Jump to content

Estresse aéreo na Barra da Tijuca: tráfego de aeronaves preocupa moradores


C010T3

Recommended Posts

Estresse aéreo na Barra: tráfego de aeronaves preocupa moradores

 

Vaivém de aviões e helicópteros no Aeroporto de Jacarepaguá é motivo de reclamação de quem mora no bairro vizinho

 

Marta Paes

O Globo - 24.11.2011

 

Quando o assunto é tráfego, moradores da Barra não pensam só no excesso de carros e em ruas congestionadas. Eles olham para o céu: é o tráfego aéreo que vem preocupando e incomodando muita gente do bairro. Vizinhos do Aeroporto de Jacarepaguá, eles reclamam da frequência cada vez maior de voos e, principalmente, do barulho causado pelas aeronaves. O medo de acidentes, é claro, está entre as principais queixas. A mobilização para mudar o cenário já começou. Na semana passada, um morador estendeu faixa na Avenida Ayrton Senna, pedindo providências ao poder público. Outro grupo formou comissão e levou sugestões de mudança de rotas ao Departamento de Controle Aéreo (Decea). Tudo para que o céu deixe de ser, como no trânsito do dia a dia, um motivo de estresse.

Moradores do condomínio Nova Ipanema, na Avenida das Américas, não precisam de despertador. Por volta das 6h30m, de segunda a sexta-feira, não há quem consiga dormir com o barulho dos helicópteros que prestam serviço para a Petrobras e que decolam do Aeroporto de Jacarepaguá. As aeronaves passam bem perto dos prédios e têm incomodado tanto as 3.700 pessoas que residem ali que o condomínio criou uma comissão para resolver o problema. O primeiro passo dos responsáveis pela chamada Comissão do Barulho foi fazer um levantamento de dados e uma análise da geografia da região para propor mudanças de rotas.

— Procuramos a Infraero no Aeroporto de Jacarepaguá. Lá, nos explicaram como funcionavam as rotas, mas disseram que o órgão que as definiam é Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Enviamos uma carta ao tenente-brigadeiro Ramon Borges, mostrando a situação e sugerindo algumas mudanças. É claro que se trata de um estudo de leigos, mas é um esforço para resolver o problema. Isso foi em julho, e não recebemos nenhuma resposta — explica o engenheiro Sebastião Ribeiro, membro da comissão.

A assessoria de imprensa do Decea confirmou o recebimento da carta, mas informou que não há como alterar as rotas dos helicópteros, como pedem os moradores, porque isso implicaria em mudanças de outras rotas aéreas.

Síndico do condomínio, o engenheiro Mário Szheer registrou, com um decibelímetro, durante três semanas seguidas a quantidade de voos de helicópteros e o volume de ruído dos aparelhos. Num único dia, Szheer contou o vaivém de cem aeronaves, sendo que uma delas produziu 110 decibéis na área de lazer do condomínio, que fica no térreo e em local aberto.

— Nos apartamentos, o barulho é ainda pior. Quando os helicópteros passam é impossível falar ao telefone ou ouvir a TV. O barulho é ensurdecedor — diz Mário.

Ele não exagera ao reclamar do volume. Segundo a escala de decibéis (dB) relacionada no site do Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), a qualidade de som é considerada muito alta de 80 a cem dB, e ensurdecedora entre cem e 120dB.

Os moradores do Nova Ipanema questionam o aumento do tráfego nos últimos três anos. E não são os únicos incomodados. Até quem trabalha dentro do Aeroporto de Jacarepaguá se queixa da situação. Dono da empresa de propaganda aérea Propagaer, Donaldo Figueira reclama do intenso tráfego dos helicópteros.

— Não se está preservando a condição de aeroporto para aeronaves de pequeno porte. São helicópteros S92, S76 e Super Puma, todos de grande porte e de nível de ruído altíssimo — diz Figueira, chamando atenção para um futuro ainda mais barulhento. — Hoje a frota do Pré-Sal é 10% do previsto.

Procurada pela reportagem, a Petrobras não respondeu sobre a quantidade de voos diários feitos a serviço da empresa. Mas informações na página da Infraero na internet confirmam o aumento do serviço no Aeroporto de Jacarepaguá: “Atualmente, o aeroporto, em função de sua localização, está em evidência pelos grandes empresários da aviação executiva e para o transporte off-shore em consequência da prospecção e extração do petróleo da camada Pré-Sal da Bacia de Santos. Desde o Panamericano, realizado em 2007, as características do aeroporto foram modificadas radicalmente. O volume de movimentos de aeronaves e passageiros vem crescendo devido à demanda”.

Há um aspecto no drama vivido pelos moradores que não pode ser ignorado. O Aeroporto de Jacarepaguá foi inaugurado em 1971, antes de muitos empreendimentos imobiliários da Barra. O Novo Ipanema é de 1977.

— O crescimento do aeroporto está totalmente controlado. Os moradores de condomínios vizinhos já sabiam da existência dele. E as construções no entorno continuam. Depois não adianta reclamar — diz Sérgio Alexandre, dono de uma empresa aérea que funciona no Aeroporto de Jacarepaguá.

Na Avenida Abelardo Bueno, por exemplo, será construído um novo centro comercial, que ficará no caminho de aviões e helicópteros. Mas para o empresário Rafael Ganem, morador de um condomínio na Avenida das Américas, colocar a culpa no desenvolvimento do bairro não reflete a realidade.

— Dizer que o aeroporto já existia antes das pessoas se mudarem para a Barra é uma falácia. Não havia movimento no aeroporto, era um avião ou outro de pequeno porte. Quem mora na Barra está sofrendo com o crescimento exponencial de aeronaves que partem do Aeroporto de Jacarepaguá — afirma Ganem.

De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo, todas as licenças para construção no entorno do aeroporto passam pela aprovação da Aeronáutica. “Todas as edificações que estão na abrangência do cone de aproximação dos aeródromos são submetidos à análise da Aeronáutica, que tem que conceder o "nada a opor" ao projeto. Só, então, é concedida a licença para construção”, informa nota divulgada pela secretaria.

Outro ponto polêmico é a questão da segurança. Quem ouve o barulho das aeronaves tão perto de casa teme que um dia elas caiam sobre suas cabeças. Mas há quem não veja razão para tanto medo, como o aviador Laerte Coutinho, sócio do Clube Esportivo de Voo, o CEU.

— Sou vizinho do aeroporto e defensor do meio aeronáutico. Posso dizer que as rotas são bem específicas e seguras — afirma, lembrando, no entanto, que o aeroporto funciona na capacidade máxima. — O tráfego está disciplinado e coordenado, mas no limite.

Em janeiro deste ano, a Infraero anunciou investimentos no Aeroporto de Jacarepaguá estimados em R$ 5 milhões até 2015. Entre eles, está a nova torre de controle, concluída em outubro, e a ampliação do pátio de aeronaves.

Segundo a assessoria de imprensa do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), não foi possível responder o GLOBO-Barra

porque o diretor-geral do órgão, tenente-brigadeiro-doar Ramon Borges Cardoso, estava fora do país.

Link to comment
Share on other sites

Aqui em FOR, na Itaoca/Serrinha/Montese/Parangaba reclamam dos pousos, na Aerolândia/Cid.dosFunc./ParqueManibura/JardimdasOliveiras das decolagens! Não sei ai, mas aqui, foi tudo invadido, ai vem reclamar, fala sério! Querem, cancelar pousos e decolagens, pois algumas POUCAS pessoas, a maioria idosa, perdeu parte da audição, suspeitando o barulho, mehor dizendo, as sinfonias!

Link to comment
Share on other sites

Então beleza,

 

alguem poderia por favor retirar esta avenida aqui em baixo da minha casa porque ela faz muito barulho. É ônibus buzinando, engarrafamentos e é claro ha sempre o medo de eu sair de casa e ser atropelado. Assim não da pra viver!

Link to comment
Share on other sites

Salve salve pessoal do CR. Moro no rio, mais precisamente na perna do vento do aeroporto de jacarepagua! A materia que foi escrita ta bem elaborada. Os predios vieram depois do aeroporto, e continuam a ser construidos, mas a movimentação realmente tem aumentado. Agora esse assunto de que não da pra ver TV ou falar ao telefone é exagero. O barulho dos helicopteros deve durar cerca de 10 segundos e olhe la. E ainda tem condominio sendo construido no prolongamento da 02!!

Link to comment
Share on other sites

Condomínio? No final da 02 está sendo construído um HOSPITAL, como se já não bastasse o Barra D'Or do outro lado do aeroporto.

 

O tráfego aumentou muito, é verdade, e isso não tem solução simples. A solução para essa galera é a Petrobras abrir um heliporto em algum outro lugar, se não for isso, não há o que ser feito, pq o tráfego Off-shore está aumentando absurdamente, só tende a continuar crescendo e se não for construído heliporto, SBJR virará este heliporto.

Link to comment
Share on other sites

Os mesmos que reclamam, iriam adorar se houvessem voos comerciais pertinho de casa...do que ter que ir até o GIG.

 

Igual ao caso do SDU.

 

Hipocrisia..

 

Concordo plenamente com você, mas os helicópteros off-shore são MUITO barulhentos, em especial o S-92, o Super Puma e o AW139. O S76 até passa, mas ele tem se tornado raridade em SBJR. A diferença para o barulho de avião é bem significativa.

Link to comment
Share on other sites

 

Concordo plenamente com você, mas os helicópteros off-shore são MUITO barulhentos, em especial o S-92, o Super Puma e o AW139. O S76 até passa, mas ele tem se tornado raridade em SBJR. A diferença para o barulho de avião é bem significativa.

 

Lvcivs, é verdade.. entendo.

 

Mas creio que o aeroporto é um mal necessário(Em termos de ruido). Assim como citaram um exemplo de uma avenida, não tem como "tirar-lá" de lá, não é mesmo?!

 

O jeito é se acostumar...

Link to comment
Share on other sites

Olha, já trabalhei em uma empresa que fica no polo de cine e vídeo, que fica praticamente embaixo do eixo da pista, e os helis fazem sim um barulho considerável. Ficava difícil trabalhar as vezes. Ficava com barulho de heli na cabeça até quando não tinha. Pelo menos aprendi a saber qual o som de cada modelo :coolface: .

 

Mas mais chato que isso são os "barrenses" reclamando. Aprenderam com as tias de Congonhas. O aero chegou antes, e ponto!

Link to comment
Share on other sites

o que me espanta nesse tipo de questão foi o numero de moradores do "Nova Ipanema": 3.700!!!!!!! e ainda reclama de um aeroporto??

 

se a cada dia mais prédios são erguidos seja no eixo da pista ou não com um número muito maior do que esse e que faz a alegria dos empresários de imóveis para quem a olimpíada e a copa caíram como uma luva, por que reclamar de um aeroporto?? 3700 pessoas já é uma dor de cabeça ambiental suficiente..iamgina 3700 pessoas cagando, mijando, consumindo lixo..acho que o aeroporto é que deveria reclamar de cenário tão apocalíptico!

 

e mais uma questão: nao tinha uma emrpesária que iria operar Let para Sp a partir dali? a quantas ficou essa história? existe voo regular para/de jacarépaguá sem ser para a petrobrás?

 

seria algo interessante..

Link to comment
Share on other sites

Quem mandou comprar um apartamento do lado de um aeroporto, ( que é bem mais antigo que qualquer condomínio da região).

 

É o ponto fundamental...

 

Nos contratos de compra e locação deveria vir em letras garrafais: Estou ciente de estar adquirindo um imóvel próximo a um aeroporto e de estar sujeito aos transtornos dos ruídos.

Link to comment
Share on other sites

O roteiro:

 

1 - Aeroporto X instalado no local A.

2 - Expansão imobiliária nos arredores do local A (viva planos diretores e outros instrumentos municipais/urbanos/metropolitanos! :Brazil:).

3 - Aeroporto X espremido, com variantes I e II de expansão urbana: I = casas, prédios e condomínios de classe média; II = populações de baixa renda em condições insalubres.

 

4 - Pressão contra Aeroporto X (notadamente quando há expansão na movimentação * ), sendo:

 

- Se 3 = variante I: "tias" fundando associações e "exigindo" inicialmente restrições de horário e, em seguida, fechamento do aeroporto;

- Se 3 = variante II: vereadores e outras "subcelebridades" exigindo "regularização fundiária" (com políticos aprovando leis municipais com "anistias" e "regularizações"; serviços de água e esgoto sendo estabelecidos etc.) e impedindo expansão do Aeroporto X. Num segundo momento, exigindo o mesmo da variante I.

 

:Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil:

 

* = "Dizer que o aeroporto já existia antes das pessoas se mudarem (...) é uma falácia" = :lala: ...

 

Agora no caso da barra da Tijuca... Se há ou houver mais operações de helicópteros da Petrobras e outras empresas associadas à esperada expansão de atividades petrolíferas (e de sua cadeia produtiva), pode complicar mais a situação, ou não? Ou pelo menos despertar mais a fúria da população local... Eventualmente proceda a reclamação...

 

Há algum estudo consistente de ruído no aeroporto e arredores (atual) e previsão de expansão de movimentação? Se não, é preciso fazer isso logo e isso subsidiará tomadas de decisão, termos de ajustamento de conduta etc.

 

É uma situação complicada... Mas tem um ponto que é tipicamente brasileiro: a carência de infraestrutura aeroportuária é tamanha, que se com tudo meio que saturado (com raras exceções), se limitarem a movimentação (expansão) no aeroporto, o que acontece? :Brazil: :suicide_anim:

 

Bem... Se a expansão for predominantemente associada à expansão da indústria petrolífera, poderian pensar em algo especifico, um investimento desta indústria, não? Ficar esperando o ritmo tartaruga estatal que não vai dar certo... :Brazil:

 

Quanto à expansão da atividade petrolífera esperada, alguns aspectos:

 

- Se os investimentos previstos pela Petrobras e demais empresas do setor se concretizarem, vai aumentar significativamente a movimentação de aeronaves (principalmente helicópteros) na faixa de litoral que vai do PR ao ES (estados), notadamente no RJ (principal, com previsão de expansão pelo pré-sal, mas já tradicional desde as primeiras atividades na bacia de Campos) e SP (com pré-sal) - e aí? Adivinhem??? :Brazil: :suicide_anim:

- Quando há expansão de certa atividade econômica, o pessoal (notadamente políticos! :thumbsdown_still: ) adora mostrar as cifras de bilhões disso e daquilo (barris, petrodólares etc.), mas tudo tem preço a pagar. Um exemplo a gente já viu na semana que passou (acidente de vazamento de óleo da Chevron, que dá uma pista do que pode ocorrer em termos ambientais, dados os riscos inerentes envolvidos) e, pelo visto, agora começam a aparecer outros exemplos (mais helicópteros etc. etc.)... Por isso, que seria mais honesto e menos "populista" (ou poderíamos chamar de menos irresponsável? :cutuca:) de nossas OTOridades :uhu: apresentar sempre prós e contras (não só prós! :thumbsdown_still:) quando há estas expansões/investimentos de certos setores econômicos (e que os investimentos em infraestrutura local deveriam ser uma necessária contrapartida para equilibrar as coisas ou no mínimo mitigar os problemas!). E a população deveria começar a assumir mais esses riscos e preços também se quer esta expansão (ou só quer os roylaties? :cutuca:) - claro que, em havendo problemas, que pressione por resolvê-los! :thumbsup:

 

Das duas uma: ou há planejamento e o mesmo não é executado :Brazil:; ou há falhas de planejamento e carência de invervenções/obras :Brazil:... Precisa ajustar!

Link to comment
Share on other sites

 

É o ponto fundamental...

 

Nos contratos de compra e locação deveria vir em letras garrafais: Estou ciente de estar adquirindo um imóvel próximo a um aeroporto e de estar sujeito aos transtornos dos ruídos.

No lugar onde eu morava, no contrato de aluguel, tinha isso, hehe! :rotflol: :rotflol:

 

O roteiro:

 

1 - Aeroporto X instalado no local A.

2 - Expansão imobiliária nos arredores do local A (viva planos diretores e outros instrumentos municipais/urbanos/metropolitanos! :Brazil:).

3 - Aeroporto X espremido, com variantes I e II de expansão urbana: I = casas, prédios e condomínios de classe média; II = populações de baixa renda em condições insalubres.

 

4 - Pressão contra Aeroporto X (notadamente quando há expansão na movimentação * ), sendo:

 

- Se 3 = variante I: "tias" fundando associações e "exigindo" inicialmente restrições de horário e, em seguida, fechamento do aeroporto;

- Se 3 = variante II: vereadores e outras "subcelebridades" exigindo "regularização fundiária" (com políticos aprovando leis municipais com "anistias" e "regularizações"; serviços de água e esgoto sendo estabelecidos etc.) e impedindo expansão do Aeroporto X. Num segundo momento, exigindo o mesmo da variante I.

 

:Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil: :Brazil:

 

* = "Dizer que o aeroporto já existia antes das pessoas se mudarem (...) é uma falácia" = :lala: ...

 

Agora no caso da barra da Tijuca... Se há ou houver mais operações de helicópteros da Petrobras e outras empresas associadas à esperada expansão de atividades petrolíferas (e de sua cadeia produtiva), pode complicar mais a situação, ou não? Ou pelo menos despertar mais a fúria da população local... Eventualmente proceda a reclamação...

 

Há algum estudo consistente de ruído no aeroporto e arredores (atual) e previsão de expansão de movimentação? Se não, é preciso fazer isso logo e isso subsidiará tomadas de decisão, termos de ajustamento de conduta etc.

 

É uma situação complicada... Mas tem um ponto que é tipicamente brasileiro: a carência de infraestrutura aeroportuária é tamanha, que se com tudo meio que saturado (com raras exceções), se limitarem a movimentação (expansão) no aeroporto, o que acontece? :Brazil: :suicide_anim:

 

Bem... Se a expansão for predominantemente associada à expansão da indústria petrolífera, poderian pensar em algo especifico, um investimento desta indústria, não? Ficar esperando o ritmo tartaruga estatal que não vai dar certo... :Brazil:

 

Quanto à expansão da atividade petrolífera esperada, alguns aspectos:

 

- Se os investimentos previstos pela Petrobras e demais empresas do setor se concretizarem, vai aumentar significativamente a movimentação de aeronaves (principalmente helicópteros) na faixa de litoral que vai do PR ao ES (estados), notadamente no RJ (principal, com previsão de expansão pelo pré-sal, mas já tradicional desde as primeiras atividades na bacia de Campos) e SP (com pré-sal) - e aí? Adivinhem??? :Brazil: :suicide_anim:

- Quando há expansão de certa atividade econômica, o pessoal (notadamente políticos! :thumbsdown_still: ) adora mostrar as cifras de bilhões disso e daquilo (barris, petrodólares etc.), mas tudo tem preço a pagar. Um exemplo a gente já viu na semana que passou (acidente de vazamento de óleo da Chevron, que dá uma pista do que pode ocorrer em termos ambientais, dados os riscos inerentes envolvidos) e, pelo visto, agora começam a aparecer outros exemplos (mais helicópteros etc. etc.)... Por isso, que seria mais honesto e menos "populista" (ou poderíamos chamar de menos irresponsável? :cutuca:) de nossas OTOridades :uhu: apresentar sempre prós e contras (não só prós! :thumbsdown_still:) quando há estas expansões/investimentos de certos setores econômicos (e que os investimentos em infraestrutura local deveriam ser uma necessária contrapartida para equilibrar as coisas ou no mínimo mitigar os problemas!). E a população deveria começar a assumir mais esses riscos e preços também se quer esta expansão (ou só quer os roylaties? :cutuca:) - claro que, em havendo problemas, que pressione por resolvê-los! :thumbsup:

 

Das duas uma: ou há planejamento e o mesmo não é executado :Brazil:; ou há falhas de planejamento e carência de invervenções/obras :Brazil:... Precisa ajustar!

NOTA: 10,0! Posso assinar?

Link to comment
Share on other sites

Antes de entrar para o Walmart eu passei por algumas entrevistas deles no escritório atrás do BIG Sertório (POA), que fica bem na curta final para a pista 29 do SBPA. Quando operava essa pista o barulho nos escritórios era muito forte, e chegava a atrapalhar um pouco (não pra mim).

 

Aqui em FOR, na Itaoca/Serrinha/Montese/Parangaba reclamam dos pousos, na Aerolândia/Cid.dosFunc./ParqueManibura/JardimdasOliveiras das decolagens! Não sei ai, mas aqui, foi tudo invadido, ai vem reclamar, fala sério! Querem, cancelar pousos e decolagens, pois algumas POUCAS pessoas, a maioria idosa, perdeu parte da audição, suspeitando o barulho, mehor dizendo, as sinfonias!

 

Garanto que pra escutar "Solteirões do Forró" no último volume do som de casa eles não reclamam... já morei aí e sei como é ser acordado de manhã cedo nos findes por esse tipo de coisa.

Link to comment
Share on other sites

...

 

 

Garanto que pra escutar "Solteirões do Forró" no último volume do som de casa eles não reclamam... já morei aí e sei como é ser acordado de manhã cedo nos findes por esse tipo de coisa.

Coisa pior, principalmente nas areas de pousos, tem muita festa, mas não reclamam! Narea da decolagem, tem muito riquinho metido a besta que reclama dos aviões, mas para brigar, fazem lindamente, os vizinhos que se :rage: !

Link to comment
Share on other sites

Tráfego aéreo da Barra pode parar na Justiça

 

Moradores pensam em procurar o Ministério Público por causa de barulho e insegurança

 

Selma Schmidt

25.11.2011

 

O aumento do tráfego aéreo sobre condomínios da Barra pode aterrissar na Justiça. O síndico do Nova

Ipanema, Mário Szheer, informou que se não houver uma resposta satisfatória à carta encaminhada ao

Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), o próximo passo será procurar o Ministério Público

estadual (MP). Eles pedirão que os promotores ingressem com ação civil para coibir o excesso de barulho e

os voos rasantes — especialmente de grandes helicópteros que prestam serviços à Petrobras — sobre

prédios. A preocupação dos moradores com o excesso de aeronaves que partem e chegam ao Aeroporto de

Jacarepaguá foi mostrada ontem em reportagem do GLOBO-Barra.

 

— Esses helicópteros parecem ônibus. Transportam 20 pessoas, até aos domingos e feriados. Eles voam a

uma altura muito baixa, colocando em risco nossa segurança — criticou Luiz Américo de Paula Chaves,

síndico do edifício Marino Marini, do Nova Ipanema, condomínio que criou a Comissão do Barulho.

 

O presidente da Câmara Comunitária da Barra, Delair Dumbrosck, já adiantou que, se for decidido procurar o

MP, a entidade vai apoiar. Ele contou que tem recebido queixas de moradores dos condomínios Alfa Barra,

Parque das Rosas, Península, Barra Deck, Mandala e Novo Leblon. Coordenadora de Meio Ambiente da

Associação dos Amigos da Península, Marília Cavalcanti, conta que os apartamentos tremem quando um

helicóptero passa.

 

Segundo a assessoria de imprensa do Decea, tecnicamente, não há possibilidade de alterar as rotas dos

helicópteros que passam pela Barra. Lembrou, no entanto, que, pela legislação, as aeronaves têm de voar a

uma altura mínima de 150 metros sobre áreas urbanizadas. Denúncias quanto ao desrespeito aos 150 metros

devem ser submetidas à Junta de Julgamento da Aeronáutica. O denunciante precisa preencher um formulário

detalhado, informando, inclusive, o horário da infração e a matrícula da aeronave.

 

Fonte: O Globo (impresso)

Link to comment
Share on other sites

Trabalhei durante alguns anos em um centro empresarial na perna do vento da 20 de Jacarepaguá. Como ficávamos fechados com ar condicionado ligado o dia inteiro nem dava para escutar os helicópteros. Obviamente quem mora em apartamentos sofre mais com barulho, pois ninguém fica fechado com ar ligado o dia inteiro dentro de casa.

 

Os helicópteros de grande porte são sim barulhentos e o tráfego é realmente bastante intenso. Voo com bastante frequência em Jacarepaguá e o movimento está absurdo. Tem dias que não se consegue nem cotejar a informação da torre, porque já tem outros tráfegos falando na fonia antes de você chegar a dar a resposta.

 

O pátio do aeroporto está saturado também. Os helicópteros ocupam metade das posições de estacionamento e o restante pelas aeronaves baseadas no local e eventuais aeronaves em trânsito. O SBJR não tem como sustentar o crescimento no movimento de helicópteros relativo ao pré-sal. É essencial transferirem essas operações para algum outro aeroporto ou então construir um destinado especificamente a isso.

 

A aviação executiva no RJ está em calamidade. Diferentemente de SP, em que (apesar dos pesares) temos aeroportos não tão distantes que ainda possuem certa capacidade de receber tráfego executivo (Jundiaí, Amarais, Sorocaba, etc), no Rio não tem o que fazer.

SDU não tem mais espaço para aviões executivos. O pátio é bem limitado e não duvido que num futuro próximo implementem o esquema de slots que nem acontece em CGH.

Jacarepaguá está totalmente saturado, sem capacidade de pátio e sem capacidade para gerenciar um número maior de aeronaves em seu espaço aéreo.

GIG é um aeroporto bem limitado para aviação executiva, com poucas posições de estacionamento e quase nenhuma estrutura para receber um número grande de aviões desse tipo.

Maricá é pequeno, pátio já está praticamente lotado, não opera noturno, nem IFR e possui um número enorme de aviões de instrução operando lá.

Cabo Frio é uma opção, mas está a 150km do Rio. É distante e não prático para quem usa aviação executiva e quer ir ao Rio de Janeiro.

 

A solução que enxergo é no projeto de expansão do GIG construir um pátio e um pequeno terminal dedicado a aviação executiva, porque senão não vai ter o que fazer.

Link to comment
Share on other sites

Archived

This topic is now archived and is closed to further replies.

×
×
  • Create New...

Important Information

Saiba os termos, regras e políticas de privacidade