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Passageiros não morreram antes da queda, diz laudo


-GustavoK-

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Fonte: Terra Notícias

 

 

Os laudos do Instituto Médico Legal (IML) de Brasília mostram que as 154 vítimas do acidente do vôo 1907 da Gol morreram ao cair do avião e chocarem-se com o solo a uma velocidade vertiginosa. Todos os documentos estabelecem politraumatismo por ação contundente como causa da morte.

 

Pela demora em achar os despojos, não foi possível dizer se algumas vítimas morreram antes de atingir o solo, de acordo com a Folha de S.Paulo. Tudo indica, conforme o IML, que elas perderam a consciência antes do choque pela descompressão com o esfacelamento do avião, mas não houve asfixia por tempo suficiente para levá-los à morte.

 

As partes dos corpos das vítimas foram encontradas distantes 100 metros umas das outras e, como os primeiros legistas chegaram até o avião mais de 48 horas após a queda, os restos mortais tinham escurecimento da pele, pela interrupção do fluxo sangüíneo, e o inchaço gasoso, ou enfisematose.

 

O estrondo da queda e o barulho da atividade de helicópteros nos dias seguintes contribuíram para afugentar grandes animais, evitando que as vítimas fossem mordidas.

 

O médico-legista Malthus Fonseca Galvão, que chefia o departamento de Antropologia Forense do IML de Brasília, minimizou a impossibilidade de exames mais detalhados sobre a causa final das mortes. "Não temos uma pessoa que caiu com o avião, mas 154 pessoas que caíram e morreram com o impacto com o chão em alta velocidade. A morte não é um momento, mas um processo. A causa final não é importante, foi um acidente aéreo", disse ao jornal.

 

Os laudos devem ser usados pelas famílias para pedir o seguro obrigatório e também são importantes para a investigação criminal da Polícia Federal. Mais de um mês após a tragédia, ainda não há relatório oficial sobre as causas do acidente e o corpo de uma das vítimas, Marcelo Paixão, ainda não foi localizado.

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"Não temos uma pessoa que caiu com o avião, mas 154 pessoas que caíram e morreram com o impacto com o chão em alta velocidade. A morte não é um momento, mas um processo. A causa final não é importante, foi um acidente aéreo"
sensatez em uma noticia, ainda bem que foi falado por um legista...

 

 

LAUDOS DAS VÍTIMAS DO ACIDENTE DA GOL INDICAM POLITRAUMATISMO

Gustavo Tourinho, do G1, em Brasília

 

 

O laudo cadavérico das vítimas do acidente com o Boeing da Gol, ocorrido em 29 de setembro e que matou todos os 154 ocupantes da aeronave, garante que os passageiros morreram de "politraumatismo, em razão da ação de instrumento contundente". Com isso, fica descartada a possibilidade de as mortes terem ocorrido ainda no ar, em decorrência da despressurização do avião. Os laudos são imprescindíveis para as famílias retirarem o seguro de vida e darem entrada no inventário.

 

Um dos representantes das famílias, o empresário Jorge André Cavalcante, 40 anos, no entanto, ainda acredita na possibilidade de todas as 154 pessoas terem morrido no ar. "A Aeronáutica nos disse que não havia conversa ou gritos na caixa-preta do Boeing depois do choque com o Legacy", lembra. "Além disso, pense bem: eles estavam a 850 km/h e, de repente, começaram a cair a 100 km/h. Ninguém resistiria a mudanças bruscas de velocidade e de pressão."

 

Audiência

Está marcada para o dia 18 de dezembro, às 10h de Nova York, a primeira audiência para julgar o pedido de indenização às famílias das vítimas do acidente do vôo 1907 da Gol. Dez famílias de vítimas do acidente são representadas na ação contra a ExcelAire, dona do jato Legacy que se chocou com o Boeing da Gol, e contra a Honeywell, fabricante do TCAS, equipamento que sinaliza rota de colisão entre aeronaves.

 

"Nunca conseguiríamos ouvir a ExcelAire, a Honeywell e os pilotos se a ação fosse julgada pela Justiça brasileira. Como as empresas têm sede nos Estados Unidos, ficaria mais fácil buscarmos essas explicações diretamente lá", explica Cavalcante. Aqui no Brasil, as famílias das vítimas irão interpelar judicialmente apenas a Gol.

 

Associação

Na próxima sexta-feira, às 10h, será lançada oficialmente a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo 1907. O principal objetivo da entidade será proteger as famílias das vítimas contra o assédio de advogados que, segundo Cavalcante, as procuram insistentemente.

 

"Muitos desses advogados são ligados a outras associações, como a das vítimas do acidente da Tam [ocorrido em 31 de outubro de 1996]. Por favor, nos respeitem. Estão querendo tirar proveito das famílias."

 

Buscas

As buscas pelo corpo da última vítima, Marcelo Paixão, ainda continuam no norte de Mato Grosso. Oitenta homens do Exército e da Aeronáutica continuam no local. Ele foi o único a não ter sido reconhecido ainda pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Brasília.

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