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Aerovia expressa vai descentralizar controle aéreo


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O ESTADO DE S.PAULO

Aerovia expressa vai descentralizar controle aéreo

Vôos hoje monitorados pelo Cindacta 1, de Brasília, vão ser supervisionados por equipes de SP, BH e do Rio

Marcelo Godoy, Alberto Komatsu

 

Descentralizar o controle do tráfego aéreo até domingo é aposta do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para contornar a crise dos atrasos na aviação do País. O que se quer é retirar do Cindacta-1, em Brasília, a responsabilidade pelo acompanhamento de vôos da Ponte Aérea Rio-São Paulo e aqueles entre essas duas cidades e Belo Horizonte. Além disso, rotas do Sul e Sudeste para o Nordeste serão desviadas para o mar, ao longo do litoral, transferindo o controle dos vôos para os radares de Porto Alegre, São Paulo, Rio, Porto Seguro e Recife.

 

Um dos argumentos para os atrasos nas autorizações das decolagens é o movimento excessivo de aviões pelos setores de controle sob responsabilidade de Brasília. Para piorar, desde a queda do avião da Gol, há um mês, estão suspensos temporariamente nove operadores por causa das investigações.

 

Segundo o coronel Paullo Esteves, do Decea, no domingo o departamento espera que 11 novos controladores de vôo comecem a trabalhar no Cindacta-1 . O órgão tem 200 controladores, mas o setor que cuida de Brasília, o mais problemático, tem 30. Os novos controladores foram transferidos de outros Cindactas no dia 27. Até o sábado, concluirão um curso de readaptação de 90 horas.

 

Até lá, os aviões usarão o esquema descentralizado. 'Nós chamamos isso de tubulões', disse Esteves. Hoje, quando um avião decola de São Paulo, por exemplo, ele é acompanhado até atingir 15 mil pés pelo controle paulista, passando então ao Cindacta-1. Quando o avião chega a 54 milhas náuticas do Rio, o Cindacta-1 entrega o vôo para o controle carioca.

 

O que se fará com os tubulões é retirar o Cindacta dessa operação. Os vôos ocuparão rotas exclusivas onde o controle será compartilhado entre os radares das duas cidades. O mesmo ocorrerá nos vôos entre essas capitais e Belo Horizonte.

 

As medidas foram anunciadas depois de uma reunião entre Decea, Infraero, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e empresas aéreas no Rio. Pretende-se ainda melhorar o fluxo de informações aos passageiros. Segundo o diretor de Segurança de Vôo do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins, o objetivo é monitorar atrasos e fazer a informação chegar aos passageiros.

 

GRATIFICAÇÃO

Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Defesa, Waldir Pires, acenou com a liberação de gratificações para melhorar os salários dos controladores de vôo e anunciou um concurso para contratar 64 novos profissionais, cujo edital sairá no dia 6. Também disse que recontratará controladores aposentados.

 

Além de Pires, participaram da reunião, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno e os presidentes da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, e da Anac, Milton Zuanazzi. Mais cedo, Pires foi ao Cindacta 1 conversar com os controladores de vôo. 'Fui lá para ouvi-los, mas eles não apresentaram reivindicações e afirmaram que estavam vivendo um momento difícil, uma tensão emocional, que acredito seja resultado da tragédia com o avião da Gol.'

 

O ministro definiu a 'operação-padrão' dos controladores como 'uma situação de falta de garra no trabalho'. 'Eles estão vivendo um drama pessoal. Mas eu pedi a eles ânimo, que vencessem as tensões íntimas para que retomassem o mais rápido possível a normalidade.' Pires disse que o governo 'está conversando com psicólogos e terapeutas' para lidar com a situação.

 

COLABORARAM ISABEL SOBRAL E TÂNIA MONTEIRO

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