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BNDES pode ampliar financiamento de obras de aeroportos


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Rio de Janeiro - Com a indicação do diretor de infra-estrutura do BNDES, Wagner Bittencourt, para a Secretaria de Aviação Civil, o banco pode ampliar sua participação no financiamento de obras em aeroportos no país, disse nesta quarta-feira o presidente da instituição, Luciano Coutinho.

 

A situação dos aeroportos é uma das principais preocupações do país na preparação para grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

"Sem dúvida podemos dar um apoio mais forte", disse Coutinho após participar de evento do banco no Rio de Janeiro. "Como banco de desenvolvimento, temos que apoiar projetos com consistência... vamos analisar", declarou.

 

Alguns aeroportos do país estão saturados e com estrutura ultrapassada. A presidente Dilma Rousseff já afirmou que seu governo fará uma "intervenção" nos aeroportos, que incluirá concessões e atração de investimentos privados para o setor.

 

A criação da Secretaria de Aviação Civil, englobando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Infraero, estatal que administra os aeroportos do país, é parte desta intervenção planejada por Dilma, e Bittencourt, anunciado na terça-feira como escolhido para chefiar o novo órgão, sai justamente da diretoria do BNDES.

 

"Aeroporto, no mundo inteiro, é uma atividade muito rentável, tem capacidade de sustentação e de suportar financiamento. Não vemos isso como problema, mas como oportunidade", disse Coutinho.

 

O presidente do BNDES também fez uma defesa do projeto do trem de alta velocidade (TAV) para ligar Rio de Janeiro e São Paulo. Para ele, trata-se de "um projeto estratégico para a conexão entre duas metrópoles brasileiras".

 

Coutinho avaliou que um eventual adiamento do leilão do TAV poderia provocar um aumento no número de investidores interessados em participar do projeto.

 

Na quinta-feira o Ministério dos Transportes e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidirão, formalmente, se o leilão do projeto, marcado para o dia 29 deste mês, será adiado.

 

Uma fonte do governo antecipou à Reuters na semana passada que a licitação deverá ser remarcada para julho. Se confirmado, esse será o segundo adiamento, já que, inicialmente, a licitação estava marcada para dezembro passado.

 

As empresas interessadas pedem mais tempo para analisar a viabilidade econômico-financeira do empreendimento.

 

No final da terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou que a União ofereça garantias para um financiamento de até 20 bilhões de reais do BNDES para o projeto, que tem custo total estimado pelo Tribunal de Contas da União em 33 bilhões de reais.

 

 

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