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Aéreas ampliam uso de Wi-Fi a bordo nos EUA


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  • OCTOBER 11, 2011, 4:21 P.M. ET

Aéreas ampliam uso de Wi-Fi a bordo nos EUA

 

Por JACK NICAS

Depois de anos experimentando com TVs a bordo, as companhias aéreas estão procurando entreter seus passageiros com as telas que os viajantes trazem para as aeronaves.
A mudança tem levado a um novo mercado de WI-FI, filmes e programas de TV para smartphones, tablets e laptops a 10.000 metros de altitude.
Cerca de 1.260 aeronaves, ou mais de um terço de todo do transporte de aéreo de passageiros nos Estados Unidos, oferece aos clientes acesso a internet. A conexão pode ser acessada a 10.000 pés, ou cerca de 3.200 metros, o limite mínimo de altitude exigido pela lei americana para se usar aparelhos eletrônicos.

 

 

 

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Em 2013, mais da metade dos aviões de passageiros nos Estados Unidos devem ter conexão. E pelo menos quatro companhias estão competindo para oferecer serviço de WI-FI, com o objetivo de estabelecer oferta de filmes e programação de TV sob demanda.
Em sua contínua luta contra dificuldades econômicas, as companhias aéreas americanas estão investindo em WI-FI para satisfazerem a necessidade de muitos clientes que querem permanecer ligados à internet o tempo todo e conseguir uma nova fonte de faturamento.
"Wi-Fi é mais caro e restrito no ar – não é a mesma coisa que num Starbucks. Mas achamos que esse é o caminho que o mercado vai seguir", disse o diretor-presidente da United Continental Holdings, Jeff Smisek. Ele anunciou em março um acordo para uso de WI-FI para mais de 200 aeronaves da Continental e vai requerer propostas para o serviço em outros 500 aviões da United e da Continental.
As companhias aéreas já sabem que tempo é uma palavra-chave quando se investe em tecnologia. Algumas aeronaves ainda possuem televisões pesadas e fora de linha.
As cinco maiores companhias aéreas de voo doméstico nos EUA – Delta Airlines, American Airlines, Airtran Airways, Alaska Airlines e Virgin America – apostaram antes na nova tecnologia. As empresas se adiantaram e assinaram com a Gogo, a primeira opção para WI-FI em viagens aéreas, e agora estão presas a contratos que rapidamente foram ultrapassados por um número de rivais.
Nos EUA hoje, nove em cada dez aviões com conexão de internet usam o serviço da Gogo LLC., uma companhia de 350 empregados localizada perto de Chicago. A empresa direciona sua conexão de torres de celulares no chão para antenas que podem ser instaladas no avião do dia para a noite. Mas o serviço é limitado ao território americano e o Alasca e não oferece transmissão ao vivo de televisão.
O diretor-presidente da fabricante de máquinas de embalagem Pearson Packaging Systems, Michael Senske, chama a Gogo de "presente divino". Ele diz que agora consegue ser produtivo durante o que costumavam ser horas perdidas e chegou a abandonar a United pela Delta para ter acesso ao serviço de WI-FI.
Os concorrentes da Gogo planejam oferecer um serviço mais abrangente e com mais opções, mas eles ainda não se estabeleceram nos céus americanos. Eles estão apostando em satélites, o que requer receptores mais pesados e que tomam mais tempo para instalação nos aviões.
A Row 44, o provedor de WI-FI para a Southwest Airlines, e a Panasonic Avionics Corp., empresa da japonesa Panasonic, oferecem WI-FI via satélite e planejam até o fim do ano transmitir canais de notícias e esportes para os aviões. Ambas as companhias estão baseadas próximas de Los Angeles.
A grande incógnita do mercado é a ViaSat Inc., uma empresa de comunicações que pretende lançar serviço mais potente de WI-FI aéreo usando a mais nova tecnologia de satélite, chamada de Ka band, no final de 2012.
O atrativo da Ka band é uma largura de banda maior que pode atender ao menos dez vezes mais usuários sem afetar a velocidade da conexão. Uma banda mais larga é o motivo que levou a LiveTV, uma empresa da JetBlue Airways que oferece o serviço da DirectTV nos monitores dos assentos da companhia, a se unir com a ViaSat para lançar seu serviço de Ka band nas aeronaves da JetBlue e Continental.
"Essa é uma opção de alto risco mas com alto retorno", disse a diretora de desenvolvimento de produto da JetBlue, Rachel McCarthy. "Temos a impressão de que passamos à frente da concorrência. Isso nos leva à próxima década".
A Gogo anunciou planos de mudar para a Ka band em 2013 nos EUA e tornar-se um fornecedor global de WI-FI em 2015.
Assim que a United decidir o seu provedor – quatro empresas de serviços de WI-FI entregaram propostas – a US Airways será a última grande companhia aérea do mercado doméstico nos EUA sem um contrato de WI-FI para seus voos. Na quarta-feira, a Delta lançou o serviço por demanda em 16 aeronaves, oferecendo filmes a US$ 4 e programas de TV a US$ 1 para passageiros com laptops. A American Airlines oferece o mesmo em 15 aviões. Ambas as companhias estão veiculando campanhas publicitárias divulgando os serviços de conexão.
A Southwest cobra US$ 5 por voo com serviço da Row 44 e a Gogo cobra de US$ 5 a US$ 13 baseado na duração do voo e oferece 15 minutos por US$ 2.
As companhias aéreas não planejam ainda retirar os monitores de vídeo dos assentos. JetBlue, Continental e Frontier Airlines usam as telas para o LiveTV e os executivos dizem que nada deve mudar. "Nossos clientes ainda amam a TV", disse McCarthy, da JetBlue.
A Virgin America anunciou em seu planos para a área de entretenimento de 2012 a troca dos monitores com tela de toque nos assentos por telas de alta definição para oferecer um serviço de WI-FI da Gogo com velocidade quatro vezes mais rápida.
Apesar das mudanças e dos pagamentos, muitos passageiros estão muito felizes por terem uma sólida conexão de internet.
Melanie Lindenmeyer, uma consultora financeira, aproveita o voo da Delta de Chicago para Minneápolis para enviar emails de trabalho usando a conta do marido da Gogo, no valor de US$ 40 ao mês. "Eu não prestaria atenção à TV" se houvesse uma a bordo, ela disse.

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Fiz a rota MIA-SEA e SEA-MIA há um mês! Essa net no avião foi o melhor passatempo que tive.. nem vi o vôo passar. Prefiro muito mais usar meu Wi-Fi que ficar preso a uma programacao as vezes bem restrita

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