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Controle aumenta distância lateral das aeronaves


-GustavoK-

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Fonte: Terra Online

 

 

Representantes do Sindicato das Empresas Aéreas e dos aeronautas anunciaram nesta sexta-feira novas regras para deixar o espaço aéreo mais seguro. Por sugestão dos pilotos, o espaço entre os aviões será aumentado. Além da separação vertical, de pelo menos 300 metros, eles serão separados horizontalmente, em pelo menos dois quilômetros, informou o Jornal Nacional.

 

Este novo modelo de sistema de controle do tráfico aéreo é semelhante aos usados na África e nas regiões dos oceanos - onde a comunicação é mais difícil. Nestas áreas, o controle trabalha com distâncias maiores entre as aeronaves.

 

Nesta sexta-feira, 67 novos controladores se formaram em Escola da Aeronáutica de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Quinze ficarão em Brasília.

 

O telejornal mostrou, na quinta-feira, o relatório da Aeronáutica sobre os casos de quase-colisão de aviões, que os militares chamam de incidentes. Foram 22 no primeiro semestre desse ano. O Sindicato das Empresas aéreas disse que o número não é alarmante e que a segurança de vôo no Brasil está dentro dos padrões internacionais.

 

"O índice acidentes no Brasil é de 0.8 por milhão de decolagens. A média mundial é 1.2 acidentes por milhão de decolagens. Nós estamos abaixo da média mundial", afirmou Ronald Jenkins, do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas.

 

O comandante Célio Abreu do Sindicato dos Aeronautas disse que os relatórios sobre incidentes são importantes para aumentar a segurança dos vôos. "Esses relatos são instrumentos que possibilitam a melhora do sistema. Certamente que esses episódios não se repetirão porque medidas foram tomadas para prevenção", afirmou Célio Abreu, do Sindicato Nacional dos Aeronautas.

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Nesta sexta-feira, 67 novos controladores se formaram em Escola da Aeronáutica de Guaratinguetá, no interior de São Paulo. Quinze ficarão em Brasília.

 

Dei uma passada rápida por lá, a tempo de ver a finalização da formatura com a passagem de 2 A-1. Infelizmente não consegui conversar com ninguém sobre as futuras localidades às quais serão destinados. Essa nova orientação sobre a distância das aeronaves só vem corroborar o fato que existem pessoas de dentro da aviação que estão receosas quanto a segurança no nosso espaço aéreo. Triste situação de um país "triste"

 

 

Um abraço

 

 

Marco A Constantino

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Colisao em tempos de RVSM e GPS era perfeitamente previsivel. E importante salientar que nao necessariamente somente em areas com boa cobertura radio e radar podemos esperar maior seguranca de voo, vide o exemplo na Europa. Mesmo com o atual alvoroco de precariedade de infra-estrutura de controle de trafego aereo, que foi levantada ate que muito tarde e com um preco alto demais, o Brasil tem, sim, condicoes de manter um bom padrao de seguranca de voo. Os alardes da imprensa sao muitas vezes mais prejudiciais do que informativos no sentido de recuperacao do sistema, principalmente quando usa argumentos sem uma maior explicacao para o publico leigo. A utilizacao do SLOP (Strategic Lateral Offset Procedures) para manter um certo limite lateral em relacao ao eixo da rota e largamente empregada em diversas partes do mundo, inclusive numa regiao nobre em fluxo de trafego, como a travessia do Atlantico Norte, para evitar exatamente o que nem sempre e possivel em regioes deficientes de um controle de trafego mais efetivo, e nem por isso sao menos seguras... muita informacao infundada, como e de praxe.

O importante, que eu vejo, e que a administracao federal deve optar no momento entre dois caminhos, para acabar ou tentar amenizar toda essa embrulhada que se meteu: assumir que mesmo apos ter investido milhoes no projeto Sivam a regiao amazonica ainda continua carente em termos de controle de trafego aereo e portanto medidas radicais de controle de trafego aereo deverao ser tomadas, como o fim do RVSM em determinados pontos (normal, perfeitamente aceitavel e nao necessariamente 'humilhante' por ter de admitir esse retrocesso, principalmente para um pais da dimensao do Brasil) ou investir pesadamente na estrutura como um todo, situacao pouco provavel em funcao da falencia geral em varios setores mais ou menos importantes para o pais.

744F

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Colisao em tempos de RVSM e GPS era perfeitamente previsivel. E importante salientar que nao necessariamente somente em areas com boa cobertura radio e radar podemos esperar maior seguranca de voo, vide o exemplo na Europa. Mesmo com o atual alvoroco de precariedade de infra-estrutura de controle de trafego aereo, que foi levantada ate que muito tarde e com um preco alto demais, o Brasil tem, sim, condicoes de manter um bom padrao de seguranca de voo. Os alardes da imprensa sao muitas vezes mais prejudiciais do que informativos no sentido de recuperacao do sistema, principalmente quando usa argumentos sem uma maior explicacao para o publico leigo. A utilizacao do SLOP (Strategic Lateral Offset Procedures) para manter um certo limite lateral em relacao ao eixo da rota e largamente empregada em diversas partes do mundo, inclusive numa regiao nobre em fluxo de trafego, como a travessia do Atlantico Norte, para evitar exatamente o que nem sempre e possivel em regioes deficientes de um controle de trafego mais efetivo, e nem por isso sao menos seguras... muita informacao infundada, como e de praxe.

O importante, que eu vejo, e que a administracao federal deve optar no momento entre dois caminhos, para acabar ou tentar amenizar toda essa embrulhada que se meteu: assumir que mesmo apos ter investido milhoes no projeto Sivam a regiao amazonica ainda continua carente em termos de controle de trafego aereo e portanto medidas radicais de controle de trafego aereo deverao ser tomadas, como o fim do RVSM em determinados pontos (normal, perfeitamente aceitavel e nao necessariamente 'humilhante' por ter de admitir esse retrocesso, principalmente para um pais da dimensao do Brasil) ou investir pesadamente na estrutura como um todo, situacao pouco provavel em funcao da falencia geral em varios setores mais ou menos importantes para o pais.

744F

 

Agradeço pelas explicações 744F, e concordo com o que você diz sobre os investimentos, precisamos de algo concreto e não de mais e mais medidas paliativas.

 

 

Um abraço

 

 

Marco A Constantino

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