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Aeroportos podem enfrentar colapso até 2015, prevê ITA


F-BVFA

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27/10/2006

09h42-Filas nos balcões de check-in, atrasos dos vôos e congestionamento de aeronaves nas pistas e nos pátios. O aumento da procura por passagens aéreas - impulsionada nos últimos anos pela criação das companhias aéreas de baixo custo como a Gol e a BRA - tem feito com que os principais aeroportos do país operem quase no limite de suas capacidades. Um estudo inédito, feito pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mostra que, se nada for feito a curto prazo para reverter esse quadro, alguns deles poderão entrar em colapso até 2015.

 

“O que antigamente era o sonho de consumo para muita gente virou um pesadelo. Nunca foi tão desconfortável viajar de avião no Brasil”, resume o professor Claudio Jorge Pinto Alves, titular do Departamento de Transporte Aéreo do ITA e orientador da tese de mestrado defendida em julho. O estudo avaliou a situação dos 20 aeroportos mais movimentados do País, conforme o ranking divulgado pela Infraero - estatal responsável pela administração aeroportuária - em 2005.

 

Três aspectos foram analisados: pistas, pátios e terminais de passageiros. “A situação dos terminais é, de longe, a mais problemática”, afirma o professor. Mesmo considerando as reformas em andamento - e as anunciadas pela Infraero para os próximos anos -, o resultado é preocupante. Dos 20 aeroportos pesquisados, metade corre o risco de enfrentar superlotação nos próximos dez anos.

 

Projeções pessimistas, feitas com base nos dados do Instituto de Aviação Civil (IAC) da Aeronáutica, revelam que o percentual de utilização dos terminais de passageiros tende a superar os 100% nos três aeroportos mais freqüentados do País - Congonhas, Guarulhos e Brasília, respectivamente. “Na prática, isso significa queda do nível de serviço oferecido aos passageiros”, explica Alves.

 

O sistema de pistas, de acordo com o estudo, é o que se apresenta em condições mais favoráveis. Com exceção de Congonhas onde a localização e a limitação de espaço inviabilizam mudanças significativas, a maioria dos aeroportos brasileiros ainda tem capacidade para suportar o fluxo diário de pousos e decolagens.

 

Já o sistema de pátios merece atenção em Congonhas, Guarulhos, Fortaleza, Florianópolis, Santos Dumont, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Vitória. “É muito desagradável quando um avião tem de ficar parado na pista, aguardando uma vaga. Pior ainda descer longe do terminal e ter de tomar um ônibus, às vezes debaixo de chuva”, comenta Alves. Segundo ele, isso já acontece com freqüência no Aeroporto Internacional de Brasília.

 

Soluções

Na opinião do professor do ITA, uma das soluções para o problema está na flexibilização das tarifas aeroportuárias cobradas pela Infraero. Ele defende a elevação das taxas nos aeroportos mais procurados do País e a maior utilização daqueles que estão ociosos, como é o caso do Galeão, no Rio.

 

Em alguns casos, diz ele, a ampliação da infra-estrutura existente não é suficiente. “Um exemplo disso é a terceira pista de Guarulhos. Mesmo que ela saia do papel, o que duvido, devido às barreiras judiciais, não resolverá o problema. Só dará sobrevida ao aeroporto.

 

No ano passado, a Infraero investiu quase R$ 695 milhões em obras de modernização dos aeroportos. Para este ano, a previsão é de R$ 882 milhões.

 

Fonte: Correioweb

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Soluções

Na opinião do professor do ITA, uma das soluções para o problema está na flexibilização das tarifas aeroportuárias cobradas pela Infraero. Ele defende a elevação das taxas nos aeroportos mais procurados do País e a maior utilização daqueles que estão ociosos, como é o caso do Galeão, no Rio.

 

Tenho certeza que essa constatação/idéia será solenemente ignorada pela Infraero.

 

Se existe a possibilidade de colapso, é bem provável que ele aconteça. No Brasil as coisas funcionam assim; constroi-se mas não se investe em manutenção. A "manutenção" só acontece quando algo fora do comum ocorre, como o acidente da GOL... repararam como a função dos controladores de vôo entrou em voga? Logo vai ser esquecida. A mesma coisa com os aeroportos... já já começam a aparecer umas reportagens nas TVs e jornais, mas também, já já vão ser construídos uns terminais meia-boca por aí, umas reformas porcas em alguns aeroportos e todo mundo sossega. Aqui as coisas funcionam assim.

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O sistema de pistas, de acordo com o estudo, é o que se apresenta em condições mais favoráveis.

 

Haha, vai nessa. Pistas esburacadas, sem grooving, curtas demais, etc etc etc. Sem contar os rádio-auxílios velhos e quase sempre inoperantes. Como sempre é aquela velha ladaínha de manter uma fachada bonita para disfarçar as ferrugens do podre sistema aeroviário.

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Haha, vai nessa. Pistas esburacadas, sem grooving, curtas demais, etc etc etc. Sem contar os rádio-auxílios velhos e quase sempre inoperantes. Como sempre é aquela velha ladaínha de manter uma fachada bonita para disfarçar as ferrugens do podre sistema aeroviário.

 

Também acho...lamentável, pra mim, se não houver alguma atitude rápida, entra em colapso o sistema de transporte aéreo inteiro.

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Na verdade o sistema já está entrando em colapso, em janeiro de 2007 isso vai ficar bem evidente. Congonhas bateu em setembro a marca de 13,7 milhões de passageiros e projeta superar a marca de 18 milhões, o espaço aéreo de Brasilia e de São Paulo provocam atrasos em cascata pelo país, faltam vôos em Foz, Natal dentre outras cidades, e como diz claramente o estudo do ITA, GRU não é opção pois apenas vai adiar o inadiável.

 

Não se trata de forçar as cias a voarem para onde elas não querem, se trata de permitir que todos operem de forma confortável, satisfatória e sem maiores atrasos.

 

Ninguém tem culpa que o GIG é a única estrutura com capacidade disponível para ampliação, operação ao nível do mar, duas pistas que permitem operação simultânea, dois terminais prontos e uma região metropolitana de 11 milhões de pessoas.

 

E parece que até a TAM já se rendeu a realidade, vem ampliando sua malha no GIG, criando claramente um mini-hub pois sabe que não pode continuar agregando vôos em CGH e GRU. Quer ampliar a oferta em SP ? Ótimo, retirem parte das conexões de lá e ofereçam os assentos então disponíveis para o mercado local.

 

2 + 2 pode dar 4, 3 ou 5, a escolha é das cias.

 

Felipe

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Haha, vai nessa. Pistas esburacadas, sem grooving, curtas demais, etc etc etc. Sem contar os rádio-auxílios velhos e quase sempre inoperantes. Como sempre é aquela velha ladaínha de manter uma fachada bonita para disfarçar as ferrugens do podre sistema aeroviário.

 

 

Eu estava participando do Congresso onde foi divulgado esse artigo. Na realidade, ele se referia à capacidade de tráfego das pistas, mas deixou bem claro durante a exposição que a qualidade não era das melhores. Aliás, diversos artigos e discussões durante o Congresso explicitaram que ou a Infraero, a Aeronáutica e a ANAC se mexem rápido ou mais cedo do que nós pensamos o sistema aéreo nacional dará um nó; e como bem comentado por um participante, contratar mais controladores está longe de ser solução.

 

Só pra ilustrar, nessa projeção para 2015, ele prevê a saturação do pátio de BSB em 256%, ou seja, não terá espaço para todas as aeronaves, já considerando o projeto do satélite sul! Nem falar de Congonhas, onde a previsão é de uma saturação de 607% no pátio! :suicide_anim:

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