76903-tap-p...anos-do-governo

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Apesar dos resultados de aumento de pax e receita bruta é uma pena a TAP continuar no prejuízo,mesmo considerando o consideravel aumento das receita soriundas das rotas para o Brasil,regiao onde reina sozinha e sem concorrentes diretos,acredito que devam operar com margens boas nas rotas par ao Brasil,ao contrario do que deve ocorrer na Europa onde ha brigua ferrenha com a Ryanair e outras maincarriers.

 

por Filipe Paiva Cardoso , Publicado em 06 de Setembro de 2010 | Actualizado há 10 horas

A venda de 100% da TAP entrou nos planos do governo. No PEC, contudo, a companhia era apenas para "alienação parcial"

 

 

A venda de 100% da TAP Portugal a privados já faz parte dos planos do governo para a companhia, ao contrário do que foi indicado pelo Executivo no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) 2010-2013, de Março, em que a TAP era apontada como alvo de uma futura "alienação parcial da participação do Estado". Segundo avançaram agora as Finanças ao i, "o aumento de capital, necessário para acorrer à regularização dos capitais do Grupo [TAP], só poderá efectuar-se com recurso à entrada de novos sócios privados, ou pela integral privatização da empresa, em conformidade com a legislação e regulamentos da UE".

 

Esta é uma posição que indicia também que as alternativas estudadas pelo governo para salvar as contas da TAP com dinheiro público - contornando as proibições de Bruxelas e evitando o recurso a privados nesta altura de aperto financeiro - foram entretanto abandonadas.

 

Segundo foi sendo avançado pela imprensa desde 2009, o Estado primeiro considerou a hipótese de pedir autorização a Bruxelas para injectar dinheiro na companhia - alegando que a operação não seria uma ajuda estatal, mas sim uma operação de um accionista para valorizar um activo. Depois ponderou injectar dinheiro via dívida bancária, dando como aval bens públicos. Mais recentemente, e seguindo a sugestão da Parpública, a alternativa já era avançar com um aumento da capital na TAP subscrito por empresas criadas para o efeito pela CGD, conforme noticiou o "Diário Económico" em Abril. Agora tudo se resume aos privados.

 

Ainda em Agosto, Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, sublinhava aos jornalistas - e depois de o i revelar que a TAP tinha pedido uma injecção de 297,5 milhões de euros ao Estado -, que a recapitalização da empresa podia ser feita através de "vários mecanismos" e que devia "ser analisada e vista tendo em conta esses mecanismos". Além disso, sublinhou então, "a recapitalização não é privatização".

 

"TAP não está em falência" Apesar dos constantes agravamentos dos capitais próprios da transportadora aérea liderada por Fernando Pinto - no final de 2009 estavam negativos 204,6 milhões de euros, valor que no final de Junho chegou aos 306,8 milhões de euros, segundo a Parpública -, as Finanças sublinharam ao i que a "TAP não se encontra em situação de falência, uma vez que continua a conseguir honrar os seus compromissos financeiros". Este ministério ainda salientou que "o EBITDA [resultado operacional] da TAP é recorrentemente positivo" e que a companhia contava "com disponibilidades financeiras de cerca de 168 milhões de euros em 30 de Junho corrente".

 

Entre Janeiro e Junho deste ano, a companhia aérea registou prejuízos de 79 milhões de euros e, segundo a Parpública, "é expectável que o agravamento dos custos de exploração da TAP", à conta do aumento do preço do petróleo, comprometa "ainda mais os resultados para o final do ano".

 

 

http://www.ionline.pt/conteudo/76903-tap-p...anos-do-governo

 

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Transportadora

Parceiro para a TAP poderá surgir fora do sector da aviação

Nuno Miguel Silva

07/09/10 00:05

 

 

 

A alemã Lufthansa deixou de ser um parceiro possível para a TAP. Investidores privados fora do sector podem ser a solução.

 

Comunidade

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Durante meses, a Lufthansa foi considerada a “salvadora”, mas já deixou de ser equacionada. O futuro investidor privado pode ser estranho ao sector.

 

O Governo está numa corrida contra o tempo para encontrar um parceiro estável que trave a hemorragia financeira da TAP, uma empresa que está a perder meio milhão de euros de capitais próprios por dia. A Lufthansa deixou de ser uma opção para entrar no capital da TAP, a privatização a 100% não é desejada, mas não deixa de ser uma hipótese legal, e a dimensão do buraco financeiro é tal, que os responsáveis das Finanças, das Obras Públicas e da ‘holding' estatal Parpública já chegaram a acordo num ponto: é preciso adoptar medidas drásticas.

 

"Num primeiro passo, é preciso acabar com as situações que estão a fazer perder dinheiro à TAP, a VEM e a Groundforce", disse fonte conhecedora do processo. Ou seja, a empresa de manutenção que Fernando Pinto adquiriu há alguns anos no rescaldo da falência da Varig é neste momento mais que um peso morto: ou é, pura e simplesmente, vendida, ao melhor preço que se conseguir no mercado, ou poderá ser associada à entrada do novo parceiro, sendo esta hipótese menos provável, tal a situação deficitária que esta participada está a gerar nas contas da TAP. O mesmo tratamento é aconselhado para a Groundforce.

 

Outra fonte ligada ao processo, diz que o Governo e a administração da TAP estão já no terreno para acelerar a venda destas participadas ou uma solução mais airosa para estas participadas que estão a contaminar de forma decisiva as contas da TAP.

 

Mas não será apenas livrando-se da VEM e da Groundforce que a TAP conseguirá solucionar a débil situação financeira em que se encontra. E as opções são tão estreitas que o Governo decidiu já que o futuro mecenas da TAP não terá de ser necessariamente do sector aéreo, podendo actuar no sector financeiro ou configurar um veículo de investimentos controlado por várias sociedades.

 

*Leia a versão completa na edição de hoje do Diário Económico

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