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Faltam pilotos no Brasil, diz diretor da TAM


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Faltam pilotos no Brasil, diz diretor da TAM

 

Companhia precisa contratar 120 profissionais no ano que vem, mas tarefa está cada vez mais difícil

 

 

Danielle Assalve, iG São Paulo | 09/12/2011 05:35

 

Faltam pilotos no Brasil, diz diretor da TAM

A escassez de pilotos no Brasil será ainda mais intensa em 2012, na avaliação da TAM. A companhia precisa contratar 120 pilotos e copilotos no ano que vem, metade do total admitido em 2011. Mas a tarefa não será fácil. “Falta piloto no Brasil”, diz o comandante Leonard Grant, diretor de operações e treinamento da TAM.

 

 

 

 

Mercado de aviação cresce no Brasil, mas faltam pilotos

O desafio está no descasamento entre o ritmo de formação de profissionais e o crescimento do mercado de aviação no Brasil. Embora tenha desacelerado nos últimos meses, no acumulado do ano a indústria registra aumento de 17,5% em passageiros por quilômetro pago (RPK) e de 13,7% em assentos por quilômetro ofertado (ASK) em voos domésticos, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Leia também: Aéreas temem escassez de pilotos para novos aviões

O problema, segundo Grant, é que “o País não está olhando para a formação de pilotos”. Não existe hoje nenhuma estratégia conjunta do setor para buscar soluções para a questão. “As companhias têm feito muito esforço para encontrar uma saída, mas são iniciativas isoladas”, diz.

Carolina Duque, diretora de recursos humanos da TAM, conta que 2011 já foi um ano mais difícil para a contratação de novos pilotos e copilotos. "A TAM é uma marca forte, tem bastante atratividade, e mesmo assim nesse ano não conseguimos contratar com tanta rapidez como em 2010", diz. Ainda assim, a empresa conseguiu atingir a meta e admitir 240 funcionários.

Mas as perspectivas para 2012 são mais preocupantes: “ano que vem vai ser ano de dificuldade”, prevê Carolina. A TAM precisa contratar pilotos para repor alguns funcionários que saíram e dar conta de atender Às novas aeronaves que devem entrar e operação no ano que vem e no início de 2013. A empresa deve chegar ao fim do ano que vem com 159 aeronaves, três a mais que a frota no final de 2011. A previsão divulgada anteriormente era de terminar 2012 com 163 aviões.

Requisitos mínimos

Segundo o comandante Grant, está cada vez mais difícil encontrar profissionais que atinjam os requisitos mínimos da empresa. A TAM exige no mínimo 800 horas de voo para quem possui curso superior em ciências aeronáuticas, ou pelo menos 1.200 horas para quem não tem graduação. Mesmo com a escassez de mão de obra, ele diz que não está nos planos da empresa diminuir os requisitos para pilotos. Pelo contrário, as exigências continuam bastante elevadas após a contratação. "O piloto tem três chances por ano de parar de voar: se for reprovado no exame médico, na reciclagem de equipamento e na teórica", diz Grant.

Logo que são contratados, os profissionais recebem treinamento na Academia de Serviços Comandante Rolim Amaro, que completa dez anos de existência. No caso de pilotos e copilotos, são três meses de curso, simulações de voos e avaliações, que custaram à TAM a quantia de R$ 20 milhões em 2011. Ao todo, a empresa investiu R$ 32 milhões investidos no desenvolvimento de funcionários, valor 24% maior que os aportes feitos em 2010.

Áereas disputam pilotos

A escassez de profissionais qualificados acirra a competição entre as companhias aéreas brasileiras. A diretora de RH da TAM conta que a empresa tem perdido alguns pilotos para concorrentes. “Alguns têm saído para tentar fazer carreira mais rápida em outras companhias”, afirma.

Para ser comandante na TAM, um piloto precisa acumular, em média, cinco mil horas de voo – processo que leva de cinco a seis anos. Já em outras companhias a espera pode ser menor, o que tem motivado alguns a mudar de emprego. “Em muitos casos, o piloto aceita até ganhar menos em busca do status de comandante”, diz Grant. Ele afirma que, em geral, a mudança ocorre para outras companhias que operam no Brasil. "São muito poucos os casos de quem está deixando o País para pilotar em companhias do exterior", diz.

Para tentar atrair novos funcionários, a empresa tem buscado parcerias com escolas e tem procurado no mercado profissionais qualificados para o cargo. Em algumas situações, a TAM também adota a estratégia de oferecer salários um pouco superiores à média, na tentativa de atrair e reter pilotos. Outro atrativo, segundo Grant, é o fato de que a empresa é a única aérea brasileira a oferecer possibilidade de carreira internacional.

Atualmente a TAM tem 2.300 pilotos e copilotos. O salário inicial de um copiloto é, em média, R$ 8 mil. Já um comandante ganha aproximadamente R$ 20 mil. A companhia tem 6.500 comissários de bordo.

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E cada vez mais os aeroclubes e escolas de aviação lotam com indivíduos que só querem ganhar dinheiro, sem nem saber como que a banda toca!

 

Argh! ²

 

Por isso que eu concordo com o título do post, faltam pilotos no Brasil.... hoje em dia pra achar um é difícil, agora pra achar empurrador de manetes, tem bastante viu!

 

Abrasss

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Deveria ter sido comentado o tempo que a ANAC leva para analisar os processos né, talvez isso também contribua para a "falta" de pilotos.

 

Porque faltar mesmo, não falta né.

 

 

Uma vergonha isso.

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Piloto habilitado para voar jato tem à rodo, inclusive com 1000, 2000, 3000 hrs de voo, mas qualificado para a função e no perfil que algumas empresas desejam não está sobrando tanto assim não, pelo menos o Cmte Grant focou nos problemas de investimento na instrução de pilotos no Brasil e não no mercado ser aberto para expats como o gringo mórmon adora citar.

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Complementando o tópico do Leelatim

 

 

 

 

Aéreas temem escassez de pilotos para novos aviões

 

Apenas planos de expansão de frota de Gol, TAM e Azul contemplam 107 novas aeronaves até 2014, que demandarão cerca de mil pilotos

 

O descompasso entre o ritmo de crescimento do mercado brasileiro de aviação e a velocidade de formação de pilotos preocupa as companhias aéreas e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O temor é que faltem profissionais para pilotar as novas aeronaves que reforçarão a frota das empresas nos próximos anos. O setor aéreo ensaia uma reação, com incentivos a treinamentos, mas esbarra em um número reduzido de interessados.

 

Apenas os planos de expansão de TAM, Gol e Azul contemplam pelo menos mais 107 aeronaves em operação até 2014. Hoje, a frota das três companhias aéreas soma 305 unidades. Cada aeronave nova requer a contratação de seis a dez pilotos, segundo o diretor técnico do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), Ronaldo Jenkins. De acordo com as estimativas, serão necessários cerca de mil pilotos para operar apenas as novas aeronaves das três companhias aéreas nos próximos cinco anos. “A necessidade é muito maior. As empresas também precisam repor os profissionais que se aposentam ou deixam o emprego por outros motivos”, afirma Jenkins.

 

O número de licenças emitidas para pilotos é pequeno se comparado à demanda por transporte aéreo, que cresceu 35% nas rotas domésticas no primeiro trimestre de 2010, de acordo com a Anac. Em todo o ano passado, apenas 258 licenças para pilotos de linhas aéreas foram concedidas. “Hoje não há carência de mão de obra, mas, com esse crescimento no setor, temos que nos preocupar com o médio prazo”, afirma Jenkins.

 

O custo elevado para a formação e o pagamento de salários menos atrativos nesta década diminui o interesse dos jovens pela profissão de piloto, afirma Graziela Baggio, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, entidade que representa pilotos e comissários de bordo. O investimento em cursos teóricos e práticos para a formação de pilotos varia de R$ 100 mil a 150 mil, segundo estimativas de especialistas, mas o salário inicial é de R$ 3 mil a R$ 5 mil. Para pilotos mais experientes, remuneração chega a R$ 20 mil.

 

“Ninguém mais fica rico como piloto”, afirma Enio Dexheimer, professor do curso de Ciências Aeronáuticas da PUC-RS e ex-comandante da Varig. Os salários da categoria encolheram com o excesso de oferta de mão de obra provocado pela falência de grandes empresas nos últimos 20 anos, como Vasp, Varig e Transbrasil. E os custos de formação aumentaram. “Na década de 60, um salário mínimo comprava mais de dez horas de voo nos aeroclubes. Hoje, compra no máximo duas”, diz Dexheimer.

 

Por falta de empregos ou para receber melhores salários, muitos pilotos foram para o exterior trabalhar nas companhias internacionais. A estimativa de especialistas consultados pelo iG é que cerca de 500 pilotos brasileiros voam em empresas estrangeiras. O contrário não pode acontecer. Mesmo com as aéreas internacionais em crise, o Brasil não pode aproveitar estes profissionais, porque a legislação do setor proíbe a contratação de estrangeiros, com raras exceções.

 

 

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/aereas-temem-escassez-de-pilotos-para-novos-avioes/n1237617836350.html

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A reportagem do sujeito usa emissão de licença de PLA como parâmetro, aí fica complicado. Lógico que o número de emissão de licenças de PLA é baixo, assim como o número de promoções a comandantes é baixo.

 

Custa o jornalista pesquisar um pouco pra saber que não precisa ser Piloto de Linha Aérea para voar de co-piloto em uma companhia aérea?

 

 

Eu garanto que todo piloto daqui do fórum tem um amigo ou conhece alguém que tem os requisitos mínimos para entrar na maioria das empresas brasileiras, mas não é chamado e continua dando instrução em aeroclube ou voando de co-piloto num taxi-aéreo da vida. Por que será que isso acontece?

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Eu garanto que todo piloto daqui do fórum tem um amigo ou conhece alguém que tem os requisitos mínimos para entrar na maioria das empresas brasileiras, mas não é chamado e continua dando instrução em aeroclube ou voando de co-piloto num taxi-aéreo da vida. Por que será que isso acontece?

 

Fato!

 

Abrasss

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Só faltou dizer "tá faltando pilotos, devem liberar os estrangeiros! Ebaaaaaa!"

 

Argh!

 

Não é isso que eles desejam, e sim, provavelmente a rápida tramitação da regulamentação do MPL!

 

E a lenda se perpetua.

 

A lenda vinda de quem contrata, não é lenda, é aviso!

Querer ir para este debate com quem vai te contratar é o mesmo que reclamar da demissão para o Dória no aprendiz!

 

Piloto habilitado para voar jato tem à rodo, inclusive com 1000, 2000, 3000 hrs de voo, mas qualificado para a função e no perfil que algumas empresas desejam não está sobrando tanto assim não, pelo menos o Cmte Grant focou nos problemas de investimento na instrução de pilotos no Brasil e não no mercado ser aberto para expats como o gringo mórmon adora citar.

 

Exato! A questão que o tipo de profissional que as empresas querem, de baixo custo, fidelizado e subveniênte a formação moldada especificamente pela empresa, não virá com a contratação de estrangeiros, e só vira com o MPL, o discurso se encaixa direitinho!

 

Abraços!

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LeirBag, eu acredito que não é pesquisa não.... é materia comprada mesmo....

 

Certos jornalista como Bóris ou o Alexandre Garcia nunca que fazem matérias compradas, agora porque o Diretor ou Dono ou seja o que for diz que é uma "realidade", podem ver varias materias a respeito mais o foco é a alteração da legislação, no Brasil não existe o "acaso" tudo é friamente calculado, ja pensando na possivel greve de dezembro e no aumento da jornada....

 

Só estou esperando os comentários da Miriam Leitão no assunto eu acredito que até o final do ano alguem vai mastigar alguma coiisinha no ouvido dela aliado a fraquisse dela coisa boa não virá....

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Aqui tudo é do avesso mesmo... em qualquer lugar do mundo o pessoal das regionais, mesmo sendo comandantes largam tudo quando tem a chance de entrar numa "grande" e vão todo caminho desde copila... Aqui o pessoal sai das grandes e vão para as regionais!

Em vez de reclamar que a empresa não consegue pilotos, deveriam achar um jeito de torna-la mais atrativa!

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A receita é simples: dêem mais benefícios, condições melhores de trabalho, respeito profissional, organização que não vão faltar interessados...

 

Foi-se o tempo que piloto era respeitado, hoje tem que correr, andar de cabeça baixa ou olhando pro "nada" pra evitar ser parado e escutar #####...

 

Agora, "pilotos e copilotos" foi ##### :mad:

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E cada vez mais os aeroclubes e escolas de aviação lotam com indivíduos que só querem ganhar dinheiro, sem nem saber como que a banda toca!

isso é no pp. desses que checkam o pc é menos de 1%. não aguentam.

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isso é no pp. desses que checkam o pc é menos de 1%. não aguentam.

 

Exatamente meu caro Omykron, eu quis dizer justamente para o pessoal que ta ingressando no curso teórico, que vai pelo o que diz na TV/Revista/Jornal e etc

 

Grande abraço!

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isso é no pp. desses que checkam o pc é menos de 1%. não aguentam.

 

Fato. Depois do primeiro simulado no meu mísero curso de PP, 50% da sala desistiu, hahahaha. Aviação é para quem gosta de avião e para quem quer estudar.

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Exatamente meu caro Omykron, eu quis dizer justamente para o pessoal que ta ingressando no curso teórico, que vai pelo o que diz na TV/Revista/Jornal e etc

 

Grande abraço!

esses nem contam

 

Fato. Depois do primeiro simulado no meu mísero curso de PP, 50% da sala desistiu, hahahaha. Aviação é para quem gosta de avião e para quem quer estudar.

na minha turma de pp-a, começou com mais de 30 alunos.

5 fizeram a banca final.

 

 

desses 5, só 2 seguiram para o curso de PC/IFR.

 

 

do meu PP prático para o PC/IFR, de 15 caras que fizeram o PP comigo, só 3 estão voando ou checkaram.

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Na caso da Tam, se a mesma tratasse seus pilotos de forma mais humana, perderia bem menos tripulantes para as concorrentes.

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Falta de pilotos??? Balela!!! Quantos dos senhores estão aqui, esperando por uma seleção? Sabem como funciona na China? Vão às escolas perguntar quem quer ser piloto...aí, bancam o curso todo, e isso, sim, é falta de pilotos no mercado. O q eles querem é inchar o quadro desses profissionais, assim com era antes. O sujeito voava quase de graça. Hj, ele sai do aeroclube já exigindo...pode até parecer estranho para quem tem um pouco mais de tempo na aviação, mas não deixa de ser bom para a categoria, né?

 

Houve um época q faltavam médicos engenheiros, Aí, correu todo mundo para fazer esses cursos. Reultado: um monte de médicos e engenheiros, aceitando qqr coisa para fazer valer as suas formações. Esperem, e verão,,,

 

Abs

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Pois é... Para ilustrar, na TAM dizem que essa semana foram 18 Copilotos que pediram demissão, dizem que 10 para a Azul e 8 para a Avianca. A TAM como a maior empresa do país, era pra estar tranquila e não sofrer desse mal de falta de tripulantes! O Normal seriam todos quererem sair das menores para ir para a Maior, mas, infelizmente é o contrário! E o pior é que a empresa, pelo que falam, não faz nada pra mudar isso! Trata o Tripulante como quer, vai faltar mesmo!

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No texto me pareceu que alguns copilas estão saindo para voar na Azul, em busca da promoção, mais rapidamente, para comando

Deve ser "preocupante" mesmo. Com o "exodo" de pilotos da TAM para a Azul e Avianca, vai faltar gente de reposicao. Tenho muito colega Comissario fazendo PP "na esperanca" de migrar na propria TAM (sabemos, na pratica, que o destino deles sera empresas menores como Passaredo, TRIP e a propria Azul - alem da aviacao executiva)

Atualmente, a JJ esta vivendo um "boom" de promocoes para Comando (tenho voado direto com muito ex-copila de B777 em instrucao na esquerda do A320...). Estes, ainda estao em "lua de mel" e nao reclamam de nada (ainda). So lembram "com carinho" da "outra empresa" que trabalharam (a "TAM Widebody Inter"). Outros Comandantes (ex-Copilas de A330, promovidos ao longo de 2011) estao muito insatisfeitos com o salario (um me disse que esta ganhando pouca coisa a mais do que ganhava na direita do '30') para trabalhar bem mais ("restricoes operacionais" dos Copilotos Narrow, ja que nao podem operar em CGH, pista molhada, vento isso, aviao aquilo...). Um deles me disse que se continuar nesta situacao, em 6 meses ele pula fora para a Azul (mais facil se deslocar para VCP do que CGH/GRU) e/ou Avianca (ele estima chegar mais rapido ao Comando de A330 na Avianca Brasil do que esperar a vez dele voltar pro Wide aqui na TAM - seja A330 ou B777).

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