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A345_Leadership

Dúvida - o último vôo da Cruzeiro

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Caros, qual foi o último vôo com o código SC e callsign Cruzeiro? Sei que a RG absorveu a empresa em 01/01/1993, mantendo a pintura até 1997 e até meados de 2002/2003 com um B732 originário da Cruzeiro.

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Caro 345,

 

Essa reposta pode ser dividida entre o oficial, isto é, o que é aplicável ao Panrotas e outras publicações do gênero, que acredito que é isso que você está procurando, e as curiosidades das operações conjuntas (que cada dia que passa vão ficando apenas na memória de quem viveu aqueles tempos), que criaram conceitos e confusões que ninguém sabe de onde surgiram, mas que no final eram empregados tão regularmente, que ficaram incorporados, mesmo que não oficialmente.

 

Quanto ao primeiro aspecto, o que posso lhe dizer é que com a formalização do fim da Cruzeiro, não somente um, mas uma série de voos passou imediatamente de SC para RG, entretanto, a numeração continuou a mesma. A pintura dos aviões seguiu um cronograma geralmente associado com uma revisão pesada.

 

Porém, a respeito do dia a dia (mesmo bem antes de 93), como as chamadas de fonia, o preenchimento de documentação entregue aos tripulantes, os cartões de embarque fornecidos aos passageiros, etc., em grande parte tudo isso seguia parâmetros sem parâmetros. Alguns exemplos:

 

- Havia um pessoal que mesmo sendo voo Varig, mas operando com aeronave Cruzeiro (ou vice e versa), chamava na fonia SC xxx (ou RG xxx).

 

- O plano de voo e o formulário entregue ao AIS de uma viagem com a mesma numeração dividiam-se, dependendo do dia ou de quem estava encarregado da preparação, entre SC ou RG, provavelmente por causa da cor da aeronave, distração do DOV, ou sei lá o quê.

 

- Havia um voo para Miami de A300, de callsign Varig, que às vezes era feito com uma aeronave da Cruzeiro. Segundo o folclore, os controladores americanos confundiam-se quando ouviam a chamada de voo de uma empresa (o voo era RG 8xx) com as cores da outra. Segundo essa mesma lenda, alguns falavam que chegaram a obrigar a alteração de plano de voo para que ficasse adequado com a cor do avião. Outros dizem que as instruções às vezes eram dadas como “RG 8xx in Cruzeiro Airlines colors cleared to ....”

 

Mesmo no Brasil, às vezes os controladores confundiam-se e, consequentemente, confundiam também os pilotos, perguntando se era Varig xxx ou Cruzeiro xxx ... nessa hora, a melhor resposta que encontrei, e que funcionava, era dizer "voo Varig-Cruzeiro xxx ..."

 

Abs :joinha:

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Clipper, obrigado pelos esclarecimentos. Realmente eu procurava algo como o último vôo oficial pela SC.

 

Curioso é o seu relato da operações da RG/SC, lembro de ter visto no Guia Aeronaútico alguns vôos com aeronave RG operados pela Cruzeiro, como o GIG-CNF de 707.

 

Já tinha ouvido falar nesta operação de MIA lá nos idos de 1980/1981, a RG não queria utilizar uma aeronave de uma fabricante ainda em gestação e preferiu repassar para a Cruzeiro e sublocar dela os vôos para MIA e acontecia justamente isso, autorizado era a Varig mais quem "operava" era a Cruzeiro, até que as autoridades americanas deram um recado para a RG, e somando a boa recepção com os Airbuses, a empresa preferiu receber os dois últimos em Varig colors.

 

Abraços!

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A utilização de equipamentos "trocados" era usual. Por exemplo, nos voos da Bacia do Prata, predominantemente Cruzeiro, mesmo durante a operação conjunta nos anos 80, o pessoal da Varig chamava os voos de "RG 9xx", principalmente quando envolviam aeronaves que somente possuíam pintura Varig, como o 707, no SC (RG) 930, ou o DC-10, SC (RG) 910, para MVD e EZE, a partir do GIG, pela manhã.

 

Eu estava no 737 naquela época (portanto, ainda fazendo voos com prefixos distintos), mas acredito que quem fez a última viagem oficialmente com callsign SC nem percebeu que estava apagando a luz, principalmente pelo que comentei anteriormente. Não duvido que mesmo depois ainda havia gente chamando "SC xxx" com os 737 remanescentes com a pintura Cruzeiro, como o CJP.

 

Abs.

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* Por time-table em 90, 91, 92. 93 haviam voos como o SC300 que era feito com 767-300 ou 737-300, obviamente VARIG. Assim como o lendário SC354/355 GRU-SSA-GRU que chegou a ser feito com 747 e DC10!

* Realmente tenho a mesma curiosidade, inclusive de IBAGENS desses aviões após 93... eu queria saber até quando os 737-200 voaram de fato com cores CRUZEIRO.

 

Também queria saber a razão do fim... o que motivou a absorção completa e extinção da marca... marca esta para mim INESQUECIVEL...

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Vale lembrar que os 200 da Varig foram aposentados e depois voltaram à ativa brevemente num esquema sale-leaseback, se não me engano. Nessa aí, inclusos alguns ex-Cruzeiro.

 

Tem uma foto do Jan Mogren no Airliners.net de um 200 de barriga branca decolando de CGH que é desta época dos 200 reativados:

http://www.airliners.net/photo/Varig/Boeing-737-241-Adv/0378749/L/

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* Por time-table em 90, 91, 92. 93 haviam voos como o SC300 que era feito com 767-300 ou 737-300, obviamente VARIG. Assim como o lendário SC354/355 GRU-SSA-GRU que chegou a ser feito com 747 e DC10!

* Realmente tenho a mesma curiosidade, inclusive de IBAGENS desses aviões após 93... eu queria saber até quando os 737-200 voaram de fato com cores CRUZEIRO.

 

Também queria saber a razão do fim... o que motivou a absorção completa e extinção da marca... marca esta para mim INESQUECIVEL...

Vale lembrar que os 200 da Varig foram aposentados e depois voltaram à ativa brevemente num esquema sale-leaseback, se não me engano. Nessa aí, inclusos alguns ex-Cruzeiro.

 

Tem uma foto do Jan Mogren no Airliners.net de um 200 de barriga branca decolando de CGH que é desta época dos 200 reativados:

http://www.airliners...-Adv/0378749/L/

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* Por time-table em 90, 91, 92. 93 haviam voos como o SC300 que era feito com 767-300 ou 737-300, obviamente VARIG. Assim como o lendário SC354/355 GRU-SSA-GRU que chegou a ser feito com 747 e DC10!

* Realmente tenho a mesma curiosidade, inclusive de IBAGENS desses aviões após 93... eu queria saber até quando os 737-200 voaram de fato com cores CRUZEIRO.

 

Também queria saber a razão do fim... o que motivou a absorção completa e extinção da marca... marca esta para mim INESQUECIVEL...

KTR, o principal motivo da absorção da Cruzeiro foi a abertura do mercado internacional feita pelo Collor para a Vasp e TransBrasil e o fim de mono ou dupla designação nos bilaterais. Logo o principal motivo para a Cruzeiro existir virou inócuo. E sabemos que foi uma absorção bem gradual, desde 1975, principalmente nas operações como o Clipper mostrou.

 

E vasculhando no a.net, achei uma do CJS em 1996. Em 1997 o último SC colors virou Varig, mas data específica ou matrícula, eu já não tenho idéia.

0875026.jpg

 

Também acho a Cruzeiro inesquecível, se pudesse abrir uma companhia aérea (com aviões do 737 e A300, nada de um punhado de turboélices) iria coloca este nome, por que ao contrário de suas congeneres, ela foi sendo apagada aos poucos, não deixou paxs no chão, dívidas ou coisas do gênero.

Vale lembrar que os 200 da Varig foram aposentados e depois voltaram à ativa brevemente num esquema sale-leaseback, se não me engano. Nessa aí, inclusos alguns ex-Cruzeiro.

 

Tem uma foto do Jan Mogren no Airliners.net de um 200 de barriga branca decolando de CGH que é desta época dos 200 reativados:

http://www.airliners...-Adv/0378749/L/

Então Lvcivs, que eu lembre os -200 a maioria eram de propriedade da Varig e depois do 11 de setembro foi determinado que todos os 13 saíssem de operação. Depois em 2002 quando houve a devolução de 11 737 (2 733, 4 734 e 5 73G), cinco -200 foram reativados para repor parte da frota, incluindo o B737-2C3 PP-CJT, o único Cruzeiro a voltar a voar depois de 2001. Acho que no final de 2003 que os B737-200 saíram definitivamente da Varig.

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Então Lvcivs, que eu lembre os -200 a maioria eram de propriedade da Varig e depois do 11 de setembro foi determinado que todos os 13 saíssem de operação. Depois em 2002 quando houve a devolução de 11 737 (2 733, 4 734 e 5 73G), cinco -200 foram reativados para repor parte da frota, incluindo o B737-2C3 PP-CJT, o único Cruzeiro a voltar a voar depois de 2001. Acho que no final de 2003 que os B737-200 saíram definitivamente da Varig.

 

Exato, inclusive, que eu me lembre, foi feito sale-leaseback destes aviões!

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Exato, inclusive, que eu me lembre, foi feito sale-leaseback destes aviões!

Eu não lembro se houve sale-lease-back dos breguinhas, mas neste mesmo período final 2001/início de 2002 a Varig fechou um acordo com a Boeing Capital para fazer este acordo com alguns 737-300 e um punhado de MD 11.

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Só complementando, via O Estado de São Paulo de jan/2002:

 

 

 

Varig desmente acordo e ações caem

 

As ações da Varig apresentaram queda de 6,96% nesta quarta-feira, depois que a companhia desmentiu, em esclarecimento à Bovespa, a existência de qualquer acordo para obtenção de ajuda financeira da Boeing ou da GE, ou para transferência de ações da companhia.

 

"No momento não existe qualquer entendimento ou negociação que possa determinar injeção de recursos por parte daquelas empresas", diz o comunicado.

 

Notícias publicadas nesta semana chegaram a especular sobre um acordo para o ingresso de até US$ 1 bilhão na Varig, por parte das duas multinacionais.

 

O resultado foi a valorização superior a 30% das ações da companhia nesta terça-feira. O próprio presidente da Varig, Ozires Silva, havia afirmado que a empresa estava negociando meios de sanear suas contas.

 

"É uma matéria falsa. Nós definitivamente não planejamos investir nem agora, nem no futuro", disse à Reuters o porta-voz da Boeing, Mike Tull.

 

Até agora, o que a Varig efetuou, com a fabricante, foi uma operação de venda e posterior aluguel de aviões, com a redução, apenas para efeito contábil, de US$ 1,2 bilhão para US$ 830 milhões no seu endividamento.

 

Uma cláusula abriu a possibilidade de futura venda de ações à Boeing, o que bastou para impulsionar as ações da empresa, que acumulam alta de 94,55% nos últimos 30 dias.

 

Conforme o Estado informou nesta terça-feira, no dia 15 a Varig deve decidir pelo aumento de capital da recém-criada Varig Engenharia e Manutenção.

 

Segundo um especialista do mercado, a estratégia de transferência de ativos da Varig para a VEM pode representar um novo ganho contábil, pois os bens em questão - inclusive hangares - serão reavaliados antes da operação.

 

Além disso, a participação na VEM pode interessar à GE, que já atua no ramo de manutenção de aeronaves no País, por meio da empresa Celma.

 

 

Sábado, 12 de Janeiro de 2002, 13:43 | Online

 

Varig reforçará caixa com R$ 40 milhões em debêntures

 

 

A FRB-Par, holding que controla o grupo Varig, deverá aprovar na terça-feira a emissão de R$ 40 milhões em debêntures não conversíveis em ações - mais um esforço dentro da complexa reengenharia de suas dívidas, que chegaram a atingir US$ 1,2 bilhão no ano passado. No mesmo dia, também serão votados os acordos de renegociação de dívidas com os credores e o aumento de capital da nova empresa do grupo, a Varig Engenharia e Manutenção, que receberá bens e equipamentos da Varig, reavaliados com ganho para a holding.

 

Ontem, a companhia apresentou mais esclarecimentos à Bovespa sobre os acordos com a Boeing e a Capital, dois de seus maiores credores. As especulações veiculadas esta semana sobre possível injeção de capital das duas multinacionais levaram as ações da companhia a alta de mais de 30% em um só dia.

 

Depois da série de desmentidos oficiais, tanto por parte da Varig quanto da GE e da Boeing, as ações chegaram a cair, mas ainda assim terminaram a semana com valorização de 63,33% nos últimos 30 dias. "Não procedem as notícias de que estejam existindo estudos ou negociações no sentido de capitalização ou aporte por parte daquelas empresas de qualquer valor adicional aos acordos já firmados", diz a nota.

 

As operações com a GE, segundo o documento, se resumiram à revisão dos contratos de leasing dos 27 aviões arrendados à companhia aérea. Com a Boeing, será concluída em fevereiro a operação de venda para posterior aluguel (sale and lease-back) de seis aviões. O acordo, divulgado em dezembro, prevê a compra de quatro MD-11 e dois 737-300 da Varig pela Boeing, com o registro do ganho no balanço da companhia. Mas quatro dessas aeronaves serão arrendadas de volta à Varig.

 

Apesar de a negociação com a Boeing representar ganho contábil de US$ 368 milhões e economia mensal de US$ 40 milhões em encargos, o estopim para os boatos foi a cláusula que abre a possibilidade de futura compra de ações pela Varig.

 

Além disso, analistas de mercado afirmam que a VEM é forte candidata a receber a ter a GE como acionista. A empresa, que já tem uma empresa de manutenção de turbinas no País, a Celma, teria interesse em participar do que poderá ser o maior parque de prestação de serviços do setor na América Latina.

 

Um consultor, que pediu para não ser identificado, afirma que, por trás de todos os negócios envolvendo os nomes da GE e da Boeing, está o interesse das empresas em melhorar a situação de sua principal cliente no continente, dona de 39,67% do mercado aéreo doméstico (com a Rio Sul e a Nordeste) e 82,26% dos vôos para o exterior no ano passado. "O próximo passo será a incorporação da estrutura e das concessões deixadas pela Transbrasil", garante.

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... como o lendário SC354/355 GRU-SSA-GRU que chegou a ser feito com 747 e DC10 ...

 

Falando sobre o SC354, segue um pequeno causo ...

 

O DC-10 foi usado por vários anos nessa rota (geralmente, a chamada na fonia era Varig 354. Mesmo não sendo um voo puramente Varig, falar o nome Cruzeiro com uns antigões sentados na esquerda era sentença de morte e fim da minha carreira na empresa ... rs!). Lembro-me de ter efetuado várias programações nos anos 80 (de camisa de mangas compridas, gravata e às vezes paletó ... sob 30 graus C), que começavam logo cedo no GIG, fazendo um voo de conexão internacional para GRU, e depois, às 12:30, decolávamos rumo a um pernoite bem agradável no Hotel Tropical e para tudo mais que aquela cidade podia nos oferecer ... era excelente! (por algum tempo somente os tripulantes técnicos ficavam por lá, os comissários faziam o que era chamado de bate-e-volta).

 

No dia 19 de agosto de 1991 – com fanfarra, muita festa e divulgação na imprensa – começavam os voos regulares de Boeing 747 para dois destinos domésticos: MAO, no voo RG200, que saía às 10:00 de GRU, chegando às 12:45 (LT), e o SC354, que permanecia partindo às 12:45 e pousava às 14:40 em SVD.

 

Pois bem... Nesse primeiro dia de operação no Aeroporto 2 de Julho, eu realizava o voo 365 (RG ou SC, nem sei mais, mas que fazia SVD-IGU, com escalas em IOS, CNF, GRU e CWB), que estava programado para decolar antes da chegada do B747. Curiosamente, o despacho da Varig não se enrolou para liberar o nosso voo, o que regularmente jamais acontecia, portanto, partiríamos incrivelmente no horário. Estranhando essa anormalidade (falta de atraso), descobri que colocaram de qualquer jeito o carregamento nos porões do nosso 737 (o saudoso PP-VMH), inclusive um cachorro (depois eles morrem e ninguém sabe o motivo). Como não concordei com aquela bagunça que se tornou a liberação da nossa viagem, solicitei o remanejamento do carregamento e novo balanceamento, entre outras coisas. Por causa disso, houve um tumulto “nunca antes visto na história daquela base”, com gerente de aeroporto obrigando a nossa saída da maneira que fosse, chiados de 10 Motorolas na cabine e um monte de QAPs, etc., foi um tremendo rock and roll dos bons, porque aquele seria o lugar onde o festivo 747 (era um -200) deveria estacionar (ainda era o terminal antigo, e para quem se recorda, olhando de frente, essa posição ficava bem à esquerda, próxima da pista 10/28), e que estava impacientemente esperando e buzinando na taxiway.

 

Em resumo, o 747 parou na remota, porque todas as outras possíveis posições mais próximas do terminal, para que os passageiros pudessem andar, sem a necessidade do uso de onibus, estavam tomadas, a "fanfarra" precisou tocar em outro local, saímos do jeito como deveria ter sido feito desde o começo e me tornei provavelmente por algum tempo persona non grata para o despacho de Salvador :lala:

 

Abs.

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AHAHAHAH Clipper, grande história! Gostei! Essa posição era próxima a torre de Salvador... tanto que ao passar onde hoje é a famigerada rampa de spotting, havia um portão de serviço onde se via claramente os DC10 e 747 imponentes com nariz preto e tudo!

 

A345 e LVCIVS,

 

Houve sale-lease back nos anos 90! Inclusive de DC10. Esse sale-lease back seria para bancar a expansão de N 767-300, MD11, 747-400, 737NG que o Rubel Thomas assinou (e que muitos aviões destes nunca vieram). Os 737-200 sairam da frota por razões de IDADE E CUSTO, afinal tinha acontecido o 11SET e pressão da STAR ALLIANCE. E ficaram encostados esperando novos proprietários, 2 chegaram a ser pintados para NACIONAL e não foram entregues e finalmente com a retomada por parte da ILFC ou GECAS de vários 737, ai houve a necessidade de resgatar o tipo, inclusive com o CJT e VME voando em fuselagem e motores BRANCOS... na época foi uma delícia para mim, pois eu tinha um colega muito CHATO, VARIGUIANO doente que batia no peito que não tinha mais avião velho como o -200 na VARIG rs.. e aí de repente pousa no quintal dele o VME com o mesmo barulho (incomodo e insuportavel acordo o mesmo) dos VASP da vida! Após esse retorno breve, os aviões tomaram destinos distintos como TAF (VML), RICO (VME, VMM, VMN), SOUTHERN WINDS (VMJ, CJT)... e por aí vai.

 

Ainda sobre CRUZEIRO, perguntei a um amigo que trabalhava no GIG na época, e a abertura de Collor, deixou de ser "lucrativo" ter duas empresas, e como não havia impeditivo legal na época, os aviões permaneceram em cores CRUZEIRO, até chegar a hora de um check realmente pesado (D) para a troca da pintura e ele não recorda se foi 96 ou 97 o último a ser despintado. Em 1999 CJS, CJP foram vendidos para o MÉXICO e lá estão até hoje. O CJO se lascou em CKS... ficando CJN, CJT, CJR na operação... o CJR e CJT foram até o final, o CJN varou em Goiânia e foi perda total... CJR ficou abandonado no GIG e por fim o CJT foi para a Argentina, onde foi desmontado. Muitos desses 737-200 da RG/SC foram vendidos a PMLI empresa de leasing.

 

Há de se frisar (misturando SC com RG) que durante o tempo que ficou um 737-200 parado em POA aguardando o destino, um deles (VMalguem) foi adesivado de LAPA fins rodar o filme WHISKY ROMEO ZULU... inclusive em uma tomada de camera de uma aeromoça fechando a porta é VISIVEL o V A de VARIG marcado na fuselagem por ação do tempo e pintura por cima... e durante uma cena de abastecimento por baixo da asa um PP (este filme usou o LV-ZXS para tomadas aéreas onde o Pineyro faz cenas de comandante)

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Consegui levantar o timetable publicado em DEZ1992, irei postar aqui e ai teremos "noção" de qual teoricamente foi o ultimo pouso "oficial" de um SC

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Aí está o último flightlist da CRUZEIRO... com vários voos de 737-300, MD11, 767-300... então teoricamente o último voo SC puro deve ter sido em um 737-200... então será algo hipotético... pois não sabemos como estavam os trilhos naquela noite de 31DEZ1992... uma quinta-feira, até porque poderiam ter cancelamentos de fim de ano e afins... Mas...



SC111 12345-7 733 POA 2200 2335 GRU

SC250 1234567 733 IGU 1600 1735 GRU 1815 1915 GIG 2000 2245 BEL 2335 0035 MCP

SC470 12345-7 73S GRU 2200 2235 CGR

SC486 12345-7 73S GRU 2015 2130 CGB 2200 2255 PVH 2325 0045 MAO

SC937 1234-6- 733 EZE 1615 1750 POA 1830 2010 GRU 2100 2315 SSA


Pode ter sido, usando do principio de DATA FIXA, ter sido o SC111 operado por um 737-300 (será que os VARIG operados com 733 chamavam como Cruzeiro?), pode ter sido o SC486 com muita sorte em um PP-CJdavida como CRUZEIRO 486 ao pousar em Manaus e se foi, belo fechamento de livro... e como concorrente a ultimo voo inter o SC937 ao pousar em SSA com um 737-300 da VARIG. Então fico na teoria do 486...



SC110 123456- 733 GRU 0700 0835 POA

SC111 12345-7 733 POA 2200 2335 GRU

SC114 1234567 733 GRU 1930 2105 POA

SC115 1234567 733 POA 0930 1105 GRU

SC144 1234567 733 GIG 1600 1730 CWB

SC145 1234567 733 CWB 0930 1030 GRU 1115 1215 GIG

SC150 1234567 733 GRU 0800 0900 CWB

SC151 1234567 733 CWB 1800 1900 GRU

SC168 1234567 73S GIG 0715 0845 CWB 0910 1020 IGU

SC169 1234567 73S IGU 1815 1920 CWB 1945 2110 GIG

SC211 -2----- 73S CZS 1435 1545 RBR

SC220 1-3---- 73S MAO 0905 1020 TFF 1045 1055 TBT

SC221 1-3---- 73S TBT 1135 1345 TFF 1410 1515 MAO

SC230 1-3-56- 73S BEL 0630 0650 STM 0715 0825 MAO

SC231-2-4--7 73S MAO 1500 1610 STM 1635 1855 BEL

SC234 1--4--- 73S BEL 0530 0550 STM 0615 0655 TMT 0720 0820 MAO

SC235 1-3-5-- 73S MAO 1600 1700 TMT 1725 1805 STM 1830 2050 BEL

SC248 1234567 733 MAO 2040 2200 BVB

SC249 1234567 733 BVB 0330 0445 MAO

SC250 1234567 733 IGU 1600 1735 GRU 1815 1915 GIG 2000 2245 BEL 2335 0035 MCP

SC251 1234567 733 MCP 0400 0500 BEL 0600 1035 GIG 1115 1225 GRU 1300 1430 IGU

SC256 12345-7 733 GRU 1945 2100 CNF

SC257 123456- 733 CNF 0700 0810 GRU

SC270 1234567 73S GRU 1545 1720 GYN 1745 1825 BSB 1900 2050 SSA 2115 2120 MCZ

SC271 1234567 73S MCZ 0500 0700 SSA 0730 0925 BSB 1000 1040 GYN 1105 1230 GRU

SC272 12345-7 73S GRU 1730 1905 BSB 1945 2120 REC 2205 2250 NAT

SC273 12345-7 73S NAT 0530 0610 REC 0640 1020 BSB 1050 1225 GRU

SC282 -----6- 73S BSB 1945 2120 REC 2205 2250 NAT

SC283 -----6- 73S NAT 0530 0610 REC 0640 1020 BSB

SC300 1234567 767 GIG 1445 1645 SSA 1720 1735 REC 1815 1930 FOR 2000 2120 SLZ 2150 2255 BEL 2330 0030 MAO

SC301 1234567 767 MAO 0200 0500 BEL 0535 0640 SLZ 0710 0825 FOR 0900 1010 REC 1050 1305 SSA 1340 1540 GIG

SC302 1234567 733 GIG 0830 1015 REC 1045 1120 JPA 1150 1230 NAT 1255 1355 FOR 1440 1555 SLZ 1620 1725 BEL 1800 1820 STM 1845 1955 MAO

SC303 1234567 733 MAO 0545 0700 STM 0725 0945 BEL 1015 1115 SLZ 1140 1250 FOR 1335 1435 NAT 1500 1535 JPA 1600 1630 REC 1700 2100 GIG

SC304 -2--5-- 733 BEL 0530 0620 MCP

SC305 1--4--- 733 MCP 2035 2130 BEL

SC306 1-34-67 733 BEL 0630 0720 MCP

SC307 -23-567 733 MCP 1930 2025 BEL

SC326 1234567 733 GRU 0730 0830 GIG 0915 1130 FOR

SC327 1234567 733 FOR 1700 2115 GIG 2200 2310 GRU

SC354 1234567 D10 GRU 1245 1500 SSA

SC355 1234567 D10 SSA 1545 1805 GRU

SC404 12345-- 733 GIG 0700 0845 BSB

SC405 12345-- 733 BSB 0915 1050 GIG

SC470 12345-7 73S GRU 2200 2235 CGR

SC471 123456- 73S CGR 0500 0735 GRU

SC476 1234567 73S GIG 0645 0745 CNF 0815 0930 BSB 1000 1040 CGB 1105 1215 CGR 1240 1515 GRU

SC477 1234567 73S GRU 1320 1400 CGR 1425 1530 CGB 1555 1830 BSB 1910 2025 CNF 2050 2150 GIG

SC480 1-3-5-- 73S CZS 1425 1535 RBR 1600 1800 PVH 1825 1945 MAO

SC482 1-3-5-- 73S GRU 0900 0940 CGR 1005 1120 CGB 1150 1205 RBR 1230 1345 CZS

SC484 -2-4-67 73S GRU 0900 0940 CGR 1005 1110 CGB 1150 1205 RBR 1230 1430 PVH 1500 1620 MAO

SC485 1234567 73S MAO 0745 0910 PVH 0935 0935 RBR 1000 1415 CGB 1455 1605 CGR 1630 1905 GRU

SC486 12345-7 73S GRU 2015 2130 CGB 2200 2255 PVH 2325 0045 MAO

SC487 12345-7 73S MAO 2230 2350 PVH 0020 0315 CGB 0345 0650 GRU

SC488 1234567 733 GRU 2145 2320 BSB 2350 0050 MAO 0120 0240 BVB

SC489 1234567 733 BVB 2245 0005 MAO 0035 0525 BSB 0550 0725 GRU

SC880 -2-4567 733 GIG 0900 1010 GRU 1055 1145 VVI 1245 1325 LPB

SC881 -2-4567 733 LPB 1425 1505 VVI 1605 2050 GRU 2130 2230 GIG

SC884 -----6- 73S MAO 0955 1105 TFF 1130 1140 TBT 1210 1305 IQT

SC885 -----6- 73S IQT 1345 1440 TBT 1510 1720 TFF 1745 1855 MAO

SC888 1------ 73S BEL 2000 2120 CAY 2150 2235 PBM

SC889 1------ 73S PBM 2315 2359 CAY

SC889 -2----- 73S CAY 0030 0200 BEL

SC892 ----5-- 73S BEL 2030 2125 MCP 2200 2300 CAY

SC893 ----5-- 73S CAY 2345 0045 MCP 0105 0210 BEL

SC897 ----5-- 73S CAY 2345 0210 BEL

SC930 1234567 767 GIG 1715 1825 GRU 1915 2205 EZE

SC931 1234567 767 EZE 0845 1130 GRU 1215 1315 GIG

SC934 --3--6- 733 SSA 0700 0930 GRU 1015 1155 POA 1235 1400 MVD 1445 1530 EZE

SC935 ----5-7 733 EZE 1500 1545 MVD 1630 1750 POA 1830 2010 GRU 2100 2315 SSA

SC936 12-45-7 733 SSA 0700 0930 GRU 1015 1155 POA 1235 1415 EZE

SC937 1234-6- 733 EZE 1615 1750 POA 1830 2010 GRU 2100 2315 SSA

SC938 1234567 733 GIG 1345 1455 GRU 1530 1630 CWB 1700 1750 FLN 1820 1920 POA 2000 2145 EZE

SC939 1234567 733 EZE 0715 0845 POA 0930 1030 FLN 1100 1150 CWB 1700 1920 GRU 1400 1500 GIG

SC940 1-3-56- M11 GRU 1000 1245 EZE

SC940 -2-4--7 D10 GRU 1000 1245 EZE

SC941 1-3-56- M11 EZE 1820 2100 GRU

SC941 -2-4--7 D10 EZE 1820 2100 GRU

SC942 --3-5-- 733 GRU 0915 1055 IGU 1140 1340 EZE

SC943 --3-5-- 733 EZE 1430 1630 IGU 1715 1845 GRU

SC946 ------7 73S IGU 1140 1340 EZE

SC947 ------7 73S EZE 1430 1630 IGU


Malha robusta e interessante, vale lembrar que um número CRUZEIRO não se repetia na malha VARIG, porem para fechar trilhos é necessário mesclar, por exemplo avião VNx desceu como SC, subiu como RG e assim vão fazendo a malha...

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Aí está o último flightlist da CRUZEIRO... com vários voos de 737-300, MD11, 767-300... então teoricamente o último voo SC puro deve ter sido em um 737-200... então será algo hipotético... pois não sabemos como estavam os trilhos naquela noite de 31DEZ1992... uma quinta-feira, até porque poderiam ter cancelamentos de fim de ano e afins... Mas...

 

PT-KTR, que relíquia!! Sensacional.

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