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Demanda cai e passagem aérea sofre alta no preço


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Demanda cai e passagem aérea sofre alta no preço

Desaceleração atinge companhias aéreas, que devem cortar promoções.

Menor crescimento reduz ampliação de frota; combustível mais caro também tem impacto em tarifas

Depois de um ano em que o número de viajantes de avião superou o de passageiros de ônibus pela primeira vez, estimulado por preços baixos e promoções, o setor aéreo se prepara para uma temporada de altas tarifas e crescimento moderado.

"O setor é muito elástico, quando o preço aumenta, a demanda retrai", afirma o consultor André Castellini, sócio da Bain& Co.

A alta de preços, aliada a um crescimento menor da economia, já está sendo sentida. O setor vinha crescendo 20% ou mais havia vários meses, mas em setembro a taxa caiu para menos de 10%. Em outubro, último mês com dados disponíveis, a expansão foi de 8,8%.

"O setor vinha crescendo de forma exagerada e a redução muito acentuada das tarifas não era sustentável", diz Castellini.

O indicador usado pelas companhias para comparar preço de passagens é o yield, que representa o preço médio pago por passageiro por quilômetro voado.

O yield da TAM cresceu 7% no terceiro trimestre, na comparação com o segundo trimestre. Apesar da recuperação, ele ainda está 34% inferior ao yield do terceiro trimestre de 2008.

O yield da Gol, que até setembro ainda estava 7,6% abaixo do ano anterior, em outubro subiu 7% na comparação com outubro de 2010.

Além do forte crescimento da economia no primeiro semestre, a demanda foi estimulada por uma disputa pela liderança do setor.

Líder desde os tempos da derrocada da Varig, a TAM viu a concorrente comprar a Webjet (dona de uma fatia de quase 6% do mercado), operação que depende ainda da aprovação do Cade. E perdeu temporariamente a liderança em fevereiro, agosto e setembro, reconquistando a posição em outubro.

OFERTA

Diante do cenário de menor crescimento em 2011, as empresas estão controlando a oferta. A TAM, que hoje opera 156 aviões, tinha planos de aumentar a frota para 163 no ano que vem. Agora, fala em 159. E os novos aviões são todos de grande porte, para voos internacionais.

A Gol ainda está revisando seu plano de frota, mas já anunciou que, juntamente com a Webjet, só deve aumentar a oferta em 4%. Para segurar o aumento de oferta que teria com a programação de recebimento de novos aviões ao longo dos próximos anos, a Gol deve pintar com as cores da Webjet 24 de suas aeronaves alugadas (e que vão substituir aviões menos modernos da Webjet).

Responsável por 35% dos custos das companhias aéreas, o combustível acumula alta de 33% em 2011. As empresas também perderam com o fim da guerra fiscal entre os Estados. Em alguns, como Rio, que se transformou nos últimos anos em um importante centro de conexões, o ICMS de combustível era de 4%. Agora passou para 12%.

fonte:Mariana Barbosa para a Folha de São Paulo, via CECOMSAER 7 dez 2011

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