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Obras em Guarulhos - novo passo para ampliação de pista


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Meus prezados:

OBRAS EM GARULHOS

Novo passo para ampliação de pista

O governo federal mandou desapropriar 600 famílias que vivem às margens de uma pista de taxiamento no aeroporto de Guarulhos (SP). A remoção ocorre para a ampliar a pista de manobras, separada por apenas duas cercas e um córrego.

 

Embora estejam embargadas pela Justiça, a estatal estima que as obras sejam liberadas até o final do ano, com conclusão prevista para o fim de 2012.

fonte: jornal "Zero Hora" 25 jul 2011

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Meus prezados:

Complementando...

Infraero vai desapropriar 600 famílias em Cumbica

 

A remoção pretende ampliar a pista para as manobras em aeroporto. A ordem partiu do governo federal; intenção é pagar R$ 63 mil para cada família removida da vizinhança

 

O governo federal mandou desapropriar 600 famílias que vivem às margens de uma pista de taxiamento no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

 

A Prefeitura de Guarulhos protestou, argumentando que não pode remover as famílias sem decidir para onde serão transferidas, para não criar novos focos de invasão no município. A administração tenta incluir as famílias em programas habitacionais.

 

Publicado há um mês no "Diário Oficial", o decreto determina à Infraero que tome providências "amigáveis ou judiciais" para a desocupação. O governo federal reservou R$ 38 milhões para as indenizações, ou R$ 63 mil por imóvel -o valor exato depende do tamanho do terreno e da área construída.

 

O processo de remoção pode durar até um ano; audiências com os moradores já estão previstas para começar nos próximos meses.

 

2.400 MORADORES

 

Os cerca de 2.400 moradores vivem em uma área de 84,3 mil metros quadrados, ou 11 campos de futebol, no Jardim Novo Portugal, ocupação de pelo menos duas décadas a menos de 60 metros dos limites de Cumbica.

 

São ocupações irregulares e legais, como a de Elizabete Nunes, 46, que diz viver no local desde os 11 anos, "quando só tinha mato". "Por mim não sairia daqui", afirma.

 

A rua de Elizabete é de terra, mas no bairro há vias asfaltadas, iluminação pública e pequenos comércios.

 

A remoção ocorre para ampliar a pista de manobras, separada por apenas duas cercas e um córrego. A Infraero estabelece 300 metros como mínimo de segurança das cabeceiras da pista.

 

COPA DE 2014

 

Embora estejam embargadas pela Justiça, a estatal estima que as obras sejam liberadas até o final do ano, com conclusão prevista para o fim de 2012. Elas integram o pacote para a Copa-14.

 

Manter o entorno livre atende a requisito de segurança contra "interferência ilícita", diz a Infraero -definição que inclui de invasões da pista para crimes à presença de pipas no aeroporto.

 

O bairro está em zona suscetível a ruído, na qual habitações não são permitidas.

 

DESDE 2008

 

Há pelo menos quatro anos a estatal planeja remover as famílias. Até 2008, o governo federal esperava desapropriar uma área maior, incluindo o Jardim Novo Portugal e bairros vizinhos, para construir a terceira pista. O projeto foi abortado.

fonte: Ricardo Gallo para a Folha de São Paulo, via CECOMSAER 25 jul 2011

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Só para lembrar... Na primeira semana de Ago comecam as obras na 09L/27R e taxiways.... É bom se preparar :macumba: :macumba: :macumba: :macumba:

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So no Brasil pra o Governo desapropriar por meio de indenizacoes uma area que snme era da propria Uniao. Eh uma mistura de transferencia de renda com grilagem do seculo 21.

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"há vias asfaltadas, iluminação pública".

 

Isso resume muito bem o país que vivemos, onde o ilegal é "legalizado" por aqueles que deveriam defender a legalidade das coisas.

 

O quem tem vereardorzinho que faturou votos às custas de arranjar melhorias em terras que nem deveriam estar habitadas, não está no gibi.

 

Rafael

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E a pergunta polêmica vem aí: fim do morro?

bem precisamos prever varias possibilidades.

a primeira e bem provavel é que tudo continue como esta.

a segunda é que eles desapropriem tudo, mas depois de alguns anos todo mundo voltem para lá.

a terceira é que eles desapropriem, derrubem tudo e cerquem.

e a quarta é que eles desapropriem, derrubem tudo e com uma derraplanagem tirem fisicamente o morro dali, criando um "novo morro" mais baixo e mais longe da pista.

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Entendo que GRU é nosso principal portão de entrada e que o aeroporto precisa de melhoras na pista e taxiways, mas também tem aeroporto que tá precisando de ampliação e construção de novas pistas e taxiways pra ONTEM. Ex: CWB, POA, MAO, etc.

 

No final das contas pagaremos indenizações (nosso dinheiro né) para gente que nem deveria estar onde está, baseado no desrespeito generalizado aos planos diretores em TODO o país.

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A área mais próxima ao aeroporto é esta do "morrinho" que os spotters tanto gostam de ir e fotografar (e que está na foto do colega Mastercaptain), como a partir da rua Benfica e nas proximidades do rio Baquirivu-Guaçu. Tem ótima visão de GRU lá. Ali próximo tem de tudo (com uma passada rápida, dá para ver): campos de futebol, escolas, igrejas, comércio, escola circo, poços (extração de água subterrânea para abastecimento público), reservatórios de água...

 

Infelizmente boa parte desta realidade socio-econômica ruim deve-se, como os colegas já observaram, ao poder público municipal, que não respeitou a área aeroportuária (nem seu plano de expansão), inclusive com populismo sobre pessoas pobres (tarefa aí para ministério público avaliar...). São falhas assim que tornam a situação sempre mais complexa, cara, demorada e de difícil resolução, afinal, ali também foram instaladas iluminação e outros itens. Difícil convencer essas pessoas a sair dali, pois qualquer um não gostaria de ter que ser mudado a força de sua casa, ainda mais se foram incentivados a se fixar ali. Claro que há os excessos dentro de um regime democrático: tem gente que sempre acha que são os aeroportos que se devem mudar (vide CGH etc.)...

 

Conforme alguns colegas já colocaram em outros posts: é menos caro ampliar (eventualmente demolir tudo, como já se falou... :hypocrite: ), que construir novo aeroporto. E tem ainda questões de segurança nos arredores imediatos, como os colegas citaram também. Neste sentido, eventualmente não tenha outro jeito: terá que remover mesmo. Aí é decisão política, pois argumentos técnicos não faltam.

 

Curioso o que está escrito: "(...) A Prefeitura de Guarulhos protestou, argumentando que não pode remover as famílias sem decidir para onde serão transferidas"... Pois é, os mesmos que incentivaram ou foram omissos para evitar esta ocupação irregular agora protestam! :thumbsdown_still:

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