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Aviação entra no mercado europeu de emissões


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O setor da aviação entra neste mês no sistema europeu de comércio de emissões, o que forçará as companhias aéreas a pagar pelo dióxido de carbono (CO2) que as aeronaves emitem. As companhias aéreas cujas aeronaves decolam ou aterrissam nos aeroportos da União Europeia serão afetadas pela medida.

 

Elas receberão anualmente um número de autorizações para emitir CO2 com base na média produzida entre 2004 e 2006, e quem exceder esse limite deverá adquirir direitos de outras empresas ou enfrentará multas.

 

A Comissão Europeia definiu em 213 milhões de toneladas de dióxido de carbono o limite para 2012. Em 2013, esse valor será reduzido para 208 milhões de toneladas.

 

A UE reconhece que a decisão pode elevar os preços dos bilhetes de voos de ida e volta entre 1,8 e 9 (ou de R$ 4,38 a R$ 21,90) dentro da Europa, e em cerca de 12 (R$ 29,20) em viagens ao exterior, se as companhias aéreas decidir cobrar dos seus clientes o custo total de adaptação às novas restrições.

 

A UE tem defendido há anos a necessidade de incluir companhias aéreas no sistema, já que as emissões da aviação têm crescido mais rapidamente do que qualquer outro setor. Hoje, a aviação responde por 3% das emissões totais da UE.

 

A TAM, procurada pelo Estado, preferiu não se manifestar sobre o assunto. Já a associação de transporte aéreo Iata afirma ser fortemente contrária à inclusão da aviação internacional no esquema de emissões da UE.

 

O diretor da Iata Tony Tyler disse em evento no Rio em novembro que a indústria é contra regimes regionais porque eles distorcem os mercados.

Mas afirmou que a Iata apoia medidas baseadas no mercado de comércio de emissões "como um pilar fundamental da nossa estratégia ambiental". "Mas essas medidas devem ser coordenadas globalmente", ressaltou.

 

Fonte: estado_de_sao_paulo.gif , via Revista Aviação Notícias: http://www.aviacaono...europeu-de.html

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  • 1 year later...

Meus prezados:


Impasse nas emissões de aviação


Uma solução global sobre como lidar com as emissões de gases-estufa das empresas aéreas foi acertada em conferência internacional na semana passada- essa é a boa notícia para reduzir as emissões de um setor que responde por 2% do total. A má notícia é que o sistema internacional será desenhado até 2016, para começar a funcionar em 2020, se tudo der certo.

Esta foi a resolução acertada por representantes de 192 países reunidos na semana passada em Montreal, no Canadá, em reunião da Icao - sigla para Internacional Civil Aviation Organization, órgão técnico da ONU que trata das questões relacionadas à aviação civil.

A questão mais complexa da reunião era se a redução de emissões do setor aéreo pode ser apoiada por medidas de mercado. Isto significa criar dispositivos econômicos para favorecer os cortes - uma taxa sobre o carbono emitido ou a criação de mercados de créditos de carbono (com licenças para emitir), por exemplo.

Para a União Europeia este era um ponto prioritário. Em 2010, a UE incluiu as emissões das empresas aéreas em seu mercado de créditos de carbono. "Foi uma decisão unilateral e muito mal recebida pelas outras nações", diz um representante do governo brasileiro. Aviões que voassem sobre território europeu deveriam pagar pelas suas emissões, decidiu a UE. Os outros protestaram, da China aos Estados Unidos. A UE recuou dando um ano para uma decisão multilateral - até a reunião de Montreal.

"Medidas de mercado são parte de uma cesta e devem ser entendidas como uma parcela pequena da solução", diz o executivo do governo. "O que a UE fez foi transformar medidas de mercado como a solução por excelência." Para o governo brasileiro, medidas operacionais como controle do tráfego aéreo (que possibilitam gasto menor de combustível), frotas mais modernas ou uso de biocombustíveis fazem parte desta "cesta". "O Brasil não acha que medidas de mercado estão erradas, mas que têm participação reduzida no problema".

Enquanto o esquema global não é criado, os países acertaram na Icao que decisões neste campo têm que ser acertadas com os outros e que países com pouco tráfego aéreo estão fora destas regras.

"A ciência diz claramente que 2020 será muito tarde," reagiu Samantha Smith, líder da Iniciativa Global de Clima e Energia da rede WWF. "Esta foi a primeira oportunidade que os governos tiveram de tomar medidas firmes depois da divulgação do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), mas eles falharam."


fonte: Daniela Chiaretti para Valor Econômico, via CECOMSAER 10 out 2013

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