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Entrevista de Luiz Gama Mór (TAP) à Marketeer


Jopeg

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Caros,

 

In Marketeer:

 

Luiz da Gama Mór: “Já crescemos 9% acima do ano passado”

 

Sexta-feira, 17 de Junho, 2011

 

São 23 as companhias low cost já a operar em Portugal. Para se diferenciar mais ainda destas propostas, ganhando em valor e serviço, a TAP tem em curso um conjunto alargado de projectos junto de colaboradores e passageiros, os quais passaram já os 1.778 milhões, em Março.

 

Em 2010, a taxa de ocupação dos aviões da TAP atingiu os 74,6%, mais 6 pontos percentuais do que o registado em 2009. E, este ano, a transportadora aérea portuguesa já está a crescer 9% acima do ano passado. Resultado em muito do bom desempenho de alguns mercados em particular, como o brasileiro e o africano, aliado ao reforço de rotas e à entrada em novos destinos, conforme explica Luiz da Gama Mór, administrador executivo da transportadora.

 

Numa altura em que a sombra da privatização paira sobre a TAP, Luiz da Gama Mór diz-se mais empenhado em melhorar o desempenho da companhia, fomentando uma cultura de proximidade e satisfação ao cliente. Depois de alguns anos a comunicar o atributo preço - num cenário de profunda competitividade com as low cost -, o que a TAP quer agora é mostrar a sua proximidade e a capacidade de apresentação de serviços… que outras não têm.

 

A TAP transportou mais pessoas este trimestre face ao homólogo de 2010 e já disse publicamente que quer que a TAP transporte 9,5 milhões de passageiros em 2011. Os dados até agora indicam que está no bom caminho?

 

Neste momento já crescemos 9% acima do ano passado, o que está acima dos objectivos que tínhamos. Esse aumento deve-se mais a alguns sectores de rede que outros, nomeadamente o longo hall Brasil, que está a ser muito forte. No ano passado, a receita gerada em Portugal representou 29% da receita da TAP, o que significa que 71% é gerado lá fora. Somos a maior empresa exportadora. E essa tendência - de diminuir o percentual da venda em Portugal - mantém-se.

Apesar de as receitas da TAP estarem a aumentar, a receita gerada em Portugal no acumulado até Abril está 4% abaixo do ano passado. Não é uma quebra muito grande e tem sido compensada com o crescimento que temos tido fora.

 

No início do ano estimou que a companhia crescesse 5% este ano. Tendo em conta que já está em 9%, é um número a rever?

 

Nunca revemos números.

O orçamento é composto de um conjunto de variáveis muito alargado - desde preço de combustíveis a preço passageiro.

 

Os mercados que mais cresceram, em número de passageiros, foram o brasileiro (25%) e africano (11%). Serão nestes que vão continuar a apostar? No Brasil entraram agora em Porto Alegre…

 

Isso já era um projecto desde o final do ano passado. Estamos a crescer muito no Brasil - nos primeiros quatro meses 4%, depois do ano passado já ter sido muito elevado - e noutros mercados também. Como há uma queda de tráfego nos mercados tradicionais, estamos a tentar compensar noutros, nomeadamente no Brasil, onde estamos agora com o nosso 10.º destino que é Porto Alegre. Pretendemos reforçar ainda mais a nossa presença no Brasil, em Setembro-Outubro. Tivemos também um cres*cimento significativo no Norte de África, mas temos um crescimento importante na Europa, com Dusseldorf, Manchester, Atenas, Viena, Bordéus e Dubrovnick.

 

Disse recentemente que a companhia aérea quer reforçar a sua actuação na América do Sul, a partir de Porto Alegre, existindo alguns contactos com parceiros para avançar com voos para destinos como Montevideu ou Santiago do Chile. Como está este processo?

 

A nossa ideia é que Porto Alegre seja a porta de entrada no Cone Sul da América do Sul. Mas isso só se constrói a médio prazo, porque depende de ligações que haja de Porto Alegre para a América do Sul.

Estamos em negociação com a Pluna - a empresa aérea do Uruguai - e pretendemos aumentar a nossa presença nesse país.

Este é um projecto conjunto nosso com o Governo gaúcho, mas a ideia é que Porto Alegre seja de facto a porta de entrada para o Cone Sul da América do Sul.

 

Ainda há mais brasileiros a voar para Portugal do que portugueses para o Brasil?

 

Os nossos voos são Brasil-Europa e Europa-Brasil, pelo que é difícil dizer, do total de brasileiros que vêm, se estão a vir para Lisboa ou para Paris… Mas a diferença é imensa: o ano passado, 51% dos passageiros no total eram brasileiros (nestas rotas), 16% portugueses e o resto europeus. Temos 10 voos diários…

 

A crise no Norte de África tem aumentado - à semelhança do que está a acontecer na hotelaria - a procura de voos para o Algarve e Madeira?

 

O destino Madeira estava a cair. Temos feito um trabalho conjunto para promover novos mercados e ainda há pouco fizemos o lançamento do destino Madeira no Brasil - uma acção conjunta do Turismo de Portugal, TAP e Secretaria de Turismo da Madeira -, além de que estamos com uma oferta para que quem compre o destino Lisboa-Madeira a partir do Brasil não tenha que pagar a ligação ao Funchal. Acredito que a Madeira vai ter um excelente Verão.

Leia a entrevista na íntegra na edição de Junho 2011 da Revista Marketeer

 

 

Um abraço português,

 

Jopeg

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Agora sou eu a "viajar",

 

Será que quando ele disse reforçar, estava a falar de alguma nova rota??

 

Já se falou de Belém várias vezes...

 

É que realmente com as reduções anunciadas no inverno IATA, é completamente contraditório esse "reforçar ainda mais" a presença...

 

Mas também se fosse para abrir alguma nova rota em Setembro/Outubro, não me parece que ainda não tivessem feito o anúncio...

 

Confesso que também fiquei um pouco confuso com essa afirmação

 

Cumprimentos

Élvio Meneses

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A idéia aventada de fazer de POA um mini-centro de distribuição é boa... não fosse o fato da (por hora-?) coligada na Star Alliance TAM não ter como efetuar essa distribuição. Ler que a TAP busca apoio da Pluna para isso chega quase a ser inacreditável.

 

Se realmente houvesse algum tipo de intimidade entre as colgadas da SA, a TAM teria uma ótima oportunidade de criar POA-AEP (já existe), POA-MVD, POA-SCL para distribuir os passageiros TAP, que, por sua vez, poderia (caso tivesse aeronaves...), rapidamente, aumentar as frequências para POA.

 

Novamente, fica cristalina a falta de visão da TAM.

 

Por outro lado, pela entrevista vê-se que a TAP também "bateu no teto". Brasil e África crescem rapidamente. A TAP enxerga oportunidades e, dentro de suas capacidades, age com relativa rapidez. Mas já é claro que faltam aeronaves. Em outras palavras, caso tivessem 3-4 A332 a mais, certamente estariam fazendo dinheiro importante. Mas o momento não é de agregar aeronaves: privatização, falta de recursos...

 

Parabéns à diretoria da TAP, que mostra que mesmo sem recursos, com criatividade e planejamento é possível "tirar o máximo suco do limão".

 

Abraços!

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Por outro lado, pela entrevista vê-se que a TAP também "bateu no teto". Brasil e África crescem rapidamente. A TAP enxerga oportunidades e, dentro de suas capacidades, age com relativa rapidez.

 

 

Rafael,

 

Voce acertou em cheio na sua visão da estratégia da TAP. Para dar um exemplo, a TAP inaugura hoje os voos Lisboa - Accra, no Ghana, a ocupação para este voo operado em A320 é 100% com 11 passageiros em lista de espera. Para quem perguntou a razão da abertura de voos directos entre Portugal e o Ghana esqueceu-se dos passageiros em trânsito, nomeadamente aqueles que têm origem em Amesterdão e Dusseldorf (uma recente reabertura da TAP).

 

Outro exemplo, quando a rota LIS - NAT começou a tocar a marca do prejuízo a TAP, em vez de a encerrar, foi à luta, combinou a operação para a Finlândia com o horário de NAT e foi apresentar o Rio Grande do Norte a um mercado que dependia essencialmente dos charters da Finnair.

 

Hoje a Finnair deixou por completo o Nordeste e os operadores encaminham os seus clientes via Lisboa. O mesmo acontece com Oslo, Copenhaga e Estocolmo. Pura visão da TAP!

 

Abraço

 

Luis

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