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Delta foca estratégia para 2012 na América Latina


Leonardo de Paula

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Delta foca estratégia para 2012 na América Latina

 

 

A Delta Air Lines reuniu hoje, na churrascaria Porcão, em Brasília, sua diretoria para encontro com agentes de viagens da região Centro-Oeste. O motivo foi a comemoração dos dois anos do voo na Capital Federal, que desde ontem passou a ser diário. O vice-presidente da aérea para América do Sul, Christophe Didier, deixou clara as intenções da empresa em investir pesado no mercado da América Latina e transformar Brasília em um importante hub para a Delta no País. Segundo ele, o momento é especial para companhia, que fechou o ano com aumento de 40% nas vendas no Brasil. A meta para 2012 também continua audaciosa: 18% de crescimento.

“O foco serão os mercados de Brasília e São Paulo”, afirmou. Com o aumento da frequência do voo Brasília-Atlanta e São Paulo-Detroit e a utilização de aeronaves maiores, a Delta ampliará sua capacidade em 30%. “Esse é o momento da Delta e o momento de Brasília”, comemorou Didier. De acordo com o diretor regional e Assuntos Governamentais Brasil, Luiz Henrique Teixeira, a ocupação do voo na Capital Federal está acima de 70% . “É um ótimo produto, que veio atender uma carência de toda a região Centro-Oeste. Fomos os primeiros e chegamos na hora certa.”

“Brasília é hub natural, é um mercado que tem a melhor renda per capta do País e agora tem tamanho crítico para justificar esse voo diário”, completou o vice-presidente. Apesar dos altos investimentos no mercado latino-americano com a compra de 3% da Gol, onde a empresa investiu US$ 100 milhões, além de US$ 65 milhões injetados na Aeroméxico, o vice-presidente descartou “no momento” qualquer interesse na privatização dos aeroportos brasileiros. Para ele, a participação acionária na Gol auxiliará na estratégia da Delta de oferecer maiores possibilidades de conexões aos clientes, oferta de salas vips, entre outros serviços.

Ele não demonstrou preocupação com fusão da Tam e Lan. “Eles têm o plano deles e nós temos o nosso”, comentou. Apesar disso, Didier vê com bons olhos a possibilidade de novas empresas internacionais passarem a atuar no mercado brasileiro com a mudança da legislação, que está em estudo no Congresso Nacional. “Vemos com bons olhos qualquer desregulamentação do mercado.” “Estamos investindo US$ 2 bilhões na melhoria dos nossos serviços”, afirmou. Segundo Didier, dentro de um ano e meio, todos os voos internacionais da Delta terão acentos cama de 180º graus e vídeos individuais.

 

Fonte: site Panrotas

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É a Delta depois que adquiriu a Northwest herdou uma bela malha Asiatica e um Hub Europeu, Amsterdam, complementando assim sua malha Europeia.

Resta agora entrar na briga pela Am.Latina e vai bater de frente com a já consolidada American Airlines, mas creio que não será tão forte, como houve vários cancelamentos de frequências no Brasil já.

 

O foco caberá ao aumento de frequências nos atuais destinos, com ênfase em GRU, GIG e BSB e com a parceria da Gol.

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Para a Delta, a AL apresentou resultados (creio que sejam crescimento e rentabilidade) superior aos asiáticos (China, Coréia e Japão, notadamente)

 

Nao tenho duvidas disto, afinal 40% de aumento nao e pouca coisa.

 

Interessante eles citarem Brasilia como um dos 2 mercados prioritarios junto a Sao Paulo. Aquela cidade, alem de ter uma localizacao estrategica no pais, segundo divulgado ontem, possui uma participacao no PIB bastante relevante, sendo a terceira do pais: 4,06%. Para efeito de comparacao, SP possui 12,02% e Rio 5,43%. Algumas das marcas mais luxuosas do mundo que antes so estavam em SP, escolheram Brasilia como segunda cidade no pais (como a Tiffany) e dizem que o mercado de lancamento de imoveis e o segundo maior do pais depois de SP (quem conhece Aguas Claras sabe do que estou falando).

Agora, imaginem se BSB fosse um aeroporto a altura da importancia da regiao que representa...

Ainda cabem por la tranquilamente IB, AF, ligacao com NY e porque nao sonhar, uma Emirates ate a Copa do Mundo!

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Caiu até uma lagrima agora de tanto orgulho. [ ufanismo candango de um acriano]

 

Com a maior capilaridade laranja a Delta pode abrir espaço e respirar com mais folga em São Paulo e levar o sujeito que sairia de REC para para fazer GRU-ATL em BSB assim como qualquer outro lugar, sem contar o mercado de BSB que é o grosso da rota e supre o voo sozinho se precisar.

A questão do aeroporto é complicada, mas contanto que os passageiros de um 757 e um A330 e um 767 não coabitem o desembarque a coisa funciona bem.Com pequenos ajustes pode-se comportar dois, até três voos internacionais ao mesmo tempo.

 

A Tam mesmo com gate vazio prefere usar a remota para fazer conexões rápidas, a Gol ocupa o satélite a o pátio em frente aos correios assim como a AVB e a ErWilha.

 

Evitando pico, tem horário.

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Caiu até uma lagrima agora de tanto orgulho. [ ufanismo candango de um acriano]

Evitando pico, tem horário.

 

IGO, vamos torcer para que com a privatizacao, BSB possa ser um aeroporto mais preparado para receber novos voos internacionais: demanda ha.

 

E como vc bem disse, ajuda a descentralizar as operacoes das cias do eixo SP-RJ dadas as restricoes dos mais variados tipos que existem nestas 2 pracas. BSB por exemplo é o unico aeroporto de BSB e nao precisa restringir as operacoes em caso de mau tempo como ocorre no Rio ou que possui um espaco aereo saturado como ocorre em SP e é o unico aeroporto do BR com 2 pistas paralelas e com distancia suficiente para operacoes realmente simultaneas.

 

Acredito que a proxima investida da DL deveria ser um CNF-ATL. A AA vem colhendo resultados excelentes em MG.

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Infelizmente, existe um motivo bastante sólido para BSB ser a melhor renda per capta do pais... :facepalm:

Qual? Lá não tem esse povo com violão verde ou azul (ou tem também)? :awesome: :rotflol: :rage: :cutuca: :rofl: :hypocrite:

 

Agora sério: se a Delta focará estratégia na América Latina, alguma notícia sobre novos voos? CNF, por exemplo?!

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Qual? Lá não tem esse povo com violão verde ou azul (ou tem também)? :awesome: :rotflol: :rage: :cutuca: :rofl: :hypocrite:

 

ab, acho que ele se referiu aos funcionarios publicos que representam uma gde parcela dos pax em BSB, mas nao sao os unicos. Toda aquela regiao vem se desenvolvendo e atividades nao ligadas ao governo vem crescendo fortemente gerando uma classe media e media alta bastante exigente e que privilegia os voos nonstop para EUA e Europa.

 

Sobre os violoes, devem estar vermelhos...de raiva! :rotflol:

Para esta gente, so qdo o bairro deles é citado como prioritario, é que vale...se nao, o negocio é avacalhar e "melar" qualquer comentario que eles nao estejam de acordo. Deveriam viver no Ira ou em Cuba.

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Acho que isso enfatiza e confirma o insucesso da Delta em crescer no Rio de Janeiro.

Não duvido que a United venha a adicionar um 3o voo no Rio deixando a Delta em uma posição onde só vai lhe restar investir em São Paulo e Brasilia.

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Acho que isso enfatiza e confirma o insucesso da Delta em crescer no Rio de Janeiro.

Não duvido que a United venha a adicionar um 3o voo no Rio deixando a Delta em uma posição onde só vai lhe restar investir em São Paulo e Brasilia.

 

Questão de ponto de vista. Em Brasília a DL vai poder aproveitar a extensa malha e a força de vendas da GOL e ser a escolha lógica de quem mora no Centro Oeste, Triângulo, Norte e grande parte do NE.

Para mim confirma o erro da United em não ter fechado uma parceria mais próxima com uma empresa nacional, e com a iminente saída da TAM da *A a United vai ter que se contentar em tentar alguma coisa no Rio.

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Questão de ponto de vista. Em Brasília a DL vai poder aproveitar a extensa malha e a força de vendas da GOL e ser a escolha lógica de quem mora no Centro Oeste, Triângulo, Norte e grande parte do NE.

Para mim confirma o erro da United em não ter fechado uma parceria mais próxima com uma empresa nacional, e com a iminente saída da TAM da *A a United vai ter que se contentar em tentar alguma coisa no Rio.

 

Sem duvida Fernando, mas vejo mais BSB ganhando um equipamento maior (767-300) e fazendo a distribuição, conforme você citou, dos passageiros da DL, principalmente de ATL.

Se sair um JFK-BSB vai ser uma surpresa pois ainda vejo o JFK-CNF a frente de Brasilia devido ao tamanho do segmento VFR.

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Sem duvida Fernando, mas vejo mais BSB ganhando um equipamento maior (767-300) e fazendo a distribuição, conforme você citou, dos passageiros da DL, principalmente de ATL.

Se sair um JFK-BSB vai ser uma surpresa pois ainda vejo o JFK-CNF a frente de Brasilia devido ao tamanho do segmento VFR.

 

Concordo, também acho que por enquanto só vem equipamento maior. Com a crise chegando eu não apostaria na DL dando um passo mais ousado e lançando para logo um BSB-JFK. Mas quem sabe?

Agora, em relação a VFR não sei não, tem também muito goiano nos EUA inclusive naquela regiao de CT e MA. Me desculpem os colegas mineiros mas acho mais fácil a DL colocar um segundo vôo em Brasília.

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Olha... acho que pensar no segundo voo sem nem ao antes maximizar BSB com um equipamento maior a partir do mega-hub ATL não seria só inesperado mas totalmente louco já que as bases do acordo DL-G3 apesar de divulgadas, ainda não são publicas.

 

Mas olha a estratégia da Delta em miudos:

 

Segunda-feira : Brasil-EUA

 

GRU-DTW: 9/35J

GIG-ATL: 27/29J

GRU-ATL: 25/40J

GRU-JFK: 20/40J

BSB-ATL: 8/16J

 

AInda acho prematuro chamar ou pensar em segundo voo, ainda mais que de todos os voos, o BSB-ATL é o que tem a econômica mais vazia.

Ah, todos os voos da Delta estão sendo vendidos ida e volta por 100,000 pontos na Executiva, menos o mais cheio.

 

Eles estão certos em focar em GRU e BSB, pois parece onde tem mais espaço para crescer. No GIG ou eles vem com segundo voo ou não tem mesmo o que fazer. GRU tem muito o que fazer pelo DTW e agora precisa focar no produto novo do JFK que vai incrementar a oferta.

Em BSB ainda tem espaço para trocar o 757 por um 767 que simplesmente chega a dobrar a Classe Executiva.

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O 757 com as regras de bagagem Brasileiras fica limitado.

Não fossem as duas malas mais pesadas, seria perfeito usar o 757, mas ainda mais nessa época do ano, o melhor que a Delta faz é usar um 767 !

 

A AA podia aprender....

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Até onde sei o 757 da DL com seus motores PW jamais fez pouso técnico por problema de autonomia entre BSB-ATL. Também não sei de gente que tenha ficado no chão (ou suas bagagens) pelo mesmo motivo. Mas enfim...

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Acho que isso enfatiza e confirma o insucesso da Delta em crescer no Rio de Janeiro.

Não duvido que a United venha a adicionar um 3o voo no Rio deixando a Delta em uma posição onde só vai lhe restar investir em São Paulo e Brasilia.

 

Nao seja radical. A DL, so esta no momento, consolidando seus novos voos e incremento na capacidade. Ela sabe do potencial do Rio.

 

Sobre a UA, nao é um terceiro, mas um segundo voo nonstop "year-round". Acredito que os GIG-IAD nao virao mais (como ja nao estao vindo neste verao), serao substituidos por um GIG-EWR pela importancia de NY, ainda mais se a DL nao tiver criado um GIG-JFK.

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Boulos, só estou sendo honesto,não estou criticando.

Nem toda cia aérea foca todo mercado, é natural.

 

São Paulo é o maior mercado da América Latina, a Delta tende, da mesma forma que buscou em Londres, uma posição mais importante para poder se impor a American.

 

Em Brasilia ela consegue brigar e manter posição contra uma AA que oferece horários inferiores e um produto que a Delta consegue superar. Nem a TAM tem um produto competitivo e nem horário. Em resumo, com dois voos a Delta passa certamente a ser dominante em BSB. O acordo da Gol pode facilitar até mesmo um BSB-MIA (mas penso ser mais fácil , porém curioso, um BSB-JFK)

 

No Rio a AA construiu uma vantagem competitiva hoje com 3 voos diários, e existe uma força local que é a Tam com 2 voos e equipamento superior. A AA planeja manter um 777 no Rio o que tornaria a tarefa da Delta mais dificil por lá. Além de tudo, o Rio tem a United agora com 2 voos e a US Airways.

 

Enfim... estou embasando meus comentários acima.. é tudo com lógica e pensamento estratégico.

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Enfim... estou embasando meus comentários acima.. é tudo com lógica e pensamento estratégico.

 

Gostei e concordo com seus comentarios.

 

Vc fica bem melhor qdo escreve racionalmente sem usar muito a emocao, para nao sair coisas como "proibir voos da LATAM com escala em GRU por 5 anos", etc etc...

 

abraco!

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O jeito é o mesmo, um é resumido e infelizmente você enxerga o lado emocional mas não pensou no lado estratégico.

 

Todo usuário do fórum tem duas formas de postar, a resumida e a mais profunda. É cansativo toda vez ler posts longos, e imagino que seja para os outros também

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Vc fica bem melhor qdo escreve racionalmente sem usar muito a emocao, para nao sair coisas como "proibir voos da LATAM com escala em GRU por 5 anos", etc etc...

 

abraco!

 

Aqui o foco é simples, defesa da concorrência significa que o poder econômico construa uma formidável barreira competitiva.

Lembra da Kolynos vs Sorriso ? Foi uma barreira desmobilizada ao obrigar a venda de creme dental a um concorrente novo.

 

Na aviação não dá pra fazer o mesmo.

Mas pode se criar uma moratória ao grupo grande demais evitando que cresça e se torne predador a competição.

 

Fizeram isso nas telecomunicações para evitar que os grupos mais poderosos entrassem na área dos mais fracos antes que os ultimos conseguissem as necessárias economias de escala. Só recentemente os grupos puderam entrar nas áreas dos outros.

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A verdade é que a Delta passou a TAM em market-share em BSB. Agora com o voo diário, a liderança tende a se consolidar. Quanto a um possível voo para JFK, em momento algum a DL falou nisso, somente disseram que o foco é em BSB e GRU. Para bom entendedor, isso está diretamente relacionado ao BSB-ATL (voo diário) e aumento de frequências no GRU-DTW. Quanto a não citar o GIG, é pelo simples motivo de não terem novidades para a base e isso não significa que a DL está abrindo mão do seu 2o maior mercado no Brasil. Sem dúvida alguma a operação no GIG é mais importante que BSB, porém em um evento em BSB, não faria nenhum sentido "não puxar saco da Capital Federal".

 

Na minha opinião não teremos tão cedo um JFK-BSB pela DL. Antes disso certamente teremos a mudança de equipamento em BSB (deve ocorrer no final de 2012), o ATL-CNF e o JFK-GIG. Depois disso, se sobrar espaço em BSB, a DL coloca um JFK-BSB, porém acredito que isso demorará tanto, que é possível que esse voo aconteça em outras asas.

 

abs

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