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CR Flight Report

[FR Especial] Cruzeiro 484

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Sou obrigado a elogiar também essa reportagem fantastica!

 

Meu destaque vai para essa carta antiga de Congonhas!

Sempre tive curiosidade em ver como eram os procedimentos!

Se houverem mais cartas para divulgar certamente a galera vai babar aqui!

5a.jpg

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Babei...

 

Você que é o professor do FCanteras? :rev:

 

Abraços e meus parabéns!

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Recordar é viver, uma ótima lembrança dos bons tempos da Cruzeiro e do antigo aeroporto de Rio Branco lendo esse FR, era show de bola quando os 737-200 da Varig passavam pelo Rio Acre ao pousar ou decolar da 02/20.

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Preciso dizer Obrigado a vc, por esse verdadeiro Memory Report.

Como acreano que sou, voei muito nos SC 484/485, tanto no sentido MAO como GRU/GIG. Com esse report, uma questão se respondeu, pois achava incrivel voar com os mesmos comissários de vôos anteriores! Achava que era "coincidência" quando hoje descubro que era comum uma repetição da tripulação.

Ah! O Inácio Palace Hotel, existe até hoje, mas foi todo reformado. rs Claro que Rio Branco também cresceu e conta com bons hotéis atualmente.

Para CZS, lembro do SC 210/211 ou mais tarde, do 492/480 que eram variações do chamado "vôo da farinha"

No aeroporto, o staff já era conhecido e com o tempo, passei a gostar de voar em aeronaves da Cruzeiro (antes de pousar, já sabia o prefixo, pq o pessoal do despacho, puxava pelo tevar).

Bons, muito bons tempos.

 

Um abraço

 

 

 

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Apenas uma palavrinha para definir o FR esta obra de arte:

 

Petaculosuspremiumovermastersupremumplus :rev: :rev: :rev: :rev: :rev:

 

 

 

Me senti dentro de cada voo e de cada aeronave. E (pq não???) dentro do Cadeirada...rs

Voltei ao tempo em que, escalado para um "Duzentinho" da Cruzeiro, dava como certo o cheiro de peixe ao ir armar as redes dos porões.

 

 

 

Realmente uma pena não ter nascido antes.

 

 

Sugiro o pendura deste FR (Fabuloso Report).

 

 

E, novamente, a máxima reverência ao autor.

 

:rev: :rev: :rev: :rev: :rev: :rev: :rev: :rev: :rev: :rev:

 

 

 

 

 

 

 

Forte abraço;

Minduim

:thumbsup:

 

 

 

 

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Muito bom!! Parabéns!

Me lembro do tempo da fusão da Varig/Cruzeiro; os pilotos da Varig chamavam os da Cruzeiro de "calça preta"

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Nasci em Porto Velho e como minha familia eh de Sao Paulo, tive a oportunidade de viajar nessa rota nos B737-200 da Cruzeiro (tambem na Vasp e Varig) nos anos 80. Gostaria que o autor soubesse que fiquei emocionado ao ler o FR, lembrar daquelas curvas sobre o Rio Madeira, daquelas longos voos para Cuiaba em que eu ficava grudado na janela observando a Amazonia, vendo as rotas na revista de bordo e apreciando o safety card. A primeira vez que vi uma cabine foi durante uma descida para PVH pela Cruzeiro, durou poucos minutos, mas foi o bastante pra eu saber o que "iria ser quando crescer". Aqueles "relojinhos" estao na minha memoria ate hoje, toda vez que eu vou voar eu lembro deles.

 

Obrigado B737-200, obrigado Cruzeiro. :thumbsup:

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Wow, emocionante! Maravilhoso, fiquei sem palavras! Parabéns mesmo pelo relato simplesmente perfeito!

 

 

 

Quando vai sair um livro de contos, relatos, casos e causos do CR?

 

A primeira vez que vi uma cabine foi durante uma descida para PVH pela Cruzeiro, durou poucos minutos, mas foi o bastante pra eu saber o que "iria ser quando crescer".

 

Visitar a cabine de um -200 da Varig entre GIG e REC em 1996, com 6 anos de idade, foi decisivo para minha vida! Nunca vou esquecer dos reloginhos, do tanto de botões e das nuvens de algodão naquela tarde ensolarada de verão!

Edited by Thales Coelho
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Espetacular! :rev:

 

Saudades de um tempo q não tive a oportunidade de viver, o final do texto me deixou profudandamente emocionado. Simplismente lindo!

 

ParabénS!

 

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Realmente, eu nunca ví um relato de um Flight Report deste tipo, no meio e especializado. Star FR.

 

Agora, foi o próprío autor, que nos conta aqui? Como usuário do Contato Radar?! ou não?! Fica essa dúvida e sobre este grande cmte misterioso. até o momento.

 

Já fiz um edição pessoal para arquivo. :thumbsup:

 

 

Sem palavras, dia 23 de outubro com louvor a todos nós aviadores. :check:

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Muito Bom F.R.!!

E tbm a aeronave venerada nem contribui né??...737-200!!

 

Interessantíssimo os detalhes da navegação cobre a região amazônica nos anos 70 e 80!

 

Obrigado por compartilhar td isso!

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Historia real em forma de romance, emocionante, supremo retrato de um epoca maravilhosa.

Relato de quem não apenas passou por essa epoca, mas viveu intensamente esses momentos e os incorporou em seu proprio DNA.

E ainda teve a capacidade de transmiti-lo de forma irretocavel. Incomparavel.

Esse FR Especial tem de ser motivo de orgulho até a 25 geração de descendentes do autor !!!!

 

E também é um enorme orgulho para o CR poder publicar um texto de tamanha dimensão e valor.

 

Agora as minhas lembranças com relação ao descrito, do ponto de vista do usuário. Vivi como passageiro a parte final desta saga, da Cruzeiro, da Varig e do Duzentinho.

Quantas coisas que voce descreveu me fizeram voltar no tempo e lembrar destas empresas e destes aviões nas rotas do nordeste (eu nunca voei no 484), onde eu costumava ir nos voos que começavam no GIG e iam escalando nas capitais até Manaus. Em geral eu ficava em Recife, Fortaleza e São Luis. Me lembrei do cara com "chapeu de couro" mordendo a toalha quente pensando que era tapioca (so que foi em voo da Vasp), dos bombons de cupuaçu, dos tripulantes levando as proprias malas ate o bagageiro, da confiança cega e irrestrita no 737-200, do som das JT-8, das decolagens em que eu achava o 737-200 o supra-sumo da potencia (comparado aos outros aviões da epoca) e até de pouso em power-off. Me fez lembrar das estorias que eu ouvia o Neudy contar, do Cyranka pousando o 27 pela ultima vez passando no Jornal Nacional, e do apelido do Charlie-Juliet-Torto !!!! As vezes eu ficava nos mesmo hoteis que os tripulantes, como numa noite quente em Fortaleza, algo como 1982, em que eu estava a meia noite tomando banho na piscina no Hotel Colonial, azarando uma comissaria da TB. E qual não foi a minha surpresa, ao sair do hotel as 5 e pouco da manhã para o voo de volta pro Rio, e encontrar aquela tripulação que estava na piscina saindo do hotel pra ir...fazer o voo que eu ia pegar !!!

 

Mais tarde passei a fazer o voo para São Luis com o A300, o que representava uma enorme diferença de conforto. E cheguei a ver varias vezes o MD80 pintado nas cores da Cruzeiro fazendo essa rota, mas não tive a sorte de voar nele. A Cruzeiro tinha um lugar especial no meu coração.

 

Meu ultimo voo de 737-200 foi na rota SLZ-BSB, e foi num CJ pintado de Varig. Se eu não estiver errado, foi o CJP...

 

Saudade dessa epoca.

Me junto ao coro de todos os que se manifestaram acima: Parabéns é pouco !!!!

 

Antonio

 

 

 

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Estes relatos de voos amazônicos me comovem, só empresas como o Cruzeiro voariam para o Acre nos anos 80.

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Não há o que dizer! Não existem palavras para elogiar, classificar este tópico. É uma máquina do tempo, para o tempo de uma aviação brilhante, uma aviação feita na mão por despachantes, mecanicos, pilotos, comissários. Hoje é bem diferente e o romantismo já foi, talvez as regionais operando EMB120, ATR ainda tenham um pouco desse gostinho.

 

Muito obrigado ao autor, fez o meu domingo valer a pena! Lembrando da mais bela (e ainda atual) pintura que o Brasil já teve, consigo ainda fechar os olhos e ver o PP-CJT numa tarde em SSA, bem como um 727 que não recordo o prefixo em pernoite em SSA. Saudades CRUZEIRO, dos vôos de 3 dígitos (VP160 com A300 chegando em SSA com aquela música!)... saudades do Dois de Julho... saudades da Aviação de Ouro Brasileira.

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Nao vou dizer nada que nao tenha sido dito, a não ser o fato de que o Cadeirada ainda existiu por um bom tempo (cheguei a ir lá em meados de 1995 com o meu pai e não sei se ainda funciona); hoje a preferencia é pelo bar do Laranjinha.

 

Esse relato é um documento histórico. Todo mundo nesse CR tem que parar uma vez e ler de cabo a rabo trocentas vezes.

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Todo mundo nesse CR tem que parar uma vez e ler de cabo a rabo trocentas vezes.

Concordo - é um documento e tanto. Belíssimo trabalho :wub_anim:

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Muito bom mesmo esse FR!

O cadeirada, apesar de eu nunca ter ido, dizem que existe ainda. E como a empresa que trabalho mudou o local de hospedagem acho dificil ir lá num futuro próximo.

 

O Inácio "Parece" Hotel continua lá e fiquei sabendo deste "apelido" voando com os "antigos".

 

O relato mostra como mudou a aviação comercial, tanto para o passageiro como para os tripulantes.

 

A última vez que viajei em um -200 foi um ex-cruzeiro, disfarçado de Varig. Não me recordo mais o prefixo. Na época meu trabalho hoje ainda estava mais para "sonho" do que realidade.

 

Parabéns pelo FR. :joinha:

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Pessoal,

 

Além de impressionado com a repercussão, fiquei muito feliz pela contribuição à memória de todos (inclusive à minha) que esse texto propiciou. Sim, devemos entender que vivemos atualmente outros tempos, e isso é natural, ainda mais na aviação, e se eles são melhores ou piores, isso é irrelevante, mas que certamente também, em dado instante, deixarão saudades, contudo, para que tenham o efeito correto, é necessário desfrutar devidamente e intensamente cada momento.

 

E esse foi o espírito de voar na Cruzeiro, porque não era somente um grupo de vôo, funcionários, números, era, na verdade, um coleguismo que extrapolava a cabine de comando, e como o tempo da vida de um tripulante ao longo de sua carreira é forçosamente dedicado em maior parte à sua profissão, portanto, longe de casa, nada mais justo do que termos uma atmosfera de trabalho agradável.

 

Espero que os hóspedes que acordei no Tropical por ter saído algumas (um monte de :lala:) vezes “rasgando” na vertical do hotel não fiquem bravos comigo.

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Uma torrente de "partículas enfáticas" (que alguns conhecem como palavrões) brotou da minha boca ao ler o FR. SENSACIONAL! Apesar de ser um fã de carteirinha da TBA, uma das memórias que tenho mais vivas da minha infância foi de um dia ver um avião enorme, absolutamente grande, pousar na 29 de BSB e trazer meu pai de volta de uma de suas inumeras viagens a trabalho. Era um A300 da Cruzeiro! :like: :like: :like:

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Minha nossa, que artigo fantástico........

 

Trouxe um monte de lembranças boas, e uma saudade tremenda. Chegou a dar um aperto no coração.

 

Eu tive o privilégio de ter voado 2 anos como copiloto da Cruzeiro, no início da minha carreira. Foram incontáveis os 484/485 que fiz, acompanhado daquela turma magnífica de comandantes. Esses colegas, alguns que infelizmente já nos deixaram, ajudaram muito na minha formação como aviador, e também como pessoa.

 

Lembro vividamente de alguns episódios, como aquele quando estava cumprindo uma daquelas programações em Manaus, junto ao saudoso Cmte Edgar. Fizemos alguns bate-e-volta a Boa Vista, Santarém e Belem, e também o SC887 de Manaus a Port of Spain e Barbados. No ultimo dia, 6º da programação, voltariamos ao Rio num voo extra de Manaus ao Galeão via Brasília. Aí, devido a problemas de atrasos com outros voos, a escala nos solicitou para fazer o 485, de Manaus atá São Paulo. Eu inicialmente neguei, pois terminaria o voo em Guarulhos sem regulamentação para continuar até o Rio. Mas o Comandante disse que havia concordado em fazer o voo, desde que fosse de Manaus até o Galeão, ou seja, as 6 etapas. Eu então lhe perguntei como é que conseguiria fazer isso dentro da regulamentação. Ele então me falou que havia combinado com a coordenação e escala em atrasar a saída de Manaus em 1:30hs, e aí fazer o voo recuperando os atrasos nas escalas até pousar em Guarulhos no horário normal. Fizemos o voo, naquele estilo típico da Cruzeiro, ou seja na VMO/MMO com descidas "embú" e aproximações diretas, e não preciso nem dizer que chegamos conforme ele planejara. Bons tempos aqueles.

 

Kellet, você falou no Neudy, fui copiloto dele várias vezes. era uma figura engraçadíssima, passava o voo inteiro cantando aquelas musiquinhas do tempo da adolescencia, com letras de duplo sentido. Teve um dia que ele desceu em Santarém para fazer a inspeção externa, que aliás não era tarefa do comandante. Quando voltou, vi que tinha tirado da caixa um dos pintinhos que nós carregavamos como carga de umas granjas do Nordeste para o Norte e outras regiões. Ele o colocou cuidadosamente dentro de uma caixa de lanche vazia, e depois da decolagem chamou a comissária mais nova, e lhe perguntou, com aquela cara de sonso:

-Minha filha, você já pegou no pinto do Comandante?

Aí a moça, num misto de surpresa e indignação:

-Que é isso, Comandante!!!????

Antes que ela continuasse o sermão, ele mostrava o pintinho, e a moça logo começou a acariciar o bichinho, e ele olhando para mim, disse com aquela cara de sacana:

-Tá vendo, elas adoram pegar no pinto do comandante!

 

Depois de ser promovido a Comandante, em 1990, ainda voei o 737-200 até 1998. No total, foram 11 anos, nos quais fiz mais de 4500 etapas nessa máquina inesquecível. Tão inesquecível que até hoje, ainda lembro de quase todos os números. SC484 e 485 fiz quase todos os meses. E sem reclamar, pois era um voo muito divertido. Quase não havia tráfego, era como voar um Cessna, só que pesando 50 toneladas.

 

Dava para continuar escrevendo por horas, só para contar uns poucos "causos"...

 

Como escreveu um amigo que também leu o artigo, "Eramos felizes, e não sabiamos"......

 

Mais uma vez parabéns.....

 

 

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