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TAM abandona rotas no interior que eram usadas pela Pantanal


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Empresa deixa de operar voos para cidades de SP, do PR e de Minas; justificativa é prejuízo após mudança de avião

Companhia, que comprou a Pantanal em 2009, diz que clientes têm à disposição a Trip, com quem tem parceria

 

 

MARIANA BARBOSA

DE SÃO PAULO

 

Desde o início do ano, o Grupo TAM parou de operar voos da Pantanal para seis cidades do interior de São Paulo (Araçatuba, Marília e Presidente Prudente), Paraná (Maringá) e Minas (Uberaba e Juiz de Fora). A partir do dia 15, serão interrompidos os voos para Bauru.

As rotas eram pouco rentáveis e passaram a dar prejuízos desde que a TAM decidiu substituir, no mês passado, a frota de turboélices da Pantanal (aviões ATRs de 45 lugares) por Airbus (de 144 assentos ou mais).

A TAM afirmou que os cortes resultam da decisão de "modernizar e homogeneizar" a frota da Pantanal. Diz ainda que os clientes dessas cidades "têm à disposição os serviços da Trip", com a qual mantém um acordo de compartilhamento de voos.

Nenhuma das cidades ficará sem ligação aérea regular -além da Trip, Azul e Gol operam em algumas dessas rotas. Mas a concorrência menor pode acarretar em um aumento de tarifas.

"A TAM está adequando a Pantanal à sua forma de operar", diz Christian Majczak, diretor da consultoria Go4!

A TAM comprou a Pantanal em dezembro de 2009. A companhia passava por dificuldades financeiras e seu único grande ativo eram algumas dezenas horários para pouso ou decolagem (os chamados slots) em Congonhas -aeroporto mais concorrido do país.

Da malha original da Pantanal -que era operada na época da aquisição pela TAM- restam ainda São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Pelas regras da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o slot não está vinculado a nenhuma rota.

Portanto, pouco depois de assumir a Pantanal, a TAM transferiu 17 voos regionais para Guarulhos, utilizando os slots de Congonhas para voos para destinos mais concorridos.

Na época, a mudança gerou revolta de empresários locais. Mas a alteração de rotas ou interrupção de voos não configura irregularidade, já que as companhias são livres para estabelecer suas malhas -desde que haja horário disponível nos aeroportos.

O movimento da TAM é tido localizado e não representa uma concentração ainda maior de rotas no país.

"Cidades de média densidade casam com nossa estratégia de operar com os turboélices ATRs, em conjunto com os jatos da Embraer", afirma o diretor de relações institucionais da Azul, Adalberto Febeliano

 

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/955474-tam-abandona-rotas-no-interior-que-eram-usadas-pela-pantanal.shtml

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Já é muito cristalino que o interesse da TAM era pelo hangar da Pantanal e seus slots em CGH. Como ela decidiu continuar monogamica na frota de narrowbodies (Airbus A320/19/21), simplesmente inexiste chance para que algumas cidades se desenvolvam sem que exista um interesse mutuo do operador do aeroporto, da cidade, da cia aérea, e de empresários locais, para fazer o voo decolar.

 

Mas o que se vê normalmente são esforços individuais que sem eco das demais partes, naufraga e sepulta qualquer chance de incremento significativo da demanda, e assiste a Azul entrar e roubar o mercado pouco a pouco, com maior oferta de horários do que antes, e farta conectividade em VCP.

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