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Ônibus para os aeroportos do Rio. Um transporte que não decola


Carlos Augusto

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Fonte: O GLOBO

Publicada em 22/09/2011 às 23h48m

 

Ônibus, mesmo frescões, à disposição de turistas no aeroporto são cheios, lentos e ineficazes

 

Reportagem: Elenilce Bottari (elenilce@oglobo.com.br)

 

 

 

22_MHB_2011092085029.jpg

 

RIO - Quando chegar ao Rio para assistir aos jogos da Copa do Mundo, em 2014, o turista poderá desfrutar do novíssimo Transcarioca, o BRT com 39km de extensão que ligará o Aeroporto Internacional Tom Jobim à Barra. Orçado em R$ 1,6 bilhão, o sistema com ônibus articulados integrará 45 estações, três terminais para embarque e desembarque de passageiros, nove pontes, três mergulhões e dez viadutos, beneficiando 400 mil pessoas por dia. Mas, enquanto a Copa não chega, os 32 mil passageiros que diariamente aportam no Galeão vivem uma verdadeira odisseia para se locomover através do serviço público disponível.

 

Funcionando oficialmente como aeroporto internacional desde 1945, o Galeão conta apenas com uma companhia de ônibus executivo (frescão) da viação Real Premium, que tem apenas duas linhas: uma para o Aeroporto Santos Dumont via Linha Vermelha ou Avenida Brasil e outra até o Terminal Alvorada via Linha Amarela ou orla - sendo esta o destino de mais de 60% dos turistas que chegam ao Rio.

Além de poucos - saem a cada meia hora do Terminal 1 e circulam das 5h30m até as 23h30m -, esses ônibus não são exclusivos para o aeroporto: vão recolhendo passageiros ao longo do caminho.

 

Outra opção de transporte público, ainda menos confortável, são quatro linhas de ônibus regular que fazem os itinerários Aeroporto-Niterói, Aeroporto-Bonsucesso e Aeroporto-Ilha (via Bancários ou Bananal). A situação é ainda mais grave no Terminal 2, que atende a dez empresas aéreas. Ali, os ônibus muitas vezes chegam já quase lotados de passageiros que embarcaram no Terminal 1.

 

 

Bagageiros externos atrasam a viagem

Há dois anos morando em Copacabana, o engenheiro da Petrobras Jeferson Gomes reclama da falta - crônica, segundo ele - de transporte público para o acesso ao aeroporto:

 

- As filas muitas vezes são extensas, demoram mais de uma hora, porque, quando saem cheios do Terminal 1, os ônibus nem passam por aqui. A viagem também é lenta porque ele vai parando em todos os lugares e o próprio motorista tem que descer para pegar as malas dos passageiros no bagageiro, que é do lado de fora.

" As filas muitas vezes são extensas, demoram mais de uma hora, porque, quando saem cheios do Terminal 1, os ônibus nem passam por aqui ".

 

Pior ainda é a situação na Rodoviária Novo Rio, onde muitos passageiros fazem baldeação. A estudante Barbara Fernandes há um ano vem de Minas encontrar o namorado no campus da Uerj, no Maracanã. Após desembarcar no Tom Jobim, para reduzir os custos, ela recorre ao frescão destino Rodoviária Novo Rio.

 

- Até a Rodoviária, eu pago R$ 6,50 e, de lá, R$ 12 de táxi. Também não pego táxi na porta da Rodoviária, porque lá é mais caro, cobram "no tiro". Prefiro pagar pelo taxímetro - contou.

 

Mas pode ficar pior - para os portadores de deficiência física. O aposentado Jefferson Gonçalves Lima demorou 45 minutos para chegar, de avião, de Belo Horizonte ao Rio, mas esperou mais de uma hora para conseguir um lugar para ele e sua bagagem no ônibus da linha 915 (Aeroporto-Bonsucesso).

 

- A oferta é mínima e, apesar de haver por lei vagas reservadas para portadores de deficiência, ninguém respeita a regra - reclamou.

A falta de opções abriu espaço para uma espécie de transporte de ocasião: as temíveis lotadas. Na última quinta-feira, era possível ver, depois das 18h, passageiros na fila de ônibus do Terminal 2 sendo assediados por motoristas particulares. Segundo funcionários, eles aguardam a saída dos ônibus cheios para oferecer uma opção entre R$ 15 e R$ 20 por passageiro, dependendo do itinerário da corrida.

 

- Eles estacionam no final do terminal e vêm a pé até aqui. Quando a Guarda Municipal chega, eles pegam o carro e dão a volta. Quando a Guarda se afasta, eles voltam e estacionam outra vez - comentou um funcionário do aeroporto, já habituado ao esquema.

 

Outra opção é o trânsito dos táxis comuns (amarelinhos) que levam passageiros para os setores de embarque dos dois terminais, no segundo piso, e, na volta, tentam pescar algum passageiro desembarcando. Eles não podem ficar estacionados em área de trânsito e tentam driblar os guardas enquanto os passageiros não aparecem.

 

"Eles estacionam no final do terminal e vêm a pé até aqui. Quando a Guarda Municipal chega, eles pegam o carro e dão a volta. Quando a Guarda se afasta, eles voltam e estacionam outra vez "

 

Sobre rodas, o dobro de tempo de avião

A viagem entre o Aeroporto Internacional Tom Jobim e a orla do Leblon pode levar 1h30m - quase o dobro do tempo de voo na ponte aérea Rio-São Paulo -, mesmo com trânsito bom, dependendo do número de bagagens. No lugar de ônibus expressos como em cidades europeias e mesmo em Buenos Aires, por exemplo, o serviço de ônibus executivo (frescão) do Galeão pouco difere de um coletivo comum. São 34 passageiros sentados - e alguns em pé, se necessário. Na última quarta-feira, O GLOBO acompanhou a aventura de passageiros que vieram de Salvador, São Paulo e Recife, além de alguns estrangeiros que se arriscaram a embarcar no melhor serviço de transporte público oferecido.

 

O ônibus saiu do Terminal 1 do aeroporto às 19h53m, parando no Terminal 2 já bastante cheio. Deixou o aeoroporto às 20h, levando 34 passageiros sentados nas poltronas existentes e outros três no corredor, em bancos improvisados com malas de viagem. A primeira parada foi às 20h18m na Rodoviária Novo Rio. Pacientemente, o motorista desceu, retirou as bagagens dos passageiros que desembarcaram, deu o troco que faltava a um deles e seguiu viagem, cinco minutos depois.

 

Com o trânsito fluindo, o ônibus chegou às 20h37m no Aeroporto Santos Dumont. Outros passageiros desceram e uma nova remessa subiu. O veículo deixou o aeroporto doméstico às 20h41m, com três passageiros em pé. Dali até o Leblon, foram mais 50 minutos, com mais dez paradas, oito delas para a retirada de bagagens.

 

- Hoje até que está bem rápido - comentou o engenheiro Jeferson Gomes, que saltou em Copacabana.
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De fato o sistema de ônibus é uma porcaria. Mas é mais uma das matérias a troco de pouca coisa d'O Globo. Gostaria de saber qual a solução proposta ao invés de um bagageiro externo. A galera já leva malas ENORMES dentro do ônibus, imagino se fosse interno, ia ter prancha pra um lado, malas e malas do outro...

 

O ônibus para o Alvorada deveria ser exclusivamente pela Linha Amarela.

Deveria haver ônibus para pelo menos 2 pontos distintos da Zona Sul sem passar pelo SDU.

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Para se chegar nos aeroportos das duas maiores cidades dessa bodega desse país é, no mínimo, um desafio. Não da pra saber se vai chegar, se não vai. Transporte público só ônibus e esses não funcionam.

 

No Rio esse descaso acima. Sem contar que esse frescão não para nos pontos. Pra chegar no GIG é necessário pega-lo no SDU porque a parada dele nos outros pontos é incerta.

 

Em São Paulo o ônibus que vai pra Congonhas para na rodoviária mas ninguém pode embarcar!!!

 

é uma piada pronta...

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Prefeitura descarta solução antes de 2014 para escassez de oferta de transporte público

 

Publicada em 22/09/2011 às 23h48m

Elenilce Bottari (elenilce@oglobo.com.br)

RIO - O secretário municipal de Transportes, Alexandre Sansão, disse que a solução para a escassa oferta de transporte público só chegará mesmo com a Copa do Mundo, daqui a três anos.

 

- A solução para o crescimento dos voos está nos corredores expressos (BRTs) que estão sendo construídos. O Transcarioca ficará pronto em dezembro de 2013 e, quando inaugurarmos o Transbrasil, estaremos interligando toda a cidade, inclusive a Zona Norte, através dos corredores expressos e de outros sistemas de transporte - assegurou o secretário.

 

Embora reconheça a mudança no perfil do passageiro, que, com o aumento do poder aquisitivo da classe C, vem agora de todas as partes da cidade, não há, segundo Sansão, previsão para a operação imediata de novas linhas para o Aeroporto Internacional Tom Jobim.

 

Enquanto a Copa não vem, a empresa Real Premium que opera o serviço de ônibus coletivos no Galeão, pretende garantir pelo menos o aumento imediato da demanda em razão do festival Rock in Rio, um dos maiores eventos de música do mundo. A empresa está oferecendo, a partir de hoje, novas composições para 42 passageiros, maiores e com bagageiros internos.

 

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Eu posso dar os meus pitacos, pois já usei várias vezes o transporte de ônibus...

 

- As linhas convencionais são de fato, horrorosas. Pegar no Terminal 2 nem pensar. O jeito é ir mesmo para o terminal 1. Como todo mundo já sacou isso, a bola de neve tá formada.

- A linha de frescão atá a Alvorada pela Zona Sul é impraticável. O fato dela recolher passageiros pelo caminho é o principal problema. Além disso, é uma linha visada para assaltos.

- A linha que liga o Santos Dumont ao Galeão é a menos pior, se o trânsito estiver bom. Como ele quase nunca está...

 

Sobre o futuro, tenho lá minhas dúvidas sobre a eficácia da BRT. Na minha opinião, o gargalo dela será na linha amarela, e também naquele acesso para o viaduto que estão fazendo para ela. Enfim, só resta esperar pra ver no que vai dar...

 

Sobre táxis, eu sou um que vai até o setor de embarque para poder fazer uma corrida no taxímetro. Acho um absurdo os valores que os táxis credenciados cobram, em um aeroporto em que as opções de transporte público são horríveis. E pegar os "bandalhas", nem pensar.

 

Ah sim... e se a viagem for curta, sai mais barato ir de carro e pagar as diárias do estacionamento.

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Sobre o futuro, tenho lá minhas dúvidas sobre a eficácia da BRT. Na minha opinião, o gargalo dela será na linha amarela, e também naquele acesso para o viaduto que estão fazendo para ela. Enfim, só resta esperar pra ver no que vai dar...

 

O projeto do BRT Barra x GIG não passa pela Linha Amarela. O acesso à Ilha do Governador será por Ramos, num novo viaduto que farão ligando a Av. Brasil (altura da Estrada do Engenho da Pedra) à Ilha do Fundão e uma ponte estaiada paralela à "Ponte Nova" do Fundão pra Ilha do Governador.

 

Aquela ponte que estão construindo sobre a Linha Vermelha perto do acesso à Linha Amarela é a nova ligação da UFRJ/Ilha do Fundão com a Linha Vermelha no sentido Centro. Hoje quem sai da UFRJ com destino ao Centro tem que ir quase na Base Aérea do GIG retornar. E aquelas obras no acesso à Linha Amarela são somente duplicação da Av. Bento Ribeiro Dantas e melhorias no acesso pelo viaduto existente.

 

http://www.youtube.com/watch?v=M9k-lm3YpTU

Editando: em tempo, esse vídeo mostra a partir dos 2:00 todo o trajeto do projeto BRT Transcarioca; e em torno dos 4:00 dá mais enfase ao trecho Galeão x Penha e os acessos à Ilha.

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- Até a Rodoviária, eu pago R$ 6,50 e, de lá, R$ 12 de táxi. Também não pego táxi na porta da Rodoviária, porque lá é mais caro, cobram "no tiro". Prefiro pagar pelo taxímetro - contou.

 

 

Até que bem barato viu.... pelas bandas da pequena "Tio Sam" brasileira, de busão (tudo bem que é "O" ônibus) paga-se mais de R$ 30 pilas e de táxi facilmente mais de R$ 100,00...

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O projeto do BRT Barra x GIG não passa pela Linha Amarela. O acesso à Ilha do Governador será por Ramos, num novo viaduto que farão ligando a Av. Brasil (altura da Estrada do Engenho da Pedra) à Ilha do Fundão e uma ponte estaiada paralela à "Ponte Nova" do Fundão pra Ilha do Governador.

 

Aquela ponte que estão construindo sobre a Linha Vermelha perto do acesso à Linha Amarela é a nova ligação da UFRJ/Ilha do Fundão com a Linha Vermelha no sentido Centro. Hoje quem sai da UFRJ com destino ao Centro tem que ir quase na Base Aérea do GIG retornar. E aquelas obras no acesso à Linha Amarela são somente duplicação da Av. Bento Ribeiro Dantas e melhorias no acesso pelo viaduto existente.

 

http://www.youtube.com/watch?v=M9k-lm3YpTU

Editando: em tempo, esse vídeo mostra a partir dos 2:00 todo o trajeto do projeto BRT Transcarioca; e em torno dos 4:00 dá mais enfase ao trecho Galeão x Penha e os acessos à Ilha.

 

Valeu pela informação.

 

Menos mal, então.

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Prefeitura descarta solução antes de 2014 para escassez de oferta de transporte público

 

 

Enquanto a Copa não vem, a empresa Real Premium que opera o serviço de ônibus coletivos no Galeão, pretende garantir pelo menos o aumento imediato da demanda em razão do festival Rock in Rio, um dos maiores eventos de música do mundo. A empresa está oferecendo, a partir de hoje, novas composições para 42 passageiros, maiores e com bagageiros internos.

 

Até parece que isso resolve alguma coisa. Basta ver a bagunça que está acontecendo com os bilhetes da RioCard para o Rock in Rio. Uma desorganização imensa, além de uma total falta de respeito com quem comprou o bilhete, pasmem, ""VIP" (sic!). Imaginem os demais "roqueiros" que terão que encarar os ônibus convencionais...

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Em CWB, o transporte semelhante a este, a maioria das malas vai na cabine do ônibus mesmo, pois há espaço para tal finalidade.

Eventualmente se utiliza o bagageiro também.

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Até parece que isso resolve alguma coisa. Basta ver a bagunça que está acontecendo com os bilhetes da RioCard para o Rock in Rio. Uma desorganização imensa, além de uma total falta de respeito com quem comprou o bilhete, pasmem, ""VIP" (sic!). Imaginem os demais "roqueiros" que terão que encarar os ônibus convencionais...

 

 

A empresa em que trabalho fica na Ayrton Senna, o trânsito já tá meio enjoado. Deu no RJ TV que o terminal Alvorada tá uma bagunça (o que já era esperado); Imagine só o fim do show, todo mundo tentando sair ao mesmo tempo. Se duvidar, vai ser mais jogo voltar a pé.

 

Imagine na olimpíada a beleza que será...

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obra interessante não para ônibus articulados, mas para trens!! mas os prefeitos e goevrnadores do RJ têm que molhar as mãos dos empresários de ônibus e aí, toda essa palhaçada digital de BRT e ponte estaiada ajudará, masi uma vez, a reeleger um cidadão que, no cotidiano da cidade está sendo bastante odiado!!! é o lema daquela música do caetano.."feito encadernação vistosa, feita para iletrados a mulher se enfeita..." a história do Rio e do Brasil foi e é feita dessa maneira: seus goevrnantes podem ser tiranos e ladrões, amigos dos empresários ou amigos dos militantes de esquerda profissional que incham a máquina pública quando esta vence...mas todos, eu disse TODOS, sem exceção sabem a fórmula mágica: fazer uma obra vistosa, grandiosa que faça vista aos olhos..que o sujeito faminto fica tão imprssionado que esquece que ta passando fome e vota no canalhocrata (parafraseando Bezzerra da Silva)!!

 

ah...e só rpa não esquecermos...essa obrinha de M*** que esse prefeito de M*** está achando que faz por favor está chegando com pelo menos 25 anos de atraso e, numa cidade extremamente poluída como está o Rio, investir em ônibus em vez de trens é não apenas cínico com o meio ambiente, mas irresponsável com a nossa saúde...física e econômica!!!!

 

Sr. Eduardo Paes, nunca teve e nunca terá o meu voto, faça a sua obrigação e deixe o poder, faça a fila andar: aqui, ó!!! :angry:

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O Rio de Janeiro é privilegiado por ter a Baía de Guanabara, logo, por que não ligar GIG ao Píer Mauá por balsas? São 10km apenas!

 

 

Caríssimo,

 

esses safados são incapazes de ligar a praça 15 e niterói á são gonçalo, caxias e à ilha do governador de forma decente!! já existe uma estação de barcas na ilha do governador, mas eles podiam fazer melhor, tal como vc propõe...

 

o problema é que a concessão da exploração das barcas está na mão das "Barcas S.A.", que tem como dona o Jacob Barata dono da viação 1001 e, não por acaso, pai da primeira dama Adriana Ancelmo, mulher do excelentíssimo Sérgio Cabral...Vossa senhoria, primeira dama, por sua vez, é sócia do escritório de advocacia que defende não apenas às Barcas S.A., mas a supervia e a metrô Rio. isso é público e notório por aqui, até O Globo e o O Dia sabem...só nçao fazem alarde, pq eles tb estão ganhando com o Rio e seus eventos..

 

é por isso que, na época da ocupação ao complexo do alemão eu fiquei fulo da vida com um monte de pessoas achando que tinha que mandar bala em bandido....os bandidos estão muio longe dos morros aqui no Rio...começando pelo palácio guanabara e a alerj! o resto é malandro otário...

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o problema é que a concessão da exploração das barcas está na mão das "Barcas S.A.", que tem como dona o Jacob Barata dono da viação 1001 e, não por acaso, pai da primeira dama Adriana Ancelmo, mulher do excelentíssimo Sérgio Cabral...

 

Concordo com a parte da incompetência notória da Barcas SA e com a relativa incompatibilidade das atividades profissionais da primeira-dama do estado. Mas pelo que eu saiba quem privatizou a Conerj e cedeu o controle das barcas ao pai da Adriana Ancelmo foi o tucano Marcello Alencar, em 1998...

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Concordo com a parte da incompetência notória da Barcas SA e com a relativa incompatibilidade das atividades profissionais da primeira-dama do estado. Mas pelo que eu saiba quem privatizou a Conerj e cedeu o controle das barcas ao pai da Adriana Ancelmo foi o tucano Marcello Alencar, em 1998...

 

 

concordo contigo...a coisa começou lááá´atrás...mas só quis destacar pro A345 como, após a entrega do patrimonio público para a iniciativa privada, os tentáculos se fecharam coordenadamente...isto é, conseguiram colocar a família para administrar a fiscalização dos negócios do pai..fantástico..

 

em tempo: a mãe do sergio cabral estava dirigindo o museu da república..coisa do tio lula, me parece...acho que rolou uma ajuda cruzada pra família..

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concordo contigo...a coisa começou lááá´atrás...mas só quis destacar pro A345 como, após a entrega do patrimonio público para a iniciativa privada, os tentáculos se fecharam coordenadamente...isto é, conseguiram colocar a família para administrar a fiscalização dos negócios do pai..fantástico..

 

em tempo: a mãe do sergio cabral estava dirigindo o museu da república..coisa do tio lula, me parece...acho que rolou uma ajuda cruzada pra família..

 

Segundo o google, a mãe do Cabral é Museóloga, Pedagoga e Mestre em Educação! Pode até ter rolado indicação política, mas ela tem predicados suficientes pro cargo.

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o problema é que a concessão da exploração das barcas está na mão das "Barcas S.A.", que tem como dona o Jacob Barata dono da viação 1001 e, não por acaso, pai da primeira dama Adriana Ancelmo, mulher do excelentíssimo Sérgio Cabral...Vossa senhoria, primeira dama, por sua vez, é sócia do escritório de advocacia que defende não apenas às Barcas S.A., mas a supervia e a metrô Rio. isso é público e notório por aqui, até O Globo e o O Dia sabem...só nçao fazem alarde, pq eles tb estão ganhando com o Rio e seus eventos..

 

é por isso que, na época da ocupação ao complexo do alemão eu fiquei fulo da vida com um monte de pessoas achando que tinha que mandar bala em bandido....os bandidos estão muio longe dos morros aqui no Rio...começando pelo palácio guanabara e a alerj! o resto é malandro otário...

Permita-me discordar de alguns pontos: a Barcas S/A, bem como a Auto Viação 1001 e a Cometa, é de propriedade do Grupo JCA (Iniciais do sr. Jelson, fundador falecido em 2006, seu filho Carlos e seu genro Amaury). O sr. Jacob Barata controla do grupo Guanabara (metade das empresas de ônibus do Rio, entre outras várias no país todo, incluindo hotéis, operadoras de turismo e concessionárias de ônibus e caminhões).

 

Já a sra. Adriana Ancelmo está divorciada do governador Sérgio Cabral desde julho. Mas seria inocência demais da minha parte achar que algo os impede de manter relações de interesses comerciais, ainda mais gerando receita aos próprios bolsos...

 

De resto, é tudo isso mesmo... o Rio é uma máfia generalizada. Desde o camelô vendendo bala na Central do Brasil até os gabinetes oficiais. Tudo tem esquema.

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Permita-me discordar de alguns pontos: a Barcas S/A, bem como a Auto Viação 1001 e a Cometa, é de propriedade do Grupo JCA (Iniciais do sr. Jelson, fundador falecido em 2006, seu filho Carlos e seu genro Amaury). O sr. Jacob Barata controla do grupo Guanabara (metade das empresas de ônibus do Rio, entre outras várias no país todo, incluindo hotéis, operadoras de turismo e concessionárias de ônibus e caminhões).

 

Já a sra. Adriana Ancelmo está divorciada do governador Sérgio Cabral desde julho. Mas seria inocência demais da minha parte achar que algo os impede de manter relações de interesses comerciais, ainda mais gerando receita aos próprios bolsos...

 

De resto, é tudo isso mesmo... o Rio é uma máfia generalizada. Desde o camelô vendendo bala na Central do Brasil até os gabinetes oficiais. Tudo tem esquema.

 

 

concordo...

 

..e, me permita um adendo. Se vcs tem medo do poder de Jacob Barata aí no Rio, imagina aqui em FOR, onde ele detém a Expresso Guanabara, com 40% do transporte do estado e quase monopoliza as saídas de FOR para as outras capitais do NE (detalhe: teve uma tal "licitação" aqui, que reduziu as empresas rodoviárias regulares de quase 30 para... 4)

 

Além disso, ele é o responsável por estimados 65% do transporte urbano da capital, através de Viação Fortaleza, Via Urbana e Dragão do Mar.

 

Além disso, as 2 maiores empresas metropolitanas daqui, e o banco dele financia mais da metade dos ônibus daqui.

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O transporte público no Rio de Janeiro é a maior máfia desse país. O objetivo é única e exclusivamente atender aos interesses dos empresários e políticos. A população que se #####!

 

Metrô Rio é ridículo. Serviço porco, caro e ineficiente.

 

As linhas de ônibus são uma bosta. Eu moro na Tijuca e preciso ir à Barra com frequência. Quem não tem carro sofre muito. Tem que depender das precárias linhas da Auto Viação Tijuca S.A (famosa Tijuquinha): 233, 234 e 225, que se transformaram em 301, 302, 304, 333 e 345 (o Eduardo Paes fez o favor de mudar todas as numerações das linhas e unificar as cores dos ônibus, pra todo mundo ficar mais perdido). Poucos ônibus rodando para uma demanda gigantesca, demoram séculos pra passar no ponto e nos horários de pico embarcar neles é desumano. Só antes da roleta ficam aglomeradas umas 15 a 20 pessoas, porque não tem mais espaço atrás de tão lotado que está. Vão facilmente mais de 100 pessoas a bordo, subir o Alto da Boa Vista é um parto, a velocidade média de subida fica entre 10 e 20km/h, muitas vezes os ônibus não aguentam e enguiçam.

 

Esse é só um exemplo. Há inúmeras outras linhas pela cidade que são tão ruins quanto ou piores.

 

Além disso, com exceção de algumas poucas linhas, quem precisa de transporte público na madrugada não tem o que fazer. Diversas linhas não rodam e metrô não funciona. Se o sujeito quiser ir pra um bar ou vai ter que gastar uma fortuna de táxi ou não vai de carro e não pode beber, porque há zilhões de blitz da Lei $eca todas as madrugadas pela cidade (sou a favor da fiscalização rigorosa, mas o governo tem que dar contrapartida e oferecer opções pra pessoas saírem à noite).

 

É um absurdo completo um aeroporto como o Galeão, que movimenta mais de 10 milhões de pessoas por ano, ser praticamente inacessível via transporte público. É urgente uma ligação sobre trilhos! Quem precisa pegar vôo entre 18 e 21hs no GIG sofre, porque o trânsito na Perimetral, Leopoldina, Linha Vermelha, Linha Amarela, Avenida Brasil é caótico e nem sempre dá pra sair do trabalho com muita antecedência, então fica todo mundo naquela ansiedade pra saber se chegará a tempo ou não pro vôo.

 

E é mais incrível saber que o governo não tem nenhum planejamento nesse sentido. Os BRTs vão ajudar, mas é pouco. Como falei, um aeroporto internacional da segunda maior cidade brasileira precisa de acesso através de transporte sobre trilhos, seja metrô, VLT ou coisa que o valha.

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